CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSAMAR PIMENTEL O MARKETING SOCIETAL COMO FATOR DE COMPETITIVIDADE: CASES DE SUCESSO DE ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS. DANIEL BRAGA DA SILVA Bacharel do curso de Administração pelo Centro Universitário Geraldo di Biase daniel_msqt@hotmail.com MARLUCE ANDRADE DA SILVA Bacharel do curso de Administração pelo Centro Universitário Geraldo di Biase marlucevr@hotmail.com NATÁLIA APARECIDA BAPTISTA Bacharel do curso de Administração pelo Centro Universitário Geraldo di Biase nataliabaptista@terra.com.br PROF. JESIMAR DA CRUZ ALVES Docente do curso de Administração do Centro Universitário Geraldo di Biase. jesimar.alves@gmail.com Resumo Este trabalho tem como finalidade mostrar aos leitores do mesmo uma nova forma de Marketing que tem sido muito usada pelas novas empresas que é o Marketing Societal. Um Sistema que tem levado muitas empresas a serem premiadas não só com novos clientes, mas também com vários prêmios de ONG'S e até mesmo do próprio governo. Este trabalho vem esclarecer a todos o que vem a ser o Marketing Societal e qual a sua finalidade para as empresas do século XXI. Palavras-Chave: Marketing, Marketing Social, Marketing Societal, ONG'S Abstract This work have how finality to show at the readers of that even one new form of the Marketing what have be very much worn out along new enterprise what is the Socialite Marketing. One system what have carried very much enterprise at the are rewards don't only whit new clients, but too whit very prizes of ONG'S and till even of the proper management. This work goes to clear at the alls what goes the to be the Societal Marketing and which the your finality to enterprises of the century XXI. Key Words: Marketing, Socialite Marketing, Societal Marketing, ONG'S 1. INTRODUÇÃO O Marketing Societal surgiu da grande necessidade de mudança vinda dos novos recursos tecnológicos que hoje se encontram a disposição das grandes empresas, fazendo-as rever seus valores, suas atitudes e condutas diante de clientes e mercados o que as levou a praticarem cada vez mais o Marketing aplicado à sociedade através de projetos sociais. Através desta pesquisa será possível definir o Marketing Societal como um processo de implementação e controle de programas calculados para influenciar a aceitabilidade das idéias sociais, envolvendo considerações de planejamento do produto, apreçamento, comunicação, distribuição e pesquisa de Marketing. No desenvolvimento do mesmo a compreensão deste conceito ficará mais clara e objetiva. Será detalhada também forma de aplicação do Marketing na sociedade, sendo interessante destacar como ele está inserido a nossas vidas e muitas vezes sem que ao menos seja percebido. E será esclarecido um grande equivoco atual que é o fato de se confundir Marketing Social com Marketing Societal e igualarem os dois num mesmo conceito. Por fim, exemplos de empresas que utilizam este Marketing Societal serão citados neste artigo, isto de forma mais ampla com empresas nacionais, como o Banco Itaú e empresas locais, exemplo a CSN. Por que tantas empresas estão usando essa ferramenta? Será o Marketing Societal acessível em nosso mercado? 1.2. METODOLOGIA Para esse artigo foi utilizada a pesquisa bibliográfica em livros e periódicos sobre o assunto e teve como base o Artigo 'Marketing Social x Marketing Societal: dois lados de uma mesma moeda.'. Também foi feita um estudo de caso a partir de dados publicados pelas empresas em sites e periódicos. 2. MARKETING SOCIETAL A natural evolução do mercado com o surgimento de consumidores mais esclarecidos e conscientes somado à grande preocupação com as questões ambientais levaram os especialistas em estratégias de Marketing a adequar suas técnicas, realizar pesquisas e desenvolver novos métodos de atuação que levaram ao surgimento de uma nova e revolução do Marketing chamada de Marketing Societal. Enquanto o Marketing tradicional foca apenas as trocas imediatas, o Marketing Societal preocupa-se também com as conseqüências a médio e longo prazo em virtude dessas trocas, tanto para com o cliente, para com a sociedade e o meio ambiente. Muitas vezes uma empresa satisfazia o cliente isoladamente, mas a falta de compromisso Social fazia com que suas vendas baixassem. As iniciativas de Marketing Societal são as mais diversas possíveis: do supermercado que oferece um dia de lazer para a comunidade à empresa de perfume que financia projetos de proteção ao meio ambiente. Empresas como O Boticário têm se destacado justamente por sua atuação Social e com isso acabam ganhando a simpatia do público. Elas ganham com a melhoria da imagem da empresa. E em Marketing imagem é tudo… Segundo Kotler Marketing Societal é: “A orientação de Marketing Societal sustenta que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os interesses dos mercados-alvo e fornecer as satisfações desejadas mais eficaz e eficientemente do que a concorrência, de uma maneira que preserve ou melhore o bem-estar do consumidor e da sociedade”. A partir da afirmação de Kotler percebemos que as empresas precisam se preocupar com o bem estar da sociedade e do meio ambiente em geral. Levando em conta que seus consumidores são membros dessa sociedade e o meio ambiente é amplamente afetado pela empresa ela tem obrigações com esses Setores em proporcionar melhor qualidade de vida para a sociedade e minimizar os impactos gerados ao meio ambiente. Levando em partida esse conceito podemos dizer que o conceito de Marketing Societal sustenta que a empresa deve determinar as necessidades, desejos e interesses dos mercados alvos e então proporcionar aos clientes um valor superior de forma a manter ou melhorar o bem estar do cliente, da sociedade e do meio ambiente. Para especificar podemos descrever necessidade e desejo como: A necessidade traduz-se em algo de que precisamos. É o espaço a ser preenchido entre a situação de momento e a de futuro. E essa necessidade pode estar bastante evidente, como também não muito clara, para o cliente. No primeiro caso ela é explícita, estando implícita no segundo. […] O desejo é o anseio ou a vontade de possuir algo. Nem sempre os desejos são realizados. Podemos, por exemplo, desejar um carro de luxo, com tudo que tem direito, mas a condição financeira não permite. (BRAGA, 2002) Muitas pessoas acreditam que o conceito de Societal está alinhado ao simples conceito de Marketing acrescido da palavra bem-estar ou ao simples fato de fazer doações. O Marketing Societal é muito mais que isso. O Marketing Societal veio como a grande ferramenta para o século XXI, pois une a responsabilidade Social da empresa com o planejamento estratégico o que nos leva a projetos futuros e mais duradouros. Com isso a empresa não se preocupa apenas em ter projetos sociais, mas sim em manter e ter relacionamento com eles. A empresa passa a se dedicar não só em ajudar uma vez por ano ou em períodos determinados, ela passa a criar vínculos e dedicar tempo e dinheiro a esses projetos e a não se preocupar apenas com o retorno financeiro desse investimento, não que a empresa não busque lucro ao investir no Social, mas ela passa a se preocupar com o futuro daqueles que são assistidos por ela. Mais que oferecer satisfação imediata a desejos presentes, o conceito de Societal antevê necessidades, e ainda oferece satisfação ao cliente e o bem-estar do consumidor em longo prazo. Esse conceito cultua um consumo inteligente, conscientização ambiental e comprometimento Social e duradouro. A organização passa a ser responsável. A definição de Kotler (1998, p. 53) para satisfação é: “[…] o sentimento de prazer ou de desapontamento resultante da comparação do desempenho esperado pelo produto (ou resultado) em relação às expectativas da pessoa.” Sobre a satisfação dos consumidores é interessante avaliar que esta: […] depende do desempenho do produto percebido com relação ao valor relativo às expectativas do comprador. Se o desempenho faz jus às expectativas, o comprador fica satisfeito. Se exceder às expectativas, ele fica encantado. As companhias voltadas para Marketing desviam-se do seu caminho para manter seus clientes satisfeitos. Clientes satisfeitos repetem suas compras e falam aos outros sobre suas boas experiências com o produto. A chave é equilibrar as expectativas do cliente com o desempenho da empresa. As empresas inteligentes têm como meta encantar os clientes, prometendo somente o que podem oferecer e depois oferecendo mais do que prometeram (KOTLER; ARMSTRONG, 1999, p. 6). O conceito de Marketing Societal parte de pressupostos muito utilizados pelo Marketing como o que a missão da organização é criar clientes satisfeitos e saudáveis e contribuir para a qualidade de vida, se analisássemos somente pelo Marketing isso seria interpretado como criar produtos que atendesse a todos esses quesitos. Mas analisando pelo Societal podemos dizer que os clientes estarão satisfeitos se tivermos produtos que os atendam e ainda por cima parte dessa verba for destinada a um projeto que ajude a melhorar o bem estar da sociedade. Outro pressuposto muito utilizado é que a organização evita produtos que não se enquadrem aos melhores interesses dos clientes, se fossemos analisar somente pelo Marketing isso seria dizer que a empresa procura estar sempre inovando para trazer sempre produtos que possas trazer algo de novo para o cliente, sem se importar como conseguir, se isso traria algum dano a sociedade. Já analisando na área Societal isso quer dizer que a empresa vai procurar trazer o melhor para seu cliente, mas sem esquecer do meio ambiente e da sociedade. O último pressuposto a ser analisado é que os consumidores apoiarão aquelas organizações que demonstrem preocupação com a sua satisfação e o bem-estar. Ainda analisando mercadologicamente isso seria aquela organização que se preocupasse com o conforto e bem estar do seu consumidor, mas se olharmos pelo Marketing Societal essa preocupação se estende não só ao consumidor mas também a toda sociedade. Analisando todas essas informações podemos já compreender sobre Marketing Societal e a partir dele fazermos as devidas comparações e diferenciações entre Marketing Societal e Marketing Social. Após essa pesquisa percebemos que a definição do Marketing Societal é de acordo com KOTLER (2000): 'O conceito de Marketing Societal refere-se à Responsabilidade da organização perante a sociedade, incluindo considerações sociais e éticas em suas práticas de Marketing, equilibrando objetivos freqüentemente conflitantes como o lucro dos acionistas, a satisfação dos consumidores e o interesse público. Desta forma, pode-se dizer que o Marketing Societal é um Marketing Socialmente Responsável' (Kotler, 2000). 3. MARKETING SOCIETAL X MARKETING SOCIAL Para analisarmos e diferenciarmos Marketing Societal de Marketing Social primeiro tem que conhecer os dois conceitos e acharmos diferenças entre um e outro. No capítulo anterior nós conhecemos e analisamos o Marketing Societal e antes de diferenciarmos os dois conceitos iremos conhecer um pouco mais de Marketing Social. Para o Socialtec (Fórum de Marketing Social), o Marketing Social é: “A gestão estratégica do processo de inovações sociais a partir da adoção de comportamentos, atitudes e práticas individuais e coletivas, orientadas por preceitos éticos, fundamentados nos direitos humanos e na eqüidade Social. O termo é empregado para descrever o uso sistemático de princípios e técnicas orientadas para promover aceitação de uma causa ou idéia. Tem como objetivo principal transformar a maneira pela qual um determinado público-adotante percebe uma questão Social e promover mudanças comportamentais visando melhorar a qualidade de vida de um segmento populacional'. Considerando esta definição, a noção de Marketing Social não se aplica as empresas que utilizam instrumentos de Marketing apenas para divulgar suas ações sociais, tornar pública sua postura Socialmente responsável ou mesmo melhorar sua imagem junto à sociedade, pois estas ações não têm o objetivo de promover mudanças sociais. As tentativas recentes que têm identificado como “Marketing Social” ações de Responsabilidade Social das empresas apenas geram maior confusão e dificultam a compreensão de conceitos distintos. O Marketing Social surgiu como uma evolução da orientação para o cliente nas empresas. Elas começaram a agregar a questão da Responsabilidade Social como um dos aspectos fundamentais na sua gestão. Segundo o artigo de Cristina Balsini e Ricardo Silveira a principal diferença entre Marketing Social e Marketing Societal é que um é elaborado por organizações do Terceiro Setor e o outro por empresas com fins lucrativos, mas além dessa diferença podemos também destacar a principal diferença entre eles que é o tempo de execução dos projetos. O Marketing Social tem o tempo de duração do projeto determinado, ela já começa sabendo quando será seu término, pois em seu planejamento já consta o tempo de duração e que ações serão executadas. Já o Marketing Societal conta com um planejamento que não determina seu tempo de execução a maioria das empresas do Brasil executam projetos de Marketing Societal, mas poucas sabem o que estão fazendo, para muitas elas estão apenas fazendo o famoso Marketing Social, já que é esse o termo muito utilizado pelas empresas e pelo meio acadêmico. Se formos analisar o artigo de Cristina Balsini e Ricardo Silveira as diferenças entre Marketing Social e Marketing Societal seriam as descritas na tabela 1 nos anexos. Seriam elas as formas de utilização, se por Organizações com fins lucrativos ou não, o fator que desencadeia essa atitude, a função principal do projeto e sua orientação, publico que deseja atingir. Algumas empresas não se atentam para a ferramenta de Marketing que estão utilizando, para essas empresas, apenas está se trabalhando com a Responsabilidade Social, e isso acaba fazendo a empresa tirar poucos resultados dessas ações sociais em benefício da empresa. Se as empresas encarassem essas ações como uma ferramenta de Marketing elas teriam um retorno muito maior, e sua divulgação poderia ser maior e poderia alcançar um número maior de consumidores o que seria um algo a mais na divulgação e propagação da marca da empresa. Se diferenciarmos as ações de Marketing Social e Societal das ações de Responsabilidade Social, poderíamos dizer que o que distingue entre elas seria a divulgação em si, já que Responsabilidade Social é a área Social de empresa os seus projetos, e o Marketing tanto Social, tanto Societal, além dos seus projetos há também a divulgação dessas ações uma verdadeira ação de Marketing. Por isso podemos afirmar que muitas empresas não sabem o que são os projetos que elas executam, se confundem diante de tantas nomenclaturas e esquemas. Depois de apontadas todas as diferenças, a tabela poderia ser modificada e acrescida de alguns outros itens como, por exemplo, tempo de duração, conforme encontrada no Anexo Tabela 2. Após estes pontos discutidos podemos afirmar que há diferença sim entre Marketing Social e Marketing Societal e que este tema tem muita relevância para todos que pretendem trabalhar nessas novas organizações politicamente corretas do século XXI. Então para estes novos administradores, temos que aprender todas as inovações para termos em nossas mãos todas as ferramentas para se utilizar nas novas organizações e nos novos modelos de gestão que estão aí, para não ficarmos desatualizados. 4. MARKETING SOCIETAL APLICADO NO BRASIL Em todo Brasil encontramos empresas que já aplicam esse tipo de Marketing como ferramenta não só de conscientização Social, mas também de fixar-se na cabeça dos consumidores do séc. XXI, que além de qualidade e personalização dos produtos, ainda querem que a empresa ajude a transformar o meio ambiente e a sociedade. Abaixo estaremos citando alguns trabalhos de cada uma delas. 4.1. Programa Itaú Social Criado em 1993, o Programa Itaú Social foi criado com o objetivo de dar uma direção, de uma maneira mais efetiva, as ações sociais realizadas pelas agências de todo o país. Segundo Luis Eduardo Junqueira Machado, coordenador do programa, antes do Itaú Social, as ações das agências eram dispersas, sem um objetivo comum. “Hoje, com a implantação desse programa, criamos um foco na educação e na saúde para crianças de baixa renda – fizemos várias parcerias, dando apoio e subsídio para diversos projetos e ações sociais”, explica Machado. Com esse trabalho criar-se-ia um vínculo Social e afetivo com a sociedade, mas não há nenhuma relação comercial, pois os projetos são desvinculados do banco. “O Itaú optou por não ter um programa de voluntariado no momento, pois está concentrado no desenvolvimento de projetos com terceiros, mas os funcionários de todas as agências do país sabem de tudo o que acontece no programa e sua receptividade são excelentes!”, diz o coordenador. O Programa Itaú Social realiza diversos trabalhos, na área de apoio a comunidade, encontramos os seguintes projetos Domingo Alegre Itaú e Eleja. O Domingo Alegre Itaú, é realizado na cidade do Rio de Janeiro e proporciona lazer, recreação e educação esportiva básica em várias modalidades, como vôlei, futebol e basquete, para a comunidade em geral. Equipes de funcionários do banco ajudam a organizar e participam dos eventos. Em média o público tem ficado em volta de oito mil pessoas. O total investido nesse projeto é de cinqüenta mil reais. Já o Eleja, é realizado em nove capitais brasileiras e promove uma votação para escolher um símbolo para cada cidade, com o objetivo de conscientizar a comunidade em relação aos cuidados com o espaço em que vive. As escolhas geralmente recaem sobre monumentos e edifícios, vistos, na opinião do público, como importantes para a preservação da história local. São Paulo bateu recorde de participação, com mais de 1,4 milhões de votos. O investimento com esse projeto é em media de meio milhão de reais. E na área de educação o Itaú tem vários projetos que apóiam essa área, mas os dois de maior investimento são: O Educação E Participação e O Projeto PIC Itaú – Unicef. O 'Educação e Participação' é um projeto implementado em todo o Brasil com um investimento de 5,3 milhões de reais que se destina a apoiar e incentivar iniciativas de organização não-governamentais que, direta ou indiretamente, proporciona melhores condições de educação à crianças e famílias de baixa renda. Em parceria com o Fundo Das Nações Unidas Para A Infância (Unicef) e com o Centro De Estudo E Pesquisas Em Educação, Cultura E Ação Comunitária (Cenpec), o programa desenvolve cinco linhas de ação: Prêmio Itaú – Unicef/ Educação e Participação, Encontros Regionais e Educadores, Coletânea Educação & Participação, Programa Parcerias e Banco de Dados. Já foram beneficiados, diretamente, 1.200 ONGs e, indiretamente, 12.000 educadores e 175.000 crianças e jovens. E o programa PIC Itaú – Unicef que também é elaborado em todo o país tem um investimento de 2,4 milhões de reais e o PIC , o título de capitalização do Itaú repassa para o Unicef o resultado financeiro das aplicações mensais, no valor de quarenta reais durante sessenta meses. De boa aceitação, o produto superou as previsões: nos primeiros trinta dias, foram comercializados cento e trinta e três mil planos, trinta mil acima da estimativa inicial. 4.2. Natura Para a Natura, ser uma empresa Socialmente responsável faz parte de sua missão e de sua razão de existir, segundo seus fundadores. Segundo Guilherme Leal, presidente executivo da empresa: 'Ser responsável Socialmente não é apenas ajudar uma instituição ou trabalhar como voluntário. A Responsabilidade Social tem que ser praticada pela empresa quando contrata um funcionário, quando demite, quando devolve, vende, ou compra um produto'. Seus projetos sociais se preocupam em desenvolver ações que possam gerar uma transformação efetiva na realidade da comunidade envolvida. A empresa elegeu como seu foco principal de atuação a educação e cultura – além de desenvolver seus próprios projetos (como o Natura Escola, Crer para Ver, Cooperativa de Costureiras, Contadores de Histórias etc), eles apóiam, patrocinam e divulgam várias outras iniciativas. “A imagem da Natura vai estar sempre ligada à de uma empresa Socialmente responsável. Isso, com certeza, fortalece nossa marca, pois os consumidores simpatizam com nossos programas. Mas essa é uma atitude que já faz parte de nossa história e nunca tivemos a idéia de fazer Marketing em cima disso – nem dados concretos a empresa tem”, explica a gerente de ação Social da Natura, Ângela Serino. A Natura passou a se preocupar com a parte Social depois de alguns projetos sociais que deram certo. O trabalho sistematizado, com profissionais especializados e uma área específica dentro da Natura, foram implantado em 1995 e não parou desde então. “Os funcionários têm orgulho de trabalhar em uma empresa que se preocupa com a comunidade ao seu redor e faz projetos sociais de qualidade. Nós trabalhamos, além de tudo, fazendo com que as pessoas compreendam que a Responsabilidade Social não é só criar e patrocinar projetos, pois cada pessoa tem sua parte nela”, argumenta Angel. A Natura na área de educação tem um projeto muito interessante o Crer pra Ver que é realizado em 21 estados brasileiros. Com um investimento de novecentos e vinte mil reais o Crer pra Ver dá um suporte técnico e financeiro para projetos educacionais criativos e inovadores, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino oferecido pelas escolas públicas. Parte dos recursos vem de produtos criados por artistas e vendidos por consultoras da empresa, trabalhando em caráter voluntário. Desde 1995, foram atendidas quase oitocentas mil crianças em três mil e seiscentas escolas. 4.3. Bunge A Bunge é uma das empresas pioneiras em Marketing Societal no Brasil. Braço Social das empresas Bunge no Brasil, a Fundação Bunge é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1955, que desenvolve projetos ligados à área da educação e valorização do conhecimento. Precursora do que hoje se convencionou chamar de terceiro setor, a Fundação Bunge é dirigida por um conselho, composto por intelectuais de destaque e representantes das empresas Bunge. Suas ações estão focadas na área da educação com ênfase no ensino fundamental, valorização do conhecimento, ações educativas na área de preservação da memória empresarial e incentivo ao voluntariado corporativo. Todas as suas atividades estão interligadas, permitindo um alcance cada vez mais amplo. A Bunge tem alguns projetos sociais, sendo o principal deles na área de educação, o projeto 'Comunidade Educativa', nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com o investimento de novecentos mil reais o programa conta com a participação de 345 voluntários das empresas Bunge e beneficia 3.500 crianças de 7 a 14 anos em várias regiões do Brasil. Com a colaboração de consultores do terceiro setor, a fundação estimula o engajamento de seus funcionários em ações sociais, especialmente nas relacionadas à manutenção de escolas, criação de novos métodos de ensino, gestão participativa e envolvimento das famílias com o conteúdo das aulas. 4.4. Fundação Banco do Brasil A Fundação Banco do Brasil desenvolve em todo o Brasil vários projetos entre eles se destacam na área de educação. 1º O BB educar: O BB Educar é o programa de alfabetização de jovens e adultos da Fundação Banco do Brasil. Consiste na formação, por educadores do Programa, de alfabetizadores que assumem o compromisso de constituir Núcleos de Alfabetização nas comunidades em que atuam. A partir de uma experiência bem sucedida de escolarização de funcionários da carreira de serviços gerais (carpinteiros, eletricistas, pedreiros, pintores etc.), o Banco do Brasil, em janeiro de 1992, colocou a serviço da sociedade, através de sua rede de agências, o BB Educar, Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos. 2º Alfabetização Quilombola: o Projeto Piloto Alfabetização Quilombola propôs-se a contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de comunidades remanescentes de quilombos. Atuando junto ao povo gorutubano, localizado na região norte de Minas Gerais, tem como foco o desenvolvimento social, econômico e ambiental e a preservação dos valores culturais de seus integrantes, potencializando os resultados de outras ações voltadas para a sustentabilidade dessas comunidades. Para o desenvolvimento do Projeto foram capacitados 50 (cinqüenta) integrantes das próprias comunidades quilombolas, com o propósito de alfabetizar 450 (quatrocentos e cinqüenta) jovens e adultos, num período de 6 a 8 meses. Além das ações de alfabetização foram feitos diagnósticos oftalmológicos e adquiridos óculos para os participantes do Projeto. Já na parte de trabalho e renda, tem o projeto berimbau. Programa Social Sustentável da Costa do Sauípe O empreendimento Costa do Sauípe, a Fundação Banco do Brasil e a Caixa de Previdência dos Funcionários do BB (PREVI) se uniram para criar um programa social com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das comunidades da região de Sauípe, por meio da geração de emprego e renda. Assim nasceu o programa Berimbau. Para reduzir os efeitos da exclusão social na região é preciso reduzir a dependência das localidades em relação ao mercado de trabalho turístico, estimulando o surgimento de novas atividades econômicas e o desenvolvimento sustentável. Essas ações também vão ser implantadas. E todas sempre discutidas com as comunidades envolvidas, respeitando a vocação e a potencialidade de cada uma: Mata de São João, Entre Rios, Areal, Curralinho, Diogo, Estiva, Santo Antônio, Vila Sauípe, Canoas e Porto Sauípe. Entre as ações implantadas, destacam-se: • BB Educar • Escola de informática • Escola Meninos do Porto • Escola de Produção • Unidade de Processamento de Resíduos • Unidade de Produção e Comercialização de Produtos Artesanais • Unidade de Revitalização da Pesca • Unidade de Criação e Beneficiamento de Pequenos Animais • Unidade de Beneficiamento da Casca de Coco 5. FUNDAÇÃO CSN Para mostrarmos exemplos mais próximos de nós, da nossa realidade escolhemos a fundação CSN para exemplificar como as grandes empresas que ainda não adotaram. Já se foi o tempo em que cidadania empresarial se restringia apenas a números e resultados da produção. Com o passar do tempo, as experiências começaram a mostrar que o desenvolvimento de pessoas significa o desenvolvimento das empresas que nelas investem. Em outras palavras, contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade e, conseqüentemente dos funcionários, também faz muito bem à saúde dos negócios das empresas e as tornam participantes dos esforços para melhorar o mundo. Com base nisso a Companhia Siderúrgica Nacional direcionou, por meio da Fundação CSN, todo seu foco à Educação para o Trabalho, além de centralizarmos a ação comunitária da empresa em áreas onde de sua atuação. Dinamizando recursos, a Fundação CSN vem promovendo investimentos em três frentes: Educação Profissionalizante, Educação para o Meio Ambiente e Educação para o Desenvolvimento Comunitário. 6. ESTUDO DE CASO: FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL X FUNDAÇÃO ITAÚ Pegamos essas duas fundações de Banco de igual tamanho e importância para ilustrar nosso estudo de casa de como o Marketing Societal pode ser utilizado e como ele esta sendo mal utilizado pelas empresas brasileiras. A Fundação Banco do Brasil tem vários projetos de âmbito educacional e de sustentabilidade e geração de renda, assim como a Fundação Itaú o que vemos de diferente e a divulgação que ocorre entre as instituições bancarias e seus clientes. A Fundação Itaú tem todos os projetos que já foram apresentados acima só que ela divulga esses projetos sempre vemos em novelas, na época de final de ano, projetos de arrecadação de livros e brinquedos para doação a Crianças carentes, além de sempre ter em suas agencias folhetos e banner de divulgação do PIC Itaú – Unicef para arrecadar fundos dos Clientes. Já a Fundação Banco do Brasil tem vários projetos de importância a comunidade como o BB Educar que alfabetiza jovem e adultos e teve seu inicio com funcionários das agencias e hoje já se encontra em varias áreas do pais, e o Alfabetização Quilombola que é um piloto do BB Educar visando os quilombolas, com foco também no Ensino da historia Negra no Brasil. Mas a Fundação Banco do Brasil diferentemente da Fundação Itaú não passa esses projetos para a imprensa e muito menos aos seus clientes perdendo assim uma grande oportunidade de Marketing Societal e divulgação da Marca a uma causa 'nobre'. Com esse case podemos ver como uma empresa perde a oportunidade de divulgar sua marca a uma ação socialmente responsável que já pratica e deixa seus clientes sem informações sobre tudo que ela faz. 7. CONCLUSÃO Com esse trabalho podemos concluir que as empresas que querem se manter no mercado têm que se adequar a essa nova forma de Marketing que agora surgiu. Podemos ver que em toda a Europa, tanto os consumidores como as empresas, só trabalham com empresas Socialmente responsáveis, se a empresa não se adequar a esses padrões esta fora do mercado. O Marketing Societal está aí, para ser explorado pelas empresas. Elas não podem ignorar essa ferramenta e nem tão pouco utiliza-la apenas como modismo. O Marketing Societal é uma ferramenta capaz de trazer grandes retornos para a empresa se utilizado de forma correta. É uma ferramenta capaz de atingir não só o público interno e os clientes diretos da empresa, mas sim toda a sociedade em geral e com isso criar uma repercussão ainda maior sobre empresa e suas ações em prol da sociedade. Que esse trabalho possa abrir caminho para outros pesquisarem mais profundamente o assunto usando como as informações aqui contidas. Como assuntos a serem pesquisados, temos, por exemplo, Como aplicar o Marketing Societal nas empresas? Qual a importância do Marketing para sociedade? Entre outros que podem vir a surgir com a expansão do Marketing Societal no meio empresarial e Social. 8. ANEXOS Anexo 1: Tabela 1: Marketing Social x Marketing Societal Marketing Social Marketing Societal Utilizado por Organizações não-lucrativas Organizações lucrativas Fator desencadeador Melhores condições sociais Investimento no Social Função principal Mudança Social com finalidade pública Mudança Social com finalidade de retorno Orientado para O benefício público O consumidor Fonte: Artigo Marketing Social x Marketing Societal: dois lados de uma mesma moeda. Anexo 2: Tabela 2: Marketing Social x Marketing Societal Marketing Social Marketing Societal Utilizado por Organizações lucrativas e não-lucrativas Organizações lucrativas Fator desencadeador Melhores condições sociais Investimento no Social Função principal Mudança Social com finalidade pública Mudança Social com finalidade de retorno Orientado para O benefício público O consumidor Tempo de duração Projetos de prazo determinado previamente Projetos sem data prévia de término, Muitas vezes duram até anos. 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