A região centro-oeste possui uma rede de transporte pouco desenvolvida, mas está se expandindo ao longo do tempo. Entretanto no estado de Goiás está localizada a segunda malha rodoviária do Brasil, perdendo apenas para São Paulo. A malha rodoviária presente em Brasília é destaque por estradas imensas que ligam as outras capitais como por exemplo Brasília, Acre e Belém. As malhas auxiliam no crescimento da economia local e no país, pois a agroindústria é o setor mais importante da economia da região. A região responde pela segunda maior produção de milho como também ao maior rebanho bovino do país. Portanto as malhas rodoviárias ajudam no transporte desses produtos tendo influência na economia regional. Já a malha aérea auxilia na economia através do setor de turismo por meio da capital brasileira. O Sul é bem servido no setor de transporte, dispondo de condições naturais que facilitam a implantação de uma boa malha rodoviária e ferroviária. Além disso, o fato de sua população distribuir-se uniformemente, sem grandes vazios populacionais, permite que sua rede de transporte seja eficiente e lucrativa. Embora a região Sul seja servida por linhas da rede ferroviária federal (RFFSA), o transporte o transporte rodoviário é mais bem desenvolvido. A região conta com várias estradas como: Rodovia Régis Bittencourt, ligando São Paulo a Rio Grande do Sul e a rodovia do café, alcançando o norte do Paraná até o porto de Paranaguá. A região sudeste possui a malha de transporte mais ampla e desenvolvida do país. É o que revela o estudo realizado pela confederação nacional da indústria (CNI). Mais de 60% da mercadoria nacional passam pelas estradas do sudeste rumo ao porto de Santos. A região norte sempre teve uma particularidade em relação as condições de transporte interestaduais, sendo uma triste realidade que não condiz com o potencial econômico da região e sua extrema importância. Banhada por diversos rios, a região praticamente fica ilhada das demais cidades brasileiras, tendo no transporte fluvial seu principal meio de escoamento e de entrada de materiais e insumos. Quando falamos de transporte de carga na região, estamos falando no modelo mais utilizado que é o transporte rodo fluvial, que integra duas maiores modalidades logísticas. Sendo assim, as cargas em sua grande maioria saem em carretas ou containers direto para Belém/PA ou Porto Velho/RO através de balsas, e nessas cidades elas são distribuídas em carretas e seguem para seus destinos finais pelas estradas que cortam o Brasil. Apesar de a região contar com outras modalidades de transporte, esse parece ser ainda o modal preferencial das indústrias. Além da falta de estrutura das rodovias, existe outro fator a ser ressaltado diante das particularidades da região que é a documentação fiscal e seu processo de liberação. Portanto, por se tratar de uma área de livre comercio e oferecer inúmeros incentivos fiscais a quem se instalam na região, os órgãos competentes criam determinadas barreiras para garantir a organização e idoneidade dos processos. O sistema logístico na região Nordeste. A atividade logística, que inclui formas de abastecimento e distribuição de mercadorias, está sendo requisitada fortemente no Nordeste, região que tem se desenvolvido mais que o País como um todo nos últimos anos. Quando falamos de transporte de carga na região, estamos falando no modelo mais utilizado que é o transporte rodoviário, que integra duas maiores modalidades logísticas. Sendo assim, as cargas em sua grande maioria saem em containers direto para seus destinos e são distribuídas em carretas ou caminhões e seguem para seus destinos finais pelas estradas que cortam o Nordeste. A tendência, então, é pedir auxílio a quem tem essa competência, assinala Reis. 'As empresas estão indo para essas regiões, e não estão com capacidade de atender de imediato a toda a demanda. Elas estão em processo dinâmico de produção e não têm como melhorar seu sistema logístico.” Para não correr o risco de perder produção, o Nordeste precisa investir em logística, sobretudo em rodovias e ferrovias. Um dos gargalos que podem travar o escoamento da produção nos nove Estados nordestinos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o estrangulamento de portos e ferrovias. Potencialidades e fragilidades desses modais A. Modal Rodoviário: O transporte rodoviário é o mais conhecido e utilizado em todo o território brasileiro. Esse modal permite criar rotas mais flexíveis, viabilizando diversos tipos de cargas. Ele é aconselhável para o transporte a curta distância de produtos acabados ou semiacabados, produtos com alto valor agregado, como eletro, e também perecíveis, como grãos, laticínios e carnes. As principais vantagens do modal rodoviário são: Acessibilidade, pois conseguem chegar em quase todos os lugares do território brasileiro; • Facilidade para contratar ou organizar o transporte; • Flexibilidade em organizar a rota; • Pouca burocracia quanto à documentação necessária para o transporte; • Maior investimento do governo na infraestrutura das rodovias se comparada aos outros modais. As principais desvantagens do modal de transporte rodoviário são: • Alto custo de carregamento, por causa do impacto direto que pedágios e alto valor do combustível geram; • Baixa capacidade de carga; • Menor distância alcançada com relação ao tempo utilizado para o transporte; • Maiores chances de a carga ser extraviada, por causa de roubos e acidentes. B. Modal Aéreo: A principal característica do modal de transporte aéreo é a agilidade e a facilidade em percorrer longas distâncias. O transporte aéreo é uma ótima opção quando os fatores tempo de entrega e segurança, apesar de ter limitações no volume de carga, tamanho, peso e quantidade a ser transportada, é ideal para produtos eletrônicos, produtos frágeis ou com curto prazo de validade ou de consumo. As principais vantagens do modal aéreo são: • Percorre longas distâncias; • Trânsito livre e exclusivo; • Aeroportos próximos ou em centros urbanos; • Modal com o menor tempo de entrega da carga; • Menor custo com embalagens, pois a carga é menos manuseada durante seu trânsito. As principais desvantagens do modal aéreo são: • Limitação na quantidade de carga transportada; • Custo mais elevado do que os demais modais de transporte citados; • Necessita de terminais de acesso; • Pode depender de outro modal. C. Modal Ferroviário: O transporte por meio de ferrovias é uma opção bastante adequada para cargas de grandes volumes. Percorrendo longas distâncias e com um destino fixo, esse modal não tem a mesma flexibilidade de rota que o rodoviário desfruta. De qualquer forma, apresenta baixo custo se comparado com outros modais de transporte e conta com alta capacidade para transportar produtos em grande escala e cargas pesadas. É o modal ideal para transportar commodities em alta quantidade, como minério de ferro, produtos siderúrgicos, derivados do petróleo, fertilizantes, mercadorias agrícolas, entre outros. As principais vantagens do modal ferroviário são: • Baixo custo, porque tem baixa incidência de taxas e utiliza combustíveis mais baratos; • Grande capacidade de carga; • Menor risco de acidentes e maior segurança no transporte da carga. Por outro lado, as principais desvantagens do modal de transporte ferroviário são: • Rotas fixas e inflexíveis; • Pode depender de outros modais de transporte; • Falta de investimento governamental em ferrovias; • Necessita de maiores transbordos. D. Modal Aquaviário: Capaz de transportar em bastante quantidade, é indicado para produtos com baixo valor agregado. Capaz de transportar produtos de diversas espécies e em todos os estados (líquido, sólido e gasoso). Assim como o modal aéreo, pode transportar por longas distâncias, ainda que rapidez e agilidade não sejam um diferencial. Por ser um modal que utiliza vias aquáticas, não disputa espaço com outros modais de transporte. As principais vantagens do modal aquaviário são: • Capacidade de transportar grandes quantidades; • Percorre longas distâncias; • Baixo risco de avarias nas mercadorias; • Baixo custo de carregamento. As principais desvantagens do modal aquaviário são: • Tempo de trânsito longo; • Burocracia na documentação de desembaraço da mercadoria; • Necessita de terminais especializados para embarque e desembarque; • Alto custo no seguro de cargas; • Baixo investimento do governo em portos e fiscalização para liberação das mercadorias. Estratégia para melhoria logística brasileira através da plataforma logística A logística brasileira poderá utilizar a estratégia de multimodais, que são operações feitas mediante mais de um modal de transporte, funcionando de forma integrada com um ou mais vias de transporte de escoamento de produtos, saindo por exemplo de um sistema rodoviário e passando por outros modais com aquaviário, aéreo e ferroviário até chegar ao seu destino final. Isso dependendo muito da natureza do produto transportado podendo uns serem restritos a um ou uns tipos ou de modal. Durante todo o processo pode haver custos adicionais pois ao longo da transportação pode ser necessário serviços de coleta, utilização, armazenagem e movimentação da carga. A documentação exigida pelo multimodal é unificada, ou seja, é emitida apenas um documento para resguardar todo o processo desde a origem ao desembarque final da carga, diferente do que ocorre no intermodal onde é emitida um documento para cada modal. A responsabilização da carga é incumbida ao operador de transporte multimodal, lidando como várias transportadoras no trânsito das mercadorias. O multimodal se diferencia do intermodal, que também utiliza mais de um modal para o trânsito das cargas, na responsabilização que é feita de acordo com cada trecho do caminho da carga e também na emissão de documentos para cada modal utilizado pela carga. Em uma comparação entre o multimodal com o intermodal, deve-se perguntar qual o mais adequado ao negócio em questão e qual possui custos menores. Referências: Conheça os 5 principais modais de transporte de carga no Brasil https://www.bsoft.com.br/blog/principais-tipos-de-modais-de-transporte