Análise crítica do custeio por absorção, custeio direto ou variável e custeio ABC para as organizações

Lívio da Paz Rocha Júnior

artigo de

09/03/2013
7 min leitura

Resumo

1 INTRODUÇÃO

Com a globalização a sociedade atual se caracteriza pelo aparecimento de uma série de fatos queaumentam dia a dia a dificuldade administrativa das organizaçõese, em um mundo globalizado a Contabilidade de Custos éde fundamental importância para os gestores poderem tomardecisões para enfrentarem o mundo competitivo.

As mudanças de natureza econômica, política, tecnológica e sociallevaram os líderes empresariais a se preocupar, tendo em vista que osconsumidores estão cada vez mais sensíveis a preço equalidade osempresários ao tentar agradar e atrair clientesacabam, muitas vezes, deixando de observar seus custos.

De acordo com Crepaldi (2010, p. 2) Contabilidade de Custos é uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos e/ou serviços. Ela tem função de gerar informações precisas e rápidas para a administração, para a tomada de decisões. É voltada para a análise de gastos da entidade no decorrer de suas operações.

Nesse conceito percebe-se que uma organização necessita ter uma contabilidade de custos bem estruturada para acompanhar e atingir seus objetivos em um mercado dinâmico e globalizado.

Já para Leone (2009, p. 5):

A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para diversos níveis gerenciais de uma entidade, com o auxílio às funções de determinação e desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões.

O presente artigo tem como finalidade analisar os sistemas de custeio e enfoca os sistemas de custeio ABC, custeio direto ou variável e custeio por absorção, esclarecendo os conceitos, enfatizando suas vantagens e suas principais diferenças para se possível, determinar o custeio mais vantajoso para as organizações, auxiliando na tomada de decisão.

2 O SURGIMENTO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

De acordo com Crepaldi (2010, p.3), “A Contabilidade de Custos desenvolveu-se com a Revolução Industrial, e teve que se adaptar à nova realidade econômica, com o surgimento das máquinas e a consequente produção em grande escala”.

No século XX com a crescente complexidade do mundo empresarial, a contabilidade de custos está tornando-se cada vez mais importante na área gerencial da empresa, passando a ser utilizado no planejamento, controle de custos, na tomada de decisões e no atendimento a exigências fiscais e legais.

A Contabilidade de Custos surgiu da necessidade de se conhecerem os custos dos produtos para avaliar estoquese, também, pela necessidade detomar decisões quanto ao que, como e quando produzir, apurar resultados das indústrias, tornando-se esse o objetivo principal da contabilidade de custos.

A Contabilidade de Custos auxilia na determinação dos custos dos fatores de produção, dos custosde determinado setor da empresa; no controle e observação dos desperdícios, horas ociosas detrabalho, equipamentos mal utilizados; na quantificação exata da matéria-prima utilizada, entreoutros. A Contabilidade de Custos tem como principal fonte a contabilidade financeira. O sistema de apuração de custos consistia em determinar os estoques no inicio do período, adicionando as compras do mesmo período e deduzindo que ainda restaria no estoque.

3 CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Existem conceitos de extrema importância para o entendimento das metodologias de custeio, dentre eles pode-se destacar os gastos, custos e despesas que são frequentemente confundidos entre si, por serem relativamente parecidos.

Segundo Martins (2009, p. 24), “gasto – compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro)”.

Diante dessa afirmação, pode-se perceber que o gasto se aplica a todos os bens e serviços adquiridos, já que é um termoque diz respeito a um custo ou despesa e só existe através de um reconhecimento contábil ou da redução do ativo dado em pagamento.

O conceito de custos segundo Crepaldi (2010, p. 7), “são gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços”. Esses gastos só podem ser reconhecidos como custo no momento da execução de um serviço ou da fabricação de um produto. Os custos se subdividem em diretos eindiretos, e um dos conceitos relativos ao custo direto Crepaldi (1998, p.59) afirma,

“[…]são os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos bastando existir uma medida de consumo (quilos, hora de mão-de-obra ou de máquina). Em geral, identificam-se com os produtos e variam proporcionalmente á quantidade produzida”.

Os custos indiretos são aqueles implicados dentro do processo produtivo, porém necessitam ser rateados aos produtos, por não serem facilmente identificados com os objetos de custeio.

O rateio consiste na utilização de um critério de alocação dos custos indiretos aos produtos em fabricação.

Conforme Ribeiro (2002, p. 28), “custos indiretos compreendem os gastos com materiais, mão de obra, gastos gerais de fabricação aplicados indiretamente no produto”.

Esses gastos são assim considerados por sua impossibilidade de uma segura identificação de seus valores e quantidades em relacionadas ao produto.

Para o conceito de despesa Martins (2009, p. 25) afirma que “despesa – bem o serviço consumido direto ou indiretamente para obtenção de receitas”. A despesa é o gasto não relacionado ao processo produtivo. São todos os demais fatores identificáveis na administração, financeiras e relativas às vendas, que reduzem a receita. A despesa afetará diretamente o resultado do exercício.

4 METODOLOGIA

Tratou-se de um estudo bibliográfico, onde foram feitas diversas analogias com os principais autores da área e desenvolver a partir de estudos aprofundados em livros propostos por diversos assuntos, buscando com diligencia sites e busca que complementarão na realização do mesmo, com o objetivo de analisar o melhor custeio a ser utilizado pelas empresas em geral, considerando como os principais sistemas de custeio: por absorção, custeio variável (direto) e custeio ABC.

5 ANÁLISE DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO

Para Crepaldi (2010, p. 228) “custear significa acumular, determinar custos. Custeio ou custeamento são métodos de apuração de custos, maneiras segundo as quais procederemos à acumulação e apuração dos custos”.

Custeio por absorção segue os Princípios Fundamentais de contabilidade, por isso é o sistema aceito pela legislação comercial e pela legislação fiscal no Brasil. Este custeio trabalha com sistema de rateios na apropriação dos custos de dois ou mais produtos. O procedimento é feito com cada produto ou serviço absorvendo parte dos custos diretos e indiretos da fabricação.

Meglioni (2001) escreve que a dificuldade que encontramos para alocar custos indiretos reside na definição da base de rateios a ser utilizada, pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários.

Neste métodoos custos variáveis são alocados diretamente aos produtos e os custos fixossão apropriados aos produtos por meio de taxa de rateio,cabe ressaltar que os critérios de rateios dos custos indiretos diferem pela base de rateio empregada para o cálculo da taxa de absorção,ou seja, o critério adotado por uma empresa pode não ser conveniente a outra.Cabendo a cada organização fazer umaanálise dos seus componentes fixos e variáveis e verificar quais os critérios quemelhor relaciona esses custos com os produtos.

Martins (2009) explica a metodologia de aplicação do custeamento por absorção pormeio de três passos básicos:

· 1º passo – Separação entre custo e despesas, uma vez que despesas não podem ser alocadas aos produtos, pois pertencem ao período em que incorrem.

· 2º passo – Apropriação dos custos diretos, por meio da identificação dos custos que estão diretamente relacionados com os produtos.

· 3° passo – Apropriação dos custos indiretos, por meio de bases de rateio, já que estes custos não são

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