Em 1996, quando muitas empresas americanas começaram a entender que ter uma presença na internet não era mais opcional, e sim algo obrigatório, Bill Gates produziu um artigo denominado 'Content is King'. A prova de que o empresário realmente via as coisas à frente do seu tempo, é que mesmo 18 anos depois da publicação, esse material continua sendo citado por diversos especialistas em Marketing e Internet. O motivo? É simples: no artigo, Gates indica que mais quantidade de informação disponível online, não significa necessariamente mais qualidade. Com a web ficando cada vez mais cheia de informações novas a cada dia, cresce a demanda por aquilo que se destaca em meio a esse 'mar' de conteúdos: um material de qualidade, original e único. Vamos pensar em um site de uma fábrica de artigos infantis. Há duas versões possíveis para esse endereço eletrônico: uma delas possui textos descrevendo os produtos, além de um blog com artigos sobre educação infantil, sugestões de brincadeiras para as férias e outros assuntos relacionados e um espaço de interação com o leitor, com jogos e outros recursos. A outra versão é mais limitada e possui apenas os textos descritivos, sem nenhum espaço para conteúdo extra. Se você fosse o dono dessa empresa, qual versão você escolheria? O que pode ser óbvio para muitos, parece não ser para outros. É comum encontrarmos sites de lojas brasileiras que não informam muito mais além dos preços e forma de pagamento dos produtos. Um site com um bom conteúdo traz não só um melhor posicionamento nos motores de busca, mas também aumenta o engajamento do internauta. E quando nós falamos de um bom conteúdo, não se trata necessariamente de textos. Eles são fundamentais para fornecer a informação que o usuário está procurando, mas também podem vir acompanhados de um design diferente, recursos de compartilhamento nas redes sociais, imagens, vídeos e etc. Como pensar o conteúdo do seu site? Planejar o conteúdo de um site é tão importante quanto definir a estratégia de vendas de uma empresa. Além de ser fundamental, é um passo importantíssimo e que demanda tempo e preparação. Algumas dicas simples podem ajudá-lo a delinear os primeiros traços do seu planejamento. São elas: – Quem é o seu público? Para quem você vende e quem você quer que acesse o seu site? Um e-commerce que trabalha com produtos para o público jovem pode pensar em uma linguagem diferenciada e que seja adequada às expectativas desse grupo de pessoas. Faça um esboço do perfil do seu cliente. A partir daí fica fácil pensar em 'como falar a língua' dele. – Produza um conteúdo que seja único, original e interessante. Apenas postar textos que foram publicados por grandes jornais não é bom para o seu site e nem para o público. Em primeiro lugar, porque conteúdo duplicado é problemático em termos de posicionamento no Google e outros buscadores. Não é nenhuma novidade que uma das premissas do Google é priorizar nos rankings sites que possuem conteúdo próprio. Além do mais, o usuário pode se frustrar quando percebe que sua empresa não produz conteúdo próprio, pois sempre irá dar preferência a buscar informações na fonte em que ela foi produzida. A consequência? Menos tráfico para seu site e uma user experience negativa. – Faça com que valha a pena para o usuário passar mais tempo no seu site. Você não quer que as pessoas venham até o seu e-commerce, comprem algo e vão embora, certo? Você quer que as pessoas gostem do seu site, comprem, recomendem para conhecidos e tenham uma boa experiência com ele. Antes de atrair consumidores, você quer atrair um público que venha até o seu site porque ele é bom e é uma autoridade no assunto com o qual trabalha. Inclua vídeos, imagens, textos, figuras, gráficos, tutoriais… Há muito o que pode ser feito para chamar a atenção do usuário e aumentar o engajamento dele com seu site. Estatísticas Ainda não está convencido? Seguem algumas estatísticas para provar de vez por todas que o conteúdo, é sim, o rei da internet. – Segundo a agência de Marketing Inglesa Fast Company, blogs em sites resultam em mais de 55% de aumento no número de visitas e 70% dos consumidores entrevistados na pesquisa prefere conhecer uma empresa a partir de artigos publicados por ela do que por publicidade. – Voltier Digital (Estados Unidos) fez um estudo e descobriu que cliques que se originaram a partir de um conteúdo compartilhado por outras pessoas tem 5 vezes mais probabilidade de levar à uma compra. – 68% dos consumidores investe tempo lendo publicações da empresa em que são interessados, de acordo com uma pesquisa da Associação Inglesa de Content Marketing.