Resumo O mercado de trabalho tem ficado muito competitivo e por isto se faz necessário que os profissionais detenham cada vez mais de conhecimentos, habilidades e rede de relacionamentos para manter um alto nível de empregabilidade. Este estudo tem como objetivo avaliar a utilização do Networking em relação à empregabilidade dos estudantes do 1º, 2º, 7º e 8º semestres do período noturno do curso de Administração de Empresas de uma IES particular na cidade de Juazeiro do Norte – CE. Para isto, foi aplicado um questionário para 60 estudantes, essa amostra representa 33% do total dessa população. De maneira geral, este trabalho mostrou, em dados percentuais, que os estudantes conhecem e trabalham de forma eficaz a ferramenta Networking para melhorar o nível de empregabilidade. Constatou-se que os graduandos realizam ações com o intuito de criar e manter redes de relacionamentos, e que um percentual considerável de alunos já conseguiu colocação no mercado de trabalho com a utilização dessa ferramenta. Verificou-se também que os graduandos estudados dessa IES procuram adquirir conhecimentos e se capacitarem profissionalmente através de cursos e palestras, mantendo, desta forma, um alto nível de empregabilidade. PALAVRAS CHAVE: Networking. Conhecimento. Empregabilidade. Mercado de trabalho. 1. INTRODUÇÃO As empresas estão vivendo grandes desafios nas ultimas décadas, como a evolução dos meios de comunicação, a globalização econômica, o desenvolvimento tecnológico, e a competitividade mais acirrada, com isto muitas empresas não conseguiram se adaptar a essa nova realidade e, na tentativa de ajustar-se, vivenciaram experiências como a reengenharia, a terceirização ou o downsizing, que impactaram de forma intensa e dramática o contexto que envolve a mão-de-obra e seus papéis nas organizações. Nesse ambiente de reestruturação organizacional, onde empresas mais enxutas são tidas como fundamentais para assegurar a competitividade mercadológica, a oferta abundante de mão-de-obra também contribui para que as empresas demitam e contratem sempre que julgarem necessário ou conveniente. Com isto, o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, as organizações procuram contratar pessoas que possuam conhecimentos e habilidades diferenciadas, que possam contribuir para o alcance dos objetivos organizacionais. Diante desta realidade, o tema principal desse trabalho é o Networking, que é uma expressão utilizada para denominar a rede de contatos pessoais e profissionais que podem ajudar uma pessoa a conseguir uma colocação no mercado de trabalho. Este se constitui como uma ferramenta muito relevante para proporcionar oportunidades de emprego e de desenvolvimento de uma carreira profissional de sucesso. A escolha desse tema se justifica pela importância deste para o público acadêmico, pois a Faculdade é um ambiente propicio para o desenvolvimento de uma rede de relacionamentos que possa contribuir para o acesso ao mercado de trabalho e para o desenvolvimento de uma carreira profissional. Deve-se ressaltar que, uma pesquisa realizada em 2011, pela Catho, que é o maior site de classificados de currículos e emprego da América Latina, ouvindo mais de quarenta e seis mil profissionais de todo o Brasil, revelou que 59% das contratações são realizadas a partir de indicações. Diante desse contexto, definiu-se o seguinte problema de pesquisa: a rede de relacionamentos influencia na empregabilidade dos estudantes do período noturno do 1º, 2º, 7° e 8° semestres do curso de Administração de Empresas desta IES? O objetivo principal desse trabalho é analisar a utilização do networking pelos alunos em relação a sua empregabilidade. Foram definidos, como objetivos específicos: Identificar o perfil dos alunos entrantes e concluintes do período noturno do curso de Administração de Empresas; Mostrar o entendimento sobre rede de relacionamentos pelos alunos de Administração; Fazer um comparativo entre o início e o fim do período acadêmico em relação à importância desse tipo de relacionamento; Identificar o percentual de alunos que utilizaram a rede de relacionamentos como ferramenta para empregabilidade. Espera-se que o estudo realizado possa contribuir para o melhor entendimento e utilização dessa ferramenta, bem como mostrar sua relevância para a inclusão e ascensão dos estudantes universitários no mercado de trabalho. Com o intuito de atender aos objetivos do trabalho, o restante do estudo foi desenvolvido em quatro tópicos. Primeiramente apresenta-se a revisão teórica sobre o assunto, trazendo as principais ideias sobre networking e em seguida é demonstrada a metodologia e os procedimentos utilizados para realização do trabalho. No tópico 4 apresenta-se os resultados da pesquisa e a análise dos dados. Por último, são apresentadas as considerações finais, limitações desta pesquisa e ainda recomendações para pesquisas futuras. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Networking De acordo com Cabrera (2015), o network, que em português significa rede de relacionamentos e contatos, é um dos três eixos da empregabilidade, acompanhado pelo eixo do conhecimento e o das competências. Segundo o autor, para enriquecer seu network é de fundamental importância desenvolver um relacionamento duradouro, mantido com esforço e dedicação, e baseado em valores compartilhados. Para Cabrera (2015), a rede de relacionamentos é a responsável pela imagem que se forma do profissional, pois é através dela que se difundem suas competências, conhecimentos, experiências e aspirações. Quando suas características são disseminadas, sua empregabilidade se eleva, pois o número de pessoas que tem acesso a essas informações é mais seleto e alinhado aos objetivos do profissional. De acordo com Minarelli (2015), fazer networking não é necessidade apenas das pessoas que estão a procura de colocação profissional, pois é quando estamos em atividade que mais precisamos mostrar nosso valor ao mercado, aos colegas da faculdade, aos parentes, aos amigos e aos conhecidos em geral, pois eles formam a nossa rede de relacionamentos, e ao saberem de nossas competências e nossas habilidades são os primeiros a recomendar nossos nomes, ao tomar conhecimento de uma oportunidade de emprego. Boog (2012) destaca que muitos profissionais dizem não gostar de ligar, procurar pessoas ou participar de eventos pessoais e profissionais, que podem ajudá-los a desenvolver uma rede de relacionamentos e contatos, e enfoca que cada pessoa é responsável por construir sua rede de relacionamentos e contatos, portanto devem ter atitude. Segundo Minarelli (2010), é de fundamental importância termos objetivos e metas bem definidos, assim como conhecer o próprio potencial e melhorá-lo, isto vai ajudar a decidir qual caminho seguir. O autor destaca também que é necessário cuidar bem do tempo disponível, utilizá-lo de forma eficiente e enfocar a importância de conhecer novas pessoas e de manter um relacionamento recíproco com os contatos já existentes. É de fundamental importância que as pessoas trabalhem o seu marketing pessoal, que é definido por Peters (2010) como a capacidade individual de atrair e manter relacionamentos pessoais e profissionais com a equipe de trabalho, clientes, fornecedores, amigos, parentes etc, de forma permanente, para que através deles se realizem ciclos de atendimento de necessidades mútuas, gerando satisfação a todos. O autor destaca ainda que é necessário que as pessoas se vejam como um produto e que devem manter-se sempre qualificados para o mercado de trabalho. Minarelli (2015) aponta algumas ferramentas que podem ser utilizadas para aumentar a rede de relacionamentos, como softwares específicos, que ajudam na manutenção dos dados de seus contatos; o uso de cartão pessoal; criar oportunidades de contato, como estar em palestras, cursos, programas culturais e sociais, entre outros. O autor destaca que uma das ferramentas que tem gerado excelentes resultados é a participação nas redes sociais, que abrangem não só a área social, mas também profissional, pois estes sites podem facilitar a troca de conhecimentos e ampliar os contatos. Com a prática de adicionar pessoas a sua rede você tem a possibilidade de ficar mais visível, desde que preencha de forma eficaz o seu perfil. Minarelli (2015) sugere as seguintes ações para formar e manter uma boa rede de relacionamentos: • Tome tempo para pensar em criar uma rede de relacionamentos; • Organize uma forma de filtrar e registrar pessoas de seu interesse e que você seja também interessante para elas; • Lembre-se das pessoas e de seus nomes; • Crie um canal de comunicação com algo útil para elas; • Deixe os seus contatos conhecerem o que você faz, de forma natural e não de forma exibicionista. 2.2 Ferramentas de Empregabilidade Segundo Minarelli, em seu livro cujo título é empregabilidade, há seis pilares imprescindíveis para manter-se empregado em qualquer ambiente de trabalho, são esses: adequação profissional, competência profissional, idoneidade, saúde, reserva financeira e relacionamentos. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente, e mais concorrido do que nunca, dessa forma, quantas mais das ferramentas de empregabilidade o empregado tiver, melhor. A adequação se dá como o indivíduo se adequa ao ambiente, se está satisfeito com a profissão, se está atuando conforme a vocação, e não por obrigação. A competência profissional está também ligada ao quanto o empregado gosta da profissão, quanto mais amor, mais competência, pois maior será o interesse de aprendizado, e melhor a execução da sua função. O terceiro ponto, citado por Minarelli, é a idoneidade, que é a honestidade, sinceridade e responsabilidade que o empregado tem com os processos da empresa, com os prazos de determinadas ações, com a transparência que age mediante aos colegas de trabalho. A saúde em hipótese alguma deve ser descartada, as empresas atualmente observam como os empregados se cuidam, cuidam da saúde, para estar bem no ambiente de trabalho, pois só conseguem estar bem em qualquer ambiente se estiverem bem consigo mesmos. O relacionamento é outro ponto extremamente importante, aqui podemos até associar ao clima do trabalho, quanto melhor o clima, melhor a interação, melhor o ambiente, os processos, as empresas. Os empregadores buscam pessoas que se sentem bem, fazem bem, se relacionam bem, que influenciam os colegas de maneira positiva. 3. METODOLOGIA Esta pesquisa pode ser considerada do tipo exploratória descritiva com abordagem quantitativa, a partir da estratégia de levantamento. Neste caso, buscou-se avaliar a utilização da ferramenta networking em relação à empregabilidade dos alunos do 1º, 2º, 7º e 8º semestres do período noturno do curso de Administração de Empresas de uma IES particular em Juazeiro do Norte – CE. Para Leite (2008), uma pesquisa é considerada exploratória pelo fato que vai fazer uma exploração de algo novo, que muitas vezes não é reconhecido ainda como ciência, mas servirá de base à ciência, ou seja, está se baseando no empirismo, já que existem poucos estudos sobre o tema. Segundo o mesmo, uma pesquisa com abordagem quantitativa geralmente utiliza estatística e matemática, pois estes são os principais recursos para que se possa analisar os dados. A pesquisa em questão é considerada como descritiva. Segundo Leite (2008), o método descritivo analisa tendências, realiza previsões, compara padrões e relacionamentos entre grupo de dados. O autor diz ainda que a estatística descritiva utiliza métodos de organização, sendo que os propostos nesse trabalho estão em harmonia com os processos de coleta e tabulação de dados na pesquisa, redução, representação e apresentação de dados. Foi utilizado questionário como técnica de coleta de dados. Segundo Leite (2008), é a técnica mais utilizada para coleta de dados, possibilitando assim medir algo com maior exatidão. Ele destaca que qualquer questionário deve ser de natureza impessoal para que se tenha uniformidade na avaliação de cada situação e enfoca que a elaboração de um questionário requer a observância de normas de precisão, a fim de aumentar sua eficácia e validade. Em sua organização devem ser levados em conta os tipos, a ordem, os grupos de perguntas, a formulação destas e também tudo aquilo que se sabe sobre percepção, estereótipos, mecanismos de defesa liderança etc. Neste trabalho, a amostra utilizada foi de 60 respondentes, sendo a população total da pesquisa de 180 estudantes, ou seja, foi utilizado 33% da população como amostra da pesquisa. Foi utilizado o método de amostragem não probabilístico por conveniência. Foram entrevistados 15 alunos em cada semestre utilizado como referência para a pesquisa. 4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS A população do estudo é formada pelos alunos matriculados no 1º, 2º, 7º e 8º semestres do curso de Administração de Empresas no período noturno, de uma IES em Juazeiro do Norte – CE. O perfil dos entrevistados pode ser visualizado na tabela abaixo: Quadro 01: Perfil dos acadêmicos Variáveis Alternativas Frequência Percentual Idade 17 a 20 anos 17 28,33% 21 a 30 anos 34 56,67% 31 a 40 anos 8 13,33% 41 a 50 anos 0 0,00% Acima de 50 anos 1 1,67% Sexo Feminino 33 55,00% Masculino 27 45,00% Estado Civil Solteiro 47 78,33% Casado 9 15,00% União Estável 3 5,00% Divorciado 0 0,00% Separado 1 1,67% Viúvo 0 0,00% Com quem mora Família 12 20,00% Sozinho 7 11,67% Com os pais 39 65,00% Com amigos 2 3,33% Renda mensal Até R$ 545,00 13 21,67% Entre R$ 546,00 e R$ 1.090,00 22 36,67% Entre R$ 1.091,00 e R$ 2.725,00 16 26,67% Entre R$ 2.726,00 e R$ 5.450,00 6 10,00% Acima de R$ 5.450,00 3 5,00% Fonte: Dados da pesquisa Podemos destacar, quanto ao perfil dos acadêmicos entrevistados, as seguintes características: a idade predominante da comunidade entrevistada é de 21 a 30 anos, com representatividade de 56,67% do total da amostra. É possível visualizar que, com relação ao gênero, 55% dos entrevistados são do sexo feminino. Quanto ao estado civil, 78,33% são solteiros. Foi identificado também que 65% do público entrevistado mora com os pais. Com relação à renda mensal, percebe-se que 36,67% dos acadêmicos entrevistados têm renda mensal entre R$546,00 e R$1.090,00, ficando em segunda maior representatividade a renda entre R$1091,00 e 2.725,00, com 26,67%. Conforme a tabela 1, quanto ao conhecimento da ferramenta networking, 81,67% das pessoas declararam conhecer e demonstraram estar conscientes das ações que devem ser realizadas para criar e fortalecer uma rede de relacionamentos de forma eficaz, 86,67% dos entrevistados afirmaram se relacionarem bem com os colegas da faculdade, e 100% da amostra declarou que procura se relacionar bem em todos os lugares que frequenta. Como já citado no referencial teórico, a rede de relacionamentos e contatos, quando trabalhada de forma eficaz, pode ser uma ferramenta de grande relevância na hora de buscar uma colocação no mercado de trabalho. Podemos perceber, a partir dos dados pesquisa, que os acadêmicos dessa IES demonstram ter um conhecimento relevante sobre esta ferramenta e praticam os fundamentos para se constituir e manter uma rede de relacionamentos. A pesquisa revelou que 83,33% da amostra dedica algum tempo para criar ou manter rede de relacionamentos, 85% mantêm algum tipo de registro organizado com os contatos de seu interesse e 90% dos graduandos declararam trabalhar o marketing pessoal, para tentarem ser pessoas mais interessantes para o público em geral e para o mercado de trabalho. Tabela 1 :Conhecimento sobre a ferramenta networking Variáveis Alternativas Frequência Percentual Conhece a ferramenta Networking? Sim 49 81,67% Não 11 18,33% Você se relaciona bem com seus colegas de Faculdade? Sim 52 86,67% Não 8 13,33% Procura relacionar-se bem em todos os lugares que frequenta? Sim 60 100,00% Não 0 0,00% Dedica algum tempo para criar ou manter rede de relacionamentos? Sim 50 83,33% Não 10 16,67% Mantém algum tipo de registro com seus contatos de interesse? Sim 51 85,00% Não 9 15,00% Trabalha seu marketing pessoal para tornar-se mais interessante para as pessoas e para o mercado? Sim 54 90,00% Não 6 10,00% Fonte: Dados da pesquisa O gráfico 1 demonstra que, no contexto geral, ao ser analisada a importância da rede de relacionamentos como diferencial para a empregabilidade, 60% dos acadêmicos declararam considerar muito importante essa ferramenta, ficando como segunda maior representatividade a classificação como importante, com 35%. Podemos identificar, desta forma, que os estudantes dessa instituição dão grande importância a esta ferramenta. Gráfico 01: Avaliação da rede de relacionamentos Fonte: Dados da pesquisa Fazendo um comparativo entre os estudantes dos dois semestres iniciais e os dois semestres finais desta IES, foi possível identificar que os estudantes do início do curso de Administração avaliam com maior ênfase a importância da rede de relacionamentos como diferencial para empregabilidade. Onde 64% do público do período inicial do curso avaliaram como muito importante e 30% avaliaram como importante. Dos alunos do período final do curso, 57% avaliaram como muito importante e 40% como importante. Gráfico 02 : Avaliação da rede de relacionamentos pelo 1º e 2º semestres. Fonte: Dados da pesquisa Gráfico 03: Avaliação da rede de relacionamentos pelo 7º e 8º semestres. Fonte: Dados da pesquisa. Demonstrando a eficácia da utilização da rede de relacionamentos por parte dos estudantes dessa IES, foi apurado que 67% dos entrevistados já foi colocado/recolocado no mercado de trabalho através de indicações de sua rede de relacionamentos e, desse número, 42,5% já foi colocado/recolocado no mercado de duas a três vezes. Gráfico 04: Inserção no mercado de trabalho através da ferramenta networking Fonte: Dados da pesquisa Gráfico 05 :Incidência de colocação/recolocação no mercado de trabalho através do networking. Fonte: Dados da pesquisa Fazendo um comparativo entre os dois semestres iniciais e os dois semestres finais do curso de administração desta IES, em relação à utilização do networking como ferramenta para inserção no mercado de trabalho, percebeu-se que o número de estudantes que foram inseridos no mercado de trabalho através da rede de relacionamentos é maior no período inicial do que no período final do curso. Em que 70% dos estudantes do período inicial já conseguiram ser inserida no mercado de trabalho através da rede de relacionamentos, e no período final a representatividade é de 63%. Como no gráfico 2 os alunos do período inicial do curso avaliaram com maior ênfase a importância da rede de relacionamentos como diferencial para empregabilidade, podemos avaliar dessa forma que os alunos dos semestres iniciais estejam dando mais ênfase também na aplicação dessa ferramenta, resultando desta forma em um percentual maior de colocação ou recolocação no mercado de trabalho através do Networking. Gráfico 06: Inserção no mercado de trabalho Gráfico 07: Inserção no mercado de trabalho através da ferramenta networking 1º e 2º através da ferramenta networking 7º e 8º semestres. semestres. Fonte: Dados da pesquisa Fonte: Dados da pesquisa Abordando a empregabilidade dos graduandos, verificou-se que 88% dos entrevistados participam de palestras e treinamentos, e que 88,33% estão trabalhando atualmente, ou seja, os estudantes estão trabalhando de forma eficaz o então citado no referencial teórico por Cabrera (2005), tripé da empregabilidade, que é formado por conhecimento, competências e rede de relacionamentos. Figura 06: Nível de aperfeiçoamento profissional Figura 07: Estudantes trabalhando Gráfico 08: Capacitação profissional dos alunos Gráfico 09: Estudante trabalhando Fonte: Dados da pesquisa Fonte: Dados da pesquisa Com a constante evolução tecnológica surgem novas tendências em Gráfico 08: Capacitação profissional dos alunos Gráfico 09: Estudantes trabalhando Fonte: Dados da pesquisa Fonte: Dados da pesquisa Com a constante evolução tecnológica surgem novas tendências em diversas áreas, e para as redes de relacionamento surgiram as redes sociais, que são páginas na rede mundial de computadores onde as pessoas podem interagir com outras, seja por interesses pessoais ou profissionais. Para identificar a utilização das redes sociais por parte dos entrevistados foi perguntado se os estes utilizam alguma rede social, e obtivemos os seguintes resultados: 88% dos entrevistados declararam utilizar alguma rede social, sendo a rede social apontada com maior freqüência, o Facebook, com 75,47%. Gráfico 10: Utilização de rede social Gráfico 11: Redes sociais mais utilizadas Fonte: Dados da Pesquisa Dados da pesquisa Quanto à utilização de redes sociais com o intuito de aumentar o nível de empregabilidade, foi identificado que o percentual de estudantes que utiliza as redes sociais para fins profissionais é de 32%. Os dados coletados demonstram que os entrevistados ainda utilizam pouco a internet para formar redes de contatos com o cunho profissional. Foi identificado também que a rede social mais utilizada para fins de empregabilidade é o Facebook, com 63,16% das afirmações dos entrevistados. Gráfico12: Utilização de redes sociais para Gráfico 13: Redes sociais utilizadas para fins empregabilidade. profissionais. Dados da pesquisa Dados da pesquisa 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo teve como objetivo principal analisar a utilização do networking em relação à empregabilidade dos alunos do 1º, 2º, 7º e 8º semestres do período noturno do curso de Administração de Empresas de uma IES particular na cidade de Juazeiro do Norte – CE. Os objetivos específicos propostos foram todos alcançados. Em relação ao objetivo de identificar o perfil dos alunos iniciantes e concluintes do período noturno do curso de Administração de Empresas, foi identificado que 56% dos graduandos têm entre 21 e 30 anos, 55% são do sexo feminino, 78,33% são solteiros e 36,67% têm renda mensal entre R$ 546,00 e R$1090,00. Sobre o objetivo específico de mostrar o entendimento sobre rede de contatos pelos alunos, constatou-se que 81,67% das pessoas declararam conhecer a ferramenta Networking e demonstraram estar conscientes das ações que devem ser realizadas para criar e fortalecer uma rede de relacionamentos de forma eficaz, 86,67% dos entrevistados afirmaram se relacionarem bem com os colegas da faculdade, e 100% da amostra declarou que procura se relacionar bem em todos os lugares que freqüenta. Quanto ao objetivo de fazer um comparativo entre o início e o fim do período acadêmico em relação à importância desse tipo de relacionamento, constatou-se que os alunos do início do curso avaliam com maior ênfase a importância da rede de relacionamentos como ferramenta para empregabilidade, já que 64% do público do período inicial do curso avaliaram como muito importante e 30% avaliaram como importante e os alunos do período final do curso, 57% avaliaram como muito importante e 40% como importante. Foi constatado também que os alunos dos semestres iniciais estão dando mais ênfase também na aplicação dessa ferramenta, resultando desta forma em um percentual maior de colocação ou recolocação no mercado de trabalho através do Networking. Em relação ao objetivo de Identificar o percentual de alunos que utilizaram a rede de relacionamentos como ferramenta para empregabilidade, foi possível identificar que, na população estudada, 67% dos estudantes já conseguiram uma colocação no mercado de trabalho através da rede de relacionamentos, o que demonstra grande eficácia na utilização desta ferramenta. Verificou-se também que os graduandos dessa IES procuram adquirir conhecimentos e se capacitaram profissionalmente através de cursos e palestras. Como limitações para execução deste trabalho, há a escassa fonte bibliográfica que seja voltada especificamente para o tema Networking. Sugere-se que novas pesquisas com este tema sejam desenvolvidas, inclusive na própria IES onde foi realizada a pesquisa, para que se possa avaliar a utilização desta ferramenta por todos os estudantes desta Faculdade. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOOG, G. Manual de gestão de pessoas e equipes: volume 2. São Paulo: Gente, 2012. CABRERA, L.C.Q. (2015) Empregabilidade, Revista Você S.A., São Paulo, abril, p. 18, 2005. CATHO. Disponível em: <http://www.catho.com.br/>. Acessado em 20/10/2020. LEITE, F.T. Metodologia Cientifica: métodos e técnicas de pesquisa. São Paulo: Idéias e Letras, 2018. MINARELLI, J.A. Como utilizar a rede de relacionamentos na sua vida profissional e na sua carreira. 6 ed. São Paulo: Gente 2015. MINARELLI, J.A. Super dicas de networking para sua vida pessoal e profissional. São Paulo: Saraiva 2010. PETERS, T. Reinventando o trabalho. São Paulo: Campus, 2010.