A modernidade líquida nada mais é que nossa sociedade contemporânea. No primeiro capítulo Emancipação, é levantado os seguintes questionamentos, será que somos realmente livres? será que a liberdade em que vivemos é a verdadeira liberdade? Também se questiona se a liberdade é uma benção ou uma maldição? Hebert Sebatian Agar dizia: “a verdade que torna os homens livres, é na maioria dos casos, a verdade que os homens preferem não ouvir. A coerção social é a força emancipadora, e a única esperança de liberdade a que os homens podem razoavelmente aspirar. O indivíduo se submete a sociedade, e é essa submissão a condição de sua libertação. Fala também da anomia, que é a falta de clareza das normas , dos objetivos, perda da identidade, provocada pelas intensas transformações ocorrentes no mundo social moderno. Imaginar uma vida de impulsos momentâneos, de ações de curto prazo, destituído de rotinas sustentáveis, uma vida sem hábitos, é imaginar de fato, uma existência sem sentido. Mundo cheio de rotina e vazio de reflexão. O fim da definição do ser humano como ser social, definido por seu lugar na sociedade, que determina seu comportamento e ações. O principal objetivo da teoria crítica era a defesa da autonomia, da liberdade de escolha e da autoafirmação humana, do direito de ser e permanecer diferente. Ser moderno significa estar à frente de si mesmo. Segundo capítulo Individualidade, marca presente e cada vez mais profunda da sociedade atual. ” O mundo é uma comédia para os que pensam, e uma tragédia para os que sentem”. O fordismo representa o capitalismo em sua fase pesada, volumosa, enraizada. Margaret Thacher ” não existe essa coisa de sociedade”, ou seja , a responsabilidade pela danação não é e nunca será da sociedade, mas sim é e sempre será do indivíduo, a danação é o resultado das escolhas do indivíduo. Atualmente o indivíduo expressa a si mesmo através de suas posse, por isso o consumismo também é uma grande característica dessa sociedade atual. Terceiro capítulo Tempo / Espaço, conceitos como longe e perto , tarde e cedo, antigamente significavam coisas diferente, mas na atualidade onde o tempo conquista o espaço , assumiram novos significados. A vida é instantânea, a ordem é viver o momento, isso é se tornou a nossa responsabilidade. Quarto capítulo Trabalho, assume como significado a palavra progresso, o futuro é a criação do trabalho, e o trabalho é a fonte de toda a criação. Precariedade, instabilidade, vulnerabilidade são as características mais difundidas na nossa condição de vida contemporânea. É justamente essa falta de segurança em se fazer planos ou projetos a longo prazo, faz com que busquemos cada vez mais e mais a satisfação instantânea. Os objetos, as relações não duram mais como antigamente. Agora é a palavra chave da estratégia de vida, falta confiança no presente e no futuro, tudo é incerto. Por fim o último e quinto capítulo Comunidade, relata o dilema sem fim entre segurança e liberdade, pois a liberdade sem segurança é o caos, e a segurança sem liberdade é escravidão, enquanto não se encontrar o equilíbrio entre as mesmas , o dilema nunca terá fim. Cornelius Castoriadis disse , está doente a sociedade que deixa de se questionar, será que estamos realmente doentes?