Participei recentemente de um processo seletivo para uma vaga estágio de uma grande empresa e na ocasião a recrutadora fez uma pergunta muito reflexiva: Qual o perfil que um jovem deve ter para que no ano de 2030 esteja com um bom emprego? Claro que isso gerou um grande debate entre os candidatos com opiniões diversas que durou vários minutos. O motivo da pergunta foi uma pesquisa feita recentemente pela OIT (Organização Mundial do Trabalho), onde os números são alarmantes. Hoje, em um universo de 582,5 milhões de jovens, somente 73,4 milhões conseguiram um espaço no mercado de trabalho. Isso significa que cerca de 509 milhões estão possivelmente excluídos de uma futura promissora carreira. Claro que os motivos são os mais diversos, vão desde problemas políticos a falta de interesse de alguns jovens, mas o que não podemos deixar passar em branco é o grande problema que isso vai causar no futuro. Está na hora do governo se preocupar com o jovem e investir em qualificação, um dos principais motivos que tiram pessoas do mercado de trabalho. Por outro lado, cabe ao jovem fazer sua parte. Na ocasião da entrevista minha resposta foi a de que um jovem precisa pensar fora da caixa, ou melhor, precisa querer e ser diferente. Os grandes líderes só se tornaram grandes por pensarem diferentes dos outros. Mas vale ressaltar que querer fazer a diferença vai sempre trazer mais responsabilidade e que isso é uma das causas que faz com que muitas pessoas abandonem o barco no meio do caminho. 'Colocar sua cara a tapa' não é fácil e poucos estão dispostos a tal regalia. Outro ponto a ressaltar é a postura dos jovens como, por exemplo, nas redes sociais. Isso já foi muito debatido, mas muitos ainda não se deram conta da real importância deste quesito em um processo seletivo. A postura em uma entrevista também deve ser levada em conta, a forma de falar e a linguagem corporal, são outros exemplos de postura que alguns jovens ainda não dão importância. E isso só depende de esforço e dedicação pessoal para ser resolvido. O jovem precisa acordar e 'tomar uma injeção de ânimo' para mudar os números citados no começo do texto. Sei que a situação atual não é das melhores, mas se os futuros profissionais não fizerem sua parte o ano de 2030 não vai ser nada agradável entre os 'não mais jovens' e o mercado de trabalho. Por fim, sugiro a leitura da matéria 'Solução para a questão jovem', de Ruy Martins Altenfelder Silva (Presidente do Conselho de Administração do CIEE), que está disponível na revista institucional do CIEE chamada 'Agitação' e que foi utilizada pela recrutadora. Segue o link da revista: http://www.ciee.org.br/portal/institucional/agi/agi111/digital.asp#/45/zoomed.