A força que a mídia exerce sobre a sociedade, e a forma como esta absorve as informações pode ser compreendido como o ponto central do filme O Quarto Poder (1997), do diretor Costa-Gavras. A cidade americana de Madelilne, no estado da Califórnia, é o palco desta intrigante história sobre um recém demitido e sua tentativa catastrófica de retomar seu emprego de segurança no museu de história natural da cidade. Ao ameaçar a diretora do museu com uma arma, o personagem Sam Baily dispara acidentalmente contra um ex-colega de trabalho dando início ao seu calvário. Tendo, assim, a partir deste ponto do filme tomando como reféns as crianças que visitavam o museu e o repórter decadente Max Brackett, que consegue entrar em contato com sua estagiária promovendo uma verdadeira corrida da imprensa em busca da verdade sobre o provável seqüestrador. O Quarto Poder é um daqueles filmes que provocam a reflexão sobre como a sociedade varia seu pensamento de acordo com a difusão de informações, principalmente, na mídia televisiva. Demonstra a idéia de que a imprensa interfere na condução das atitudes do tecido social de modo efêmero e superficial, porém, com uma amplitude que pode afetar definitivamente a vida de muitas pessoas. A necessidade genética do ser humano em desejar informações sobre o seu circulo de existência é um dos fatores que transformaram a imprensa num elemento fundamental das sociedades modernas. Denominar a imprensa como o quarto poder é oriunda do aspecto observador e fiscalizador sobre os outros três poderes da conjuntura democrática das nações modernas. A imprensa possui tamanha força na transformação das sociedades que, a própria imprensa passou a ser observada pelos próprios integrantes dela. É algo que surgiu nas faculdades americana e se espalhou por quase todo o mundo moderno, denominado de observadores da imprensa ou Watcher Press. O filme transporta o espectador para um mundo real em que o poder da notícia e da palavra, e provoca a conclusão de que a forma como determinado fato é transmitido para a população pode alterar o próprio curso da história. Dentro do panorama das organizações empresariais a força e a transmissão das informações tem a mesma importância de uma notícia divulgada na mídia. O capital do conhecimento tão apregoado no ambiente das corporações determinou que o fluxo dos dados e das informações tem um papel focal dentro das ações internas e externas de uma empresa. Isso vale também para as organizações estatais que de forma muito maior podem afetar as sociedades e as organizações. Uma informação transmitida de forma equivocada pode provocar, por exemplo, a queda das ações de uma empresa no mercado de ações ou produzir uma revolta popular. A força da palavra é algo inerente às sociedades desde que o ser humano produziu um conjunto de signos que poderia ser entendido de forma clara. Trovadores da Idade Média ou apresentadores de jornais via Internet tem a mesma capacidade, guardada as devidas proporções, de inserir seu ponto de vista na sociedade em que atuam de modo a direcionar opiniões de acordo com seu interesse. A mídia exerce força sobre a sociedade e o contrário também deve ser entendido como verdade relativa, uma vez que a produção da imprensa no decorrer da sua existência segue um padrão de interesses da sociedade em que estão atuando, ou seja, a imprensa age de acordo com os desejos da grande massa populacional em que estão inseridos. De forma proporcional, isto ocorre dentro das organizações uma vez que as informações são transmitidas, normalmente, seguindo os pressupostos da alta direção. Essas informações podem atingir toda a organização de modo positivo ou negativo, como uma moeda e suas faces antagônicas. Daí a fundamental importância do conhecimento das técnicas sobre comunicação empresarial e sua atuação como instrumento regulador do fluxo da disposição dos recursos humanos de uma organização, e a forma como esta poderá interagir com o ambiente externo. A grande meta atingida pelo filme O Quarto Poder é o desencadeamento de uma reflexão sobre a força da imprensa e da informação em todos os espaços da sociedade. Seja numa reportagem televisiva ou em uma organização empresarial a informação é um elemento que interfere sobre na forma de agir das pessoas, no seu entendimento em trono da realidade em que se vive. O fluxo das informações, a simbiose com a verdade dos fatos são fundamentalmente vitais para que uma organização conduza suas ações de modo claro e honesto com sua visão e sua missão. Informar não é somente passar ao meio externo um determinado fenômeno ou acontecimento. Informar é o ato de proporcionar ao tecido social, possibilidades de entendimento e reflexão em acordo com a verdade e a consistência relas dos acontecimentos para evitar falhas no processo evolutivo das pessoas que compõem a grande aldeia global.