1. Introdução As placas tectônicas também conhecidas como crosta terrestre correspondem a camada superior da terra sendo formada por rochas fraturadas em pedaços. As litosferas sustentam os continentes e os oceanos e são conduzidas pelas correntes de convecção – célula responsável pela movimentação do magma presente no manto terrestre resultado do calor incandescente da terra – as placas deslizam, colidem, convergem e se movimentam em centímetros a cada ano, com valores variando de uma placa para a outra. À medida que elas se separam e colidem com outras placas uma nova placa é criada no momento em que ela se separa. Ao contrário das camadas inferiores que apresentam uma textura líquida ou pastosa as placas apresentam um estado sólido. 2. Limites das Placas Tectônicas Os limites das placas são reações que a separação, o descolamento, a colisão e convergência das placas causam na camada superior da terra fazendo mudanças estruturais e acarretando em atividades sísmicas e de vulcanismo. 2.1 Limite Divergente Nos limites divergentes as placas se separam uma da outra formando fendas e rachaduras. Quando acontece essa separação o espaço que fica entre as placas acontece a solidificação do magma, ele resfria-se e cria-se assim uma nova crosta. 2.2 Limite transformante (Obducção) Os limites de falhas transformantes fazem com que as placas se desloquem horizontalmente deslizando uma na outra. O deslizamento horizontal não causa destruição ou gera outra crosta, apenas provoca rachaduras na região de contato. O caso mais famoso de uma falha transformante foi a falha de San Andres na Califórnia, Estados Unidos, que se abriu em 2005. 2.3 Limite Convergente No limite convergente as placas se chocam, a placa mais densa mergulha sobre a outra e entra em contato direto com o magma, onde seu material será fundido. Em meio a este processo há a criação de uma grande depressão que vai ser fechada com a solidificação do magma, é feito uma 'reciclagem' de placas. 2.4 Mapeamento das placas Principais placas: – Placa do Pacífico; Placa Norte-Americana; Placa de Nazca; – Placa do Caribe; Placa dos Cocos; Placa Sul-Americana; Placa Africada; – Placa Antártida; Placa Euroasiática; Placa da Arábia; Placa do Irã; – Placa das Filipinas; Placa Indo-Australiana. 2.5 Consequências das movimentações das placas tectônicas 2.5.1 Terremotos Terremoto é um tipo de tremor abrupto e intenso que ocorre na superfície terrestre graças a fenômenos geológicos que ocorrem na litosfera. Os abalos sísmicos ou tremores de terra geralmente ocorrem quando rochas estão sob grande pressão, vindo do interior do planeta, essa pressão exerce uma força nas rochas e procura alguma maneira de se despejar-se. As falhas geológicas que estão entre as zonas de contato das placas tectônicas são altamente favoráveis para acontecer essa dissipação. Entanto pode também ocorrer em falhas no interior das placas, permitindo a gerar abalos em áreas no interior e não só nas bordas. 2.5.2 Intensidade dos Terremotos Para medir a intensidade desses abalos, os geólogos usam os sismógrafos, aparelhos capazes de medir com precisão os falhamentos geológicos, o que contribui para a identificação de áreas propensas à ocorrência de abalos sísmicos. Espalhados pelo mundo todo, os sismógrafos são capazes de analisar três tipos de movimentos do solo: – Horizontal norte-sul; – Horizontal Leste-Oeste; – Vertical cima-baixo. 2.5.3 Escala Richter A escala Richter foi criada em 1935 pelo sismólogo estadunidense Charles F. Richter, essa escala foi desenvolvida para medir a magnitude dos terremotos, que consiste no ato de quantificar a energia liberada no foco do terremoto. É uma escala que se inicia no grau zero e é infinita (teoricamente), no entanto, nunca foi registrado um terremoto igual ou superior a 10 graus na escala Richter. Um dos fatores é que ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um outro de 5, e assim sucessivamente 2.5.4 Consequências dos terremotos Os terremotos, em sua maioria, podem causar sérios danos para a sociedade, vendo o tamanho e intensidade de cada um. Havendo também, os maremotos podendo gerar ondas gigantes de 20 metros, em média, varrendo áreas costeiras rapidamente, ondas chamadas de tsunamis, tais ondas podem chegar ao litoral em uma velocidade média de 190 km/h. Deixando por onda passa casas, prédios destruídos, pontes com estruturas comprometidas, vítimas fatais e também vítimas presas sobre escombros sendo essas algumas das consequências desses tremores em áreas continentais. Consequências grandes ligadas ao colapso das construções civis: – Deslizamentos de terras; – Incêndios causados por quedas de fiação elétrica; – Rompimento de represas; – Inundações causadas por tsunamis. 2.5.5 Sistemas de prevenção de sismos na construção civil Um bom planejamento estrutural faz toda a diferença em um país com abalos sísmicos constantes. Para evitar o surgimento de rachaduras ou o colapso total do conjunto, primeiro, deve-se saber amortecer as junções entre todos os elementos. É importante que eles possam dissipar a energia do movimento causado pelo tremor e também não se separarem. Em edifícios mais altos as medidas de prevenção devem se estender até à fundação, suspendendo o edifício sobre apoios de borrachas ou amortecedores. Outra ideia é o sistema de contrapeso inercial, utilizado, por exemplo, no Taipei 101, que tem 508 metros de altura. Nesse caso, do prédio taiwanês, foi instalado um pêndulo de 660 toneladas entre o 87º e o 92º andar. 3. Conclusão Conseguimos entender que catástrofes conseguem mudar totalmente uma edificação, terremotos e tsunamis são as possíveis consequências da natureza mais fortes e ate com frequências grandes. Sendo necessário a mudança de fundações e cálculos para que prédios e grandes edificações não sejam totalmente abalada nessas eventuais crises, Optando por opções de métodos construtivos diferentes que hoje usamos, já que em muitos países nem sabem da existência desses métodos muito utilizados em outros. 4. Referências https://pt.wikipedia.org/wiki/Placa_tect%C3%B3nica https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/placas-tectonicas.htm https://www.coc.com.br/blog/soualuno/geografia/o-que-sao-placas-tectonicas https://www.infoescola.com/geografia/placas-tectonicas/ https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5303119/mod_resource/content/1/Aula% 20tectonica%20de%20placas%20parte%202.pdf