Em decorrência do canibalismo feroz, que existe no mercado de pequenas e/ou grandes organizações, o termo “Inovação” tornou-se um dos caminhos mais utilizados como meio de sobrevivência das empresas, sejam elas, pequenas, média ou grandes. Por outra vertente questões como qualidade, custo, flexibilidade, rapidez e confiabilidade, que (SLACK; CHAMBERS; JOHNSTON, 2009) denominam como 'objetivos de desempenho' viraram verdadeiras obrigações de toda empresa que quer permanecer 'viva' no mercado. Interessante, que a inovação além de causar impacto perante os concorrentes, deve também oferecer ao consumidor esses tais objetivos de desempenho. Cumpre verificar, que existem dois tipos de inovação, a radical (oferecimento de um produto/serviço totalmente novo, que por sua vez causa uma radical mudança no paradigma existente, podemos citar como exemplo o lançamento do Iphone pela Apple- mudança pesada na esfera de celulares). Já a inovação incremental, são melhorias contínuas que vão incorporando-se tanto a produtos/serviços como processos, gestão, etc. Nesse sentido, podemos citar como exemplo, as constantes alterações que tanto a Apple como a Samsung vem incrementando aos seus smartphones (operações hoje obrigatórias para que consigam permanecer no mercado competitivo). Segundo Enio Feijó, um programa de inovação demanda alguns cuidados muito importantes para seu sucesso. O primeiro deles é a integração que a empresa deve ter junto a esse programa (executivos do alto escalão devem estar envolvidos bem de perto, toda a organização deve saber o que está acontecendo, estratégias devem ser desenvolvidas e implementadas, a identificação dos produtos e processos chave são primordiais). Segunda questão, mapear os principais processos da empresa, dessa forma pode aferir-se os outputs (saídas) estão mudando conforme a inovação requerida. Terceiro tópico, a empresa deve obter a inovação na essência de sua cultura organizacional, pois, uma empresa que não está familiarizada com essa ferramenta pode ter sérios problemas de adaptação. Quarta etapa, a implantação da inovação é como qualquer outro projeto que uma empresa queira instaurar em suas operações é importante que se tenha cabal deve conhecimento sobre técnicas de gestão e outros conhecimentos específicos. Quinto e ultimo aspecto, a organização deve criar mecanismos para aferição do impacto que a inovação está causando nas atividades da empresa como um todo. Dentre os pontos fortes destaca-se o fator de posse sobre o mercado (em que você é inovador; por um período), ou seja, o inovador consegue ter grandes lucros com sua mudança diante do paradigma existente. No tocante aos pontos fracos, num primeiro momento consegue-se perceber que este domínio do INOVADOR perdura por 'pouco' tempo dada que a natural competição, fará com que os concorrentes façam produtos similares ou até superiores face ao que foi colocado pelo inovador, nesse sentido, o mesmo deve ter grande capacidade técnica inovativa e de gestão de projetos, pois assim ele pode continuar implantando e aperfeiçoando produtos, processos e gestão. Os grandes insights, na verdade surgem mesmo do dia-a-dia organizacional, ou seja, da experiência cotidiana, oportunidades estas que autores como Mintzberg (2004) e Prahalad e Hamel (2005) chamam de estratégias emergentes. Finalmente, o detalhe da gestão da inovação, está no fato de ela não restringir-se a aplicações especificas, podendo ser incorporada a produtos/serviços, processos e gestão (DAMIÃO, 2013).