1 – INTRODUÇÃO Os programas de melhoria contínua são iniciativas que compõem o sistema de gestão da qualidade ou o modelo de gestão das organizações. Tem por premissa o aperfeiçoamento de todos os processos, produtos e serviços, conduzindo ao amadurecimento organizacional. A busca constante pelas melhorias quer sejam sejam incrementais, que sejam de ruptura, Independentemente do nível de inovação, criatividade e resultado final, as ações de adequação e melhoria continua devem fazer parte d do dia a dia de qualquer organização que pretende permanecer em um ambiente VUCA. As ações que objetivam a melhoria de todos os processos organizacionais, devem estar organizadas . Parece lúcido enfatizar que quando a empresa atenta para o papel da qualidade como fator fundamental para a sua existência e, que a incorporação à cultura organizacional, gera, por via de consequência , um processo de transformação comportamental em todos os colaboradores, que emponderam-se deste novo modelo de gestão. O Brasil congrega um conjunto de instituições que incentivam debates sobre gestão para a qualidade, atuando em conjunto com diversas empresas dos mais diferentes portes ou setores. Podemos citar União Brasileira para a Qualidade (UBQ), organização sem fins lucrativos que desde 1982 promove e difunde a boa gestão, a qualidade, a produtividade e a competitividade no país. Não podemos esquecer da FNQ, que adota o modelo MEG – Modelo de Excelência em Gestão, com seus princípios e filosofia. Notório é que, neste pequeno artigo não comportaria citar tantas instituições que buscam promover e incentivar a Gestão pela Qualidade. Enfatizar que a formação de grupos de estudos, primordialmente, buscando a melhoria continua , representa uma importante iniciativa para a implantação da GEIQ na empresa, não importando o seu porte ou segmento de Mercado. 2- O PAPEL DOS PROGRAMAS DE MELHORIA CONTÍNUA NAS ORGANIZAÇÕES A produtividade, a competitividade, a conformidade dos processos e a qualidade de produtos ou serviços são basilares para as organizações que buscam a excelência da sua gestão e operações, tendo como objetivo attender aos anseios dos consumidores. Não é possível deixar de citar a importância da integração dos métodos, programas, práticas e recursos das organizações na implantação da gestão pela qualidade, objetivando o atingimento das mestas estabelecidas no Planejamento Estratégico. Sublinho que os debates envolvendo todos os colaboradores, é fundamental para o sucesso na implantação da GEIQ. Neste interim, convém citar a contribuições de Deming com os seus catorze príncipios e de Ishikawa. Em referência as contribuições de Deming para os programas de melhoria contínua, não se poderia deixar de falar sobre o seu princípio de eliminar as barreiras departamentais, proporcionando o trabalho em equipe, além de outros príncipios que, caso adotados, fará a empresa migrar de um modelo de gestão baseado no commando, para um modelo alicerçado na cooperação (CARPINETTI, 2016). Esses pontos, tão bem enfatizados de Deming foram apresentados por Carpinetti (2016), que também expõe em seu livro a contribuição desse guru da qualidade, juntamente com Shewhart, no desenvolvimento e disseminação do ciclo de Deming- Shewhart, conhecido como o Ciclo PDCA (plan, do, check, act). O ciclo que é orientador metodológico para os programas de qualidade nas empresas. Ademais, Carpinetti (2016) ainda destaca as contribuições de Ishikawa com ênfase no desenvolvimento das pessoas e uso de ferramentas da qualidade. Logo, Ishikawa trouxe à pauta da qualidade. Además, ainda tratando da contribuição de Ishikawa, o mesmo destca que a melhoria continua tem por base a participação de todos da empresa na solução de problemas. Neste contexto, Ishikawa foi um dos responsáveis pela criação dos círculos de controle da qualidade. Portanto, salientemos que que os programas de melhoria continua devem ter como base a mudança na cultura organizacional. Paladini (2019) discute sobre a ação estratégica da gestão da qualidade em resultados divididos em curto, médio e longo prazos. Em curto prazo, os resultados usualmente focam na redução de falhas e perdas, redução de custos, padronização e revisão de atividades que são observados de forma imediata pela empresa, mas também pelos seus funcionários. Entretanto, os objetivos da gestão da qualidade ultrapassam a eliminação de defeitos, buscando a permanente adequação e melhoria dos produtos e serviços para atendimento aos requisitos dos clientes e demais partes interessadas. Objetivo que converge com os propósitos dos programas de melhoria contínua. Finalizando, Slack, Brandon-Jones, Johnston (2020) apresentam sua percepção sobre o melhoramento contínuo nas organizações, sejam incrementais sejam de ruptura. Autores citados, apresentam os elementos contidos nas abordagens de melhoria das organizações, as abordagens utilizadas para melhorar processos, produtos e serviços e as técnicas utilizadas para a melhoria e a gestão do processo de melhoria. 3- CONSIDERAÇÕES FINAIS É factível afirmar que a implantação da GEIQ conduz as organizações para uma melhor performace, obtendo, assim, redução nos custos, aumento da produtividade, maior engajamento dos colaboradores que, por consequência, aumenta seu market share por atender, de forma plena e consistente aos anseios e expectativas dos consumidores. Concluímos, afirmando que implanter a GEIQ não é mais uma opção das organizações. É a alternative de toda e qualquer organização que deseja permanecer em um mercado cada vez mais competitivo e mutante. A padronização dos processos, a eliminação de não conformidades, o envolvimento de todos os colaboradores, a inovação e a adoção do lean, levará as empresas para a competitividade. Há época do modelo Ford, dos príncipios do Taylor e Fayol já passou ao largo. Estamos na época do Sistema Toyota de Produção. REFERÊNCIAS ABQ. Disponível em www. Abq.com. br ALMEIDA, Léo G. Gerência de processos: mais um passo para a excelência. Rio de Janeiro: Qualitymark. 1993. AGUIAR, S. Integração das Ferramentas da Qualidade ao PDCA e ao Programa Seis Sigma. Belo Horizonte: Ed. de Des CARPINETTI, LUIZ CESAR RIBEIRO. Gestão da qualidade-Conceitos e técnicas. 2 ed. São Paulo; Atlas, 2012 CAMPOS, V.F. TQC: Controle da Qualidade Total (no Estilo Japonês). 2ª. ed. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. (Rio de Janeiro; Bloch Ed.)