Criado para a televisão mexicana e importado para vários países, Chapolin Colorado (interpretado pelo grande roteirista e ator Roberto Gómez Bolaños – Cidade do México 1929 – Cancún 2014) foi apresentado ao mundo como um herói humano. Tonto, desastrado, com hábito de improvisar, fazer tudo de última hora e bastante engraçado, nos deixou várias lições e frases eternizadas entre as quais se destaca a lendária: Sigam-me os bons! Construindo um paralelo com o RH atual das empresas, percebemos a necessidade gritante que temos de nos cercar de pessoas boas. Quando Chapolin convidava para pessoas boas segui-lo, era com o intuito de que elas seriam fundamentais para a resolução dos problemas apresentados, não era apenas um convite mas uma convocação para contribuir no processo de tomadas de decisões. E como precisamos ter gente boa para fazer isso nas organizações. Estar cercados de pessoas boas dentro da organização (e entende bom no sentido profissional, ou seja, bom no que faz, como também no sentido humano, pessoa boa) não é apenas uma atribuição da gestão de pessoas, mas é uma responsabilidade de todos que fazem parte da organização, principalmente da liderança. O líder precisa dedicar atenção especial no processo de recrutamento & seleção, pois ele precisa trazer para sua equipe pessoas alinhadas com a cultura da empresa e com sua gestão, isso é fundamental para o sucesso de uma contratação. Esta equipe boa será fundamental não apenas no atingir das metas, mas como parceira em processos que exijam trabalho em equipe, construção da inteligência coletiva, escolhas que tenham um impacto direto na vida da equipe e, principalmente, para ser guardiões e promotores da cultura organizacional desta corporação. Uma equipe que chega a este nível de maturidade, é sem dúvida um navio desbravador de ideias e inovação para melhorias, dificilmente alguém conseguirá deter. A situação atual que vivemos no Brasil, com tantos escândalos de corrupção, e infelizmente as pessoas fingindo não ver ou dizendo que nada sabiam, reflete dentro das organizações, como sendo um complexo social, e é nesse momento que precisamos cada vez mais de pessoas que sejam de boa-fé, boa índole, descentes, boas em todos os aspectos, para que promovam as mudanças que precisam ser otimizadas dentro das empresas. Precisamos seguir pessoas boas, líderes que sua liderança seja evidenciada pelo exemplo e não por um mero discurso, precisamos seguir em busca do crescimento do ser humano, da valorização das pessoas, da consequência do resultado positivo. Precisamos sempre ser e seguir os bons! Ao finalizar a elaboração deste artigo tive a triste notícia da morte do Roberto Gómez Bolaños, lamento a morte deste gênio do humor, sua influência foi muito importante em minha infância e sua memória levarei com carinho e muitas risadas. Meu sincero agradecimento a Rick Jonathan, que foi o responsável pelo insite que resultou na elaboração deste artigo.