“Dizem que Júlio Cezar, quando desembarcou na Costa Britânica com seu exército, mandou queimar todos os navios que haviam transportado a todos eles e que seriam indispensáveis para a retirada em caso de derrota. A ideia de Júlio Cezar era clara: eles precisavam vencer ou vencer. Não havia como voltar, só mesmo ir em frente. Os navios eram as pontes que os homens daquele exército queimaram. Assim, eles só possuíam um objetivo: VENCER! Simplesmente NÃO HAVIA PLANO B. Era Vencer ou Vencer!” E porque estou te contando isso? Falo muito em minhas palestras, treinamentos e também para os meus clientes da necessidade de construirmos pontes. Essas pontes podem representar os relacionamentos interpessoais, o networking, as portas abertas com empregadores, com parceiros e colaboradores. Pontes são essenciais para conectar dois mundos, duas realidades, duas partes distantes. Mas também há alguns momentos em que queimar pontes é a escolha certa a ser feita. Alguns desses momentos, obviamente, podem incluir sair de um relacionamento que não te agrega mais nada, seja ele amoroso ou profissional. Estou me referindo a queimar pontes para que não retrocedamos, para que não voltemos a nossas zonas de conforto ou maus hábitos. Estou me referindo a queimar pontes para que possamos seguir em frente em nosso sucesso pessoal ou profissional. É necessário tomarmos uma decisão, fazermos escolhas, seguirmos em frente e não olharmos mais para trás. E foi isso que fiz há quase 2 anos… Depois de 22 anos no mundo corporativo, trabalhava em um grande grupo, tinha um cargo muito bom, um ótimo salário, total domínio das minhas atividades, era muito respeitada pelas pessoas, principalmente pela minha equipe e meus gestores, ou seja, estava totalmente em minha zona de conforto. Mas eu queria mais que isso, sabia que pra eu atingir tudo que eu queria tinha que ser FORA DA ZONA DE CONFORTO, queria me desafiar, queria impactar mais pessoas, queria investir 100% do meu tempo e minha energia na minha empresa, no que de fato fazia sentido pra mim e foi ai que negociei minha saída com meu diretor (claro que depois de um business plan muito bem desenhado) e resolvi pedir pra sair! Sei que deixei portas abertas, fiz grandes amigos e a maioria deles me apoiariam nessa decisão. Resolvi pagar o preço e sabia que só tinha uma única opção: SEGUIR EM FRENTE! Se você está onde está hoje, foi por causa das decisões e ações do passado. Se quer chegar mais longe, terá que decidir e agir sendo congruente com aquilo que verdadeiramente acredita. Para mim, não existia mais outra opção. Queimei a ponte, queimei os barcos. A minha persistência continua restrita a uma única opção: conquistar o objetivo que defini para mim. E nada menos do que isso me interessa! O grande desafio, de acordo com Abraham Lincoln é ter a sabedoria para saber qual ponte devemos atravessar e qual devemos queimar. Feita a escolha, não há como voltar, só nos resta seguir em frente, desbravando novos caminhos e tendo o coração cheio de gratidão por termos destruído algumas pontes. E com isso eu quero deixar aqui uma reflexão: Quais são as pontes que estão te segurando?