Hoje eu vim refletindo para o escritório:“Quem são os ladrões que roubam os nossos sonhos? E por que será que eles fazem isso?” Vou confessar que, às vezes, tenho muita preguiça de chamar de sonhos, as metas ou objetivos que queremos alcançar. “Aff, Juliana! Como isso é possível, se o seu trabalho como coach, é justamente fazer com que as pessoas realizem seus próprios sonhos?” Porque escrever sobre “sonhar”, reforça a ideia de que é algo que só existe no campo do pensamento. Sonhar, no mundo prático, objetivo e corrido, não parece ser viável, não incita a ação. Eu posso ser a pessoa mais centrada, trabalhadora e produtiva do mundo, mas se eu chegar em uma roda, e falar que todas as minhas decisões são tomadas para que eu consiga realizar “um sonho”, e principalmente, se esse meu sonho for OU-SA-DO, imediatamente as pessoas passam a me ver como alguém que não tem o pé no chão. “Juliana é muito sem juízo! Não tem noção nenhuma da vida!” Dizer que meu trabalho é fazer com que você realize sonhos, embora verdade, pode fazer com que você ligue um alerta de desconfiança, porque realizar sonhos, não é claro para você. E se ficarmos só com esse conceito, não é claro nem para mim, que domino as técnicas que te conduzem ao resultado que você está buscando. A verdade, é que o meu trabalho não é receita milagrosa. E mesmo proporcionando transformações incríveis, não tem nada de mágico. Fazer coaching, eu descobri, definitivamente não é para qualquer um. É muito trabalho, desconforto, reflexão, descobertas, exercícios, persistência, esforço e ações, criadas a partir de uma vontade legítima de mudar o que for. E me desculpem os paralisados pelo conformismo e comodismo, mas nem todo mundo está disposto a pagar o preço que é ser a melhor versão de si. Se bem, que pelo número crescente de reclamações nas redes sociais, isso não é nenhuma novidade também! A gente está acostumado a acreditar que os modelos e padrões que são repassados para nós, gerações após gerações, aquela vida de estudar, se formar e trabalhar onde dá para pagar as contas, são os limites que temos. Mas me ocorre que “modelos” e “padrões” formam mais do mesmo. Todo mundo tem dentro de si a capacidade de fazer mais, de fazer melhor, de fazer diferente. Não adianta misturar os ingredientes indicados em uma receita de bolo, e esperar que, ao tirar do forno, o resultado seja um pastel de camarão com cream cheese e alho-poró. Não será. Nem neste exemplo, nem na sua vida. Se eu fosse uma artista habilidosa, que conseguisse reproduzir imagens a partir de relatos, você seria capaz de me descrever com detalhes, o que você quer para a sua vida? Se você respondeu que não, então dificilmente você está fazendo alguma coisa para sair da vida que tem hoje. E isso não é castigo divino, má sorte, destino… é sua escolha. Se você não quer repetir os resultados que todo mundo tem, faça coisas que ninguém faz. Os recursos existem, e estão aí para você usar! É simples! Simples, não fácil. Se fosse fácil, todo mundo faria. Se você ainda não traçou um plano para você mesmo, é possível que esteja hoje ajudando a executar os planos de outra pessoa. E adivinha o que ela planejou para você?