Este trabalho consiste em um resenha critica do filme: 'Mauá, O Imperador e o Rei' (1999), com direção de Sérgio Rezende, onde se pretende fazer aqui uma analogia com o conteúdo aprendido do livro: Gestão da inovação: a economia da tecnologia do Brasil de Paulo Bastos Tigre. O filme conta a história do primeiro empresário brasileiro com relevância histórica, chamado Irineu Evangelista de Souza, mais conhecido publicamente como Barão de Mauá. O livro de Tigre nos apresenta em suma as principais teorias econômicas clássicas da tecnologia, as visões marxista e neoclássica, todo contexto da era fordista e a concorrência oligopolista, além de abordar o pós-fordismo e as novas teorias da firma e da tecnologia. Tigre ainda aborda fontes de inovação na empresa, setor de atividades, tamanho da firma e localização geográfica além de falar sobre inovação e competitividade internacional. Essa contextualização, serve como base para a analogia aqui tratada, no filme Barão de Mauá, o primeiro emprego do mesmo foi arranjado com ajuda de um tio, sendo ele o cargo de caixeiro. O filme relata a sagacidade do Barão, sempre disposto a aprender novas informações, logo no principio da película existe uma cena em que o então jovem Barão esta lendo um livro do Visconde de Cairú, que aborda para a época, uma visão inovadora de gestão contábil. Diante de toda essa noção técnica, Mauá teve um crescimento profissional rápido, ele colocou em prática todo conhecimento adquirido. Teve uma participação relevante na Revolução Farroupilha. O período em que ele viveu é relatado por Tigre como o momento das grandes transformações tecnológicas que foram acompanhadas de modificações nas relações econômicas, sociais e institucionais, pois a tecnologia não se difunde no vácuo, carecendo assim de regimes jurídicos, motivação econômica e condições políticoinstitucionais. Isso é visto no longa-metragem quando o mesmo tendo viajado á negócios para Inglaterra, conheceu várias fábricas, traçando assim vários objetivos. Um deles foi o de solicitar subsídios ao Governo Imperial brasileiro, por conta da alta dos preços do café no mercado internacional. Foi ele também que criou o primeiro maior empreendimento industrial do país, na área de produção de navios, porém foi bem curto o a duração, pois com a proibição da entrada de navios fora do país, a empresa faliu. A todo o momento no filme é demostrado que o Barão tem uma postura totalmente abolicionista. Fato que foi essencialmente favorável com a promulgação da lei Eusébio de Queiros, fazendo com que os investimentos empregados em escravos passassem a ser designados as empresas, gerando assim várias industriais, aproximadamente uns quatorze bancos, além da criação de companhias de seguros e transportes coletivos. Com todos esses acontecimentos Irineu Evangelista de Souza se tornou um homem rico, acumulando uma enorme fortuna, a qual passou a influenciar nos bancos do período. Vale ressaltar que ele foi contrário a Guerra do Paraguai e também tornou-se deputado pela Província do Rio Grande do Sul em diversas legislaturas. Por toda sua postura o Barão de Mauá, se tornou alvo dos conservadores. Toda essa revolta, acabou falindo o Banco Mauá, ele acabou sendo obrigado a vender a maior parte das suas empresas e alguns de seus bens pessoais para saldar as suas dívidas. No entanto o que fica claro da analogia entre o livro de Tigre e o que relatado no filme é que a mensagem de ambos caminha para a mesma. Ou seja, o entendimento da gestão da inovação faz nosso olhar para novos desafios e as oportunidades sempre aberto, para uma nova perspectiva seja essa visão pela economia da informação ou pelo conhecimento.Que são na verdade óticas que se unem no sentido da produção dos bens da informação, consequentemente gerando novas estratégias de formação de preços desenhadas para sendo capaz de devolver os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Todo esse conhecimento nos permite compreender as práticas de diferenciação de preços por meio da noção do proveito dos bens e serviços para diferentes clientes. Algo que sempre esteve presente na postura visionário de nosso Barão.