Nestes tempos de administração moderna e o crescimento das grandes e pequenas empresas inseridas nos mais diversos tipos de mercado, é fácil encontrar organizações e profissionais que estejam dispostos à contratação para execução de serviços estritamente técnicos e planos de ação focados em soluções. Geralmente uma consultoria é chamada quando a alta gestão da empresa identifica a necessidade de uma expertise em uma determinada área da qual ela não tem grande domínio, ou ainda, quando a mesma alta gestão observa que sua forma de gerir já está tornando-se obsoleta ou menos rentável, enfim, os consultores são chamados quando o horizonte é mais incerto do que o comumente visto pelas 'Janelas do Capitão do Navio'. Um consultor ou empresa de consultoria, em regra, (digo isso porque infelizmente existem alguns que não elevam este tipo de serviço ao nível do qual ele faz parte) são organizações ou profissionais que buscam ser expert em áreas do universo da gestão empresarial e/ou de conhecimentos específicos, buscam manterem-se sempre atualizados sobre as novas metodologias e quais os resultados cada uma delas pode trazer. Adentram a uma incessante jornada em busca do Know-how necessário para trazerem soluções cientificamente comprovadas, adaptando-as ao negócio dos seus clientes. Eles buscam a maximização de um determinado conhecimento, através da saturação das diversas vertentes deste conhecimento. Esta maximização ocorre tanto pelo cunho acadêmico quanto pelas experiências profissionais. Todavia, apesar de todas estas qualificações existem empresários que não vêem necessidade de um olhar externo e clínico para a sua empresa, comumente, estes são os que mais precisam, mas preferem o comodismo do status quo e o não desconforto da mudança. São estes que fomentam em suas lucubrações a pergunta: – Para que a minha empresa precisa de um consultor? Bom, a grande maioria dos empreendedores brasileiros não está sentada atrás de uma mesa em um escritório pensando e analisando as diversas hipóteses e fatores que levam ou não a sua empresa ao sucesso. A maior parte deles está justamente 'fazendo a coisa acontecer', lá no chão de fábrica, no operacional, e isso é de certo louvável, contudo, alguém precisa gastar a maior parte do tempo pensando, elaborando o próximo passo, conhecendo mais ainda a organização e como fazer dela algo perene. Em alguns casos, estes empreendedores até contratam gerentes e alguns profissionais do nível estratégico, mas, acabam exigindo deles o mesmo afinco à operacionalidade que o empreendedor desempenha no dia-a-dia. Isso acaba gerando o que é comum ver nas médias e pequenas empresas, cada operação é como se fosse um apagar de incêndio. Todos correm para a execução, entretanto, ninguém pensou antes como seria executado dando ao processo uma grande possibilidade de falhas, e isso gera um enorme custo marginal devido o retrabalho. Um consultor ou empresa deste ramo, não é um semideus que tudo que toca faz virar um excelente e lucrativo negócio. Não! A função destes é a de ajudar a empresa a pensar e repensar os seus processos, garantindo maior êxito das operações, seja ela de qualquer natureza possível. Eles têm o papel de trazer ao negócio a visão de estratégia e planejamento, derivando a natureza clara da razão de ser de um empreendimento, que é o de ser algo lucrativo, mas também, inexaurível. E é partindo deste pressuposto que a empresa deve considerar a necessidade de uma consultoria, através da análise de quem nas últimas estações tem investido a maior parte do tempo refletindo em como a empresa deve pensar e agir.