Ser fit é ser adepto do exercício físico, do bem-estar pessoal e da alimentação saudável. A palavra fitness é inglesa e significa “estar em boa forma física”, ter a capacidade para realizar as tarefas cotidianas sem sentir cansaço ou sensação de incapacidade, ou seja, diz respeito ao bom uso de nossas capacidades físicas e emocionais. É muito mais profundo do que ter somente um corpo estético e musculoso. Segundo Joel Harper, autor de best seller sobre o universo fitness, as pessoas verdadeiramente fit são aquelas que: Eliminam as energias e pensamentos negativos que impedem a sua rotina; Maximizam a própria motivação e definem objetivos; Criam um culto de compromisso próprio para evitar falhas ou escapes ao estilo de vida que escolheram; Definem metas e detalham objetivos diários; Idealizam os resultados finais e usam essas imagens mentais como meta; Planejam as refeições diárias e fazem da cozinha saudável algo divertido, fácil e econômico; Não traçam desvios à meta que planejaram para não gerar uma predisposição aos sentimentos de ansiedade e culpa; Tentam aliar os seus hábitos aos dos seus amigos; Pensam e fazem com que aconteça; Recompensam seus esforços e dedicação. Essas características são totalmente aderentes ao mundo corporativo, também poderiam descrever profissionais bem sucedidos, pois tratam de habilidades e inteligências emocionais como autorealização, automotivação, otimismo, tolerância ao stress e que quando mais estimuladas, maior é o impacto positivo em qualquer aspecto de nossas vidas. Na ADT 2019 – maior evento de desenvolvimento de talentos do mundo, fiquei intrigada com a palestra de MephewPaesa sobre esse tema e a proposta de questionar se os atuais executivos estão em forma para o futuro. O conceito de ser fit (fazer atividades que causem bem estar físico e emocional) é representado com a nossa postura autocentrada e orientada para resultados mais tangíveis. Apesar de vivermos no mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo e já estarmos cada vez ágeis na solução de problemas, a verdade é que ainda somos bem estáticos, procurando caminhos seguros, repletos de dados e comprovações. Segundo Paesa, deveríamos ser mais orientados para a percepção dos diversos mindsets, já que são eles que orientam nossos hábitos e atitudes que impulsionam as habilidades que precisam ser renovadas a toda hora. O fato que ainda somos muito orientados ao trabalho em si. É preciso 'treinar' para identificar e entender os contextos que permeiam nossa vida profissional. Para sermos fitness é necessário integrarmos o desenvolvimento à performance, aprendendo com que estamos fazendo, ou seja, unindo o resultado do que fazemos (performance) com o desenvolvimento de novas formas de fazer (como fazemos). Reduzir a valorização de talentos individuais, focar em fortalecer os talentos do grupo, ou seja, dar o nosso melhor para que o grupo seja cada vez mais sinérgico e produtivo. O mais importante é valorizar quando os talentos individuais se encontram e são sinérgicos, trazendo o olhar para o grupo. E como podemos ser fitness em nossas carreiras? Independentemente de nossa profissão, status ou fase na carreira, é preciso investir nosso tempo e energia em 'treinamentos' para aquisição de novos hábitos e atitudes, que ampliaremos nossa capacidade de co-criar o futuro emergente. Para sermos realmente mais saudáveis, fortes e capazes é necessário entender quais são nossas verdadeiras motivações, estilos, necessidades, fortalezas, fraquezas e limites. Abrir mão da postura de controle e do nosso habitual jeito de fazer. Assumir o papel de facilitador, mediador, engajador, energizando a nós mesmos para o desafio que nos está sendo requerido no momento. Perceber o que o contexto traz e nos faz sair da zona de conforto. Olhar, sentir, compreender o sistema do qual fazemos parte e a partir da compreensão energizar nossos talentos e de nossos times para emergir soluções que sejam saudáveis e impactem positivamente o mundo que vivemos.