Estabelecida a similitude de ambas as mentes no que diz respeito a sua estruturação, apontaremos de modo breve as peculiaridades que determinam seu diferente funcionamento. A mente inferior ou comum tende, em geral, para o conhecido, para o externo, e, salvo exceções, funciona sem a intervenção direta da consciência ou só com a sua participação circunstancial. Isto poderá ser melhor compreendido, tão logo se avancem no estudo dos temas que aprofundam a matéria. Quando a mente inferior se supera em suas funções – referimo-nos aos casos em que permanece fora dos auspícios do conhecimento transcendente – pode acercar-se dos domínios da mente superior e ainda penetrar neles, em virtude da relação que existe entre ambas, participando em certo grau dos elementos que assistem a esta última; mas, por altos que sejam os níveis que alcance em seu desenvolvimento, suas prerrogativas são sempre limitadas. A mente superior organiza-se em função dos conhecimentos transcendentes, cuja finalidade essencial é por em atividade a consciência. A influência desta mente sobre o destino da vida humana percebe-se quando esses conhecimentos começam a traduzir-se numa conduta que coincide com as disposições de sua elevada preceptiva. A atividade criadora da mente superior inicia-se com o despertar da consciência, o que significa que seu funcionamento se acelera em virtude do estímulo crescente que a consciência, ilustrada no conhecimento, exerce sobre ela. Por Carlos Bernardo González Pecotche Para mais informações sobre a Logosofia e a Fundação Logosófica:www.logosofia.org.br