Henry Ford (1863-1947) foi responsável por desenvolver um sistema industrial denominado fordismo, que propunha uma inovação na forma de produzir e concomitante de gerir os trabalhadores. Esses operários eram vítimas de alienação física e psicológica, o que ao longo do tempo acarretou várias greves e movimentos, diante disso houve a necessidade de desenvolver novos modelos que além de superar a concorrência em um mercado globalizado, atender as demandas do mercado, como agilidade e inovação, possibilitasse uma nova forma de gerir pessoas, ou seja, trabalhadores; visto que estes são o espírito da empresa. Diante dessa problemática atual temos o novo sistema organizacional das empresas, que buscam a efetivação dessa gestão de pessoas. Em primeiro plano um dos grandes impasses na nova organização empresarial é como equilibrar o desenvolvimento das questões profissionais e ao mesmo tempo a satisfação dos funcionários internos. Hoje temos várias influências de fatores externos que não permitem a disseminação da mão de obra mecanizada e alienada do trabalhador, a exemplo temos as legislações como a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), os sindicatos, as culturas sociais e culturais de valorização do trabalhador que devem ser respeitadas por aqueles que buscam desenvolver a empresa de forma generalizada e integrada, não deixando de ter lucros, uma vez que respeitadas essas questões o trabalhador mais satisfeito, trabalhará de forma mais eficiente, garantindo o rendimento máximo possível. Outra questão que é primordial à discussão, é sobre a hierarquização ideológica existente dentro da empresa. O gestor deve estar na posição de comando, porém trabalhando em conjunto com os operários, ou seja, a ideia é de sempre estar em comunicação com os trabalhadores, desenvolvendo missões, culturas organizacionais, estimulando novas visões, estratégias e objetivos, como forma de motivação e exemplo, uma vez que o gestor não vai ser visto somente como aquele que possui autoridade e que distribui o trabalho, e sim aquele que possui conhecimento técnico e competência que vai além do âmbito profissional, lidando com a máxima eficiência possível com as pessoas. A partir das problemáticas supracitadas acima, temos que é primordial minimizarmos as lacunas existentes entre o que os funcionários são capazes de fazer, com que a empresa espera que eles façam, pois se um funcionário estiver sendo gerido de forma correta, ele atuará de forma mais hábil e competente possível, não precisando da figura autoritária do 'chefe'. Além disso são necessários processos que desenvolvem, monitoram, agregam, e recompensam os funcionários, e dentre eles estão atos como remuneração, benefícios, educação corporativa, higiene, identificação de talentos, segurança, qualidade de trabalho e dentre tantos outros que possibilitam o desenvolvimento organizacional, profissional e pessoal de forma integrada garantindo qualidade de trabalho e resultados satisfatórios.