Enfim, foi publicada no Diário Oficial da União a lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Com status de ministério, a pasta objetiva formular políticas de incentivo, qualificação e promoção da competitividade e inovação das empresas, além de estimular a participação do setor na exportação de bens e serviços. Essa é uma grande e importante vitória para um segmento que vem contribuindo muito para a geração de empregos e para o crescimento da economia do país. Para se ter ideia, de acordo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) o Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Com aproximadamente seis milhões de micro e pequenas empresas, fica evidente que este é um setor estratégico para o governo brasileiro. Apesar dessa importância, as MPEs enfrentam inúmeras dificuldades causando, para muitas delas, o encerramento de suas atividades nos primeiros anos de vida. Muitas são as razões para esta morte prematura como burocracia, altos impostos, falta de capital, carência de incentivos, entre outros. Entretanto, a principal razão para a falência das MPEs é, com certeza, a falta de gestão profissional. Atento a esta situação, o Conselho Federal de Administração (CFA) assinou termo de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e articula, desde o ano passado, os detalhes para começar a executar o projeto que pretende realizar um programa de qualificação de Administradores registrados nos CRAs para atuarem como consultores para a MPE. Com isso, esperamos potencializar o papel das MPEs na geração de emprego e renda para o país, com incentivo à competitividade e à alavancagem do crescimento destas empresas. Além disso, o acordo pretende fortalecer os processos de gestão nas MPEs e constituir uma rede de multiplicadores de conhecimento em gestão empresarial para micro e pequenas empresas. Evidente que a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi uma decisão mais que acertada da presidente Dilma Rousseff. Afinal, Um setor pujante que, segundo IBGE é responsável por 60% dos 94 milhões de empregos no país não poderia ficar sem um interlocutor no governo federal. Acreditamos que este ministério será capaz de reunir todas as ações que visam ampliar a força das MPEs. Neste contexto, o CFA coloca-se a disposição da nova pasta para trocar experiências, apresentar propostas e servir de apoio para a realização de políticas de fomento e fortalecimento do segmento responsável por 20% do PIB brasileiro.