Muitas pessoas não compreendem a diferença entre se fazer o que gosta, e gostar daquilo que se faz. E talvez esta seja uma das maiores dúvidas ao escolher uma carreira, e mesmo aqueles que já estão inseridos no mercado de trabalho sofrem com esta dúvida. Quando crianças somos incentivados, quando formos adultos, a fazermos aquilo que nos dá prazer, aquilo que gostamos, e o sucesso será decorrente. Contudo, quantas pessoas não podem fazer o que gostam? Será que elas também não almejam o sucesso? Pelo contrário, quantas histórias você conhece de pessoas que gostam do que fazem, mesmo não sendo, a priori, o que gostariam de fazer? Estas pessoas descobrem que podem sentir-se bem descobrindo coisas novas, aprendendo a aprender, a se empenhar em fazer bem algo que até então não lhe chamava atenção. Talvez a questão de fazer o que gosta esteja conectada ao empreendedorismo, visto que empreender é realizar sonhos, fazer o que sempre teve vontade. É claro que quando fazemos o que gostamos, acabamos, por tabela, gostando do que fazemos. Seria até contraditório que isso não ocorresse, imagine um professor que não goste de dar aulas, que não goste de ensinar, possivelmente ele não gosta do que faz. Uma discussão a respeito dessa temática está no fato de remetê-la a liberdade. Uma pessoa que faz o gosta, terá o sentimento de liberdade aflorado, enquanto que aquelas que não o faz se sentirão presas, como se faltasse alguma coisa. Já quando a pessoa gosta do que faz, ela trabalha feliz, ele sente saudades do trabalho, ele faz isso com prazer, tanto, ou até mais, do que quem faz o que gosta. Enfim, não importa se você tem a liberdade de fazer o que gosta, ou a felicidade de gostar do que faz. Melhor ainda é se for possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. E caso não seja possível, faça o seu trabalho com prazer, descubra o que ele pode lhe trazer de felicidade, aprenda a gostar daquilo que você faz, que com certeza você estará fazendo o que gosta. Felipe Carvalhal