CONTABILIDADE DE CUSTOS 1) CUSTO: UMA ABORDAGEM SIMPLIFICADA O estudo da contabilidade, seja qual for a sua ramificação (comercial, bancária, pública, de custos, entre outros), fica mais fácil quando é obedecida a seqüência gradativa e lógica que a disciplina exige. Assim, para estudar a Contabilidade de Custos é necessário ter conhecimentos básicos em Contabilidade. É por este motivo que se estuda, inicialmente a Contabilidade Básica ou Geral, para depois estudar a Contabilidade de Custos. Vejamos um exemplo bem simplificado de custos, utilizando uma receita de doce de abóbora: Ingredientes: 8 kg de abóboras $ 32,00 1,5 kg de açúcar $ 3,00 150 grs de côco ralado $ 2,00 6 grs de cravo da índia $ 1,00 3 xícaras de água $ 0,00 $ 38,00 Tempo de preparo no fogão: 2 horas e meia Tempo de trabalho: 4 horas Rendimento: 5 kg aproximadamente Pergunta-se: Qual é o custo desse doce? Quando você vai a uma confeitaria e compra um doce, o custo desse doce, para você, é o preço pago por ele. Entretanto, no nosso exemplo de fabricação do doce, o seu custo corresponde apenas aos gastos com a compra dos ingredientes? É evidente que não, pois para fazer o doce de abóbora, além dos ingredientes, foram utilizados: cozinha, mesa, faca, panela, fogão, colher, água, gás e energia elétrica. Dessa forma, tanto os ingredientes utilizados como os demais elementos que concorreram para que o doce de abóbora fosse feito tem CUSTO e precisam ser considerados. Pelo que foi exposto até aqui, você pode concluir que o Custo de Fabricação ou Custo de Produção apresentam duas partes: PARTE DIRETA: Composta pelos gastos de aquisição dos ingredientes utilizados integralmente na fabricação (tecnicamente conhecidos por Materiais Diretos = MD ou Matérias-Prima = MP) mais o custo das horas de trabalho (tecnicamente conhecidos por Mão-de-obra Direta = MOD). A soma desses gastos também é denominada CUSTO DIRETO, pois suas quantidades e seus valores são facilmente identificados em relação ao produto. Portanto, no exemplo do doce de abóbora, pode-se concluir que os MD = $ 38,00 (soma dos ingrediente: abóbora = $ 32,00; açúcar = $ 3,00; côco ralado = $ 2,00 e cravo da índia = $ 1,00) e a MOD = $ 4,00 (a confeiteira ganha $ 1,00 por hora de trabalho, e trabalhou 4 horas para fazer o doce). PARTE INDIRETA: Composta pelos gastos com outros elementos que concorreram indiretamente na fabricação do doce, como: aluguel, IPTU, depreciação, gás e energia elétrica (tecnicamente conhecidos por Custos Indiretos de Fabricação = CIF). O Custo Direto de produção é fácil de ser conhecido, pois geralmente corresponde aos valores integralmente gastos na compra dos materiais utilizados, mais a Mão-de-obra das pessoas que trabalharam diretamente na produção/fabricação. Por outro lado, para se conhecer o valor dos Custos Indiretos de Fabricação de cada produto, deve-se estabelecer regras e efetuar cálculos para que os referidos custos sejam adequadamente atribuídos a cada produto. Os Custos Indiretos de Fabricação são assim denominados porque não correspondem a gastos realizados especificamente para esse ou aquele produto. Na empresa industrial, eles beneficiam toda a produção do período. O gasto com aluguel, por exemplo, é indispensável para que a empresa possa existir, porém não está ligado a um ou outro produto; assim, o seu custo deve ser atribuído através de algum critério para todos os produtos que foram fabricados pela indústria naquele período. No nosso exemplo, embora não seja uma empresa, para conhecer o Custo de Produção real do doce, precisa incluir uma parcela do aluguel. Tecnicamente, a distribuição proporcional que se faz para atribuir a este ou aquele produto o valor dos Custos Indiretos de Fabricação, denomina-se RATEIO. Para se efetuar o rateio (distribuição), há necessidade de se adotar algum critério, seja ele estimado ou atribuído. Esse critério é denominado BASE DE RATEIO. Veja a seguir, com base no exemplo em questão, alguns critérios que podem ser usados como base para ratear o valor dos Custos Indiretos: Aluguel/IPTU: critério (base) para rateio = horas de trabalho. Considerando que se paga $ 240,00 por mês de aluguel (IPTU incluído), o valor a ser considerado como Custo Indireto de Fabricação (CIF) é obtido do cálculo: $ 240,00 / 30 dias = $ 8,00 por dia $ 8,00 eqüivale a 8 horas, assim para 4 horas = $ 4,00 Utensílios: critério (base) para rateio = horas de trabalho. Os utensílios utilizados para fazer o doce mesa, panela, fogão, faca, entre outros não se consomem durante um processo de fabricação. Eles tem tempo de vida útil maior, podendo ser utilizados na fabricação de muitos quilos de doce, durante alguns anos. O critério para incluir no Custo de Produção (CP) o valor do gasto na aquisição desses bens é a DEPRECIAÇÃO. Através da depreciação, considera-se como Custo do período uma parcela do valor gasto na aquisição dos bens duráveis, em razão do tempo de vida útil estimado para o referido bem. Suponha-se que o fogão, a mesa e os demais utensílios utilizados correspondam à depreciação de $ 720,00 por ano, eqüivalendo à depreciação mensal de $ 60,00. Sabendo-se que foram gastos 4 horas para se fazer o doce, o valor da depreciação proporcional ao número de horas gastas será de $ 1,00 (equivalente a meio dia de trabalho), representado pelo seguinte cálculo: $ 60,00 / 30 dias = $ 2,00 por dia $ 2,00 eqüivale a 8 horas, portanto para 4 horas eqüivale a $ 1,00 Gás: critério (base) para rateio = horas de trabalho. Suponha-se que, por um botijão de gás de 13 quilos, tenha sido pago $ 26,00 e que, para consumir todo o gás contido no botijão, sejam necessárias 26 horas de trabalho. Logo, para cada hora de trabalho de gás consumido gasta-se $ 1,00. Se, para fazer o doce de abóbora o fogão ficou ligado durante 2 horas e meia, o custo do gás consumido é dado por: 2,5 horas x R 1,00 = $ 2,50 Energia Elétrica: critério (base) para rateio = horas de trabalho. Considerando que, durante o mês, foram gastos $ 60,00 com energia elétrica e sabendo que a casa tem 5 cômodos, os quais consomem energia elétrica em quantidades proporcionais, podemos estabelecer que a energia elétrica gasta por dia na cozinha corresponde a: $ 60,00 / 5 cômodos = $ 12,00 mensais por Cômodo Logo, $ 12,00 / 30 dias = $ 0,40 por dia Assim, se $ 0,40 corresponde a 8 horas, para 4 horas corresponde $ 0,20. Agora pode-se concluir que, para fazer o doce de abóbora, concorreram os seguintes itens: a) Material Direto $ 38,00 b) Mão-de-obra Direta $ 4,00 c) Custos Indiretos de Fabricação . Aluguel/IPTU $ 4,00 . Depreciação $ 1,00 . Gás $ 2,50 . Energia Elétrica $ 0,20 $ 7,70 Total = Custo de Produção (CP) $ 49,70 Após todos os cálculos acima, pode-se dizer que os 5 Kg de doce de abóbora custaram $ 49,70, assim, conclui-se que o custo de produção (CP) é composto por três elementos: Material Direto (MD) + Mão-de-obra Direta (MOD) + Custo Indireto de Fabricação (CIF). 2) CONCEITOS BÁSICOS A Contabilidade de Custos surgiu com o aparecimento de empresas industriais, na Revolução Industrial, com o intuito de calcular os custos dos produtos fabricados. Antes os artigos eram produzidos por artesãos que, via de regra, não constituíam pessoas jurídicas, e praticamente só existiam empresas comerciais, que utilizavam a contabilidade financeira basicamente para a apuração do resultado do período. Para a apuração do resultado de cada período, bem como para o levantamento do Balanço no final do período, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples: O contador verificava o montante pago por item estocado, e dessa maneira valorava as mercadorias. Fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de estoques iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, na clássica disposição: Inventário Inicial (+) Compras do Período () Inventário Final (=) Custos das Mercadorias Vendidas Os inventários Inicial e Final eram facilmente obtidos pelo levantamento dos estoques e dos preços dos itens vendidos. Confrontando o valor do CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) com as receitas obtidas na vendas desses bens, chegava-se ao lucro bruto, do qual bastava deduzir as despesas necessárias a manutenção da entidade durante o período, a vendas dos bens e ao financiamento de suas atividades, para obter-se o lucro líquido. Daí o aparecimento do também clássico Demonstrativo de Resultado da empresa comercial. Vendas (-) Custos das Mercadorias Vendidas (=) Lucro Bruto (-) Despesas Administrativas (-) Despesas Comerciais (-) Despesas Financeiras (=) Lucro Líquido Com o aparecimento das empresas industriais, a apuração do resultado do período continuou sendo efetuada da mesma forma que as empresas comerciais: Vendas (-) Custos dos Produtos Vendidos (=) Lucro Bruto (-) Despesas Administrativas (-) Despesas Comerciais (-) Despesas Financeiras (=) Lucro Líquido Porém, o custo dos produtos vendidos não era conhecido, pois os produtos não eram mais comprados prontos, mas produzidos pelas empresas a partir de vários insumos (materiais, itens prontos, pessoal, equipamentos, energia, entre outros). Nessa situação, vários itens são consumidos para a confecção dos produtos, não é tão simples o cálculo dos custos dos produtos fabricados e vendidos. Portanto, após a Revolução Industrial, quando o setor industrial começou efetivamente a se desenvolver, esta dificuldade em determinar os custos, culminou com o aparecimento da contabilidade de custos, voltada inicialmente apenas para a avaliação dos inventários e a determinação do resultado do período. Assim, o valor dos insumos consumidos para a produção dos itens vendidos eqüivaleria ao custo dos produtos vendidos. Se houvesse variação nos estoques de produtos acabados, o custo dos produtos vendidos poderia ser encontrado considerando-se a expressão: Inventário Inicial de Produtos Acabados (+) Custo da Produção Acabada () Inventário Final de Produtos Acabados (=) Custo dos Produtos Vendidos A produção do período era valorada monetariamente pelos custos. Isto é, pelo valor dos insumos consumidos para se obter a produção. No caso de haver variação nos estoques de produtos semi-acabados, o mesmo procedimento anterior deveria ser adotado, usando-se então, a seguinte equação: Inventário Inicial de Produtos em Processo (+) Produção do Período () Inventário Final de Produtos em Processo (=) Custo da Produção Acabada Com a determinação dos custos de produção do período, chega-se ao custo dos produtos acabados, custo dos produtos vendidos e ao resultado do período. No entanto, uma das parcelas dos custos do período era o custo da matéria-prima. Com a existência de estoques de matéria-prima, o mesmo procedimento deveria ser aplicado para a apuração destes custos. Inventário Inicial de Matéria-prima (+) Compras de Matéria-prima do Período () Inventário Final de Matéria-prima (=) Custo de Matéria-prima 2.2 Uso Gerencial dos Custos A preocupação primeira dos contadores, Auditores e Fiscais, foi de fazer da Contabilidade de Custos, uma forma de resolver seus problemas de mensuração monetária dos estoques e do resultado, e não de fazer dela um instrumento de administração. Devido ao aparecimento das empresas e o conseqüente aumento na complexidade do sistema produtivo, bem como o aumento da distancia entre administrador e os ativos, a contabilidade de custos passou a ser encarada como uma eficiente forma de auxílio no desempenho da missão gerencial, constatando-se que as informações fornecidas, pela Contabilidade de Custos, eram potencialmente úteis ao auxílio gerencial, extrapolando a mera determinação contábil do resultado do período. Nesse novo campo, a contabilidade de custos, tem duas funções relevantes: Auxílio ao Controle; Tomada de Decisões. No que se refere ao Controle, os custos podem, através de comparações com padrões e orçamentos, indicar onde está ocorrendo problemas ou situações não previstas. No processo de Tomada de Decisões, as informações de custos subsidiam informações úteis nos processos decisórios de curto e longo prazo, como: corte de produtos, fixação de preços de vendas, opção de compra ou fabricação de produtos, dentre outras. Resumidamente, de apêndice da contabilidade financeira, a contabilidade de custos passou a desempenhar importante papel como sistema de informações gerenciais, obtendo lugar de destaque nas empresas. Cabe aqui ressaltar, que o ambiente concorrencial onde as empresas encontram-se inseridas está em contínua mudança, modificando constantemente a quantidade e a qualidade das informações demandadas pela empresa. Isto aliado ao fato de que o uso da contabilidade de custos em sua nova função (auxilio gerencial) é relativamente recente, faz com que haja permanente e rápido aprimoramento nos procedimentos da contabilidade de custos. Exercícios 1, 2, 3, 4, e 5 3. DEFINIÇÕES BÁSICAS 3.1 Gastos e Desembolso Gasto é o valor dos insumos adquiridos pela empresa, independentemente de terem sido utilizados. Desembolso é o pagamento resultante da obtenção de insumos e que pode ocorrer em momento diferente do gasto. Por exemplo: se for efetuada uma compra de material com 60 dias de prazo para o pagamento, o gasto ocorre imediatamente, mas o desembolso só ocorre no dia do pagamento. 3.2 Custo Custo é o gasto relativo a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens e serviços, isto é, o valor dos insumos usados na fabricação dos produtos da empresa. Exemplo: materiais, trabalho humano, energia elétrica, máquinas e equipamentos, entre outros. O custo se diferencia do gasto pelo fato que esse último refere-se aos insumos adquiridos, enquanto que o custo está relacionado com o insumos efetivamente utilizados. Exemplo 1: Se a empresa compra 1.000 unidades de matéria-prima, mas só usa 800 unidades no período, os gastos eqüivalem as 1.000 unidades, porém os custos são o montante relativos as 800 unidades utilizadas. Exemplo 2: Na compra de uma máquina industrial, o gasto eqüivale ao valor total, enquanto o custo será a parcela utilizada da máquina no processo de industrialização. A identificação desse custo é feito por um item de custo denominado de depreciação, o qual refere-se a parte do equipamento consumido no período. 3.3 Despesas Despesa é o valor dos insumos não identificados com a produção e que são consumidos para o funcionamento da empresa, isto é, refere-se às atividades não produtivas da empresa, geralmente sendo separadas em Administrativa, Comercial e Financeira. Portanto, as despesas são diferenciadas dos custos pelo fato de estarem relacionadas com a administração geral da empresa, ao passo que os custos estão ligados com a produção. Esta diferenciação provavelmente decorre da origem da contabilidade de custos. A contabilidade financeira era inicialmente usada em empresas comerciais. Os custos eram relacionados com as mercadorias vendidas, enquanto as despesas identificavam-se com a empresa. Ao se empregar a mesma lógica em empresas industriais, naturalmente, o custo ficou identificado com as atividades produtivas e as despesas continuaram relacionadas com as atividades destinadas à administração da empresa em geral, à parte financeira e comercial. A diferenciação entre custos e despesas é importante para a contabilidade financeira, pois os custos são incorporados aos produtos (estoques), ao passo que as despesas são consideradas diretamente no cálculo do lucro do período. 3.4 Perda e Desperdício 3.4.1 Perda: Perda normalmente é vista na literatura contábil como o valor dos insumos consumidos de forma anormal e involuntária. As perdas são separadas dos custos, não sendo incorporadas aos estoques. Exemplo: Se por algum motivo, houver consumo anormal de matéria-prima, isso é caracterizado como perda. Na literatura de Engenharia da Produção, muitas vezes esse termo significa o trabalho que aumenta os gastos e não agrega valor ao produto, do ponto de vista do consumidor, ou seja, os gastos não eficientes. 3.4.2 Desperdício: É o esforço econômico que não agrega valor ao produto da empresa e nem serve para apoiar diretamente o trabalho efetivo. Exemplo: Um processo trabalha geralmente com um índice de 1% de peças defeituosas e, se em um dado período, 5% dos itens produzidos forem defeituosos, as perdas anormais eqüivalem a 4%, enquanto que os desperdícios totalizam 5%. 3.5 Investimento Investimento é o valor dos insumos adquiridos pela empresa não utilizados no período, os quais poderão ser empregados em períodos futuros. São exemplos: maquinários, móveis e utensílios, entre outros. Exercício 6 4. ELEMENTOS DE CUSTOS Os elementos de Custo são três: Material Direto (MD), Mão-de-obra Direta )MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF). 4.1 Matéria-prima ou Material Direto: Os custos com matéria-prima (MP) ou Material Direto (MD) relacionam-se com os principais materiais integrantes do produto que podem ser convenientemente separados em unidades físicas específicas. Embora, teoricamente, todos os materiais diretos podem ser tratados como matéria-prima, na prática, pode não ser conveniente fazer isso. Alguns materiais pouco relevantes, como parafusos, pregos, entre outros, podem ser classificados como materiais de consumo e analisados de forma simplificada. 4.2 Mão-de-obra Direta (MOD): São aqueles diretamente relacionados com o trabalho humano em atividades de transformação do produto, isto é, representam o salário dos operários diretos (inclusos salários e os encargos sociais incidentes). Os funcionários não envolvidos diretamente com a produção compõem a mão-de-obra indireta, porque não é possível associá-lo diretamente ao produto, é necessário alguma forma de rateio para atribuir os custos aos diversos produtos. 4.3 Custos Indiretos de Fabricação CIF: São todos os demais custos de produção. Essa classificação teve origem nos primórdios da contabilidade de custos, quando os custos de MP e MOD representavam a grande maioria dos custos. Hoje em dia, no entanto, os CIFs estão se tornando maiores, assim a MOD e MP ficam progressivamente menos importante, já que a análise e determinação dos CIFs representam grande complexidade, e por isso seu correto gerenciamento é determinante no desempenho da empresa moderna. São exemplos: aluguel da fábrica, salários dos supervisores, depreciação dos maquinários, dentre outros. 5. CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS Além das várias classificações possíveis, muitos conceitos são utilizados para se diferenciarem os custos. Primeiramente vamos diferenciar os custos totais e unitários. Custo Total: É o montante despendido no período para se fabricarem todos os produtos. Custo Unitário: É o custo para se fabricar uma única unidade no período. Custo Unitário = Custo Total / Quantidade Produzida 5.1 Classificação em relação ao Produto Custos Diretos: São todos aqueles que estão diretamente vinculados aos produtos. Esses custos surgem com os produtos e não existem sem ele. Temos como exemplo, a madeira utilizada na produção de móveis. Custos Indiretos: São aqueles que não podem ser facilmente vinculados aos produtos, mas ao seu conjunto e/ou da empresa. Por exemplo, os custos de manutenção da máquina utilizada para produzir mais que um produto. A problemática de alocação de custos indiretos aos produtos e análises dos mesmos dá origem ao que denominamos de métodos de custeio. 5.2 Classificação em Relação ao Volume de Produção A classificação dos custos que considera sua relação com o volume de produção normalmente divide-se em custos fixos e variáveis. Custos Fixos: São aqueles que independem do nível de atividade da empresa. Ou seja, não variam com alterações no volume de produção ou vendas. Exemplo: aluguel do barracão Industrial. Exemplo: como o salário do gerente, o aluguel, o seguro da fabrica, entre outros. Custos Variáveis: São aqueles que estão intimamente ligadas com as quantidades produzidas ou vendidas, isto é, crescem com o aumento do nível de atividade da empresa, assim, esses custos aumentam ou diminuem de acordo com a quantidade produzida ou vendida. Exemplo: matéria-prima, material secundário na área de produção e os fretes na área de comercialização, pois ambos têm uma relação direta com o volume produzido ou vendido. Mais precisamente pode-se classificar os custos fixos e variáveis em relação a outras bases, além da base de produção. Exemplo: O consumo de energia elétrica pode ser considerado como um custo variável em função do tempo de funcionamento de uma máquina ao invés da quantidade de produção. A separação dos custos fixos e variáveis é o fundamento do que se denominam custos para a tomada de decisões, fornecendo muitos subsídios importantes para as decisões da empresa. Exercício 7 e 8 5.3 Classificação pelo Auxílio à Tomada de Decisões Custos podem ainda ser separados considerando-se sua relevância para uma determinada decisão. Custos relevantes: São aqueles que se alteram dependendo da decisão tomada. Custos não relevantes: São aqueles que independem da decisão tomada. 6. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamentalização é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos, representada por homens e máquinas (na maioria dos casos) desenvolvendo atividades homogêneas. Para o campo de Custos para avaliação de Estoques, interessa mais a visualização do Departamento como um conjunto que, apesar de na maioria das vezes ser constituído de homens e máquinas, pode também ocorrer sob a forma de apenas homens, pelo menos teoricamente, também só máquinas, realizando tarefas homogêneas. Por exemplo: em uma indústria de móveis, podemos ter os departamentos de corte da madeira, lixamento da madeira, montagem do móvel, pintura, almoxarifado, controle de qualidade, manutenção das máquina e outros. Verifica-se que, nos exemplos acima os departamentos podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem qualquer tipo de modificação sobre o produto diretamente, denominados de Departamentos de Produção (corte da madeira, lixamento da madeira, montagem do móvel, pintura) e os que nem recebem o produto, denominados de Departamentos de Serviços (almoxarifado, controle de qualidade, manutenção das máquina). Os Departamentos de Produção tem os seus custos apropriados aos produtos, quando passam por eles e os Departamentos de Serviços, como os produtos não passam por ele, os custos são rateados aos produtos que deles se beneficiam. Na maioria das vezes um Departamento é também denominado Centro de Custos, ou seja, uma unidade mínima de acumulação de custo indireto de fabricação, que serão rateados aos produtos através de um critério de rateio. Exercícios 12, 13 e 14 7. MODALIDADES DE CUSTEIO São filosofias básicas a serem seguidas pelos sistemas de custos, de acordo com o objetivo e/ou o período e tempo no qual se realiza a análise. É o fundamento da Contabilidade de Custos ligado à mensuração do custo dos produtos. Pela adoção do método de custeio, é que definimos quais os custos que fazem parte dos produtos, ou quais os custos que devem ser apropriados aos produtos ou serviços elaborados, com o objetivo de chegarmos ao custo unitário dos produtos fabricados no período. Pode-se classificar duas opções gerais de métodos de custeio: Método de Custeio Variável ou Custeio Direito Método de Custeio por Absorção 7.1 Método de Custeio Variável (ou Custeio Direto) No método do custeio variável ou direto, consideram-se os custos dos produtos apenas os custos variáveis diretos e indiretos, (matéria-prima, mão-de-obra direta, custos indiretos variáveis) sendo os custos fixos lançados como despesas do período, indo diretamente para o Resultado do Exercício. Portanto, para os estoques só vão os custos variáveis. O custeio variável é usado para o apoio a decisões de curto prazo, nas quais os custos variáveis tornam-se extremamente relevantes. O método é conveniente no planejamento, controle e tomadas de decisões administrativas, pois neste método, o lucro se move na mesma direção que o volume de vendas, e os demonstrativos operacionais podem ser compreendidos com maior rapidez pelos executivos. O modelo de custeio variável trata a empresa como se fosse uma máquina. Para que essa máquina funcione no período considerado, é necessário pagar os custos fixos, independentemente do que for produzido. As decisões das empresas estão relacionadas a quanto fabricar de cada produto, de modo a tirar o máximo proveito da situação. Nesse caso, os únicos custos relevantes são os custos variáveis, pois os custos fixos independem da produção. O método do Custeio Variável não é aceito para efeitos de Balanços e Resultados, portanto não aceito pelos contadores, auditoria independente e pelo fisco, pois fere os princípios contábeis, principalmente o Regime de Competência e a Confrontação, segundo estes, devemos apropriar as receitas e delas deduzir todos os sacrifícios envolvidos para sua obtenção. Nada impede que a empresa o utilize para efeitos internos. Exercício 9 7.2 Custeio por Absorção O custeio por absorção, é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos. Consiste na apropriação de todos os custos fixos e variáveis de produção aos bens elaborados, assim todos os gastos relativos aos esforços de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos. A atribuição dos gastos fixos aos produtos, entretanto implica naturalmente, a utilização de rateios. E, nisso reside a principal falha do Custo por Absorção como um instrumento de controle. Por mais objetivo que pretendam ser os critérios de rateio, esses critérios sempre apresentarão forte componente arbitrário, que distorce os resultado apurados por produtos e dificulta as decisões da gerência com relação à assuntos de vital importância para a empresa, como por exemplo: a determinação de preços de venda, a descontinuação da fabricação de produtos deficitários e outros. Este sistema relaciona-se com a avaliação de estoques, ou seja, com o uso da contabilidade de custos como apêndice da contabilidade financeira, a qual se presta para gerar informações a usuários externos à empresa. O método do custeio por Absorção é tido como o básico para a contabilidade financeira e para a formação do Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado, portando aceito pelos contadores, fisco, auditoria externa, pois atende as exigências para avaliação de estoques. Exercícios 10 e 11 8. ANÁLISE DE CUSTO-VOLUME-LUCRO Na utilização dos custos para auxílio a tomada de decisões, a previsão ou ao planejamento do lucro na empresa é um ponto importante. Um conjunto de procedimentos, denominados análise de custo-volume-lucro determina a influência no lucro provocada por alterações nas quantidades vendidas e nos custos e despesas. Na verdade, os fundamentos da análise de custo-volume-lucro estão intimamente relacionados ao uso de sistema de custos para auxílio a tomada de decisões, características do custeio variável. 8.1 Margem de Contribuição A análise de custo-volume-custo está relacionada com os conceitos de margem de contribuição unitária. A margem de contribuição é o montante das vendas diminuído dos custos e despesas variáveis. A margem de contribuição unitária, analogicamente, é o preço de venda menos os custos e despesas que resta para a cobertura dos custos e despesas fixas e para a geração de lucro, por produto vendido. Margem de Contribuição = Preço Custos Variáveis Despesas Variáveis A razão de contribuição é a margem de contribuição dividida pelas vendas, ou a margem de contribuição unitária dividida pelo preço de venda. Representa igualmente a parte das vendas que cobrirá os custos e despesas fixa e originará o lucro, porém em termos percentuais, isto é, representa a parcela com que cada unidade monetária obtida com a venda dos produtos contribui para cobrir os custos e despesas fixas ou para formar o lucro. Estes conceitos são de enorme ajuda para o planejamento de estratégias e para tomadas de decisão em geral. Razão de Contribuição = Margem de Contribuição Unitária / Preço Exercícios 12 e 13 8.2 Análise da margem de contribuição como Fator Limitante Quando existir um fator que limita a produção (tempo escasso, falta de matéria-prima etc.), a análise deve ser feita em função deste fator limitante. Assim, a margem de contribuição de um produto tem que ser dividida pela utilização do fator limitante daquele produto. Exercícios 14 e 15 8. 3 Ponto de Equilíbrio O ponto de equilíbrio, também denominado de ponto de ruptura Break-even point, nasce da conjugação dos Custos Totais com as Receitas Totais. É o nível de vendas onde o lucro é nulo. É encontrado através da seguinte expressão: PE = CF + DF MC(u) Exercícios 16 e 17 BIBLIOGRAFIA BORNIA, Antonio Cezar . Gestão Estratégica de Custos Industriais. Apostila Mestrado em Engenharia da Produção. UFSC, 2001. COLAUTO, Romualdo Douglas. Apostila de Contabilidade Geral e de Custos. Universidade Estadual de Maringá. 2001. HORNGREN, Charles T. Contabilidade de Custos. São Paulo:Atlas, 1978. LI, David H. Contabilidade de Custos. Rio de Janeiro: Ed. Interamericana, 1981. MARQUES, Kelly Cristina Mucio. Apostila de Contabilidade de Custos. Universidade Estadual de Maringá, 2001. MARTINS. Elizeu. Contabilidade de Custos. 7 ed. São Paulo:Atlas, 2001 PADOVEZE, Clovis Luís. O paradoxo da utilização do método de custeio variável versus custeio por absorção. Revista do Conselho Regional de Contabilidade São Paulo. nº 12, Junho 2.000. . Exercício 1 Nas questões de 1 a 4 escolha a alternativa correta: 1) Cristina fez um delicioso bolo de laranja. Gastou $ 5,00 na compra das laranjas e $ 2,00 na compra de açúcar. O custo desse doce para Cristina foi de $ 7,00. a) certo b) errado 2) Se você comprar uma mesa de madeira, o custo dessa mesa para você será o preço pago por ela. Se você resolver fazer uma mesa de madeira, o custo dessa mesa para você será: a) o preço pago pelos materiais b) o preço que se pagaria se comprasse uma mesa pronta. c) a soma dos gastos necessários para a fabricação a referida mesa com materiais, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. d) NDA 3) A distribuição proporcional que se faz para atribuir aos produtos os custos indiretos denomina-se: a) rateio b) custo direto c) custo indireto d) mão-de-obra 4) O critério adotado para rateio dos custos indiretos aos produtos denomina-se: a) Bases fixas b) Base de rateio c) Custos indiretos d) NDA 5) Rosa faz salgadinhos para aniversários, casamentos, entre outros. a) Como se denominam os ingredientes que Rosa utiliza para fazer os salgadinhos? b) Como se denominas os gastos que Rosa tem com o trabalho do pessoal que ajuda na fabricação? c) Como se denominam os demais gastos que Rosa tem para fabricação dos salgadinhos, como a energia elétrica e o aluguel? 6) O que você entende por Custo Direto? 7) O que você entende por Custo Indireto? 8) Ajude Vera a calcular o Custo de Fabricação do bolo de aniversário. Vera fez um bolo de aniversário para sua filha. No supermercado ela gastou: $ 10,00 por 5 kg de farinha de trigo (usou 3 kg); $ 8,00 por 5 kg de açúcar (usou 1 kg); $ 6,60 por 3 dúzias de ovos (usou 1 dúzia); $ 1,50 por 100 gramas de fermento; $ 2,50 por 500 gramas de manteiga (gastou 100 gramas) Vera trabalhou durante 5 horas para fazer o bolo (considere um salário já calculado de $ 12,00). Os demais gastos necessários para a fabricação foram: energia elétrica – $ 0,30 (correspondente a 5 horas de trabalho); gás – $ 0,50 (correspondente ao consumo para assar o bolo); aluguel – $ 0,80 (correspondente ao valor proporcional já calculado). Para confecção do bolo, calcule: a) Custo de Produção b) Custos Diretos c) Custos Indiretos d) Materiais Diretos e) Mão-de-obra Direta f) Custo Indireto de Fabricação Exercício 2 1) Materiais Diretos Consumidos (MD) …………………………………………………… $ 20.000,00 Mão-de-obra Direta utilizada (MOD) ………………………………………………….. $ 40.000,00 Custos Indiretos de Fabricação Apropriados (CIF) ………………………………. $ 60.000,00 Inventário Inicial de Produtos em Elaboração/Processo (IIPE/P) ………….. $ 10.000,00 Inventário Final de Produtos em Elaboração (IFPE)……………………………… $ 20.000,00 Inventário Inicial de Produtos Acabados (IIPA) ………………………………….. $ 30.000,00 Inventário Final de Produtos Acabados (IIPA) ……………………………………. $ 45.000,00 Pede-se: a) Custo de Produção do Período (CPP); b) Custo de Produção Acabada (CPA); c) Custo de Produtos Vendidos (CPV). 2) Matéria-prima Consumida (MP) ………………………………………………………… $ 20.000,00 Mão-de-obra Direta Apropriada (MOD) ……………………………………………… $ 10.000,00 Inventário Final de Produtos em Elaboração (IFPE)……………………………… $ 10.000,00 Inventário Inicial de Produtos Acabados (IIPA) ………………………………….. $ 40.000,00 Custo de Produção do Período (CPP) …………………………………………………. $ 60.000,00 Custo de Produção Acabada (CPA) ……………………………………………………. $ 70.000,00 Custo de Produtos Vendidos (CPV).. …………………………………………………. $ 50.000,00 Pede-se: a) Custos Indiretos de Fabricação (CIF); b) Inventário Inicial de Produtos em Elaboração (IIPE/P); c) Inventário Final de Produtos Acabados (IFPA). 3) IFPA…………………………………………………….. $ 10.000,00 CIF………………………………………………………. $ 10.000,00 IIPE/P…………………………………………………… $ 5.000,00 MD ……………………………………………………… $ 20.000,00 CPA…………………………………………………….. $ 45.000,00 MOD…………………………………………………… $ 20.000,00 CPV.. …………………………………………………. $ 50.000,00 Pede-se: a) CPP; b) IFPE/P; c) IIPA. Exercício 3 1) A empresa WWW apresentou a seguinte informação em 31/12/2001: Vendas do ano: $ 275.000 Estoques no início do ano: Produtos em processo: $ 4.200 Produtos acabados: $ 6.800 Matéria-prima: $ 3.500 Estoques no final do ano: Produtos em processo: $ 5.800 Produtos acabados: $ 8.500 Matéria-prima: $ 3.750 Compras de matéria-prima no ano: $ 108.000 Custos de mão-de-obra: $ 64.500 Os custos indiretos de fabricação foram dois terços do custo da mão-de-obra Outras despesas do ano: Despesas de venda: 10% das vendas Despesas administrativas: 5% das vendas. Pede-se: Preparar um demonstrativo de resultado analítico para o ano encerrado em 31/12/2001. 2) A empresa ADMINISTRADORES apresentou a seguinte informação em 31/12/2001: Vendas do ano: $ 400.000 Estoques no início do ano: Produtos em processo: $ 5.000 Produtos acabados: $ 6.800 Matéria-prima: $ 6.500 Estoques no final do ano: Produtos em processo: $ 8.800 Produtos acabados: $ 500 Matéria-prima: $ 0 Compras de matéria-prima no ano: $ 120.000 Custos de mão-de-obra: $ 50.000 Os custos indiretos de fabricação foram um quarto do custo da mão-de-obra Outras despesas do ano: Despesas de venda: 20% das vendas Despesas administrativas: 15% das vendas. Pede-se: Preparar um demonstrativo de resultado analítico para o ano encerrado em 31/12/2001. Exercício 4 Dos livros da CIA A extraímos as seguintes informações: Matéria-prima comprada no mês: $ 500.000 Devolução, no próprio mês, de 20% das compras acima Mão-de-obra direta do mês: $ 600.000 Custos Indiretos de fabricação incorridos no mês: $ 400.000. Calcule os valores a seguir solicitados para cada uma das alternativas abaixo, considerando cada alternativa uma situação, independente das demais: a) do Custo de Produção do mês; b) do Custo da Produção Acabada do mês; c) do Custo da Produção Vendida no mês. I) Não havia estoques iniciais ou finais de matéria-prima, produtos acabados ou em elaboração. II) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 120.000 no mês não havendo outros estoques iniciais ou finais. III) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 120.000 e o final, de $ 150.000 não havendo outros estoques iniciais ou finais. IV) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 120.000, o estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 180.000, o estoque final de produtos acabados era de $ 200.000 e não havia outros estoques iniciais ou finais. V) O estoque inicial de produtos acabados era de $ 300.000, o estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 160.000, o final de $ 200.000, não havendo outros estoques iniciais ou finais. VI) O estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 200.000 e o final, de $ 220.000, o inicial de produtos acabados era de $ 80.000, o final de.matéria-prima de $ 70.000, não havia outros estoques iniciais ou finais. VII) O estoque inicial de matéria prima era de $ 150.000, o final, de $ 220.000; o inicial de produtos em elaboração era de $ 170.000 e o final, de $ 230.000; o inicial de produtos acabados era de $ 130.000 e o final, de $ 190.000. Exercício 5 Eventos ocorridos na Indústria Silva Ltda 1- Saldos em 30/04/2001 Estoque de Matéria-prima ……………………………………. 2.100 Estoque de Materiais Secundários ………………………… 750 Estoques de Material de Embalagem …………………….. 350 Estoques de Produtos Acabados …………………………… 4.000 Estoques de Produtos em Elaboração ……………………. 900 2- Ocorrências em Maio/2001 2.1 Compras efetuadas Matéria-prima ……………………………………….. 9.000 Materiais Secundários ……………………………. 2.500 Material de Embalagem ………………………….. 1.070 Material de Limpeza (indireto) ……………….. 510 2.2 MOD aplicada na produção do período MOD …………………………………………………… 3.500 MOI …………………………………………………….. 1.500 2.3 Gastos Gerais de Fabricação aplicados no mês Energia………………………………………………….. 1.200 Agua…………………………………………………….. 600 Aluguel da fábrica………………………………….. 1.200 Depreciação…………………………………………… 800 3- Saldos em 31/05/2001 Estoque de Matéria-prima ……………………………………. 3.100 Estoque de Materiais Secundários ………………………… 1.050 Estoques de Material de Embalagem …………………….. 550 Estoques de Produtos Acabados …………………………… 2.000 Estoques de Produtos em Elaboração ……………………. 1.900 Pede-se: Valor dos Custos Diretos de Fabricação Valor dos Custos Indiretos de Fabricação Valor do Custo de Produção do Período Valor do Custo da Produção Acabada Valor do Custo dos Produtos Vendidos Sabendo-se que o valor da vendas dos produtos foi de $30.000, qual foi o lucro bruto apurado? Exercício 6 1) O desembolso á vista ou a prazo para obtenção de bens ou serviços, independentemente de sua destinação dentro da empresa, denomina-se: a) gasto b) investimentos c) despesa d) custo 2) Os gastos com bens de uso denominam-se: a) Desembolso b) Investimentos c) Custos d) Despesas 3) Os gastos com bens ou serviços aplicados diretamente na produção denominam-se: a) Desembolso b) Investimentos c) Custos d) Despesas 4) Os gastos decorrentes do consumo de bens e da utilização de serviços nas áreas administrativa, comercial e financeira, que direta ou indiretamente visam a obtenção de receitas, denominam-se: a) Desembolso b) Investimentos c) Custos d) Despesas 5) A entrega de numerários antes, no momento ou depois da ocorrência do gasto denomina-se: a) Desembolso b) Investimentos c) Custos d) Despesas 6) Qual a diferença entre custos e despesas? Exercício 7 Classifique os itens adiante em Custo, Despesa, Perda ou Ativo, e quando cabível classifique em Direto ou Indireto e em Fixo ou Variável. Se mais de uma alternativa for válida, assinale todas ou a(s) que considerar mais predominante: ITENS ativo perda despesa custo direto indireto fixo variável Estoque de matéria-prima Consumo de energia Mão-de-obra direta Combustível veículo de entrega Telefone (aparelho) Água industrial Pessoal do faturamento Máquinas e equipamentos Depreciação máquina produção Pintura do prédio da fábrica Instalação de computador Retirada materiais almoxarifado Consumo materiais administra Pessoal contabilidade geral Pessoal contabilidade custos Honorários administração Honorários diretor industrial Depreciação prédio empresa Consumo matéria-prima Aquisição de embalagens Deteriorização embal. Enchente Tempo pessoal greve ICMS sobre vendas Viagens de vendedores Energia de máquina com medidor IPTU Material isolante prédio fábrica Exercício 8 1) A empresa A produziu 2.000 itens e teve um custo de $ 1.000. A empresa B produziu 5.000 itens e teve um custo de $ 3.000. Qual das duas empresas foi mais eficiente? 2) A CMC fabrica rádios para carros. Possui as seguintes informações sobre custos para o exercício encerrado em 31?12/2001: Materiais usados na produção: $ 120.000, dos quais $ 80.000 foram considerados materiais diretos. Custo de mão-de-obra: $ 90.000, dos quais $ 25.000 foram para mão-de-obra indireta Estoque inicial e final: zero Despesas de vendas, gerais e administrativas: $ 60.000. Unidades produzidas durante o período: 10.000. Custos indiretos de produção total $ 40.000,00 ( Aluguel $ 15.000,00) A CMC vendeu 8.000 unidades do produto a $ 40,00 cada Pede-se: a) custo dos produtos fabricados b) custos diretos c) custos indiretos d) custos fixos e) custos indiretos variáveis f) custo unitário g) lucro do período h) Como ficou o estoque de produtos na empresa. 3) Assinale a alternativa correta: a) Sempre que um gasto puder ser identificado facilmente em relação a cada produto, esse gasto será: ( ) custo direto de fabricação ( ) custo indireto de fabricação ( ) investimento ( ) gastos gerais de fabricação b) Critério de rateio é: ( ) custos diretos de fabricação ( ) custos indiretos de fabricação ( ) critério fixado pela legislação ( ) critério escolhido para atribuição dos custos indiretos aos produtos. 4) A separação dos custos em diretos e indiretos é feita com relação a quê? 5) A separação dos custos em fixos e variáveis é feita com relação a quê? Exercício 9 a) Uma empresa possui capacidade para produzir 100.000 produtos, e em um determinado mês produz 80.000. Os custos fixos do período atingem 800.000,00 e as despesas fixas 200.000, os custos variáveis 3,00 por unidade e as despesas variáveis de 2,00 por unidade. Quais são os custos dos produtos de acordo com o custeio variável? b) A indústria de violões Bela Música LTDA, iniciou sua produção em maio/xx e teve o seguinte movimento: produção Venda Maio 8 un 7 un Junho 16 un 7 un Julho 4 un 14 un A matéria-prima e os materiais indiretos são os únicos custos variáveis da empresa e foram, respectivamente, de R$2.560,00 e R$440,00 em maio. As despesas variáveis de venda totalizam R$74,00/un, e cada violão é vendido a R$1.080,00. Seus custos e despesas fixos têm sido, por mês, os seguintes: Mão de obra R$3.500,00 Depreciação de equipamentos R$112,00 Aluguel do prédio da fábrica R$50,00 Custos diversos da fábrica R$916,00 Salários administrativos R$870,00 Propaganda R$716,00 Apure o lucro e o estoque final em cada mês pelo Custeio Variável. Exercício 10 a) Uma empresa possui capacidade para produzir 100.000 produtos, e em um determinado mês produz 80.000. Os custos fixos do período atingem 800.000,00 e as despesas fixas 200.000, os custos variáveis 3,00 por unidade e as despesas variáveis de 2,00 por unidade. Quais são os custos dos produtos de acordo com o custeio por absorção? b) A indústria de violões Bela Música LTDA, iniciou sua produção em maio/xx e teve o seguinte movimento: produção Venda Maio 8 un 7 un Junho 16 un 7 un Julho 4 un 14 un A matéria-prima e os materiais indiretos são os únicos custos variáveis da empresa e foram, respectivamente, de R$2.560,00 e R$440,00 em maio. As despesas variáveis de venda totalizam R$74,00/un, e cada violão é vendido a R$1.080,00. Seus custos e despesas fixos têm sido, por mês, os seguintes: Mão de obra R$3.500,00 Depreciação de equipamentos R$112,00 Aluguel do prédio da fábrica R$50,00 Custos diversos da fábrica R$916,00 Salários administrativos R$870,00 Propaganda R$716,00 Apure o lucro e o estoque final em cada mês pelo Custeio por Absorção. Exercício 11 A indústria de Móveis Pica-Pau Ltda, iniciou suas atividades no início de 200x. Produziu durante todo o ano 800/u de guarda-roupas, das quais 80/u ficaram 50% acabadas no fim do ano e 40/u ficaram estocadas para venda no ano seguinte. As outras 680/u foram vendidas a $ 600/u. Fazendo uma análise detalhada nos documentos da empresa, chegou-se a conclusão de que os custos de produção e as despesas do período foram: MD 100.000 MOD 100.000 CIF -V 20.800 CIF -F 30.000 Despesas F Vendas 40.000 Despesas V Vendas 50/u Despesas Administrativas 30.000 Despesas Financeiras 20.000 Pede-se: a) apurar o Resultado Líquido e o valor dos estoques de produtos acabados e em elaboração em 200x, tanto para o custeio por absorção como também para o custeio variável. b) Explique essa diferença entre os valores do custeio por absorção e o custeio variável.. Exercício 12 a) Considerando que a empresa RDC LTDA, possua dos produtos A e B, cujo preço de venda do produto A seja 10,00 e do produto B 20,00 e que os custos e despesas variáveis sejam 6,00 para o produto A e 10,00 para o produto B, qual a margem de contribuição e a razão de contribuição para os dois produtos? Qual o preferível? b) A empresa Arquivaço S/A fabrica arquivos de aço de diversos modelos, e para a produção de 100 unidades de cada um, por mês, tem as características de custos seguintes: Produto MP MOD Custo Indireto Custo Fixo Custo Variável Indireto Total unitário unitário unitário unitário unitário Modelo 1 300 500 250 100 1.150 Modelo 2 400 500 300 250 1.450 Modelo 3 500 600 300 250 1.650 Modelo 4 600 600 300 250 1.750 Os preços de venda unitários são: modelo 1 = $ 1.500,00 modelo 2 = $ 1.550,00 modelo 3 = $ 1.800,00 modelo 4 = $ 2.000,00 De acordo com esses dados, apresente uma ordem de prioridade para a empresa, em termos de lucratividade, e justifique o porquê de sua escolha. Exercício 13 A Cia. Limpa Tudo S/A trabalha no mercado de enceradeiras e aspiradores de pó, onde a empresa lider é o Brilho Estelar, sendo que esta, inclusive fixa os preços, que sempre são seguidos pelas demais. A Limpa Tudo fez uma ampliação de sua capacidade produtiva, e pretende utilizá-la mediante uma intensiva campanha publicitária, mas sem alterar seus preços de venda. O Departamento de Planejamento pediu ao Departamento de Custos um relatório completo sobre os dois produtos; esse relatório acabou por evidenciar os seguintes dados: Custos Fixos por mês: Mão-de-obra Indireta 200.000 Depreciação 60.000 Outros 36.000 TOTAL 296.000 Custos Variáveis: Especificação Enceradeira Aspirador unitário unitário Matéria-prima 30,00 40,00 Outros Materiais 12,25 18,00 Mão-de-obra Direta 35,00 60,00 Quantidade produzida no mês: Enceradeiras ……………….. 2.000 u. Aspiradores …………………. 2.000 u. Tempo Total de Fabricação utilizado no último mês: Enceradeiras …………………. 15.500 h. Aspiradores ………………….. 24.500 h. Preço Venda: Enceradeiras …………………. $ 190,00/u Aspiradores …………………… $ 260,00/u Sabendo-se que a empresa apropria os Custos Fixos à base do tempo de fabricação, pede-se: a) Calcule o lucro unitário dos dois produtos; b) Dê sua opinião sobre qual o produto que deve ter sua venda incentivada e justifique. Exercício 14 Uma indústria fabrica 3 produtos, nos quais são utilizados rolamentos, com os seguintes custos: Produto Custo Custo Custo Preço de Número de Variável Fixo Total Venda rolamentos A 4,00 1,00 5,00 8,00 4/u B 4,95 2,00 6,95 10,00 5/u C 3,00 1,00 4,00 7,00 4/u Em determinada semana a empresa está com falta de rolamentos, existindo apenas 200 unidades em seu estoque. Sabendo que a empresa tem Despesas Fixas de $ 100,00/semana e Despesas Variáveis de 10% do Preço de Venda, e sabendo ainda que o mercado consome 20 unidades de cada produto por semana, decida quais os produtos deverão ser feitos nessa semana, e em que quantidade, de forma a maximizar o lucro desse período. Exercício 15 a) Determinada indústria fabrica os produtos x, y e z, os quais utilizam chips de computador. Os gastos com os produtos são os seguintes: Gastos/Produtos X Y Z Matéria-prima 50,00 60,00 70,00 Salários de fábrica 15,00 20,00 25,00 Depreciação 3,00 3,00 3,00 Seguro de Fábrica 2,00 2,00 2,00 Energia elétrica 1,00 2,00 2,00 manutenção de equipamentos 2,00 4,00 6,00 aluguel da fábrica 2,00 2,00 2,00 número de chips exigidos 6 7 8 Em um mês qualquer está faltando chips existindo apenas 990 unidades em seu estoque, sabendo que o mercado consome 50 unidades de cada produto por mês. A empresa tem despesas fixas de $ 1.500,00/mês e despesas variáveis de 20% sobre o valor do preço de venda, que é fixado como sendo o dobro do custo de produção do respectivo produto. Pede-se: – Decida quais produtos deverão ser fabricados no mês, e em que quantidade, de forma a maximizar o lucro? b) Considerando que a empresa RDC LTDA, possua dos produtos A e B, cujo preço de venda do produto A seja 10,00 e do produto B 20,00 e que os custos e despesas variáveis sejam 6,00 para o produto A e 10,00 para o produto B, e considerando que as vendas no mercado é superior a ao que pode ser produzido pela empresa. Qual a margem de contribuição e a razão de contribuição para os dois produtos? Qual o preferível? Exercício 16 a) A Empresa Paulista de Trompetes S/A, através de um levantamento na sua Contabilidade de Custos, chegou à seguinte conclusão com respeito aos seus custos e despesas: Custos e despesas fixas: Depreciação de Equipamentos 100.000 /ano Mão-de-obra Indireta 400.000 /ano Impostos e seguros 38.000 /ano Despesas de vendas 150.000 /ano TOTAL 688.000 /ano Custos e despesas variáveis: Materiais Diretos 200 /u Mão-de-obra Direta 100 /u Embalagens 70 /u Comissões de Vendedores 20 /u Outros 10 /u TOTAL 400 /u Sabendo-se que o preço de venda é de $ 2.000/u. 1) Quantos trompetes devem ser produzidos e vendidos por ano para atingir o ponto de equilíbrio? 2) Qual o valor da receita nesse ponto? 3) Se a empresa quiser ter um lucro de 30% sobre as Receitas Totais, quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? 4) Qual será esse lucro? b) A empresa DELTA LTDA opera uma cadeia de sapataria alugada. As lojas vendem dez modelos de sapatos de homem, com preço de venda e custo de aquisição idênticos. a empresa está tentando descobrir se vale a pena abrir outra loja, que teria as seguintes relações de custos e receitas: Custos Variáveis por par: Preço de venda: 5,00 Custo dos sapatos: 3,00 Despesas Variáveis: 1,00 Comissão dos vendedores: 0,25 Custos e Despesas Fixas Anuais: Aluguel: 5.500,00 Salários: 17.600,00 Serviços públicos: 2.100,00 Outros custos fixos: 4.800,00 Pede-se: a) Determinar o ponto de equilíbrio anual em termos monetários e de unidades físicas; b) Se forem vendidos 35.000 pares de sapatos, qual será o lucro liquido da loja? c) Se o gerente da loja receber 0,05 por par de sapatos, a titulo de comissão, qual será o ponto de equilíbrio em termos monetários e de unidades físicas? d) Baseando-se nos dados originais, se o pagamento de comissões foi interrompido em favor de um acordo salarial no montante de 8.000,00, qual será o ponto de equilíbrio em termos monetários e em unidades? e) Baseando-se nos dados originais, se o gerente receber 0,10 por par de sapatos vendido acima do ponto de equilíbrio, qual será o lucro liquido da loja, caso se vendessem 50.000 pares? Exercício 17 A Empresa Brasileira de Refrigeradores S/A, através de um levantamento na sua Contabilidade de Custos, chegou à seguinte conclusão com respeito aos seus custos e despesas: Custos e despesas: Material Direto 250.000 /ano Mão-de-obra Direta 100.000 /ano Material Indireto 50.000 /ano Mão-de-obra Indireta 60.000 /ano Depreciação de Equipamentos Fábrica 18.000 /ano Depreciação de Móveis e Utensílios 2.000 /ano Comissões de Vendedores 23.000 /ano Aluguel da Fábrica 12.000 /ano Aluguel do prédio da administração 12.000 /ano Energia Elétrica da Fábrica 26.000 /ano Energia Elétrica da Administração 3.000 /ano TOTAL 556.000 /ano Pede-se: 1) Determine o Custo de Produção (CPP) de acordo com o método de custeio variável e custeio por absorção. 2) Considerando que os custos acima são utilizados para a seguinte produção: Iniciadas 1.000 unidades; Acabadas 800 unidades e Inacabadas – 200 unidades com 30% do processamento completados. Calcule o equivalente de produção e o custo unitário do produto pelo método de custeio variável e pelo método de custeio por absorção. 3) Sabendo-se que existem estoques iniciais de produtos acabados de 100 unidades a $ 545,06 cada uma e vendeu-se 700 unidades . Calcule o custo dos produtos vendidos e o estoque final de produtos acabados pelo método de custeio por absorção. 4) Sabendo-se que existem estoques iniciais de produtos acabados de 100 unidades a $ 512,16 cada uma e vendeu-se 700 unidades . Calcule o custo dos produtos vendidos e o estoque final de produtos acabados pelo método de custeio variável. 5) Apresente uma ordem de prioridade dos produtos em termos de lucratividade, justificando sua escolha. Para tanto toma-se como base que os custos acima são utilizados para produzir os produtos abaixo relacionados e, ainda que, os custos e despesas são distribuídos aos produtos na proporção de 23% para A, 35% para B; 29% para C e 13% para D. Produto Quantidade Preço Venda Modelo Produzida unitário A 200 600 B 300 600 C 250 600 D 110 600 6) Decida quais os produtos que deverão ser fabricados em determinado período, em quantidades, de forma a maximizar o lucro, sabendo-se que no referido período existem apenas 1.300 unidades de um componente eletrônico que deverá ser utilizado aos produtos. Utilize os dados encontrados no item anterior, e também considere que os produtos utilizam componentes eletrônicos nas seguintes quantidades: A = 15; B = 20; C = 18 e D = 15. Considere ainda que o mercado absorve somente: 20 unidades do modelo A; 20 unidades do modelo B; 30 unidades do modelo C e 20 do modelo D. 7) Tomando por base os dados do item 5, calcule o Ponto de Equilíbrio de cada produto, considerando os percentuais de distribuição dos custos e despesas verificados acima.