Crônica á Vida HumanaNo inicio, duas pessoas se encontram em algum lugar, seja ele qualquer um, pois isso não tem a menor importância ao final do plano que irei explanar. Com o decorrer de um período elas, criam uma sinergia e após alguns anos, ou quando se é meio precoce elas acabam se casando antes do previsto, e inconseqüentemente colhem sua continuação de vida na terra, oriundo de uma ação mal planejada por ambos, e fruto divino da natureza.É a partir desse momento que começa a penumbra dessa vida quando não se dispõe de recursos suficientes para ela encarar o mundo como adequado, pois ele, age como se fosse um predador afoito para devorar seus instintos, roubar suas perspectivas, e colocar você constantemente em frustração e desilusão. Infelizmente vivemos em uma sociedade onde a conquista material julga a pessoa como vencedora e na falta dela como perdedora, afinal no mundo ocidental a cultura Zen é irrelevante.Como é de costume nas famílias de baixa instrução, o individuo acaba sendo obrigado a trabalhar cedo para que suas necessidades sejam sanadas, dentro do seu curto universo sonhador e intelectual as conquistas por objetivos banais certamente não levarão o mesmo a lugar algum, sendo mais uma vida medíocre com poucas oportunidades. A ideologia de que trabalhar desde cedo, criando a pseudo-idéia de bravura no adolescente, atualmente 15 ou 16 anos para iniciar de acordo com as leis nacionais, quando não antes sem registro algum gera um genocídio contra a pobre criança refletindo no abandono da sua infância para ter que ajudar com as despesas da família, sendo que o individuo não manifestou o desejo a vida através de sonhos ou intercessões de crenças vazias, resultando na sua pouca possibilidade de aprendizado, pois a família vive no estágio onde 'Não sabe que Não sabe', decretando a exoneração da infância e oportunidades futuras. Cabe então aos pais fornecerem condições adequadas para que essa nova vida tenha o mínimo de condições para brigar por um espaço mais digno diante da sociedade, pois oferecer somente recursos básicos como alimentação, vestimenta, e casa é melhor que se tenha um cão. Nada adianta olhar com olhos orgulhosos e estufar o peito dizendo que seu filho desde de pequeno adquiriu responsabilidade e foi trabalhar, sendo assim um exemplo para os possíveis irmãos mais novos, ou servindo como objeto de glória dos pais quando nos citam para pessoas distintas. Entretanto não vejo nada de glorioso em uma criança que não pediu para vir ao mundo, passar dificuldades em nome de um capricho, ou simples egoísmo de uma união matrimonial, falta de conhecimento ou 'descuido', perder a sua infância para se dedicar ao trabalho sabendo que isso significa apenas mais uma mão-de-obra inútil e desvalorizada para a maquina do trabalho. Deveria sim essa criança estar concentrada em seu desenvolvimento mental, aderindo novos conhecimentos através dos estudos e educação social elevada. Porém tal atitude de dar a vida a um ser inocente é de responsabilidade total dos seus genitores varões, desde o momento em que se concede o ato sexual até o momento que o mesmo consiga a sua independência de maneira completa não havendo mais a necessidade de ajuda dos pais. No entanto o que mais acontece são filhos sem qualidade de vida, oriundos de dois seres irresponsáveis que não podem oferecer-la, e no que tange é essencial para o decorrer de uma vida agradável, atributos como saúde, educação, segurança, é acima de tudo 'Perspectiva e Esperança' para a melhoria da sua raça.Por fim nos deparamos em uma sociedade onde impera a realidade miserável, onde grande parte desse problema é por culpa do governo, mas que por outro lado, deve-se analisar todo o processo de criação de uma vida, dando-lhe condições dignas para um ser humano. Seria culpa do governo uma família ter mais um filho não tendo nem o que comer, e sabendo que os outros cinco morrem de fome e desejo por somente uma simples refeição? O amor de que tanto falam em proporcionar a vida à outra pessoa, mostra-se em uma discrepância cruel ao tentar imaginar o que primeiro pode oferecer para esse ser no futuro, e não culpar o mundo por situações onde ele não detém o poder de introduzir mais um produto infeliz e insignificante a serviço dele.