Todo dia ao voltar para a casa, você se depara com um pequeno buraquinho no asfalto. No primeiro dia você não enxerga e acaba caindo com o carro dentro dele, sem muitos danos ao veículo. Diariamente a mesma coisa. Com o passar do tempo, o buraquinho se tornou um grande buraco. No dia seguinte chove forte, e ao voltar pela mesma rua, você esquece novamente do buraco e cai, mas dessa vez seu pneu furou e o prejuízo foi grande. Agora que já conhece o problema, tentará evitá-lo. Para isso, decide desviar dele invadindo a contra mão, mas o que você não esperava é que outro veículo cruza no sentido oposto. A batida é inevitável. Agora eu lhe pergunto: o que você faria se soubesse disso tudo? Aposto que a resposta de muitos seria: Mudaria minha rota, iria por um caminho alternativo, onde o asfalto é melhor. A melhor maneira de administrar uma situação é evitando o surgimento de problemas. Levando o exemplo do buraco para o ambiente organizacional, em partes, você não está errado em tentar caminhos alternativos, mas não podemos esquecer que outras pessoas passarão pelo caminho esburacado. Dentro da empresa, esse buraquinho, consequentemente, geraria grandes acidentes, e a melhor solução seria tampá-lo, eliminá-lo do nosso asfalto, da nossa empresa. O que eu quero descrever com isso, é o que eu chamo de teoria da bola de neve. Quando um problema aparece e o mesmo não tem sua causa solucionada totalmente, podemos evitar alguns dos seus efeitos, mas novos efeitos e novas vítimas sempre irão surgir. A mesma coisa ocorre com uma bola de neve (causa do problema), lançada do alto de uma montanha, que vai rolando, acumulando mais neve, até se tornar uma avalanche (efeitos do problema). Por isso, para um gestor, não é importante apenas tentar resolver os problemas organizacionais que surgem, o importante é eliminá-los, buscando entendê-los quando acontecem e cortá-los pela raiz, da melhor maneira possível, para que um novo evento não ocorra. Dentro do campo da administração, encontramos um vasto conteúdo e ferramentas que auxiliam na descoberta de problemas organizacionais, e na elaboração e implantação de possíveis soluções. Conheço diretores que para solucionar pequenos problemas, tomaram decisões precipitadas, sem buscar conhecer a fundo a origem, os motivos que transcorrem no ocasionado. Eles, simplesmente, acham mais fácil dar uma suspensão, cortar orçamento, despedir, ou aumentar as metas, com isso, acaba prejudicando as relações dentro da empresa, esmagando as ações que foram previstas e planejadas. No fim, acabam por modificar totalmente o rumo da organização, pelo simples fato de não buscar encontrar ou compreender a causa dos problemas. Os problemas, à medida que se acumulam, continuam se tornando uma bola de neve, e nenhuma empresa quer ser devastada por uma avalanche. O gestor é um solucionador de problemas. Não adianta varrer a sujeira para debaixo do tapete, pois mesmo desaparecendo aos olhos, ela ainda estará ali, apenas aguardando sua chance de voltar. É essencial usar ferramentas eficientes para descobrir as origens dos problemas organizacionais, e anular suas causas, para que seus efeitos não prejudiquem a empresa no futuro. O ideal é criar condições e um ambiente ideal para não abrir buracos no seu asfalto, mas se acontecer tampe logo, antes que a batida seja inevitável. Acesse nosso blog: www.administrando.blog.com Curta nossa página no facebook: www.facebook.com/administrando.blog