Salários mal determinados geram insatisfação e constituem um poderoso desestimulante que coloca em risco a eficácia e a eficiência de uma organização. Um estilo de remuneração tradicional (salário fixo), com uma divisão rígida de funções e linhas de autoridade, promove um estilo burocrático de gestão, inibe a criatividade, desencoraja o desenvolvimento de habilidades, além de não ter orientação estratégica, nem de resultados. Talvez, hoje seja um risco manter um sistema desse tipo, de vez que, a mão-de-obra é mais preparada e exigente. Nas organizações modernas, a remuneração passa a focar o indivíduo, desse modo, estimula-se o trabalho em equipe, busca-se qualidade e produtividade maiores a custos cada vez menores, além de conceder-se maior autonomia aos colaboradores e conseguir maior rapidez e flexibilidade nas tomadas de decisões. Hoje, quando se fala em remunerar dentro das organizações, não se pode simplesmente pensar em pagar um salário, deve-se lembrar que a remuneração deve ir de encontro aos objetivos e valores da empresa, bem como, aos profissionais que queremos reter ou aproximar do mercado. Deve-se levar em conta que a remuneração não é, somente, um fator de custo (dinheiro), mas, também, é uma questão de motivação e aumento de competitividade para a empresa, a remuneração variável auferi o grau em que o empregado atende aos padrões de comportamento exigidos pelo seu cargo, e estimula-o a melhorar os resultados de seu trabalho, desenvolvendo e merecendo as oportunidades e compensações que a empresa pode oferecer. A remuneração variável dentro de uma avaliação de desempenho é algo desejável e indispensável a uma administração de Recursos Humanos justa dentro das empresas. Dentre os principais objetivos, pode-se citar a melhoria no desempenho das equipes, quando se atrela uma parcela da remuneração dos profissionais aos objetivos e metas da organização. Dificilmente um assunto é tão importante para todos os níveis de empregados quanto à remuneração. Aliás, não resta dúvida de que muitos agravos têm origem na idéia de que a remuneração não está sendo justa. A questão é que a satisfação das necessidades do indivíduo afeta atitudes pessoais e comportamentais, a criatividade, a vontade de inovar ou aceitar mudanças e o grau de motivação interna para o trabalho, fatores de suma importância para o aumento da produtividade. Os salários do trabalho constituem um encorajamento e o esforço e dedicação das pessoas aumentam proporcionalmente ao encorajamento que se recebe. Também se deve ter o empenho por parte da alta administração e da gerência no sentido de valorizar o trabalho realizado por diferentes profissionais pertencentes à organização. Para que haja a contribuição total dos indivíduos no ambiente de trabalho, é imprescindível acionar meios para envolvê-los e comprometê-los em todas as situações. À medida que os indivíduos passam a ser remunerados de acordo com o conjunto de fatores que afeta a sua contribuição para o sucesso do negócio eles passam a ter um vínculo com a organização, ajudando a originar consensos e harmonização de interesses, sendo uma alavanca para resultados positivos. O exemplo mais clássico da remuneração variável refere-se às comissões para a equipe de vendas. Com a adoção dessa prática, aliada ao nível salarial por mérito, ganhar aumento significa contribuir efetivamente para o crescimento da empresa, pois o valor só é pago se o resultado for atingido. Além do mais, quando se vincula o salário ao desempenho da empresa significa, em alguns casos, partilhar bons e maus resultados. Alguns planos de incentivos têm como base outros fatores que não o volume de vendas. Por exemplo: produtos vendidos, graduados por sua rentabilidade para a empresa; novos negócios feitos; visitas de atendimento ao cliente; obtenção de pedidos repetidos pelo mesmo cliente; redução das despesas de venda; negócios feitos à vista em relação aos feitos a crédito. Esses planos exigem decisões importantes de como devem ser medidos. Mas por outro lado a remuneração variável traz conseqüências nem sempre tão positivas para os colaboradores e principalmente para a organização: a lógica financeira. Ou o resultado financeiro aparece e é o grande objetivo a ser produzido, ou nada fará sentido na empresa. Esse tipo de recompensa condiciona o aumento da produtividade à sua presença; na sua ausência, o esforço despendido cai de freqüência e tende a desaparecer e quando isso acontece a relação de estabilidade é discutida. Desta forma, o desafio é garantir ambientes de alta performance e de vínculos compromissados com as restrições da mais poderosa recompensa utilizada hoje: o dinheiro. Uma das principais razões para a utilização da remuneração variável é vincular a recompensa ao esforço realizado para conseguir determinado resultado. Com isso: relacionam-se as atitudes dos grupos diante das questões do trabalho; favorece um 'feedback' aos funcionários, e, proporciona mais segurança aos líderes. Mas também é evidente que sua criação e administração não é simples, depende de um bom planejamento, e da adequação dentro da empresa. Uma empresa que remunera de acordo com o potencial do funcionário, tem um diferencial no setor de recursos humanos, além de ser uma forma de atrair e reter funcionários com qualificação. Uma vez que o líder atualizado de empresas modernas sabe, que pode propor metas, mas jamais as atingirão sem o suporte de uma equipe competente. As metas contribuem pouco quando são de fácil realização. Quando muito difíceis, podem se tornar opressoras, mas são perfeitas quando possuem aquela dose de desafio que alimenta a autoconfiança antes e a auto-estima depois. E a remuneração variável é justamente isso, valorizar as pessoas diante de suas potencialidades.