Lamentavelmente a cidade de São Paulo, em que pese os esforços da administração pública, encontra-se prejudicada sob todos os aspectos, tendo seus corredores comerciais invadidos por camelôs e vendedores ambulantes clandestinos, que comercializam óculos, remédios, alimentos, sapatos, roupas, eletrônicos etc. O comércio informal clandestino, que até alguns anos atras era um problema mais comum na região central, hoje é um problema também nos bairros. É um problema social delicado, porém precisa ser encarado de frente. Há quem defenda que é a única forma de sobrevivência. Portanto, é melhor na rua trabalhando do que na rua roubando. Há também quem defenda que é uma forma de burlar a lei e por isso precisa ser coibida. Pelo sim, ou pelo não, infelizmente o trabalho de pessoas honestas é prejudicado pela ação daqueles que vendem produtos falsificados, pirateados e de procedência duvidosa, tornando extremamente difícil a separação do 'Joio e do Trigo'. Esta situação está se agravando diariamente. Com efeito, vem provocando conflitos entre comerciantes estabelecidos, que se setem prejudicados pela concorrência desleal. Bem como, pelos transeuntes e consumidores que não encontram mais espaço nas calçadas para locomoção segura. A pouco tempo, representei o Sindilojas-SP em um programa de televisão 'Vejam só' da Rede Internacional de Televisão 'RIT' no canal 29 UHF. O tema abordado foi: 'Vendedores ambulantes: melhor na rua trabalhando ou sem trabalho roubando?' O próprio tema do programa já denota a delicadeza do assunto. Contudo, não pude me furtar ao dever que a consciência me impõe. Assim, abordei a questão de forma clara e objetiva e não perdi a oportunidade de fazer algumas considerações sobre a atuação da administração pública. Assim, afirmei que a atual situação é fruto da falta de fiscalização e complacência e inércia das autoridades, que, amparadas na limitação de recursos ou do problema social do desemprego, toleram todo tipo de infração à lei, em flagrante contraste com o excesso de rigor impostos às empresas devidamente constituída e geradoras de empregos. Naquela oportunidade, como em outras, não me limitei a fazer críticas. Pelo contrário, procurei enfatizar as alternativas viáveis para a questão.'Não sou contra camelôs, não sou contra o trabalho' Contudo, não vivemos em uma terra sem leis. Assim sendo, a lei deve e precisa ser cumprida, sob pena de desestimular o empreendedorismo e causar graves danos sociais. Assim sendo, precisamos redefinir questões como: Quem, como e onde poderá ser exercer esta atividade; Número limitado de bancas em São Paulo; Disciplinar o tipo de comércio, tamanho e condições gerais a fim de minimizar os conflitos dos camelôs com os Lojistas, veículos e pedestres; Alterar a legislação, tornando-a mais moderna, direta e objetiva; Permitir atividade apenas para deficientes físicos, ou em casos especialíssimos de um preposto, respeitando-se o número de bancas para o local; Desenvolver e incentivar projetos como 'centro populares de compra' 'regularização dos ambulantes com TPU, criação de infra estrutura necessária, tais como: banheiro, lanchonetes etc; Incentivo à participação no programa do Micro Empreendedor Individual – MEI, Etc. Intensificação da fiscalização; Vontade política. Por Marcos Antonio Galindo.