1 INTRODUÇÃO.Nos últimos anos, o número de abertura de Micro e Pequenas empresas optantes pelo regime tributário Simples Nacional vêm aumentando. Agências de assessoria que analisam e controlam estatisticamente estes dados (abertura de empresas), trabalham ativamente para demonstrar a sociedade e demais interessados o desenvolvimento e dificuldades encontradas por essas novas empresas. Esses tipos de Negócios são essenciais para a economia, visto que trazem desenvolvimento para todo o país. Entretanto a vida útil destas empresas tem causado preocupação, sendo as principais causas de mortalidade, falhas gerenciais, como, falta de planejamento financeiro/tributário, má gestão e desconhecimento do próprio negócio, ou seja, entender o que realmente a empresa necessita. É fundamental que os empresários busquem orientações em agências que prestam serviços de consultoria, e também dos profissionais de Contabilidade, para que consigam atuar no mercado de maneira eficiente, obtendo, consequentemente, o sucesso almejado. 2 DADOS ESTATÍSTICOS.A economia brasileira é aquecida, não somente de empresas de grande porte, mas também, constituída de pequenos negócios que fomentam o desenvolvimento do país, e geram impactos expressivos e positivos em todo território nacional. O número de empresas optantes pelo Simples Nacional aumenta a cada ano, como é apresentado nas pesquisas realizadas pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Em dezembro de 2012, constatou-se que em cerca de 7,1 milhões de empresas registradas nesse regime. O SEBRAE revela a importância e benefícios trazidos com a constituição desse tipo de empresas: É de extrema necessidade contar com essas empresas, pois trazem inúmeros benefícios, não só para a economia, mas também para a sociedade em geral. 2.1 Impactos das MPEs na economia do estado.Como já citado acima, o poder que Micro e Pequenas Empresas exercem na promoção do desenvolvimento econômico é extremamente relevante.Sua participação eleva indicadores, como PIB (Produto Interno Bruto), com 27%, e nutrem setores essenciais no Brasil, como a empregabilidade, consequentemente, impactando com a questão da renda, visto que gera massa de salário à população. De todos os estabelecimentos presentes no Estado de São Paulo, 99% são constituídas de Micro e Pequenas Empresas, ou seja, o percentual de Médias e Grandes Empresas é representado por apenas 1% da totalidade. Um dado importantíssimo, visto que, agora possuímos a confirmação de que o mercado é constituído por Pequenos Negócios. Longenecker, Moore e Petty (1997), aponta algumas contribuições que as MPEs trazem para o meio em que estão inseridas, tais como, geração de novos empregos, fonte de inovação, estimula competição econômica, auxilia as grandes empresas e possuem produção eficiente de bens e serviços. 2.1 Setores das MPEs na economia paulista.As MPEs são distribuídas em setores de atividades, são eles: Setor de Serviços, Comércio, Agropecuária, Indústria e Construção. Porém, o ramo de atividade que se destaca é de Serviços, com 914.093 mil MPEs, distribuídas em todo Estado paulista. Logo em seguida, segue o Setor de Comercio, com 855.876 mil, perdendo apenas 2% de diferença entre o maior Setor (Serviços). 3 MORTALIDADE DAS EMPRESAS.No Estado de São Paulo, cerca de 150 mil empresas são registradas anualmente no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Em contrapartida, segundo dados do SEBRAE em pesquisa sobre MPEs paulistas, 2 em cada 10 empresas registradas no CNPJ acabam fechando antes de completarem os dois primeiros anos de vida, apontando que apenas 78,1% das MPEs sobrevivem a eles. 3.1 Principais fatores responsáveis.Inúmeras dificuldades são encontradas pelas MPEs nos primeiros anos de vida e na opinião de alguns empresários a falta de clientela, falta de capital, concorrência, burocracia, altos impostos, são as principais dificuldades vividas por essas empresas. Segundo CHIAVENATO, Idalberto (2005), vários cuidados devem ser observados no momento da abertura do nevo negócio, tais como, identificar adequadamente seu tipo de negocio, saber administrar o andamento das operações, conhecer mercado, dentre outras informações essenciais. Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo SEBRAE, Causa Mortis: o sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros cinco anos de vida, os três principais fatores responsáveis pela mortalidade das empresas não estão relacionados ao ambiente onde a empresa atua, são fatores ligados à ação do empreendedor. 3.1.1 Planejamento prévio.Segundo a pesquisa citada acima, parte dos empreendedores não levantaram informações importantes sobre o mercado, não realizaram planejamento de itens básicos antes do início das atividades da empresa e não se preocuparam em fazer um planejamento de maior tempo para aumentarem suas chances de sucesso. Cerca de 39% não tinham o capital de giro necessário para abrir o negócio, 38% não sabiam o número de concorrentes que teriam, 33% não tinha informações sobre fornecedores e 32% não conhecia os aspectos legais do negócio. 3.1.2 Gestão empresarial.No aspecto de gestão dessas empresas, falta aos empreendedores o hábito de aperfeiçoar produtos e serviços, investir em capacitação, estar atualizado com respeito às novas tecnologias, adquirir conhecimento sobre segmento que atua e estratégia de diferenciação que aumenta muito as chances de se manterem no mercado e crescer. 3.1.3 Comportamento empreendedor.Outro motivo para as MPEs não durarem é os empreendedores não se comportarem como tais. Segundo o SEBRAE, é importante que o empreendedor na sua busca pela permanência e sucesso se antecipe aos fatos, sempre busque informações, persista nos objetivos, desenvolva plano de ações para alcançar seus objetivos e intensifique contato com outras empresas, bancos e o governo. Além disso cabe ao empreendedor desenvolver o relacionamento interpessoal, pois 9% dos que fecharam alegaram problemas particulares e 7% alegaram que a causa do fechamento foi problemas com sócios. 4 CONSIDERAÇÕES FINAISVemos que as MPEs exercem um papel socioeconômico de alta relevância em todo o país, alavancando estatísticas, gerando empregabilidade, renda e nutrindo ositivamente com indicadores econômicos, que por sua vez fortalecem o Brasil. O destaque dessas empresas se dá na comparação com as Médias e Grandes Empresas situadas no estado de São Paulo, que por sua vez, (representam apenas 1% da totalidade). As MPEs são, sem dúvida, a maioria, mas, infelizmente, esta pequena parcela da minoria (Grandes empresas), são as que influenciam nos programas de políticas econômicas em nosso país. E desfavorável ignorar o potencial que os empreendimentos desse tipo significam na conjuntura brasileira. Visto o grau de importância das Micro e Pequenas Empresas no Estado de São Paulo, é necessário que o governo some forças em conjunto com esses empreendedores para promover maior incentivo à criação e permanência dessas empresas no mercado, além disso, é significativo que os empresários busquem capacitação, informação, orientação e dicas para garantir a longevidade nos negócios, e evitar situações desagradáveis. Uma boa gestão e um serviço de Contabilidade qualificado é um dos pilares fundamentais para prosperidade e sobrevivência das empresas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS;ABRA SEU NEGÓCIO. MORTALIDADE DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS:FATORES QUE LEVAM A FALÊNCIA PRECOCE. Disponível em:<http://www.abraseunegocio.com.br/2016/02/mortalidade-de-micro-e-pequenasempresas-fatores-que-levam-a-falencia-precoce/> Acesso: em 06 agosto 2016. CHIAVENATO, Idalberto. GERENCIANDO COM AS PESSOAS. Saraiva, 2005. CHIAVENATO, Idalberto. EMPREENDEDORISMO: DANDO ASAS AO ESPÍRITOEMPREENDEDOR. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. EXAME. PORQUE AS EMPRESAS FECHAM? Disponível em:<http://exame.abril.com.br/pme/noticias/por-que-as-empresas-fecham> Acesso: em06 agosto 2016. LONGENECKER, Moore Petty. ADMINISTRAÇÃO DE PEQUENAS EMPRESAS.Makron Books, 1997. SEBRAE. CAUSA MORTIS: O SUCESSO E O FRACASSO DA EMPRESAS NOSPRIMEIRO 5 ANOS DE VIDA. Disponível em:<http://www.sebraesp.com.br/arquivos_site/biblioteca/EstudosPesquisas/mortalidade/causa_mortis_2014.pdf> Acesso: em 22 julho 2016. SEBRAE. PANORAMA DAS MPEs PAULISTAS 2016. Disponível em<http://www.sebraesp.com.br/arquivos_site/biblioteca/EstudosPesquisas/mpes_numeros/book_pesquisa_sobre_mpes_paulistas_fe_2016.pdf> Acesso: em 15 julho2016. SEBRAE. SEBRAE NAS CIDADES. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br>.Acesso em: 22 julho 2016. SEBRAE. SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS NO BRASIL. Disponível em<http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/Sobrevivencia_das_empresas_no_Brasil=2013.pdf> Acesso: em 15 julho 2016.