Diretas já: a explosão de um povo
José Márcio
artigo de
05/11/2007 1 min leituraResumo
A campanha das “Diretas já” foi um dos maiores movimentos civis, reivindicando eleições presidenciais diretas no Brasil, em meados de 1984. Somente com a aprovação da proposta da Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional é que a possibilidade destas eleições poderia se concretizar. Agregaram-se à campanha diversos setores da sociedade brasileira, inúmeros partidos políticos em oposição ao governo militar, além de lideranças sindicais, civis, estudantis e jornalísticas, unidas pelo desejo de eleições diretas para presidente da república. Essas manifestações fizeram com que o regime militar perdesse seu prestígio junto à população, e até entre os militares de baixo escalão, descontentes com seus salários consumidos pela inflação. A Emenda Dante de Oliveira foi rejeitada por não alcançar o número mínimo de votos para sua aprovação. Mas é consenso, no entanto, que o movimento pelas “Diretas já” teve enorme importância na redemocratização do país. E este processo de redemocratização completa-se com a volta do poder civil no ano de 1985, com a aprovação de uma nova constituição federal em 1988 e com a realização, em 1989, das eleições diretas para presidente da república.


