Olá! O RSI, ou IFR, Índice de Força Relativa, foi criado em 1978 por Welles Wilder. Este indicador mede a 'força' de um ativo. Sua fórmula permite que ele oscile entre 0 e 100 e pode ser utilizado de 4 maneiras principais: Na identificação de topos e fundo; assim como no gráfico do preço, para verificarmos suportes e resistências, para visualizarmos formações gráficas e, a minha preferência, buscar divergências. A fórmula deste indicador pode ser visualizada aqui. Tradicionalmente o IFR de 14 períodos é o mais utilizado, porém ele pode e deve ser ajustado para cada ativo financeiro. Na fórmula, 'A' indica a média dos preços de fechamento dos dias de alta do período escolhido, e 'B' a média dos preços de fechamento dos dias de baixa. Lembrando que não existe regra para determinar o período, porém deve-se levar em consideracao que quanto menor o período maior a volatilidade do indicador, ou seja, o IFR irá oscilar mais. Como comentei anteriormente, tenho usado esse indicador para identificação de divergências. Uma divergência pode ser entendida na medida que fazemos uma análise simultânea do IFR e do gráfico de preços da ação, ou qualquer outro ativo. São momentos em que se traçarmos uma linha de tendências entre dois topos (ou fundos) no gráfico dos preços do ativo e também desenharmos analogamente uma linha em dois topos do IFR (ou fundos) no mesmo momento, e essas linhas apresentarem angulações opostas, teremos uma divergência. Ou seja, um belo indicativo de o mercado está perdendo a força para o lado que ele estava indo. Veja um exemplo no gráfico de 60 minutos da VALE5 clicando aqui. Notem como após a divergência do IFR a ação da Vale muda sua direção. Podemos dier que quanto maior, ou mais angulada, for essa divegência, mais força ela terá para realmente mudar o rumo do ativo. Acho extremamente interessante termos o IFR como um alarme para momentos em que estamos em dúvida quanto ao ínicio de algum movimento, seja ele de baixa ou de alta. Além de um 'caçador de topos e fundos' através de divergências, podemos verificar que ele apresenta zonas onde geralmente o ativo reverte sua direção. Esta é outra maneira interessante de utilizar o IFR, a qual estou praticando e adequando aos meus trades: Identificar zonas de sobrecomprado ou sobrevendido. Sao nessas zonas que acontecerão, na maioria das vezes, topos e fundos. Existem autores que recomendam venda em regiões acima de 70, outros de 80, e compras em regiões de 30 e 20 respectivamente. Eu penso que cada ativo financeiro possui suas regiões específicas, dentro de um espaço de tempo. Por exemplo, PETR4 sempre faz fundos importante em 29 e topos em 85, desde longa data, porém nada impede que isso se modifique. Por isso recomendo ao trader que fique atento a cada ativo que opera, de preferência conhecendo-o detalhadamente. Entendo que o IFR é um bastante versátil e tem me ajudado em muitos trades. Concordo com a maioria dos analistas que dizem que o IFR é muito eficiente auxiliando na confirmação de uma idéia ou hipótese sobre o mercado. Há traders que desconsideram todos outros indicadores e tomam o norte de suas operações baseando-se unicamente nesse indicador, mas essa prática acredito que não seja a ideal. O importante é possuir uma metodologia que combine algumas técnicas de análise, poucas de preferência, técnicas de manejo de risco e proteção de capital e uma boa condição psicológica. Abraço, Damian Steppacher http://www.drtraders.com.br