Por Diego Nascimento Washington, DC – EUA. Numa manhã de segunda-feira eu estava caminhando nas imediações da Casa Branca quando uma grande oportunidade surgiu: a visita ao Museu Nacional do Ar e Espaço (National Air and Space Museum). Todos sabem que desde a infância sou um apreciador da aviação e, naquele momento, a expectativa em ver uma das maiores coleções de aeronaves do mundo fez com que a minha mente acelerasse em ritmo total. Mas eu mal sabia que o que viria na sequência selaria um importante capítulo de minha vida anos depois. Ao andar pela ampla edificação, eu conheci o Spirit de St. Louis pilotado décadas antes por Charles Lindbergh, a cápsula da Gemini IV que levou Ed White a ser o primeiro astrounauta a caminhar pelo espaço, o famoso avião dos irmãos Wright (independente de qualquer coisa defendo que o brasileiro Santos Dumont é o pai da aviação), a cápsula do Friendship 7 utilizada pelo astronauta John Glenn e centenas de outras peças e materiais que marcaram a história mundial. A cereja do bolo veio no fim; avistei ao longe o módulo de comando da Apollo 11, a primeira missão que levou o homem à Lua. Permaneci um bom tempo apreciando cada detalhe daquele aparelho e fiquei imaginando o que se passou ali dentro e antecedeu a icônica frase de Neil Armstrong: 'É um pequeno passo para um homem, um grande salto para a Humanidade' dita em 20 de julho de 1969 e assistida ao vivo por mais de 650 milhões de pessoas no planeta. Saí daquele celeiro de conhecimento e imediatamente passei a refletir no trecho bíblico que encontramos no livro de Isaías, capítulo 40, versos 29 a 31 que diz: Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos e os moços tropeçam e caem, mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam. Espetacular, não é mesmo? Milhares de anos antes das grandes façanhas aeronáuticas as Sagradas Escrituras já ensinavam sobre foco, confiança e a importância de voarmos alto, mas pautados na Soberania que vem do próprio Deus. Muita gente pergunta: – 'Diego, qual o segredo do sucesso?' Minha resposta é sempre a mesma: o servir. O sucesso não pode ser associado exclusivamente a saltos financeiros, mas ao sentimento de dever cumprido e de serviço pelo próximo. Os frutos virão naturalmente e são uma consequência natural do esforço. Muitos dos heróis que citei no início do texto e que hoje perfazem nomes de galerias no grande museu, tinham prioritariamente o senso coletivo como alvo principal de seus projetos. O servir ao próximo está diretamente ligado a Voar Alto Como Águias e exercer uma visão abrangente sobre o contexto que nos cerca. E foi por meio do ato de servir, inesperadamente, que retornei minhas ligações com o que testemunhei no Museu do Espaço Aéreo. Pude encontrar a localização de um célebre cientista que trabalhou na Missão Apollo 11, participar da escrita de um livro lançado nos Estados Unidos em 2020 na companhia de Carol Mersch e que traz detalhes biográficos de John Maxwell Stout, auxiliar a Fox News Chicago em um documentário mas reconhecer, acima de tudo, que nada foge ao controle Daquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre.