RESUMO No Brasil, atualmente é triste quando se fala em desenvolvimento econômico, político e educacional, pois as desigualdades sociais interferem de maneira radical, onde a classe nobre é a que mais possui privilégios no luxo, enquanto isso a classe trabalhadora vem sendo exteriorizada de forma injusta em quaisquer condições como educação, alimentação e saúde. O capitalismo e a globalização dominando, traz o neoliberalismo que vem crescendo o empobrecimento e descartando a exclusão social. Porém, o subdesenvolvimento chega a um patamar em prol da violência, discriminação, analfabetismo, mortalidade infantil e a miséria por efeitos da política oligárquica, onde a corrupção dos órgãos públicos é crescente e a acomodação do povo. Entretanto, há várias formas de combater a desigualdade social que possam amenizar as diferenças, pode-se começar pela união do povo e pelo interesse na política, onde participarão continuamente agindo com os seus direito e deveres de cidadão. Também pode criar-se um consenso social com os objetivos coletivos para fazer uma cooperação recíproca, reivindicando e discutindo assuntos voltados para ampliação de estratégias de desenvolvimento do país onde pode ser feito projetos, propostas e campanhas com o apoio de investidores a fim de melhorar a expectativa de vida para todos. Palavras-chaves: Desigualdade Social; Capitalismo; Educação. ABSTRACT In Brazil, currently is sad when said that in economic development, educational politician and, therefore the social inaqualities intervene in a radical way, where the noble classroom is the one who accumulate more privileges in the luxury, meanwhile the diligent classroom comes being exteriorized of unfair form in any conditions as education, feeding and health. The capitalism and the globalization dominating, bring the neoliberalism that comes growing the impoverishment and discarding the social exclusion. However, the underdevelopment arrives at a platform in favor of the violence, discrimination, illiteracy, child mortality and the misery as an effect of the oligarchical politics, where the corruption of the public agencies is increasing and the room of the people. However, there are some forms to fight the social inaquality that can bring up the differences that can be started by the union of the people and the interest in the politics, where they will participate continuously acting with its right and duties of citizen. Also a social consensus with the collective objectives can be created to make a reciprocal cooperation, demanding and arguing subjects directed toward magnifying of development strategies of the country where it can be made projects, proposals and campaigns with the support of investors in order to improve the life expectancy for all. Key words: Social inaquality; Capitalism; Education. 1 INTRODUÇÃO Este artigo tem por objetivo de abordar a questão social do Brasil e fazer uma analogia com a sociologia dentro do pensamento de Durkheim para estar esclarecendo os fatos sociais no dia-a-dia que vêm levando a classe trabalhadora à exclusão social e buscando possíveis soluções através do consenso social, a democracia participativa e o papel de cada cidadão. A desigualdade social vem cada vez piorando de um ritmo acelerado, onde o sistema político e econômico agrava ao grande índice de analfabetismo, a criminalidade, o tráfico de drogas, a mortalidade infantil que o povo de classe baixa é submetido a regras, normas sociais que levam ao caminho da alienação e acomodação que é generalizada a todos. O índice de economia, educação e infra-estrutura do país vêm sendo administrados pela corrupção dos órgãos públicos que fazem aumentar gradativamente a desigualdade social, por exemplo, o Brasil possui aproximadamente 190 milhões de habitantes e possui grandes diversidades de riquezas naturais que poderiam suprir as necessidades básicas de todo mundo e ainda investir na melhoria do país. Todavia acaba ocorrendo o contrário e cada vez mais drásticos como maior número de crianças morrendo de fome, outras são abandonadas pelos pais pela a alta taxa de natalidade que geram essas diferenças. As diferenças sociais são inúmeras que vêm contribuindo para a exclusão social, uns dos aspectos é a política oligárquica, o capitalismo e a globalização denominando ao neoliberalismo econômico que trazem sérias conseqüências para classe baixa como se conformando pelo injusto salário, sem grau de instrução, sem direito de questionar pelo bem que enfim pode ser visto nos subúrbios de bairros e metrópoles que são conhecidos como periferias. Ao analisar esses problemas no Brasil, segundo Benevides (2004) pode-se notar que houve vários motivos arraigados na cultura do povo que contribuem para a desigualdade social como os meios de comunicação de massa, a acomodação e o senso comum que levam uma personalidade imprópria. O que deve ser feito é o povo tornar-se participativo assíduo na política, em questões sociais que envolvem injustiça para estar com uma visão crítica e cada vez mais pressionando o governo federal a cumprir as obrigações mínimas como, investimento na educação, na saúde e infra-estrutura para aumentar as oportunidades de empregos e outros. Mas para neutralizar definitivamente as raízes da desigualdade social deve-se usar sempre a democracia participativa e discutindo objetivos a ser alcançado para consolidar uma economia estável e benéfica a todos. 2 DESIGUALDADE SOCIAL A realidade Brasileira é lúgubre quando comparamos com a Constituição Federal sobre os direitos sociais primordiais como a educação, moradia, saúde, trabalho com objetivo de construir uma sociedade digna onde a igualdade, liberdade e solidariedade a todos perante a lei sem ser discriminada tanto por cor, sexo, raça e quaisquer discriminações com o propósito de uma qualidade vida próspera. Na Constituição Federal o que consta é resultados de esforços sinergéticos de nossos ancestrais que transformaram em direitos positivos através de grandes conquistas sociais com a dignidade, a ética e política do povo trabalhador. Em contrapartida, o Brasil foi o país que mais importou escravos na época onde eram exploradas as mãos-de-obra sem nenhum direito social. As desigualdades sociais que ocorrem hoje têm alguns indícios da época Escravatura que vêm agravando cada vez mais como, os ricos dominando os pobres com a política oligárquica e a concentração de renda. Atualmente o país tem aproximadamente 190 milhões de habitantes considerando uma potência na América latina por ter maior parte do PIB (Produto Interno Bruto) exportado, mas no Ranking do Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD) de 2006 está em 69º lugar, que resulta num percentual de 38,3 % comparando com mais de 180 países a desigualdade social. O PIB Brasileiro é um ponto forte na economia e foi considerado o melhor, mas o que adianta ser o melhor na economia, que ao invés de contribuir para o desenvolvimento do país vem levando à exclusão social. Com o nível de cultura, educação e econômica do povo de baixa renda faz em seres descartáveis para a sociedade onde o capitalismo, a globalização impulsiona ao neoliberalismo econômico que acaba trazendo vários fatores de transgressão para o país como a marginalização, o tráfico de drogas, assaltos em bancos e comércios, a mortalidade infantil, a discriminação, o contrabando de pessoas, o estelionato e o analfabetismo que manifesta nos subúrbios de regiões, metrópoles gerando as periferias. As diferenças sociais são inúmeras comparando com a classe rica que tenta sempre exteriorizar de forma injusta a classe pobre por não possuir poder cultural, econômico e político. Mas existe a lei que povo pode se posicionar melhor; a democracia participativa é onde todos têm direitos iguais, livre-arbítrio e o compromisso de participar nas questões sociais com objetivo de reivindicar e oferecer propostas para a construção de uma sociedade com justiça. Infelizmente ocorrem o oposto com conseqüências de benefícios aos ricos onde possuem maior influência na política e economia que tendem ao capitalismo e a tecnologia inovadora levar a uma cultura aonde o individualismo e isolamento propiciar a formação de pessoas que buscam apenas a satisfazer as próprias vontades e necessidades. A maior influenciadora nisso é os meios de comunicação de massa que acaba manipulando maior contingência de pessoas, na qual o consumismo, o preconceito, o desinteresse generalizam todos, deixando de lado o papel de cidadão e vivendo numa sociedade de maneira normal que apresenta em grandes misérias. O desemprego é um enorme problema que vem retratando a realidade do trabalhador brasileiro, onde não consegue se posicionar num cargo com um ótimo salário por não possuir o ensino fundamental completo ou às vezes nem isso. Para sobrevivência, alguns conseguem um emprego informal por não possuir domínio na tecnologia hodierna e qualificação profissional que ocorrem em regiões, onde a economia é estagnada. Por isso acabam desvalorizando por um serviço com alta carga horária, um péssimo salário e sem nenhum direito social ou trabalhista, conforme diz a lei 'todo trabalhador tem direito a uma folga semanal, a direito abono do INSS e FGTS para uma seguridade de vida digna'. Ao analisar o Brasil pode-se averiguar que os problemas são grandes que mesmo o Governo Federal tentar combater vai ser difícil perceber, mas o que vêm ocorrendo é a grande corrupção onde são paga propinas a deputados, senadores e dizem que os impostos são insuficientes para combater a pobreza; o erro está nos órgãos públicos que vêm falindo a economia e sempre aumentando o recolhimento de impostos. No período de eleição é o pior momento para massificar a dignidade do povo tendo como exemplo; na região nordeste é catastrófico por apresentar seca e alta taxa de natalidade, ou seja; pais com 10 a 15 filhos sem condições de sustento que são manipulados recebendo de R$ 10,00 a 20,00 ou até uma cesta básica pensando que vai solucionar o problema em troca do voto. Observando de outro lado o interesse é só saciar a necessidade básica e pela falta de senso crítico acaba levando a desejar sem se preocupar com o restante do país mesmo sabendo da falta de ética do candidato. Nas universidades públicas hoje vêem filhos de ricos, deputados por possuir maior influência na sociedade, enquanto isso filhos de pobres trabalhando arduamente para conseguir pagar os estudos em universidades particulares, e por não ter muito tempo livre ainda passam por uma economia rigorosa para se sustentarem. O futuro da sociedade brasileiro é os jovens que cada vez mais vêm sendo manipulados com maior facilidade e alienados como, só em aproveitar a vida com festas, bebidas e mulheres enquanto isso a economia do país está sendo lesada pela corrupção dos órgãos públicos. É impressionante o recolhimento de impostos das empresas que variam de até 40 % do faturamento, o que levam algumas micro-empresas a sonegarem para se manter competitiva no mercado ou para não ir à falência, pois os encargos sociais são o dobro do piso salarial para manter um funcionário ativo. Na saúde pública é um dos fatores levam a milhões de pessoas mortas ao ano por não possuir funcionários com disposição ao atendimento como ocorre em municípios com poucos postos de saúde e hospitais, a falta de medicamentos e equipamentos cirúrgicos; também o mau atendimento e a demora para ser atendido mesmo sendo algo grave como, a saúde dos idosos ou das crianças; são fatos oriundos que ocorrem por uma má administração do governo e o desinteresse do povo brasileiro que se conformam com as condições que são cada vez mais precárias para manter a saúde em dia. Diante dessas características que vêm levando à exclusão social há várias estratégias inovadoras que possam ser implantadas para ampliar o nível de desenvolvimento do país onde acarretará uma mudança cultural usando a solidariedade e o consenso social para estabelecer possíveis soluções que aos poucos consigam neutralizar as injustiças decorrentes. Para que possam se fortalecer cada vez mais o consenso social todos terão que participar assiduamente nas questões de política e economia para estar criticar e buscar idéias coletivas, sendo que cada um exercerá o papel principal de cidadão que é estar com os seus direitos e deveres em dia. Enquanto do governo para combater o abuso de poder, o povo terá usar a democracia participativa para poder tomar alguma decisão quando se falam de leis, projetos para desenvolvimento. É indispensável ampliar cada vez mais a democracia participativa através de conselhos, plebiscitos, movimentos sociais para estar discutindo os objetivos a ser implantado para aos poucos irem restaurando a dignidade do povo trabalhador como um bom trabalho e um salário justo, também condições de acesso à educação e a saúde para um melhor desempenho progressivo do país. De acordo com Oliveira (2001) podem-se construir organizações comunitárias voltadas para o setor social sem fins lucrativos que estabelecem fora do mercado de trabalho e do governo como exemplo; as Organizações Não-Governamentais (ONGs). São meios que possam estar estimulando comportamentos solidários dedicando a questões como economia, paz, analfabetismo e condições de vida a todos com a prática contínua da cidadania, onde a participação, o consenso social, a solidariedade consiga se universalizar aos individualistas, consumistas para formar uma sociedade unida e cooperativa tendo como princípios básicos para uma melhor qualidade de vida e acesso às oportunidades de educação, emprego, saúde com eficiência e eficácia. 3 CONCLUSÃO Em suma, pode-se concluir que pela análise histórica do Brasil vivenciada por nossos ancestrais que lutaram pelo os direitos da dignidade humana independente de cor, raça, sexo, poder aquisitivo, educação, cultura; é um ser humano como outro qualquer que merece ser respeitado com os demais. Infelizmente, com o neoliberalismo econômico aumenta cada vez mais a exclusão social, onde as diferenças de classes fazem da classe baixa a conformar-se com as condições precárias que agravam no acesso à educação e na qualificação profissional, pois é incompatível com as exigências do mercado de trabalho pelo fato de não possuir competência técnica ou experimental. A classe nobre que sempre vai se beneficiar pelo fato de ter maior influência na política e economia onde às vezes estipulam as próprias regras, normas sociais de um modo injusto tirando a dignidade intrínseca do trabalhador. Como diz no pensamento sociológico de Durkheim (1972) o indivíduo é sempre exercido pelo poder da sociedade, onde a força coercitiva faz agir conforme a lei estabelecida, a força exterior que age independente das vontades pessoais e generaliza todos agirem de forma comum. Por isso é importante estudar os fatos sociais procurando os fatores que levaram a certa ação com o objetivo de buscar soluções através da participação coletiva e o consenso social. Segundo Marx (1975) diz que o homem é responsável pelas suas ações na sociedade para a sua sobrevivência e o desenvolvimento contínuo da sociedade, mas a princípio ele afirma que todos temos que usar a dialética para sair da alienação que vive hoje, seja através do capitalismo, da cultura, religião para visualizar o mundo à nossa volta com uma visão crítica para a construção da personalidade própria, onde terá autocontrole e determinação em qualquer situação do cotidiano. As mudanças que deveríamos fazer são várias, que só de pensar no tempo parece impossível, mas têm como revolucionar o país, onde todos unidos teriam que participar gradativamente no papel cidadãos estando em dia com os seus direitos e deveres para buscar várias alternativas para solucionar os problemas que vêm ocorrendo através do consenso social, da democracia participativa e o interesse crítico pela política, economia para quebrar os paradigmas injustos e reivindicar sobre as obrigações básicas do governo federal, pressionando, forçando cada vez mais para cumprir e lançar novos projetos para a melhoria de todos como exemplo, ampliar a bolsa-família, o Prouni, abertura de novos postos de escolas e saúde, treinamento de qualificação profissional para ampliar o quadro de oportunidades de emprego, onde poderia estar diminuindo os impostos das empresas para terem maior viabilidade de crescimento no mercado e maior oferta de emprego. Pode-se também criar ONGs para incentivar a interação solidária com o objetivo de amenizar o grau de analfabetismo e também oferecer treinamento profissional para as pessoas que não possui condições de pagar, isso é um meio que vai colaborar com a sociedade transformando os cidadãos em seres competentes que podem competir livremente no mercado. O importante quando captar esses problemas sociais que vêm sendo demonstrado no Brasil é fundamental sempre questionar ou buscar informações dos fatos sociais oriundos que levou a situação para solucionar com múltiplas alternativas. Esse é um papel fundamental da sociologia contemporânea que sempre vem desvendando os métodos de funcionamento da sociedade com objetivo de buscar recursos que possam combater os males que apresentam hoje 'Desigualdade Social'. 4 REFERÊNCIAS BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita – A questão Social no Brasil. Disponível em: < http: //www.hottopos.com/vdletras3/vitoria.htm>.Acesso em: 10 abr. 2007. DURKHEIM, Émile. Sociologia e Educação. São Paulo. Melhoramentos, 1975. PAULINI, Iramar Ricardo; SILVA, Everaldo da. Sociologia – Associação educacional Leonardo da Vinci-UNIASSELVI. Indaial. Ed. Asselvi, 2005. OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. 20º Ed, Ático. São Paulo, 2001.