A frota de carros de São Paulo de já ultrapassou a marca dos 7 milhões de veículos, isso mesmo 7 milhões de carros livres para andar pelas ruas, e rezando para que todos os motoristas não tenham essa idéia na mesma hora. Chamo de câncer este problema gravíssimo e social, pois nos deparamos com argumentos complexos de que é preciso que as pessoas se conscientizem com o aquecimento global, a ecologia, e passem a andar de transporte público para ir trabalhar. Esse grupo porém, argumenta que o transporte público não é eficiente, que precisa de investimentos altos para suportar a demanda de motoristas que deixam seu carro em casa. Uma coisa é certa, não há espaço para mais avenidas, nem é fácil, matematicamente inclusive, equacionar altos investimentos em metrô, que demora anos e anos para ser concluído, mas que atende menos pessoas do que o crescimento demográfico do período. Perceba que não tem fim, é um sistema crescente, ninguém irá “engordar” ruas e avenidas, e muito menos proibir o acesso dos carros no centro, como muitos gostariam, através de pedágios, rodízios duplos, etc. Isso até seria interessante, mas nenhum governante será forte para realizar isto sem sofrer conseqüências políticas. Afinal então qual é o impacto isto na vida das pessoas? Das empresas? Da sociedade? Eles são muitos, e fortes, tanto na saúde, estresse, produtividade, crescimento econômico e por incrível que pareça, afeta o consumo. As pessoas não podem consumir, pois estão presas no trânsito, sem consumir o administrador, ou melhor, você pode estar perdendo vendas, clientes, contratos. Agora ficou um pouco mais sério correto? Tudo que afeta o bolso fica sério, e eu não estou aqui por que simplesmente sou ecologista, mas por que acima disto, sou administrador. Veja um estudo sobre custo econômico e emocional do trânsito Imagine, estamos piores que grandes cidades, que deveriam ter mais trânsito por sua milenar história, Londres, Paris e até New York. Vejam o destaque final, “47% deixaram de viajar após informações de que o trânsito seria elevado”, percebeu o quanto isto impacta a economia? A qualidade de vida? Os resultados de empresas? Bem mas então qual a sua opinião caro autor. Sim eu tenho uma, e como disse não é para curar mas sim tratar essa loucura das ruas de São Paulo. Eu acredito que o principal problema é a centralização, ou seja, tudo está no centro expandido, empresas, órgãos do governo, instituições diversas, todas estão sediadas exatamente na área conhecida como centro expandido, o que obriga todos os trabalhadores, que vem dos extremos da cidade e de toda grande São Paulo cruzar as poucas alternativas até lá, criando esse impacto negativo, que desde as 6h da manhã começa a parar o tráfego. Então minha ideia não é simples, mas também não é impossível: Descentralizar o centro de São Paulo, incentivar empresas a migrarem para regiões mais distantes, diminuindo assim a necessidade de todos irem rumo a Praça da Sé. Uma empresa com 1000 funcionários, por exemplo, que migre para um bairro qualquer, poderia retirar 500 carros do rumo ao centro, e para quem arrisca entender como o trânsito funciona, acredito ser em formato de progressão geométrica, ou seja, cada carro causa lentidão para mais 3 quem vem logo atrás. Por isso sempre está parado o trânsito, quem sai antes das 6h00 por conta do rodízio, começa o ciclo que aos poucos trava a cidade. E diga-se de passagem que o sistema de rodízio da cidade é pífio, não funciona, já que a grande parcela de carros acaba indo mais cedo para evitar o horário dele, e voltando antes ou depois do mesmo. Mas isso é uma outra história, e você tem idéias para mudar isso?