CIO – Chief Information Officer Referência completa para Referências TAVARES, (G. G.), CARVALHO (L. F.) e SILVA, (R. G. V.). Vivemos em torno do CIO – Tomada de Decisões. UNIVERSITAS, Itajubá/MG/Brasil, 2007. Vivemos em torno do CIO – Tomada de Decisões Gustavo Gonçalves Tavares, Letícia Filgueiras Carvalho e Rodolfo Guimarães Vieira da Silva. 1. Introdução A evolução da atual tecnologia da informação iniciou-se após o estouro da bolha das pontocom, onde as empresas foram criticadas sobre a qualidade da gestão de suas organizações de TI. A partir daí, a maioria delas a postou em comitês, metodologias ou no envolvimento de outras áreas em todos os grandes projetos de tecnologia. Em nosso país, a questão cultural traz um grande desafio às operações de TI. O brasileiro tem uma criatividade acima da média, porém é indisciplinado. Em TI, a organização é imprescindível. A utilização de metodologias, entretanto, traz muitos benefícios, quando através dela, a gestão, a visibilidade, a transparência, e o alinhamento aos negócios passam a ser naturais. A comunicação é cada vez mais importante para qualquer cargo de gestão. E não é diferente para os CIO's. O CIO é considerado o cargo mais alto em questões de decisão na área de Tecnologia da Informação. Em uma organização, este possui a obrigação de responder ao seu superior chefe executivo, o CEO (Chief Executive Officer). Este artigo trata da problemática da tomada de decisões em TI, as funções do CIO e sua participação no alinhamento entre as operações de TI e o planejamento estratégico das organizações. 2. O que é o CIO O CIO é o decisor quando o assunto é tecnologia da informação. CIO é o Chief Information Officer, em português o Chefe Executivo de Informações. Ele deve ser metódico, para seguir corretamente os procedimentos, deve ser realista para analisar friamente todas as oportunidades do mercado, e ainda humano para gerir a equipe de forma a mantê-la atualizada, competitiva e motivada. 2. Habilidades do CIO O estado evolutivo em que se encontra a tecnologia atualmente exige muito conhecimento, experiência e agilidade do CIO. Na grande maioria dos casos é necessário discernir com rapidez entre um investimento na área, com baixo custo e alta taxa de Retorno de Investimento (ROI – Return of Investment) A grande sacada da função do CIO é a habilidade de gestão. A gerência de projetos de TI não engloba só a gestão em si, envolve a gestão de pessoas, a correta alocação dos recursos disponíveis. Estes recursos podem envolver pessoas, ferramentas (softwares), equipamentos (hardwares). Com o crescente desenvolvimento tecnológico, as empresas desempenharam funções que antes eram vistas sem grande importância para sua sobrevivência. Porém, estas funções foram adquirindo proporções cada vez maiores e imprescindíveis, de modo que o surgimento de uma coordenação isolada não se tornou mais um capricho e sim uma necessidade. Esta maturidade foi alcançada principalmente com o surgimento de tecnologias como a web, programação Java e redes locais cabeadas e wireless(. Foi neste momento em que os chefes de negócio começaram a despertar o interesse na área de TI, e perceberam o potencial da tecnologia nos processos de negócio. Desta maneira os chefes de negócio receberam o título de CIO's e finalmente conquistaram um espaço significativo em uma organização. Para se alcançar o cargo de chefe em TI não é necessário uma qualificação especializada já que muito deles possuem formação em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, ou técnico. Todavia, é preciso ter pelo menos um conhecimento de gestão, tecnologia e uma grande disposição para liderança. Percebe-se que no mundo dos negócios o grande diferencial não está em sua formação, mas sim em sua facilidade para negócios, capacidade de estabelecer estratégias, e inteligência para saber lidar em situações de pressão e tomadas de decisões. Em uma organização existe uma hierarquia destinada a cumprir suas obrigações de maneira organizada de modo que nenhum setor interfira diretamente na tomada de decisão de outro. Estas são divididas basicamente em CE, CIO, CFO e CSO, onde a partir destas são ramificadas em subcargos e assim por diante. O CE é o cargo mais alto da organização, onde são tomadas as decisões finais da empresa. Os outros cargos mencionados são inferiores e, por isso, respondem e prestam contas ao CEO Fig. 1 – Organograma da Hierarquia de uma Organização 2.2. Influências das decisões 'Carreiras são moldadas por nossas decisões. O mais importante é saber distinguir entre as melhores e as piores escolhas. A opção que se escolhe diz muito sobre os valores de uma companhia e sua liderança.' (Badaracco, Rosenbaum, 2006) Por natureza, integração e padronização estão em desacordo com entrega personalizada rápida. Como resultado, na maioria das organizações os interesses corporativos vêm atrás da necessidade mais imediata de aprimorar o alinhamento e a parceria com o negócio. Em TI, este conflito é internalizado e as salas de conferência e os escritórios se enchem de bem intencionados profissionais de software, arquitetura e infra-estrutura questionando os motivos uns dos outros. Regras-limite específicas para TI. Abrangem as relacionadas ao foco estratégico (“todos os novos investimentos têm de beneficiar o cliente externo”), níveis de investimento (“as mudanças no custeio de TI não afetarão negativamente as margens da empresa”), necessidades do negócio (“o sucesso será medido com base na aceitação pelo usuário final”), infra-estrutura (“todos os aprimoramentos requerem business cases”), projetos (“planeje para seis meses, cancele no nono”), risco (“estabeleceremos controles em conformidade com…”) e sourcing (“o melhor trabalho será feito por nossos próprios funcionários”).(CRAMM, 2007). 3. Impactos e Riscos É de grande importância examinar todos os planos estratégicos e operacionais buscando entender o impacto que eles terão sobre a tomada de decisão em toda a organização. Em seguida, exija que os coordenadores destas iniciativas incluam nos planos a redefinição dos direitos de decisão. As autoridades decisórias são mais bem definidas através da identificação de resoluções-chave que precisam ser tomadas e do uso de arcabouços para garantir que todas as partes entendam sua função e que fique claro para todos quem são os supremos tomadores de decisão. Ao mesmo tempo, algumas decisões tomadas em níveis mais baixos da organização demoram demais ou simplesmente são erradas. Um exemplo clássico em TI envolve a seleção de padrões. Nos níveis mais baixos da organização, produtos 'fora do padrão' acabam entrando sorrateiramente com o passar do tempo por razões que são boas na esfera micro, mas não na macro. Os líderes de TI podem aliviar a carga dos ombros de sua equipe e proteger os interesses de longo prazo de suas empresas ao estabelecer regras-limite. Um exemplo clássico é a de que, em se tratando de padrões, “nunca pode haver mais de duas variações de qualquer tipo de hardware/software”. Elas incentivam a tomada de decisão responsável ao restringir a autoridade decisória, mas também permite exceções bem fundamentadas ao escalar a decisão para níveis mais altos. (CRAMM, 2007). Quais impactos podem ter decisões erradas ou ações desastradas em tecnologia sobre as operações gerais de uma companhia? Substituir um velho sistema de gerenciamento de vôos destinado à tripulação. Mas as opções para novos sistemas estavam ainda cruas ou não testadas. “Vamos esperar até alguma coisa melhor aparecer”. (Bardes, 1997). Tudo o que pode estragar a reputação de uma companhia ou de uma marca precisa ser gerenciado de alguma forma. 4.Conclusões O CIO por ser um profissional com habilidades gerenciais, com conhecimentos de administração, é um executivo, como diz o próprio nome ele deve ser um líder seguidor, porém avaliando sempre as expectativas do mercado tecnológico. A grande jogada na gestão de recursos tecnológicos é o comprometimento da equipe com relação a sua atualização, em uma área como dita antes de inovações tecnológicas constantes. Estas inovações norteiam o mercado, quando uma tecnologia pode tornar-se obsoleta. É ainda atribuição do CIO, a definição do Desdobramento do Planejamento Estratégico da organização para o seu departamento, de forma a nortear os projetos de TI, para ajudar a empresa a cumprir suas metas. É extremamente importante o comprometimento do CIO com as outras áreas do negócio, coordenando as ações de sua equipe, em paralelo com as atividades do dia-a-dia. Outra importante atividade do CIO é a gestão dos contratos com os clientes Internos da organização. Estes contratos normalmente são gerenciados através de um Acordo de Nível de Serviço (SLA – Service Level Agreement). Neste acordo são especificados todos os problemas possíveis durante a prestação do serviço, bem como quais ações e de que forma elas serão tomadas para solucionar os problemas. Deste e de outros fatores de apoio à decisão, o CIO pode acompanhar através de indicadores o andamento dos contratos, o nível de qualidade dos serviços prestados, bem como o prazo dos projetos, facilitando a gestão. 5. Referências CRAMM, S. How to Make Better Decisions. http://www.cio.com/article/132950/How_to_Make_Better_Decisions. 24 ago., 2007, acessado em 19 set., 2007 BADARACCO, J. e ROSENBAUM, D. Making the Best 'Right' Decision. http://www.cio.com/article/21436/Making_the_Best_Right_Decision. 24 mai., 2006, acessado em 19 set., 2007 USEEM, M. Making Decisions Under Pressure. http://www.cio.com/article/28818/Making_Decisions_Under_Pressure. 15 fev., 2007, acessado em 19 set., 2007 CERIONI, Thais A. Os desafios do CIO. http://cio.uol.com.br/gestao/2007/09/10/idgnoticia.2007-09-10.3159358209/. 10 set., 2007, acessado em 19 set., 2007 CIO, Revista. http://cio.uol.com.br/gestao/2007/03/12/idgnoticia.2007-03-12.1999519107/ 12 mar., 2007, acessado em 19 set., 2007.