Uma das consequências da globalização é a terceirização. Isto implica na perda de empregos nacionais para mercados externos. Consideremos, também, a imigração que acarreta mudanças étnicas e demográficas internas. Em termos gerais, a globalização sempre implica em mudanças que podem ser radicais. Em que pese já estar consolidada, a globalização tem gerado resistências em muitos países. Estas resistências, por vezes, geram ódios entre povos. E este ódio aonde nos levará? Que mundo desejamos para os nossos filhos? Um mundo em que todos os países precisem se proteger, quiçá, por muros, buscando seguir adiante sozinhos? Pense no professor, pedreiro ou um artista buscando fazer seu trabalho e o dos outros, motivados pela crença de que é melhor fazer tudo sozinho. As sociedades que prosperaram adotaram o princípio da divisão do trabalho. No século XXI, no contexto das vantagens comparativas, se algum país produz melhor, por exemplo, relógio ou navios ou soja, então eles devem ter a liberdade de produzi-los. Assim sendo, o mundo ficará melhor. As barreiras comerciais impedem os consumidores de adquirirem bens e serviços, com melhor preço e qualidade, ofertados pelos países que detém vantagens comparativas para produzi-los. Some-se a isto, o fato de que ao importar produtos ou serviços maias baratos e com melhor qualidade de países pobres, os países com maior nível de industrialização incentivam a geração de empregos e rendas em países onde o nível de desemprego é elevado. Ao favorecer os países mais pobres a possibilidade de fazer crescer suas economias, os países mais ricos, também, expande as suas, além de contribuir para a criação de mais empregos nestes países mais pobres. Ora, com a criação de mais empregos, os cidadãos destes países disporão de renda o que os farão a consumir bens e serviços dos países industrializados. Resultado? Criação de mais riquezas para os mais ricos e para os mais pobres. Afinal, que mundo queremos para os nossos filhos? Um mundo mais justo e igualitário, ou um mundo onde outros muros precisem ser erguidos? Cabe a cada um de nós apresentarmos a resposta.