CHAPEUZINHO VERMELHO E O LOBO. MARIO: Olá princesa, para onde vai? JANICE: Porque quer saber para onde vou? MARIO: Não fique com medo princesa. JANICE: Não estou com medo, só fiquei curiosa por estar querendo saber para onde vou. MARIO: Sabe princesa, sou o rei deste pedaço e preciso saber das coisas por aqui. JAIRO (irmãozinho de Janice). Janice vai embora, você não se lembra o que a mamãe disse? JANICE: Cale a boca moleque e não se meta. JAIRO: Eu vou contar para a mamãe ta. MARIO: Hei princesa, mande este pivete calar a boca. JANICE: Hei rei do pedaço, se meta do meu irmão cuido eu. MARIO: Acalme-se princesa, só estava querendo ajudar. JANICE: Olhe aqui moleque não meta-se na minha vida, eu sei muito bem se cuidar sozinha, não preciso da sua ajuda. MARIO: E daí princesa ainda não respondeu a pergunta que eu fiz? JANICE: A sim, vou apresentar-me, meu nome é Janice e este irmãozinho chato ai é o Jairo. MARIO: Pois é princesa, o meu nome é Mario e rima com Jairo. JANICE: Como estava dizendo estou indo com este meu irmãozinho chato visitar minha avó em um bairro mais ai adiante. JAIRO: Janice a mamãe disse para não parar com estranhos, você se lembra? JANICE: Não ligue para ele não irmão chato é assim mesmo. MARIO: Pois é princesa, posso acompanhar você até a casa de sua avó. JANICE: Não é preciso, você deve ser muito ocupado. MARIO: Eu faço questão princesa. JANICE: Já que está tão interessado pode acompanhar-me. MARIO: Posso ensinar você um caminho mais fácil e mais perto para você chegar à casa de sua vovozinha. JANICE: É mesmo eu vou adorar conhecer este caminho. JAIRO: Janice, cuidado com que a mamãe disse. JANICE: Cale a boca moleque, você não sabe de nada. MARIO: Vamos chegar ali naquela casa um pouquinho, beber uma água e descansar um pouco. JANICE: Eu vou achar ótimo estou com uma sede danada. MARIO: Chegamos princesa, vamos entrando. JANICE: Que casa esquisita é esta, cheia de armas? JANICE: Socorro. MARIO: Cale a boca vagabunda se não estouro seus miolos. POLICIA: Põe as mãos na cabeça, vagabundo se não quiser morrer você não tem saída. MARIO: Está bem não atirem estou saindo. POLICIA: Até que em fim nos encontramos marginal safado. JANICE: Obrigado policial por salvar-me deste bandido. POLICIAL. Não tem de que moça esta é a nossa missão. JANICE: Se vocês não chegassem a tempo não sei o que ele faria conosco. POLICIAL. Que isto sirva de exemplo, nunca aceitem companhia de estranho. O VELHO CAVALO. JOSÉ: É cavalinho, tenho que vender você para o frigorífico. FELIPE: Pai porque o senhor vai vender o pobre do cavalinho? JOSÉ: A meu filho, este cavalo já está velho, não serve para nada a não ser para comer capim. CAVALO: Velho ranzinza, quando eu era novo, ajudei você enriquecer-se e hoje quer vender-me pára o frigorífico. FELIPE: Pai o senhor está acordado? JOSÉ: O que foi Felipe? FELIPE: Depois do que o senhor falou em vender o cavalinho que tanto nos ajudou fiquei tão triste. JOSÉ: Não se preocupe não filho, cavalo agente compra outro. FELIPE: Até pode ser pai, mais nunca igual o cavalinho. JOSÉ: Vamos dormir filho, amanhã falamos sobre isto. CAVALO: Vou fugir e amanhã bem cedo quando procurar por mim, estarei bem longe. FELIPE: Pai, o cavalinho fugiu. JOSÉ: Acorde Filipe está sonhando? FELIPE: Pai! Sonhei que o cavalinho havia fugido, para não ser vendido para o frigorífico. JOSÉ: Vamos dormir filho é só um sonho. CIRCO: Vejam um pônei! Vamos ficar com ele no circo? DOMADOR DE CAVALOS: Vou domar ele para servir de guia para os cavalos. CAVALO: Acho que agora vou me dar bem. FELIPE: Pai o cavalinho fugiu. JOSÉ: Meu Deus! É mesmo! Até parece que ele entendeu o que eu falei. Será? FELIPE: Acho que sim pai. JOSÉ: Vamos procurá-lo Filipe, prometo que ele vai morrer no pasto sem fazer nada até o seu fim de vida. DOMADOR DE CAVALOS: Vai vagabundo, aqui não tem moleza, se você não trabalhar não vai ganha comida. CAVALO: Vida de cavalo, na fazenda onde trabalhei a vida inteira queria vender-me para o frigorífico e aqui me espancam para ganhar uma misera comida. DOMADOR DE CAVALOS: Aprenda a trabalhar vagabundo. CAVALO: O que farei agora se quer posso fugir tudo aqui é cercado. JOSÉ: OLHE LÁ Felipe, um circo, vamos ver os bichos? FILIPE: Vou, eu nunca fui a um circo. JOSÉ: Filipe, não vai acreditar no que eu estou vendo! FELIPE: O que foi pai? JOSÉ: O nosso cavalinho. FILIPE: É mesmo pai! JOSÉ: Moço onde o senhor encontrou este cavalinho? DOMADOR: Ele chegou aqui e nós o pegamos, parecia não ter dono, mas vou solta-lo, isto não vale nada. JOSÉ: Ele está muito velho, trabalhou muito em minha fazenda, ate pensei em vender ele, mas parece que ele entende e fugiu, mas agora viemos buscá-lo. DOMADOR: Podem levar seu cavalinho senhor ele não serve para o que eu quero. CAVALO: O que estes dois idiotas querem comigo agora. FILIPE: Olhe moço, eu e meu pai combinamos em levar o cavalinho e deixar ele na fazenda sem trabalhar até seu fim de vida. CAVALO: Isto que é vida, até que em fim ficarei descansando. FILIPE: Gostou cavalinho? CAVALO: Adorei Felipe. A CARA DA EDUCAÇÃO: EQUIPE PEDAGÓGICA: Bom dia companheiros está iniciando a Semana Pedagógica e teremos que fazer o plano de curso anual. PROFESSORA SANDRA: Não sei pra que esta besteira, dou aulas há quinze anos, sei o livro todo, pra que este tal planejamento anual. ORIENTADORA: Colega, para podermos dar uma boa aula é preciso planejar o que vamos passar para os nossos alunos. PROFESSORA SANDRA: Precisa não companheira eu tenho o livro todinho aqui na minha cabeça. PROFESSORA ALICE: Colega não é bem assim, o mundo evolui-se e se não estivermos preparados vamos ficar perdidos. PROFESSORA SANDRA: Que nada colega, você é que quer se exibir só porque fez esta tal faculdade. PROFESSORA MARIA: Não colega a colega Alice está certa temos que nos aprimorarmos. PROFESSORA SANDRA: Que nada, vocês estão vendo como está o ensino de hoje, alunos não quer saber de nada, não respeitam o professores. PROFESSORA MARTA: Colega, o que você acha que deve ser feito para melhorar? PROFESSORA SANDRA: Eu acho que deveria voltar a ser como antigamente, os professores tinham autoridade e ninguém se metia com eles. PROFESSORA MARTA: Você pode ter até razão em algumas partes, mas quanto aos professores planejarem isto não, o professor tem que planejar sim, se quiser dar uma boa aula. PROFESSORA SANDRA: Outra coisa que está acontecendo nas escolas que eu não acho certo. PROFESSORA CARLA: Colega, o que você não acha certo? PROFESSORA SANDRA: Estes tais de projetos que a gente tem que trabalhar em sala. Como vou poder dar os conteúdos, se ocupo o tempo com isso? PROFESSORA CARLA: Colega, você pode desenvolver estes projetos usando suas próprias aulas, não precisa sair do conteúdo é só trabalhar de forma interdisciplinar. PROFESSORA SANDRA: E tem outra coisa, este tal GESTAR, este Currículo e estes PCNs, não concordo mesmo com isto. PROFESSORA CARLA: Não fique aborrecida colega, temos que estar sempre se atualizando em nossa área. PROFESSORA SANDRA: Você quer saber de uma coisa, não estou nem ai, sou professora federal, meu contrato é de professora de primeiro e segundo grau, estudo para mim não resolve nada. DIREÇÃO: Bom dia alunos, hoje começa as aulas e gostaria que vocês começassem com o pé direto, ajude a manter a ordem nesta escola. PROFESSORA SANDRA: Não agüento mais vocês, bandos de bagunceiros calem a boca, se não eu vou colocar todos para fora. DIREÇÃO: O que está acontecendo nesta sala? PROFESSORA SANDRA: Diretora! Não agüento mais estas pestes, se continuar assim, vou dar entrada em minha aposentadoria este ano mesmo. DIREÇÃO: Que coisa é esta crianças, não respeitam mais os professores? ALUNOS. Diretora? DIREÇÃO: Calem a boca, não estão vendo que a professora já está com a idade avançada perto de aposentar e vocês ficam perturbando as aulas. PROFESSORA ALINE: Diretora! Estou muito revoltada com os alunos desta sala e tem mais se a senhora não tomar uma posição eu vou sair da sala e não volto mais. DIREÇÃO: O que é isto turma, vocês já são adolescentes, deveriam ter mais juízos e respeitar a professora. PROFESSORA ALINE: Olhe diretora, eu já não agüento mais tanta pressão, alunos perturbam todo o tempo na sala, não tenho tempo o suficiente para planejar. DIREÇÃO: Colega vai até a minha sala, tome um copo de água com açúcar e fique calma que o representante da SEDUC está quase conseguindo mais um professor. PROFESSORA ALINE: Até quando isto vai durar diretora, tenho ouvido esta mesma explicação desde o inicio do ano e já estamos em Abril e nada. DIREÇÃO: Acalme-se colega agora vai dar certo, quando chegar o novo professor você ter seu tempo de planejar eu prometo. PROFESSORA SANDRA: Viram a coitada da colega, está com aula a mais e a diretora fica a fica enganando e mentido a ela, só acredito nisto quando realmente este professor chegar. CORDENADOR: Acalme colega Sandra, não deixe seus sonhos morrerem. Paulo Freire disse que: Ai de nós educadores se não sonhássemos sonhos possíveis. HOMENAGEM AS MÃES: REGINA: Camila, o 'DIA DAS MÃES' está chegando e precisamos pensar em alguma coisa. CAMILA: É mesmo, Regina o pior de tudo é que estou brigada com minha mãe. REGINA: Olhe amiga, eu sei como são estas coisas, eu briguei com minha mãe, mas depois eu fui até ela e pedi perdão e tudo ficou bem. CAMILA: Eu não sei, deve ser a minha natureza ou a minha mãe que muito exigente. REGINA: Eu também pensava assim da minha mãe, mas um dia na igreja, aprendi que a mãe sempre tem razão quando chama a nossa atenção por alguma coisa. CAMILA: Você acha mesmo. REGINA: Acho não, eu tenho certeza. CAMILA: Olhe amiga, vou pensar nisso e depois eu falo com você. REGINA: Até amanhã Camila, não esqueça do que eu lhe falei ok. CAMILA: Até amanhã amiga, prometo que vou pensar com carinho e amanhã lhe darei a resposta. REGINA: Bom dia meninas, tudo bem? COLEGAS: Estamos ótimas. REGINA: O que vocês estão fazendo para a comemoração do dia das mães? COLEGAS: Estamos ensaiando uma peça de teatro muito linda. REGINA: E você Camila, vai participar também? CAMILA: Eu pensei muito no que você me disse ontem, pedi perdão a minha mãe, choramos e hoje resolvi participar dessa peça em homenagem as mães. REGINA: Muito bem amiga, por mais exigente que seja nossa mãe, ela, sempre tem razão. CAMILA: Por isto combinei com as meninas em fazer uma homenagem especial para ela. REGINA: A nossa mãe é uma verdadeira heroína, todos ficam doentes e ela está ali cuidando, e defendendo a vida de seus filhos. CAMILA: Um dia desses estava assistindo um filme onde uma ursa lutava com um urso para defender sua cria, ela matou o urso e depôs morreu. REGINA: Ela nos ama de verdade e é capaz de dar a vida para nos defender e é por isso que elas se preocupam tanto conosco. COLEGAS: Então amigas, vamos ensaiar a peça e convidar todas as mães desta comunidade para assistirem. CAMILA: É isto ai pessoal, convidamos as mães e prestamos uma linda homenagem a elas, principalmente a minha mãe. COLEGAS: Parabéns Camila assim que se faz, vamos colocar as mãos na massa. EQUIVOCO PEDAGÓGICO: ORIENTAÇÃO: Colegas coordenadoras depararam com uma situação um pouco complicada, precisamos resolver este problema. COORDENAÇÃO: Diga companheira, qual o problema que anda afligindo a colega? ORIENTAÇÃO: O problema é o índice de reprovação destes alunos. COORDENAÇÃO: É mesmo colega, tenho observado isso. ORIENTAÇÃO: Existem alunos que foram reprovados três anos consecutivos no 6º ano, isto é muito grave. COORDENAÇÃO: É muito grave colega e através deste problema nós vamos enfrentar outro problema maior. ORIENTAÇÃO: Esta estatística foi informada ao MEC e através disto teremos de desenvolver um programa de aproveitamento de aprendizagem com estes alunos. COORDENAÇÃO: Mas como assim colega? Pode explicar-me melhor? ORIENTAÇÃO: Deixe me ver como posso lhe explicar. Você já viu falar sobre o PDE/ PME? COORDENAÇÃO: Sim, o governo federal manda para a escola uma verba para investir nesses alunos com dificuldades de aprendizagem é isso? COORDENAÇÃO: É isto ai, mas dá um trabalho danado para prestar contas desta verba ao governo. COORDENAÇÃO: Vamos falar com a direção e convocar uma reunião com o corpo docente e ver o que podemos fazer para tentar solucionar este problema. ORIENTAÇÃO e COORDENAÇÃO: Senhora diretora, estávamos conversando sobre o índice de reprovação que está havendo no 6º ano nesta escola e chegamos a uma conclusão que devemos fazer alguma coisa para resolver esta situação. DIREÇÃO: Vocês têm alguma idéia do que podemos fazer para solucionar isto? ORIENTAÇÃO e COORDENAÇÃO: Na verdade não temos não, mas quem sabe pensando juntas podemos achar uma saída. DIREÇÃO: Olhem, estive conversando com a direção do CEEJA e a diretora disse que tem um projeto chamado Semestral que pode nos ajudar a resolver isto. ORIENTAÇÃO: Pronto ai está à solução do problema, mandamos os alunos repetentes pra lá e reprovação zero. O CEJA que se vira. COORDENAÇÃO: O que estamos esperando, vamos marcar uma reunião com o diretor do CEJA quanto mais rápido para livrarmos destes alunos. EQUIPE PEDAGÓGICA: Bom dia senhora diretora, como está passado? A senhora parece estar tão radiante hoje? DIRETOR DO CEJA: Tudo bem colegas, mas que prazer telas aqui em meu humilde recinto de trabalho. EQUIPE PEDAGÓGICA: Bem senhora diretora, estamos aqui, porque ficamos sabendo que neste Estabelecimento de Ensino existe um Projeto Semestral. DIRETORA DO CEJA:: A sim veio ao lugar certo, gostaria de formar uma turma diurna começando este ano com o primeiro, segundo e sexto ano. EQUIPE PEDAGÓGICA: Mas que coincidência, justamente isso que queremos, tem uma turma do sexto ano fora da faixa etária que daria certinho para o senhor formar sua turma. DIRETORA DO CEJA: Aguar respostas companheiras. DIRETORA: Vamos convocar os pais a uma reunião e depois daremos à resposta. EQUIPE PEDAGÓGICA: Senhora diretora, fomos até o CEJA e já acertamos tudo com a diretora de lá, agora é só resolver com os pais e estaremos livres deste problema. DIREÇÃO: Que ótimo, vou mandar um bilhete para os pais destes alunos agora mesmo. PAI: Bom dia senhora diretora, qual o motivo desta reunião? DIREÇÃO: Olhe senhores o assunto é o seguinte, a Equipe gestora desta escola reuniu-se e deparou com um problema. PAI: Senhora, que problema é este? DIREÇÃO: É que os seus filhos já ficaram retidos no 6º anos uns três anos consecutivos, com exceção de alguns, ou seja, a minoria. PAI: Mas o que nós temos a ver com isto? Vocês não são os professores? DIREÇÃO: Temos uma excelente noticia para vocês pais, o CEEJA tem um projeto que pode facilitar a vida de seus filhos, principalmente aqueles que estão fora da faixa etária. PAI: A senhora pode explicar melhor sobre isto? DIREÇÃO: Perfeitamente senhor. O seu filho se estudar mesmo vai poder concluir dois anos em um, isto é poderá fazer o sexto e o sétimo ano ainda em dois mil e nove. PAI: Sendo assim senhora nós aceitamos este tal semestral. EQUIPE PEDAGÓGICA: Senhor diretor, deu tudo certo, conversamos com os pais e eles concordaram em transferirem seus filhos para sua escola. DIRETOR DO CEEJA: Que ótimo, então pode mandar os pais virem matricularem seus filhos. PAIS: O senhor é o diretor desta escola? Viemos matricular nossos filhos. DIRETOR DO CEEJA: Estejam à vontade senhores. DIRETOR DO CEEJA: Olhem companheiros, não temos professores necessários, vamos ter de colocar estes alunos para estudarem a noite, mas para isto teremos de avisar os pais. PROFESSORES DO CEEJA: Será que isto vai dar certo? DIRETOR DO CEEJA: Vamos tentar para ver no que dá. PROFESSOR: Eu não agüento estes alunos, se estes alunos continuarem assim eu não vou voltar mais a dar aulas para eles. COORDENAÇÃO: Na verdade eu não acredito que isto vai dar certo, estou igual a Tomé só acredito vendo. DIRETOR DO CEEJA: Você está vendo professor, parece que os alunos aos poucos estão se adaptando aqui. PROFESSOR: Tomara que estes alunos cheguem aos dezoito anos e vão logo para o modular e se virem, assim não atrapalhe o silencio desta escola. DIRETOR DO CEEJA: Vamos ter paciência quem sabe eles possam melhorar você não está vendo, até os pais estão se preocupando, estão ligando para saber deles. . COORDENAÇÃO: Vamos ver até onde isto vai. . DIA DAS MÃES (PEÇA DE TEATRO INFANTIL) WELITON: Turma, hoje é o dia das mães. CÉLIA: O que vão dar pra suas mães turma. MARCOS: Eu já comprei o presente. CARLOS: Mais tarde vou comprar um lindo presente. JOSÉ: Eu não posso comprar um presente. MAIKON: Porque José? JOSÉ: Meu pai não tem dinheiro. MARIA: Só da presente no dia das mães? CARLINHOS: Presente não é só comprado. ANA: Como é isso? CARLINHOS: É um abraço, um beijo. KAROL: Pode se uma linda flor. JOSÉ: Já sei o que vou dar a mamãe. JOANA: Que legal José. CARLINHOS: É isto mesmo José. VANDA: O bom presente é dado de coração. JOSÉ: Vou dar o carrinho que ganhei no natal. ELIANE: Isso que é um bom presente. CARINE: Porque está tão triste Tânia? TÃNIA: Minha mãezinha papai do céu levou. LIA: Não fique triste não Tânia ela esta olhando lá do céu pra você. TÃNIA: É verdade agora tenho duas a do céu e minha madrasta. FÁBIO: Vamos cada um dar um abraço e um beijo em nossa mãe. LOIDE: E dizer parabéns mamãe pelo seu dia. SANTO: Vamos dizer todos nós, eu amo você mamãe. JAIME: E você Paulo, o que vai dar sua mãe? PAULO: Um enorme abraço e um beijo. A CHEGADA DOS PORTUGUESES NO BRASIL. REI DE PORTUGAL: Pedro. A pimenta do reino, a canela e outros temperos estão acabando na despensa do palácio, precisa ira até a Índia comprar. PEDRO: Majestade como farei para passar com os navios no meio desta guerra? REI DE PORTUGAL: Ralhos procurem outros caminhos, eu quero temperos. PEDRO: Iremos zarpar imediatamente majestade. MARINHEIRO: Capitão parece que estamos perdidos. PEDRO: Acalmem-se logo-logo chegaremos à Índia. MARINHEIRO: Capitão as mercadorias estão acabando e nem sinal de terra. PEDRO: Marinheiros terra a vista. MARINHEIRO: Capitão as matas são diferentes. MARUJO: Olhe uma multidão de pessoas nuas a beira da praia. PEDRO: Pelo que lembro quando estive aqui pela ultima vez havia um povo diferente. MARINHEIRO: Olhem estão todos nus e não fala nossa língua. PEDRO: É muito fácil de comunicar-se com estas pessoas, peguem bebidas e ofereçam a eles. MARINHEIRO: Olhem capitão estão bebendo e parecem gostarem. PEDRO: Na verdade aqui não é a Índia, estamos em outra terra muito diferente, precisamos ir até o rei desta terra. MARINHEIRO: Olhe lá capitão parece que o rei deles é aquele todo enfeitado ali. PEDRO: Senhor rei, sou o comandante destes três navios e estou aqui a procura de temperos. MARINHEIRO: Capitão eles não entendem nada do que falamos. PEDRO: Que lugar lindo, a floresta esta intacta e este povo parece não entender nada, vou imediatamente entrar em contato com o rei de Portugal e confiscar estas terras. MARINHEIRO: Capitão como faremos isto? PEDRO: Vamos voltar imediatamente. MARINHEIRO: E o ouro que eles nos deram? PEDRO: Peguem tudo para mostrarmos o rei às riquezas que existe aqui nesta terra desconhecida habitada por estes selvagens. MARINHEIRO: Senhor eles tem costumes diferentes dos nossos são seres humanos como nós. PEDRO: Seres humanos marinheiro? Parecem mais animais, se dormimos quem sabe eles nos comem no jantar. MARINHEIRO: Vamos voltar marinheiros, tomar vinho do porto e rever nossas esposas e filhos. PEDRO: Salve o rei. REI: Não vejo o porquê de tanta alegria, onde estão os temperos? PEDRO: Achei coisa muito melhor majestade. REI: Diga logo Pedro, que ralhos tu achastes? PEDRO: Terras e ouro majestade, muitas terras e muitos ouros. REI: Isso muito me interessa, Portugal está à beira da falência com esta maldita guerra. PEDRO: Podemos voltar para aquela terra e apossar-se dela e dos ouros que lá existem. REI: Mas como faremos isto Pedro? PEDRO: É muito simples, tomemos aterra daqueles selvagens e usamo-los como escravos na mão de obra. REI: É uma boa idéia, levaremos estes apenados inúteis e colocamos para cultivarem as terras e ficamos todos ricos a custa destes idiotas. PEDRO: Ótima majestade e o que estamos esperando. REI: Vou ordenar imediatamente a invasão destas terras e colonizá-las. COLONIZADORES. Já dividimos as terras e logo-logo teremos nossas rendas. MENSAGEIRO: Meu rei. REI: Diga logo homem o que está acontecendo? MENSAGEIRO: Os latifundiários começaram a usar os selvagens na mão de obra forçada, mas eles fogem e até se matam para não trabalharem. REI: Diga a eles que mudem de estratégias, contratem navios para buscarem negros da África para suprir o lugar dos selvagens. CAPITÃO: Vamos buscar os negros marinheiros. REI: E daí capitão como foi à viagem? CAPITÃO: Foi boa rei, mas muitos negros morreram na viagem. REI: Não importa. O mais interessante é que tomamos as terras daqueles selvagens. A IMPORTANCIA DA LEITURA NA VIDA DOS SERES HUMANOS. CARLA: Bom dia professora. PROFESSORA: Bom dia querida, dormiu bem? CARLA; Foi ótimo professora, até sonhei com os anjos. PROFESSORA: Vamos para sala. CARLA: Professora pra que aprender a ler? PROFESSORA: Na sala explico para todos. CLASSE: Bom dia professora. PROFESSORA: Queridos alunos a coleguinha Carla perguntou quando cheguei pra que aprender a ler. NINA: Aprender a ler é pra saber o que está escrito nos livros. MARIA: Aprender a ler é saber o que está escrito nos jornais. FERNANDA: É pra saber o que está escrito nas cartas. DIANA: É pra poder arrumar um bom emprego. MARCOS; É pra poder saber pra onde vai> JONAS: É pra saber contar dinheiro. MILTON: É pra ser alguém na vida e não ser passado para traz. PEDRO: É pra não sermos enganados pelos políticos. JOÃO: Meu pai disse que pra ser esperto é preciso saber ler. PROFESSORA: Tudo isto que disseram tem a ver com saber ler, mas o mais importante de saber realmente ler é poder estar preparados para ser um verdadeiro cidadão compromissado com as ações do seu país. COMO DESENVOLVER O GOSTO PELA LEITURA: KEILA: Porque está tão triste amiga? SOLANGE: Dou tudo o que tenho em minha sala e meus alunos não gostam de ler. LEILA: Já que entrei nesta conversa eu não sei o que faço para que meus alunos passem a gostar de ler. MARTA: Eu já não digo nada, meus alunos só querem brincar. KEILA: Colegas não desesperem. JOANA: Você diz com esta calma e ainda diz não se desesperem. MARTA: A colega deve estar brincando com a gente diante de um problema grave deste. KEILA: Não estou brincando. SOLANGE: Como assim, pode se explicar melhor. KEILA: Com todo prazer. MARTA: Diga logo mulher e acaba com este suspense. KEILA: Vou tentar explicar com uma comparação. JOANA: Diga colega esta comparação. KEILA: O cozinheiro de um restaurante, cozinha durante o dia para varias pessoas diferentes. SOLANGE: Vá logo ao ponto colega. KEILA: O cozinheiro cozinha pra várias pessoas e tem que satisfazer a todos os clientes. SOLANGE: Ainda não entendi o que o cozinheiro tem a ver com leitura. KEILA: Deixe-me explicar gente. SOLANGE: Desculpe continue. KEILA: Se o cozinheiro precisa saber agradar a todos os clientes assim também tem de ser o professor. MARIA: Estou começando entender. KEILA: O professor precisa usar todas as técnicas necessárias para chamar a atenção do aluno para a leitura. MARIA: Quer dizer que ele não pode ensinar da mesma forma para todos. KEILA: Isto mesmo colega. O professor deve usar uma técnica pedagógica e se não der certo mude de posição. MARIA: Tem alunos que aprende e têm outros que não conseguem. SOLANGE: Agora entendi, devemos conduzir os alunos ao texto que eles gostam. MARIA: Se o aluno gosta de paródia faça com que ele leia, produza e até mesmo publique no mural da escola. SOLANGE: KEILA: Mas como farei para aplicar o conteúdo escolar? KEILA: Para contemplar as atividades propostas no conteúdo escolar existe a Interdisciplinaridade SOLANGE: Que quer dizer isto companheira? KEILA: Quer dizer que com um simples texto você pode trabalhar todas as disciplinas e isto depende muito das técnicas usadas em sala de aula. MARIA: Agora entendemos colega e vamos começar hoje mesmo trabalhar desta forma. KEILA: É isto mesmo colega e depois você vai ver a diferença. SOLANGE: Keila você não sabe da melhor. KEILA: Conte a nova amiga. SOLANGE: A semana passada, passei uma atividade para casa pedindo aos alunos que escrevessem algumas coisas como tarefa que eles mais gostavam de escrever, imagine. KEILA: Posso imaginar o resultado. SOLANGE: Produziram paródias, contos, poesias, versos, músicas, até receitas. KEILA: Viu o resultado, agora bola pra frente e verá o sucesso. AS DEZ VIRGENS E O ENCONTRO DO ESPOSO PARA AS BODAS. PAI S DAS NOIVAS: Preparam-se, hoje é o grande dia de irem encontrar com o noivo. AS NOIVAS: É verdade, estamos ansiosas por este momento. PAI S DAS NOIVAS: Arrumaram tudo para a viagem? AS VIRGENS: Sim, arrumamos. SENTINELA: O que querem aqui/ AS VIRGENS: Estamos à espera no noivo, podemos esperar aqui? SENTINELA: Pode sim, mais ele pode demorar não se sabe. AS VIRGENS DESPREPARADAS. Vamos encostar aqui, já é tarde. AS VIRGENS PREVENIDAS: Vamos deixar nossas lâmpadas acesas e olhem bem se tem azeite de reserva, de repente o noivo demore e não nos pegue desprevenidas. AS VIRGENS DESPREPARADAS. Que nada, ele vai chegar logo. AS VIRGENS PREVENIDAS: Pode ser que isso aconteça, mas é melhor estarmos prevenidas. AS VIRGENS DESPREPARADAS. Nos não trouxemos azeite de reserva não, porque ele logo virá e não precisaremos de reserva. AS VIRGENS PREVENIDAS: Se vocês tenham tanta certeza assim então vão dormir que nós também queremos descansar até que o noivo chegue. AS VIRGENS DESPREPARADAS. Está bem, boa noite, que as melhores consigam. AS VIRGENS PREVENIDAS: Que Deus tenha piedade de vós. SENTINELA: Acordem o noivo está chegando. AS VIRGENS PREVENIDAS: Meninas o noivo está chegando, preparem as lâmpadas. AS VIRGENS DESPREPARADAS. As nossas lâmpadas secaram o azeite. O que faremos agora? AS VIRGENS PREVENIDAS: Prevenimos vocês quando chegar, mas disseram que o noivo ia chegar logo. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Por favor, nos ajudem! AS VIRGENS PREVENIDAS: Em que podemos ajudá-las? AS VIRGENS DESPREPARADAS: Dei-nos um pouco do vosso azeite. AS VIRGENS PREVENIDAS: Não podemos ajudá-las, se dermos do nosso azeite vai faltar para nossas lâmpadas. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Ajude-nos pelo menos a achar nossas lâmpadas, nessa escuridão. AS VIRGENS PREVENIDAS: Isto pode fazer, mas só isto. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Pelo menos vendam um pouco do vosso azeite. AS VIRGENS PREVENIDAS: De maneira alguma venderemos de nosso azeite. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Mas o que faremos então? AS VIRGENS PREVENIDAS: Vão até o mercado e comprem azeite. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Ajude-nos. AS VIRGENS PREVENIDAS: Não podemos fazer nada, se vendermos do nosso azeite vai faltar tanto para nós e para vocês, portanto vão comprar no mercado. AS VIRGENS PREVENIDAS: Vamos meninas encontrarem o noivo. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Meu vestido agarrou em um pau, ajudem-me. AS VIRGENS PREVENIDAS: Senhor abra-nos a porta. O NOIVO: Quem sois vós? AS VIRGENS PREVENIDAS: Somos as virgens prevenidas senhor. NOIVO: Deixem as entrar para as bodas, são minhas convidadas. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Como esse mercado é longe. NOIVO: E as outras virgens ainda não chegaram? AS VIRGENS PREVENIDAS: Não senhor. NOIVO; O que aconteceu com elas? AS VIRGENS PREVENIDAS: Os azeites das suas lâmpadas acabaram e elas foram ao mercado comprar. NOIVO; Quantas vezes meus mensageiros avisaram que não deviam faltar azeite em suas lapadas e elas não deram crédito. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Senhor o senhor tem azeite para nos vender? O azeite das nossas lâmpadas acabou. MERCADOR: Tenho sim. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Vamos meninas encontrarem o noivo. AS VIRGENS PREVENIDAS: Que festa linda, e que lugar maravilhoso. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Senhor, chegamos, abra-nos a porta. NOIVO; Quem sois vós? AS VIRGENS DESPREPARADAS: As virgens que foram comprar azeite senhor, abra-nos a porta. NOIVO: Apartai-vos de mim. Eu não vos conheço. AS VIRGENS DESPREPARADAS: Mas Senhor, nós pregamos em seu nome, expulsamos demônios e fizemos até milagres. NOIVO: Agora é tarde de mais. As portas já foram cerradas, Não há mais jeito para vocês, terão que receber o castigo. AS VIRGENS DESPREPARADAS: O Senhor o que será de nós? NOIVO: Tiveram muito tempo para fazerem o bem e não o fizeram. A VIDA DE LUANA MARTA: Acorde filha é hora de levantar, escovar os dentes, tomar café e arrumar para ia há escola. LUANA: A mãe, ainda é cedo. MARTA: Não querida, o sol está alto, levante. LUANA: Está bom mãe, já vou. MARTA: Filha, leve o lanche, não esqueça. LUANA: Não quero levar lanche. MARTA: O que foi minha filha, você sempre levou o lanche e nunca reclamou? O que está acontecendo agora? LUANA: Mãe! Não sou mais uma criancinha para ter de levar lanche para a escola. MARTA: Há, então é isto, está se achando uma moça não é? LUANA: É que minhas amiguinhas ficam zombando de mim, dizendo que eu não tenho dinheiro para comprar lanche na cantina da escola. MARTA: Não ligue pelo que elas dizem não minha filha. LUANA: A senhora diz isto porque não é com a senhora. MARTA: Tenha calma minha filha, logo-logo seu pai vai receber uma promoção na firma e isto tudo vai melhorar, você vai poder comprar seu lanche, eu prometo. LUANA: Há mãe, conta outra, vem ouvindo isso desde que entendo por gente. MARTA: Tenha fé e paciência minha filha. LUANA: Fé e paciência são o que tenho tido a vida toda, já vou indo. MARTA: E daí filha como foi na escola hoje? LUANA: Uma porcaria mãe, minhas colegas continuam zombando de mim, não sei se vou agüentar isso por mais tempo não, qualquer hora dessas vou me mandar. MARTA: Não diga isto menina, eu e seu pai amamos muito você. LUANA: Que amor é este? Tenho que viver nesta miséria todos os dias. MARTA: Isto não é miséria minha filha, existe tantas pessoas vivendo de coisas encontradas nos lixos, nós temos nossa casa, seu pai tem emprego. LUANA: Porcaria de emprego dá muito mal para comer e mais nada. MARTA: Olhe aqui moça, está na hora de você começar a ter responsabilidade, começando por arrumar a sua cama ok. LUANA: Arrumar cama, eu vou procurar um lugar onde posso viver melhor, adeus mamãe. JONAS: O que foi mulher? Porque está chorando? MARTA: Nossa filha foi embora. JONAS: Foi embora porque mulher? MARTA: Há Jonas, ela vem dizendo há dias que suas amigas zombam dela por não ter dinheiro para comprar lanche na cantina da escola. JONAS: Meu Deus! O que ela queria, mas vivendo uma vida de classe média inferior como a nossa. MARTA: Há! Jonas! Ela queria ser como suas coleguinha ricas. JONAS: Mulher, nós devemos a aprender a viver com o que temos e agradecer a Deus por ter casa e emprego e não querer imitar os outros. MARTA: O querido, eu sei disso, mas ela é que não quer entender. JONAS: Tenha fé, daqui a pouco ela entra por aquela porta, ela nunca saio de casa e depois sempre viveu sem fazer nada em casa. MARTA: Não sei, mas pareceu muito decidida. JONAS: Marta a Luana já voltou? MARTA: Voltou nada, estou desesperada, não seu onde minha filha dormiu esta noite. CAROL, MÃE DA COLEGA DE LUANA: Olhe aqui garota, esta noite você dormiu em minha casa para não dormir na rua, mas agora cedo você volte para sua casa, ou procure outro lugar para ficar. LUANA: Não se preocupe dona, vou procurar outro lugar, mas para aquela casa pobre eu não volto. CAROL: Garota volte para a casa de seus pais, eles são pessoas humildes na verdade, mas são honestos e gostam muito de você. LUANA: Eu sei disso, mais o problema é que eu não agüento viver nesta pobreza. CAROL: Continuo dizendo, volte para seus pais. LUANA: Não se preocupe dona Carol, não vou ficar aqui, já vou indo. CAROL: Que menina sem juízo. A vida vai lhe ensinar. LUANA: Vou procurar um emprego, mas para aquela casa não volto. MARTA: Meu Deus! Onde será que está minha filha? JONAS: Há mulher, nossa filha até agora não voltou. LUANA: Bom dia, vocês não estão precisando de pessoas para trabalhar? KATIA: O que você sabe fazer? LUANA: Olhe, eu nunca trabalhei não, mas posso aprender. KATIA: Sinto muito, estamos precisando de moças com experiências. LUANA: Bom dia senhora. MARIA: O que deseja moça? LUANA: Estou procurando um trabalho e estou com muita fome. MARIA: O que você sabe fazer? LUANA: Bom, eu nunca trabalhei, mas posso aprender. MARIA: Moça eu não tenho trabalho para alguém que nunca trabalhou, estou vendo que é menor de idade, volte para casa e aprenda a trabalhar com sua mãe e depois vai procurar emprego. LUANA: Dona Maria, por favor, dê um trabalho para que eu possa ganhar algo para viver. MARIA: Sinto muito, moça, pegue esta sobra de comida e vai. LUANA: Que situação, pelo menos em minha casa tinha comida, mas não volto atrás. CAROL: Oi Luana, ainda está na rua? Não voltou para casa? LUANA: Eu já disse que não vou voltar. CAROL: Você é quem sabe. LUANA: Está anoitecendo, estou com fome, acho que vou deitar ali embaixo daquele viaduto. MENDINGO: Hei mocinha, este lugar é meu, saia já daí. LUANA: Vou dormir naquela calçada. MARTA: Jonas? Vamos a igreja rezar quem sabe ela volte para casa? JONAS: Está bem, vou vestir a roupa. MARTA: Jonas! Aquela ali deitada na calçada não é a Luana? JONAS: Marta é ela mesma,, vamos até lá. MARTA: Luana! LUANA: A mãe e pai perdoem sua filha, por favor, e deixe me voltar para casa, prometo ouvir vocês e nunca mais dizer aquelas coisas. MARTA e JONAS: Volte minha filha, nós amamos você e fazemos o que podemos, não somos ricos, mas nunca faltou comida e casa para morar. LUANA: É verdade e isto serviu de lição, lugar bom e o lugar onde moramos por mais humilde que seja. MARTA e JONAS: Que bom filha, vamos para casa, tome um belo de um banho e mate sua fome. UM DOS MILHÕES DE JOVENS ENVOLVIDO COM DROGAS. MÃE: Carlos sabe que horas são? CARLOS: É claro que sei mãe. MÃE: Ainda reponde-me deste jeito. Isto são horas de chegar a casa? E por cima caindo de bêbado? PAI: Eu nunca pensei que isto pudesse acontecer que exemplo de pai eu fui? MÃE: Tenha calmo meu velho, ele pode mudar para melhor, isso é só uma faze da adolescência, com o tempo passa. PAI: É difícil mulher. O problema é que ele além de estar bebendo está usando outras drogas. MÃE: Eu não posso acreditar no que estou ouvindo. PAI: Pois é mulher, sinto muito em ter de dar esta noticia, mas é a pura verdade. MÃE: Isto eu não podia imaginar homem. PAI: É muito triste de dizer mais nosso filho tornou-se dependente de drogas, e tem mais ele anda com uma gangue muito perigosa. MÃE: Filho, preciso muito falar com você. CARLOS: Espero que a senhora não venha intrometer-se em minha vida, eu sou bem grandinho e dono do meu nariz, não sei se a senhora tenha percebido isto. PAI: Filho, preste bem atenção, estes seus amigos são da pesada. Eles podem lhe prejudicar. CARLOS: Que nada meu pai, não vejo nada disso, vocês são uns antiquados e atrasados. PAI: Até que você tem um pouquinho de razão em tudo isto, podemos ser antiquados mas amamos nossa vida e temos caráter. CARLOS: Não agüento mais este blá…blá… blá…Vou procurar minha turma, estes sim, são meus amigos, não metem os narizes em minha vida. PAI: Ó mulher! O que vamos fazer? Nosso filho está mesmo perdido. AMIGOS DE CARLOS: Carlos, hoje é dia de sua iniciação. CARLOS: Não estou entendendo, de que vocês estão falando? AMIGOS DE CARLOS: Não se faça de bobo rapaz, entrou na gangue, tem que fazer de tudo. CARLOS: O que eu tenho que fazer? AMIGOS DE CARLOS: É deste jeito que gostamos. Você vai ter de assaltar aquela joalheria. CARLOS: Espere ai, vocês não disseram isso no começo, pensei que fosse só usar o bagulho e ficar doidão. CHEFE DA GANGUE: Olhem ai pessoal, ele é mesmo um bobinho. Olhe aqui cara, estes bagulhos custam dinheiro, faça logo o que estamos mandando se não fosse vai se dar mal. CARLOS: Tenham calma pessoal, já estou indo. CHEFE DA GANGUE: Sujou pessoal, corram. GANGUE: E o Carlos, não pode deixá-lo sozinho. CHEFE DA GANGUE: Deixe este idiota se danar. POLICIA: Levante as mãos, vagabundo. CARLOS: Ai, meu Deus, quebrou minha perna. POLICIA: Você deu sorte, vagabundo, em poder estar vivo. Leve ele pra cadeia. PAIS: Mulher atenda ao telefone, pode ser importante há essas horas. MÃE: O Carlos foi preso. PAI: Diga logo. O que aconteceu. Porque ele foi preso? MÃE: O delegado disse que ele foi preso por assaltar uma joalheria. PAI: Eu já esperava por isto, eu sinto muito, mais ele vai ter que arcar com as conseqüências para aprender a dar valor à vida. .PAI E MÃE: Meu filho, o que você fez. Quanto que nós o aconselhamos, mas você não nos ouviu. CARLOS: Há meus pais, foi uma grande lição, quando sair daqui, vou procurar uma clinica, e prometo que nunca mais farei isto. .PAI E MÃE: Deus seja louvado meu filho, será a melhor noticia de toda a nossa vida. O CISNE ENCANTADO ROMEU: Meu Deus! Será que estou sonhando ou tendo uma visão dos céus? ROBSON: Amigo sentir-se tão radiante e feliz? ROMEU: Não estas vendo amigo? Ou está cego de coração que não consegue enxergar tão sublime beleza. ROBSON: Onde Romeu? Deves estar louco, não consigo ver nada. ROMEU: Tu não vês o resplendor das águas. ROBSON: Onde amigo? Há sim agora posso ver. Um lindo Cisne nadando sobre as águas. ROMEU: Meu Deus! Quanta ignorância. Não é um Cisne é uma bela moça se banhando no lago. ROBSON: Meu amigo, sinceramente não consigo ver uma moça, mas um Cisne. ROMEU: Espere um pouco, quando ela terminar o banho vou levar você até ela. ROBSON: Está bem amigo se você diz não vou discutir, vamos ate lá. ROMEU: Pronto Robson, ela esta saindo. Vamos. CISNE: Há, há, há, há, há. ROMEU: Ela fugiu, deve ter assustado. ROBSON: Amigo eu só consegui ver um Cisne, mas se você disse que era uma garota linda vamos até a cidade pedir informação sobre ela. ROMEU: Então vamos amigo. SENTINELA: Olá forasteiros. Procuram alguma coisa ou por alguém. ROBSON: Senhor. Queremos saber sobre um belo Cisne que banhava naquele lago. ROMEU: Não senhor não era um Cisne, mas sim uma bela moça, a mais bela que já vi. SENTINELA: Há senhores! Conta os antigos moradores desta cidade que neste lago havia um palácio. ROMEU: Palácio! Meu senhor conte-nos esta história? SENTINELA: Bem, o povo diz que havia uma princesa muito linda e foi transformada nesse Cisne que vocês viram com uma tiara enfeitiçada na cabeça. ROMEU: Cine não! Eu vi uma bela moça, quero dizer a princesa encantada. SENTINELA: Bem, continuando a história. A princesa virou um Cisne e seu reino transformou-se neste lago. ROMEU: Senhor, não há nada que se possa fazer? SENTINELA: A sim, e claro. Segundo a lenda, quem conseguir ver a princesa e capturá-la o tirando a tiara, quebra o feitiço e seu palácio aparece novamente. ROMEU: Obrigado senhor pela informação. Eu e meu amigo vamos capturá-la. ROBSON: Você deve estar brincando ou ficando maluco em acreditar nesta lenda. Não vou ficar aqui com você para pegar um Cisne. Isto é coisa de idiota. ROMEU: Por favor, amigo, não me abandone agora, preciso muito de sua ajuda. ROBSON: Esta bem. O que agente não faz por um amigo. ROMEU: Robson. Vou comprar uma tarrafa bem grande e quando ela descer as águas você lança a tarrafa e eu arranco a tiara da cabeça ela, combinado. ROBSON: Esta bom, Romeu, mas continuo achando esta história uma loucura. ROMEU: Legal Robson, sua opinião não faz diferença, o que importa é capturá-la. ROMEU: Prepare-se Robson, ela vem descendo, é agora. ROBSON: Vai Romeu tire a tiara. ROMEU: Pronto tirei. ROBSON: Romeu é mesmo, uma linda princesa! ROMEU: Não lhe falei, não quis acreditar em mim. ROBSON: Agora eu acredito Romeu. PRINCESA: Meu Deus quem são vocês? ROMEU: Calma princesa, eu sou o Romeu e este é o meu amigo Robson, eu quebrei o feitiço tirando a tiara de sua cabeça. PRINCESA: Meus heróis vejam! Meu palácio esta emergindo das águas. Olhem meus súditos. SUDITOS: Viva a princesa, e viva o rei. REI: Meus filhos, vocês salvaram este reino, e quem quebrou o feitiço casará com a princesa. ROMEU: Robson, você será meu escudeiro. OS ANIMAIS E A PESTE O REI LEÃO: A turma lá do céu deve estar muito irritada com a gente para nos mandar um castigo deste. A CORUJA: O que você acha que podemos fazer? O REI LEÃO: Vamos tentar reconquistar a confiança de Deus oferecendo-lhe um sacrifício. O CHACAL: E quem, deve ser sacrificar majestade? O REI LEÃO: Aquele que, na sua vida cometeu mais erros. A CORUJA: Como faremos isto majestade? O REI LEÃO: Cada um de nós deverá publicamente tudo que fez de errado. A TARTARUGA: E quem vai começar? O REI LEÃO: Começarei por mim. O REI LEÃO: Sou guloso e devorei muitos carneiros. A RAPOSA: Isso não foi erro majestade, são inúteis. O TIGRE: Também errei, comi carneiros e pessoas que andavam na floresta. A RAPOSA: O senhor fez uma boa ação impedindo que eles destruíssem a floresta. O URSO: Também devorei muitos homens. A RAPOSA: O que isso companheiro, não fez mais que sua obrigação, defendendo nossos direitos. O BURRO: Meu erro foi comer verdura da horta do convento. TODOS OS ANIMAIS: Que horror, onde se viu isto, comer as verduras, isto é um pecado mortal. O REI LEÃO: Foi por sua culpa que os animais estão morrendo. A TARTARUGA: O que devemos fazer com ele majestade? Qual o castigo? O REI LEÃO: Vou ter de consultar o Júri. O REI LEÃO: Qual a punição deve aplicar ao burro, senhores Jurados. O JURI: Majestade. Um pecado desta dimensão, a única punição deverá ser a morte. O REI LEÃO: Muito bem pessoal, então que o burro morra. BURRO: Más, majestade, vocês comeram carneiros, homens e outros animais, e eu só comi alguns pés de verduras? O REI LEÃO: Não interessa aqui quem determina quem vai morrer ou viver sou eu. A RAPOSA: É isto ai majestade, errou tem que pagar. O BURRO INSATISFEITO LAVRADOR: SEU ANTÔNIO: Já estou cansado de carregar verduras para a cidade, vou comprar um animal. VENDEDOR DE ANIMAIS: SEU CARLOS: Olá seu Antonio, tenho um ótimo burro para lhe vender. SEU ANTÔNIO: É mesmo, vamos ver o burro. SEU CARLOS: Ai está ele, é forte, agüenta carga. SEU ANTÔNIO: Gostei do burro. Quanto quer por ele? SEU CARLOS: Bom, faço uma troca, você me traga dez sacas de milho e o burro é seu ok. SEU ANTÔNIO: Está bem, negocio feito. SEU ANTÔNIO: Vamos burro. Vou tratar você muito bem. Darei um lugar para você morar e bastante capim verdinho. BURRO: Fazer o que, burro nasceu pra sofrer. SEU ANTÔNIO: Graças a Deus agora vou descansar um pouco, não vou mais precisar carregar as verduras até a cidade. BURRO: É você descansa e eu carrego as cargas, que vida. SEU ANTÔNIO: Chegamos amigo. Aqui é sua casa e ai está sua comida. SEU ANTÔNIO: Levanta burro, vamos para a cidade levar as verduras para a feira. BURRO: Que infeliz sou eu! Tenho que acordar todos os dias cedo para carregar verduras. Ai que triste sorte a minha! DONA SORTE: Oi burro! Estou com pena de você,vou arrumar outro trabalho para você. BURRO: Que bom dona sorte, eu já não agüento mais esta vida. DONA SORTE: Burro, este é seu trabalho, você vai ficar aqui dentro vigiado estes couros. BURRO: Só isso dona sorte, que legal. DONA SORTE: Adeus burro, bom trabalho. BURRO: Já não agüento mais ficar preso neste lugar escuro e fedendo a couro. Antes era melhor. BURRO: Dona sorte, por favor, tenha piedade de mim me ajude. DONA SORTE: Oi burro! Chamou-me. BURRO: Sim dona sorte é que não estou agüentando este cheiro de couro e esta escuridão. DONA SORTE: Bem, burro, vou arrumar outro serviço para você em uma carvoaria no ar livre, ok. BURRO: Que sacos pesados, não estou agüentando esta vida, que sofrimento. Antes era bem melhor. DONA SORTE: Ó! Burros tolos já perderam a paciência com você. Você pensa que é o único ser do mundo que tem problema? BURRO: Por favor, tenha misericórdia de mim dona sorte. DONA SORTE Agora se vire, tenho pedidos muito maior para atender. OS ANIMAIS E A PESTE O REI LEÃO: A turma lá do céu deve estar muito irritada com a gente para nos mandar um castigo deste. A CORUJA: O que você acha que podemos fazer? O REI LEÃO: Vamos tentar reconquistar a confiança de Deus oferecendo-lhe um sacrifício. O CHACAL: E quem, deve ser sacrificar majestade? O REI LEÃO: Aquele que, na sua vida cometeu mais erros. A CORUJA: Como faremos isto majestade? O REI LEÃO: Cada um de nós deverá publicamente tudo que fez de errado. A TARTARUGA: E quem vai começar? O REI LEÃO: Começarei por mim. O REI LEÃO: Sou guloso e devorei muitos carneiros. A RAPOSA: Isso não foi erro majestade, são inúteis. O TIGRE: Também errei, comi carneiros e pessoas que andavam na floresta. A RAPOSA: O senhor fez uma boa ação impedindo que eles destruíssem a floresta. O URSO: Também devorei muitos homens. A RAPOSA: O que isso companheiro, não fez mais que sua obrigação, defendendo nossos direitos. O BURRO: Meu erro foi comer verdura da horta do convento. TODOS OS ANIMAIS: Que horror, onde se viu isto, comer as verduras, isto é um pecado mortal. O REI LEÃO: Foi por sua culpa que os animais estão morrendo. A TARTARUGA: O que devemos fazer com ele majestade? Qual o castigo? O REI LEÃO: Vou ter de consultar o Júri. O REI LEÃO: Qual a punição deve aplicar ao burro, senhores Jurados? O JURI: Majestade. Um pecado desta dimensão, a única punição deverá ser a morte. O REI LEÃO: Muito bem pessoal, então que o burro morra. BURRO: Más, majestade, vocês comeram carneiros, homens e outros animais, e eu só comi alguns pés de verduras? O REI LEÃO: Não interessa aqui quem determina quem vai morrer ou viver sou eu. A RAPOSA: É isto ai majestade, errou tem que pagar. A ASSEMBLÉIA DOS RATOS: O GATO PERCIVAL: Bem pessoal já estou na idade de me casar, vou sair para procurar uma noiva. OS RATOS: Devemos bolar uma estratégia para tira este gato assassino do nosso caminho. O RATO JUNIOR: Em minha experiência de rato, acho que deveríamos consultar alguém mais experiente, alguém que já passou por isto antes. O RATO FREDERICO: Olhe, meu avô é aposentado dos exércitos dos ratos e já participou de várias guerras contra gatos assassinos. O RATO JUNIOR: Ótimas idéias Frederico, Vão falar com seu avô. OS RATOS: Boa noite senhor. AVÔ DE FREDERICO: Boa noite crianças. O que desejam? OS RATOS: Há senhor, soubemos que tem muita, experiências em combate de guerra contra gatos e viemos para nos instruir. AVÔ DE FREDERICO: Verdade crianças, mas já estou velho, não agüento mais brigar. OS RATOS: Está bem senhor, só queremos conselho. AVÔ DE FREDERICO: Bem isto eu posso fazer. AVÔ DE FREDERICO: Pois bem contem o que querem que eu diga? OS RATOS: Bem senhor, apareceu um gato assassino em nossa comunidade e está tirando nosso sossego. AVÔ DE FREDERICO: É pelo que fiquei sabendo ele sempre ataca de surpresa. JUNIOR: Ele sempre chega quando estamos despercebidos e pega e devora um de nossos irmãos. MARQUINHOS: Tenho uma idéia. JUNIOR: Qual a idéia cabeças oca? MRQUINHOS: Não me chame de cabeça oca, se não eu quebro sua cara. AVÔ DE FREDERICO: Tenham clama criança, não devemos brigar uns com os outros, nosso inimigo é o gato Percival. AVÔ DE FREDERICO: Fale Marquinhos, qual o seu plano? MARQUINHOS: E se alguém amarrar um sininho no rabo dele. AVÔ DE FREDERICO: Seria uma ótima idéia, más quem faria isto? Você? OS RATOS: Eu não: Eu não: Eu não: Eu não: Eu não: Eu não: Eu não: Eu não: AVÔ DE FREDERICO: Bem pessoal esta idéia está descartada, vamos partir para outra. PERCIVAL: Hoje estou muito feliz, procuro uma bela gata para casar, se encontrar um rato deixarei o ir. PERCIVAL: E daí gatinha estou procurando uma noiva, quer me dar a honra? AGATA FLORINDA: Sai pra lá seu grosso, acha mesmo que quero um estúpido igual a você? PERCIVAL: Puxa vida, as gatinhas não querem saber de mim, vou tentar mais uma vez. PERCIVAL: E daí gatinha, o que achou do Percival quer ser minha namorada? A GATA JULIANA: Sai de mim cafona, gosto de gato inteligente e educado, bicho horrível. PERCIVAL: Vou voltar pra minha toca e devorar todos aqueles ratos imbecis. AVÔ DE FREDERICO: Crianças. Acho que a melhor forma de livrar-se deste gato é fazer uma armadilha. JUNIOR: Que tipo de armadilha? E depois de pegarmos ele o que faremos? AVÔ DE FREDERICO: Calma menino, uma coisa de cada vês. Primeiro vamos pegar ele e depois decidimos o que fazer. AVÔ DE FREDERICO: Vamos armar uma rede e apanhar o bichano. FREDERICO: E como ele cairá na armadilha? AVÔ DE FREDERICO: Bem crianças, para isso um de vocês deverá servir de isca. FREDERICO: Mas, vovô ele não vai devorar quem estiver lá? AVÔ DE FREDERICO: Não, nada disso, quando ele chegar perto da isca, cairá na armadilha. OS RATOS: É isso ai, vamos acabar com este gato. JUNIOR: Sendo assim eu topo ser a isca. OS RATOS: Vamos construir a armadilha. AVÔ DE FREDERICO: Bem crianças a armadilha está pronta é só esperar. PERCIVAL: Miauuuuu….miauuuuuuuu…..miauuuuuuuu.Malditos ratos, eu saio daqui e devoro vocês. OS RATOS: Não sai mesmo, você vai ficar ai até a aprender. PERCIVAL: Estou com fome e sede, por favor, solte-me, prometo que não vou fazer mal a vocês. OS RATOS: Percival é difícil, nós não confiamos em você, você nos persegue desde que chegou aqui neste bairro. PERCIVAL: Mas agora aprendi a lição, vou comer somente comida que os humanos comem. OS RATOS: Está bem Percival só soltamos você se você aceitar cortar suas unhas. PERCIVAL: Está bem aceito, podem cortar. FREDERICO: Aqui está à tesoura, vamos cortar. PERCIVAL: Ai minhas unhas ficaram feias, mais está bem amigos vou cumprir com minha palavra até mais. OS RATOS: E daí Percival, como está a vida de gato doméstico? OS RATOS: Está ótima, não tenho que sair a noite para caçar, é só dormir. Obrigado amigos. O CAMPONÊS E O CAVALEIRO: CAMPONÊS: Que maravilha, estas verduras estão lindas. LEBRE: A que verduras lindas, devem ser deliciosas, vou pegar uns pesinhos, não vai fazer falta são muitos. CAMPONÊS: Meu Deus! Alguém está roubando minhas verduras, deixe-me ver, olhe rastos de lebre. CAMPONÊS: Vou fazer uma armadilha para pegar este bicho. LEBRE: Tenho que ter cuidado, este homem é mal, fez armadilhas para pegar-me. CAMPONÊS: Não pode ser este bicho parece adivinhar, comeu as verduras e não caiu na armadilha. VIZINHO: Bom dia senhor, como vai sua horta? CAMPONÊS: Há! Vizinho está a cada dia pior. Uma infeliz lebre está roubando todas as minhas verduras. VIZINHO: Porque o senhor não faz uma armadilha para pega-la. CAMPONÊS: Já fiz, mas não adianta, ela parece adivinhar e desvia das armadilhas. VIZINHO: Acho que sei como pegar à danada. CAMPONÊS: A é! Como? VIZINHO: Conheço um cavaleiro muito famoso, ele irá pegar a danada. CAMPONÊS: Está bem, vou mandar um mensageiro atrás desse cavaleiro caçador. MENSAGEIRO: Bom dia senhor. O senhor é o famoso caçador desta redondeza? CAÇADOR: A sim, nunca perdi uma caçada. MENSAGEIRO: Pois bem senhor, meu patrão pediu para o senhor ir até sua propriedade pegar uma lebre que está destruindo sua horta. MENSAGEIRO Pois não moço pode ir adiante que eu estou indo pegar a danada. CAÇADOR: Bom dia senhor, seu criado disse que precisava de alguém para caçar uma lebre? CAMPONÊS: Preciso e pago muito bem. CAÇADOR: Amanhã bem cedo vou atrás da danada. CAMPONÊS: Pronto senhor pode vir com sua comitiva tomar café. CAÇADOR: Levante pessoal e peguem as arma e vamos tomar café para caçar a bicha. CAMPONÊS: Senhores! Até parece que vão caçar leões, com tantas armas. CAÇADOR: Senhores, antes de r iniciar o trabalho, queremos comer. CAMPONÊS: Aqui está frangos assado para todos; CAÇADOR: Senhor, e aqueles presuntos pendurados? Quero umas fatias, adoro presunto. CAMPONÊS: Maria pegue o presunto para o caçador e sua comitiva. MARIA; Meu esposo desse jeito estes homens vão comer todo o nosso estoque. CAMPONÊS: Calma querida o importante e pegar a lebre. CAÇADOR: A senhor mande um pouco para minha casa. MARIA; Querido não tem mais nada na despensa. CAÇADOR Agora vamos pegar a tal lebre safada. CAÇADOR: Olha ela pessoal, peguem os cavalos e soltem os cães. CÃES: Au…au…au…au..au. CAÇADOR: Pouuuu…pouuuu…pouuuuu..pouuuu. CAMPONÊS: Meu Deus estão destruindo toda a minha horta. Isto é uma catástrofe. CAÇADOR: Pronto morreu danado. CAÇADOR: Aqui está senhor quem destruía sua horta, está satisfeito? CAMPONÊS: Satisfeito! Vocês destruíram todas as minhas verduras e pergunta se estou satisfeito. O CHARLATÃO: CHARLATÃO: Tenho que inventar um meio de enganar, estes trouxas. MORADORES DO VILAREJO: Olhem! Uma tenda! É muito bonita, vamos até lá para ver. CHARLATÃO: Oi pessoal tenho o raro dom de ensinar qualquer coisa aos outros. UM NOBRE: É mesmo senhor. CHARLATÃO: Há sim! Posso até transformar um burro em um ser inteligente e sabido. NOBRE: Majestade! Chegou um sábio na cidade que disse que sabe ensinar até um burro a ser inteligente e sábio. REI: Vai até ele e convida-o a vir jantar comigo no palácio. [NOBRE]: [Mestre, sua majestade manda convida-lo a jantar com ele no palácio.] CHARLATÃO: Obrigado meu senhor com certeza irei. REI: Preparem um belo jantar que hoje tenho um convidado muito importante que virá jantar comigo. COZINHEIRO: Prepararei o jantar com muito cuidado. CHARLATÃO: Boa noite majestade, mandou chamar-me? REI: Sim mestre. Convidei para jantar e conversa um pouco. NOBRE: O sim mestre. O rei ficou muito interessado em seus conhecimentos em transformar burros em sábios. REI: Mestre eu tenho um burrico no estábulo que quero que o senhor faça dele um matemático. CHARLATÃO: Danou-se. REI: O que o mestre disse. CHARLATÃO: Não foi nada majestade é que estava pensando alto. REI: Olhe mestre se o senhor fizer isso nunca mais precisará trabalhar, vou fazer o senhor o homem mais rico do mundo. CHARLATÃO: Vossa Majestade manda e será feito. REI: Vou lhe pagar cem moedas de ouro por mês. Só que há uma condição. CHARLATÃO: Condição? REI: Sim! Não pense que irei pagar o senhor à toa. CHARLATÃO: Qual a condição majestade? REI: Se em dez anos o burro não for capaz de discutir com os matemáticos você será enforcado. CHARLATÃO: Trato feito majestade. Vamos começar as aulas. NOBRES: Ra.ra.ra.ra.ra.ra. Este homem vai se dar mal. CHARLATÃO: Ó majestade, o burro e eu somos velhos, daqui dez anos um de nós três terá morrido. E até lá viverei muito bem. COMO O CAVALO SE TORNOU SERVO DO HOMEM HOMEM: Olhem que belo animal, solto pela floresta. Se pudesse domaria para ajudar nos afazeres domésticos. CAVALO: Bom dia amigo Servo, como vai? SERVO: Tudo bem e você: CAVALO: Olhe Servo eu ganho de você na corrida. Vamos apostar. SERVO: Deixe de ser idiota não está vendo que ganho de você. CAVALO: Está bem seu idiota, não sou mais seu amigo. Daqui uma semana vamos correr e ver quem é o melhor. CAVALO: Homem! Apostei uma corrida com o Servo. Você acredita que o idiota acha que ganha de mim. HOMEM: Olhe meu amigo cavalo, estou preocupado. O Servo é acostumado a correr entre as matas. CAVALO: Homem! O que acha que devo fazer para eu ganhar do Servo? HOMEM: É muito fácil. É só você deixar montar em você, correrá e vencerá com certeza o Servo. CAVALO: Amigo coelho, o que você acha disso? COELHO: Não sei não, se fosse eu não aceitaria isto, amanhã o homem vai querer colocar você para fazer tudo o que quiser. CAVALO: Meu, amigo, tem que correr o risco, só não pode perder para o Servo. COELHO: Você é quem sabe amigo, a vida é sua. CAVALO: Está bem homem eu topo. HOMEM: Preciso colocar um cabresto e um freio para poder guiar você, ok. CAVALO: Está bem homem, o que quero é mostrar para aquele idiota daquele Servo que eu sou melhor que ele. HOMEM: Vamos em frente, isso, para direita. Pronto, ganhamos. CAVALO: Obrigado homem, agora vou para as, campinas. HOMEM: Campinas que nada, agora você será meu servo, fará tudo o que eu quiser. O SOFRIMENTO DE JÓ E SUA VITÓRIA:. DEUS: De onde vem Satanás? SATANÁS: De rodear a terra, procurando alguém para enganá-lo. DEUS: Tem visto o meu servo Jô? SATANÁS: Há sim ele está muito bem, tem uma ótima família e muita riqueza. DEUS: Você já viu alguém integro e justo como ele sobre todo este universo? SATANÁS: É claro que não, se ele tem tudo o de bom na terra, isso faz ser assim. DEUS: Que nada, você é que está com inveja porque não consegue encontrar nem uma falha nele. SATANÁS: Deixe-me tocar nos bens dele e em sua família para ver se ele não abandona o senhor. DEUS: Está bem para provar que meu servo é justo vou deixar que toque em sua família e em seus bens. SATANÁS: Está bem senhor, então vou começar a fazer isto agora mesmo. DEUS: Há sim só tem uma coisinha, não toque em nada a não ser em sua família e em seus bens. FILHO PRIMOGENITO: Meus queridos irmãos, hoje vão à casa de nosso irmão caçula participar com ele do banquete que nos preparou. 1º SERVO: Meu senhor estava arando a terra para plantar e vieram os Saduceus e mataram os trabalhadores e levaram os bois. 2º SERVO: Senhor caiu fogo do céu e queimou todas as ovelhas e os pastores. JÓ: Meu Deus! O que está acontecendo? 3º SERVO: Meu senhor! Os Caldeus mataram os vaqueiros e levaram todo o gado e camelos. 4º SERVO: Meu senhor! Seus filhos estavam na casa de seu filho caçula, e um vento derrubou a casa sobre eles e todos morreram. JÓ: Meu Deus! Piedade! Porque está acontecendo isto comigo? ESPOSA DE JÓ: Jô! O que é isto? Porque você está vestido assim? Como um maltrapilho. JÓ: Mulher! Tudo que tínhamos acabou. ESPOSA. Deixe de bobagem Jô. Acabou como? JÓ: Mataram nossos servos. Levaram nossas ovelhas, nossos camelos e nosso gado, e se isso não bastasse a casa caiu em cima dos nossos filhos e todos morreram. ESPOSA: Onde estava esse seu Deus que você venera tanto que não viu isto acontecer? JÓ: Não diga isto mulher, meu Deus é justo. Com certeza isto deve ser para nos provar nossa fé. ESPOSA: Você quer saber Jô, este seu Deus não se importa conosco. SATANAS: Que homem duro na queda, perdeu todos os seus bens e filhos e continua ainda confiando em Deus. MULHER: Jô! Pare com isso, seu Deus não está ligando. SATANÁS: A sim! Agora vou tocar em seu corpo, colocando uma terrível lepra pra ver se ele não deixe seu Deus. JÓ: Meu Deus que coceira horrível. ESPOSA: Não quero você perto de mim com essa lepra, vai dormir em outro lugar se quiser. JÓ: Meu Deus não me abandone, por favor. DEUS: E ai Satanás como passa meu servo Jô? Já viu alguém mais justo e integro como ele? SATANAS: Deixe-me tocar na carne e nos ossos dele para ver se ele logo na te amaldiçoa. DEUS: Pode tocar, está autorizado a fazer isto. ESPOSA: Meu marido! Onde estão seus amigos? Será que estão com vergonha ou nojo de você? JÓ: Há, mulher! Não preciso disto, o meu Deus me basta. ESPOSA: Como pode? Aquelas pessoas que veneravam você na praça que até banhavam seus pés com leite passam de longe. JÓ: Não se preocupe nu eu vim do meu pai, e nu voltarei para ele. ESPOSA: Você é mesmo um idiota. O seu Deus o abandonou. Continua ainda com sua sinceridade amaldiçoe este seu Deus e morra. JÓ: Como fala qualquer doida, assim falas tu: receberemos o Bem de Deus e não o mal. OS TRÊS AMIGOS DE JÓ: O Deus! O que aconteceu com o nosso amigo Jó. JÓ: Não preocupem comigo meus amigo, isto passa. O senhor meu Deus resolverá tudo isso da melhor maneira possível. ESPOSA: Não adianta. Ele continua confiando em seu Deus. AMIGOS: Vamos ficar aqui juntos com ele para ajudá-lo. JÓ: Pereça o dia em que nasci e a noite em que disseram foi concebido um homem. Porque não morri antes de nascer? ELIFAZ: Porque diz assim? Quantas coisas boas fizessem? E quanta pessoa ajudou? JÓ: Ó meu amigo, é o desespero que faz agir assim. ELIFAZ: Clame a seu Deus, ele ouvirá a você com certeza. JÓ: O meu Deus sabe com certeza do meu sofrimento e angustia, e com certeza me perdoará. ELIFAZ: Ó senhor perdoe o seu humilde servo que não sabe o que fala. ZOFAR: Olhe Jó, tenho certeza que você deve estar pagando algum pecado que tenha cometido. JÓ; Na verdade que só vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. Também eu tenho um coração como vós e não vos sou inferior. SEUS AMIGOS: Vamos embora, você não precisa de nossa ajuda. JÓ: Senhor, porque estou passando por isto? Se, pequei, contra ti, por favor, perdoe-me. BIDADE: Até quando usará artifícios em vez de palavras? JÓ: Até quando entristecereis minha alma e me quebrantareis com palavras? Não tenham vergonha de contra mim levantares?Graças a Deus que ele mostrou as minhas falhas e meus pecados. DEUS: Ó meu servo Jô, antes que existisse o mundo eu estava aqui, nunca abandonaria você. Pela sua fé e paciência vou devolver a você tudo o que perdeu dobrado e bem melhor. JÓ: Obrigado meu Deus. O LEÃO E O MOSQUIUTO: LEÃO: Que sombra maravilhosa. Não precisa de vida melhor, barriga cheia e sombra fresca. MOSQUITO: Olá senhor leão como vai com essa força/ LEÃO: Eu vou bem as minhas custas, ainda bem que não preciso preocupar com um inseto idiota e desprezível como você que nem tem carne para matar minha fome. MOSQUITO: Há! Senhor leão que se diz rei dos animais, aposto que não pode comigo. LEÃO: Não me faça rir idiota, se eu der um espirro você não sebe nem onde vai parar. MOSQUITO: Está bem, falso rei, você declarou guerra. LEÃO: Ra…ra..ra…ra…ra… MOSQUITO: Pegue esta, leão. Tuimmmmmmmmm. LEÃO: Uauuuuuu.. MOSQUITO: Doeu em, foi bem no focinho. MOSQUITO: Tuimmmmmmm. LEÃO: Ruaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. MOSQUITO: Gostou leão, está perdendo feio. Onde está sua pose de rei agora? LEÃO: Há..há.há. há.há. há.há. há.há. há.há. há.há. há.há. MOSQUIRO: Vejo que está cansado, está quase colocando o coração pela boca. LEÃO: Só um pouquinho, dê-me um pouco de tempo e depois começamos a briga. MOSQUITO: Como quiser grande senhor. O boi é um animal muito mais forte que você e eu já ô derrote, faço dele o que quero. LEÃO: Está bem mosquito você venceu, me deixe em paz. MOSQUITO: Olhe aqui leão a partir de hoje declaro guerra a você. LEÃO: Pare. Pare por favor, eu já não agüento mais, por favor, pare você me derrotou. MOSQUITO: Eu lhe venci leão. Quem é mais forte do que eu? MOSQUITO: Zummmmmmmmmmm. Adeus leão. Zommmmmmmmmmmmm. LEÃO: O que foi valente mosquito? Venceu o rei dos animais e foi pego por uma aranha? ARANHA: Que delicia de jantar, há mosquito deveria ter cuidado por onde passa. LEÃO: É valente mosquito, deveríamos ter cuidado com as pequenas coisas aos nossos olhos, são elas que nos derrotam. O LOBO DISFARÇADO: LOBO: Há como estou cansado. Que fome. Se conseguisse uma ovelha para comer. OVELHAS: Bééééé…bééééé…béééééééééé. O lobo vem vindo, vamos para perto do pastor. LOBO: O que faço meu Deus? Assim vou morrer de fome> tenho que inventar alguma coisa para pegar uma ovelha. OVELHAS: Béééééé.. bééééééé…béééééé. Estou sentido cheiro do lobo vamos para perto do cachorro e do pastor. LOBO: Já sei! Vou disfarças de pastor e agarro-as. OVELHAS: Bééééé. Béééé…bééééééééé… LOBO: Agora elas não vão me reconhecer estou igual o pastor, vou mostrar estas ovelhinhas idiotas. OVELHAS: Bééééé…parece que o lobo desistiu e foi embora. LOBO: Este casaco está idêntico com este chapéu, ficou igualzinho o pastor. Só falta guiar as idiotas até a minha toca. PASTOR: Há está tudo calmo, vou tirar um cochilo. LOBO: Há um chicote, isto vai servir, ta..tá..tá.. OVELHAS: Béééééé…béééé…bééééé. olobo, fujam. LOBO: Mecham-se preguiçosas. PASTOR: O lobo!!! Pega Leão pega. LEÃO: Au..au…au…au..au… LOBO: Deixa-me fugir, desta vez não consegui… PASTOR: Páááááááá. Suma, maldito lobo, se não eu lhe mato. O MERCADOR ESPERTO E O VIZINHO AMBICIOSO. MERCADOR: Olá vizinho; gostaria de lhe pedir um grande favor. VIZINHO: O que eu posso fazer pelo senhor sendo eu tão humilde e o senhor tão poderoso. MERCADOR: Poderia guardar este saco de ouro para mim? VIZINHO: Mas é claro meu senhor com muito prazer, fique sossegado que vou cuidar muito bem do seu ouro. MERCADOR: Que viagem cansativa! Agora tenho que voltar. A sim estava esquecendo, vou buscar meu ouro. VIZINHO: Vou vender este ouro e comprar bastantes coisas. MERCADOR: Olá vizinho cheguei e vim buscar meu ouro. VIZINHO: Hiiiiiii, é agora como vou fazer? MERCADOR: Está falando sozinho vizinho. VIZINHO: Não meu senhor é que às vezes penso alto. MERCADOR: Está bem vizinho vim buscar meu ouro. VIZINHO: A sim seu ouro… Ai de mim. Acabou. Escondi-o no celeiro com todo cuidado e um rato o devorou. MERCADOR: Impossível! Desde quando ratos comem ouro, em vez de queijos e cereais? VIZINHO: Esse rato deveria de ser de uma raça especial senhor. MERCADOR: Está bem já que é assim o que eu posso fazer. MERCADOR: Guardas. Vão a casa daquele vizinho que eu dei meu ouro para guardar e traga o filho dele para mim e prendam no porão, mas não deixe que seu pai veja. VIZINHO: Senhor!! Senhor!! Meu filho desapareceu misteriosamente. Ele é meu único filho. MERCADOR: Eu sei quem o raptou. Ontem a noite eu vi uma coruja agarra-lo e leva-lo voando. VIZINHO: Uma coruja? Impossível! Como poderia levantar um garoto? Não tem força suficiente. MERCADOR: Meu amigo, em um país onde os ratos roem ouro, porque duvidar? VIZINHO: Está bem meu senhor, entendi, espere um pouco que já volto. MERCADOR; Acho que o vizinho entendeu mesmo. VIZINHO: Vamos escavar mulher e encontrar o ouro do mercador e trocar pelo nosso filho. MULHER: Homem desnaturado e trapaceio você foi capaz de fazer isto escondendo o ouro do mercador. VIZINHO: Pronto senhor está aqui seu ouro, agora devolva meu filho. MERCADOR: Vizinho ambicioso e trapaceiro, que isto sirva de lição não faça aos outros nada que não gostaria que fizessem com você. O MOENDEIRO, O MENINO E O BURRO: MOENDEIRO: Já estou ficando velho e cansado, acho que vou aposentar. MENINO: Pai e o burro, o que vamos fazer com ele? MOENDEIRO: É filho, agora não vamos mais precisar dele para tocar o moinho, o que fazer? MENINO: É pai já está ficando tarde, vamos dormir amanhã veremos o que fazer com o burro. MOENDEIRO: Meu filho já é dia, vamos acordando, temos que partir. MENINO: Papai? O que vamos fazer com o burro? MONEDEIRO: É filho é uma pena ter que dispensar quem nos serviu tanto tempo. MENINO: É mesmo pai é lamentável. MOENDEIRO: Tive uma idéia, vamos levá-lo até a cidade e vende-lo, precisamos de dinheiro. MENINO: Pai! A cidade é longe e ele não vai agüentar ir andando, é perigoso ele morrer de cansaço. MOENDEIRO: Tive uma idéia filho. MENINO: Que idéia pais? MOENDEIRO: Vamos fazer uma cadeira e colocar o burro encima e nós dois carregamos ele. PESSOAS; Que absurdo! Eles é que carregam o burro e não o contrário. MOENDEIRO: Está bom filho para que ninguém fale você monta no burro e eu o puxo. PESSOAS: Que vergonha o garoto vai montado numa boa e o velhinho de pé na frente puxando. MOENDEIRO: Filho desce do burro, agora quero calar a boca desse povo, quem vai montado sou eu. MULHERES: Vejam! Que velho sem coração, o pobre do menino caminhando e ele bem numa boa montado. MOENDEIRO: Monte aqui meu filho, vamos calar esse povo. PESSOAS: Que covardia! Vão matar o coitado do burro. MOENDEIRO: Vamos descer meu filho, quem sabe assim esse pessoal nos deixe em paz. PESSOAS: Olhem só dois idiotas, será que alguma moda caipira de levar o burro para passear? MOENDEIRO: Burro sou eu que ouvi tantos conselhos e passei como egoísta explorador de burro. Agora vou fazer do meu jeito vou vender este burro por um bom preço. AS ORELHAS DA LEBRE: LEÃO: Oi unicórnio, agora vou lhe comer. UNICORNIO: Há leão experimente, vou lhe vazar com meu chifre. LEÃO: Pronto Unicórnio, vou lhe devorar. ruaaaaaa. UNICORNIO: Há! Leão não lhe disse. Não é tão feroz assim, e muito valente na emboscada, agora está arrasado e ferido. LEÃO: A partir de hoje todos os animais que tiver chifres terá que abandonar esta floresta. MENSAGEIROS DO LEÃO: O rei leão decreta a partir desta data todos os animas que tiver chifres terá de abandonar a floresta, se alguém que portar chifres for encontrado será punido com a morte. BICHARADA: Onde se viu isso, quem ele pensa que é expulsar os outros animais. CORUJA: Olhe bem pessoal, sou sabia e experiente, não provoque o leão, é melhor irem embora, a floresta é grande, dá para todos viverem. TOUROS: As vacas e os bezerros, todos os animais que tenham chifres me acompanhem. Procuraremos um lugar para nós. .LEÃO: Que maravilha, meus inimigos se foram. LEBRE: Meu Deus! Minhas orelhas! Se os guardas do leão me vir vão pensar que são chifres. GRILO: Olá amiga lebre o que foi? Parece estar tão apavorada? LEBRE: Vou embora amigo, adeus. GRILO: O que isso amiga, que desespero é este? LEBRE: 'Há amigo' é porque minhas orelhas parecem chifres, todos que me virem vão me perseguir. GRILO: Ficou louca comadre? Qualquer um pode ver que essa é a forma das orelhas que Deus lhe deu. LEBRE: Sei disso, e você também. Mas e os outros? GRILO: Que bobagem comadre: LEBRE: Não há nada que eu possa fazer, adeus amigo grilo. GRILO: Você é quem sabe comadre, mas acho que deve lutar pelos seus direitos, mesmo que tenham de enfrentar os poderosos. A PELE DO URSO: DOIS AMIGOS: José e Manoel. JOSÉ: Manoel! Temos de parar para descansar e comer alguma coisa estou cansado e com fome. MANOEL: Está bem José, lá adiante tem uma luz, vamos até lá e ver se achamos algo para comer e um lugar para dormir. DONO DA ESTALAGEM: Olhem meus amigos, temos comida e quartos para alugar, mas já vou logo avisando, aqui tem um urso muito feroz. HÓSPEDES: Não é só isso: o pelo do animal daria para fazer dois casacos de pele. JOSÉ E MANOEL: Uma pele preciosa então! HOSPEDEIRO: Tão preciosa que eu pagaria até dez barras de ouro por ela. JOSÉ E MANOEL: Negocio fechado, então amanhã traremos a pele do bicho. MANOEL: José, acorde, é hora de casar o tal urso, levante e vamos. JOSÉ: Manoel, o que vamos fazer com o ouro quando nós ganharmos? URSO: Uau . uau. Uau. MANOEL: José que bicho enorme! Ele vai nos comer, o que faremos? JOSÉ: Suba na árvore Manoel, depressa. MANOEL: Não consigo subir, vou fingir de morto quem sabe ele não me coma. URSO: Um! Está morto, não serve, vou embora. MANOEL: Dessa nos livramos por milagre! JOSÉ: Manoel, enquanto o urso cheirava você, eu tive a impressão que ele falava algo em seu ouvido? MANOEL: Não se enganou, não. O urso me dizia que não se deve vender nunca uma pele antes de tê-la nas mãos. URSO: Nunca prometam nada que não possam cumprir. O JOVEM PENSADOR E O ESCRITOR ESCRITOR Vou fazer uma viagem para bem longe da metrópole para tentar conseguir me concentrar. WELIGTOM Pra onde está indo amigo com todas estas malas? ESCRITOR Oi amigão estou querendo achar um lugar bem clamo para poder me concentrar e concluir meu livro. WELIGTOM Isto é muito bom, mais próximo da natureza podemos nos centrar no que queremos. ESCRITOR É isto ai amigo até outro dia nos veremos outra vez. WELIGTOM Pra onde vai? ESCRITOR Não faço nem idéia. WELIGTOM Olhe, eu sei de um lugar muito legal. ESCRITOR Onde é esse lugar? Diga logo. WELIGTOM A sim existe uma praia em um pequeno litoral maravilhosa e lá só vão pessoas para relaxar e se isolar da metrópole. ESCRITOR Até amigo, vou indo. JOVEM PENSADOR Bom dia senhor. ESCRITOR Bom dia meu jovem, tudo bem? JOVEM PENSADOR Tudo bem, mas o senhor não parece ser desta região? ESCRITOR Acertou, realmente não sou daqui. JOVEM PENSADOR O que trouxe o senhor de tão longe a este pacato lugar? ESCRITOR A meu jovem, sou um escritor, preciso de silencio para concentrar-me e terminar meu livro. JOVEM PENSADOR Isto é muito bom, aqui é um paraíso. ESCRITOR Bom dia meu jovem, acordou cedo. JOVEM PENSADOR O senhor também acordou cedo. ESCRITOR Gosto de levantar todas as manhãs e vir a praia para meditar. JOVEM PENSADOR Isso é muito bom senhor, refletir na realidade que se encontram os seres humanos e a situação que se encontra nosso planeta. ESCRITOR Meu jovem tem observado que todas as manhãs você fica a beira da praia pegando as estrela do mar e lançando-as de volta no mar. JOVEM PENSADOR É verdade senhor, tenho tentado salvar estas indefesas estrelas que são lançadas na praia e se eu não fizer isto elas podem morrer. ESCRITOR Que bobagem meu jovem, milhões de estrelas do mar são lançadas nas praias nesse imenso planeta e você preocupando-se com estas miseras estrelas. JOVEM PENSADOR É verdade senhor, mas se cada um de nós não contribuirmos com nossa parte em ajudar e preservar nosso planeta ele vai ficar pior ainda. ESCRITOR Você acha que com estas poucas estrelas que você devolve no mar poderá resolver o problema da extinção das estrelas do mar. JOVEM PENSADOR É claro que não, mas se cada ser humano fizer este pouquinho que eu faço com certeza salvaríamos nossas estrelas do mar. ESCRITOR Ainda não estou convencido disto, será que você pode explicar-me melhor. JOVEM PENSADOR Com muito prazer senhor. ESCRITOR Diga-me como posso ajudar a resolver o problema de nosso planeta, se o mar lança as estrela na praia você ainda não entendeu que isto é o ciclo natural da natureza. JOVEM PENSADOR Neste ponto o senhor tem razão, mas nós como seres pensantes devem ajudar a preservar a natureza, se não fizermos isso com certeza em breve também seremos extintos. ESCRITOR Está bem meu jovem, estou começando a entender o que está querendo dizer, mas como faremos para evitar a poluição e as queimadas que estão destruindo o planeta. . JOVEM PENSADOR Bem, vou tentar explicar, nós como pessoas mais bem informadas, principalmente o senhor que é um escritor pode ajudar muito nesta empreitada. ESCRITOR Em que sentido eu posso ajudar a preservar o nosso planeta? JOVEM PENSADOR Vejamos por exemplo, escrevendo um livro sobre a preservação do meio ambiente. ESCRITOR Gostei da idéia e vou começar agora mesmo, a partir de hoje estarei fazendo tudo o que for possível para ajudar a preservar meu planeta. JOVEM PENSADOR Bom senhor escritor, eu sou apenas um jovem pensador, mas preciso de pessoas cultas principalmente como o senhor. ESCRITOR Tive uma idéia, porque não criamos uma associação e procuramos parcerias com outras pessoas interessadas no assunto. JOVEM PENSADOR Isto é ótimo, o senhor elabora uns panfletos e vamos começar a distribuir as pessoas na praia. ESCRITOR Tive uma outra idéia. JOVEM PENSADOR Vamos conversar com aqueles surfistas e pedir ajuda nesta empreitada. JOVEM PENSADOR Bom dia senhores, gostaríamos de falar convosco. SUFISTAS Diga meu jovem o que quer de nós? JOVEM PENSADOR É simples o que queremos este senhor que está comigo é um renomado escritor e ele veio aqui para escrever um livro e também junto tivemos uma idéia de criar uma Associação em prol da preservação da natureza, por isto viemos pedir vossa ajuda para nos ajudar a distribuir estes panfletos. SUFISTAS Isto é ótimo, estamos juntos com vocês nesta empreitada, podem contar conosco no que quiserem fazer para preservar nosso planeta. JOVEM PENSADOR Esta bem, a primeira coisa que queremos que nos ajudem é devolver estas estrelas do mar de volta a seus devidos lugares. SUFISTAS Isto é moleza vamos lá galera joguem as estrelas de volta no mar. ESCRITOR Meu jovem você pode ir longe com suas idéias de preservar este planeta e eu estou contigo, mas ainda lhe falta uma coisa para tudo isto se concretizar. JOVEM PENSADOR Mas o que ainda me falta senhor eu tenho tudo, tenho a natureza, tenho idéias e não preciso de mais nada. ESCRITOR Não meu jovem as idéias são fundamentais, mas o conhecimento literário é muito essencial para complementar as idéias. JOVEM PENSADOR Mas o que eu faço para adquirir isto? ESCRITOR Você vai entrar em uma escola e aprender a ler e escrever e assim poderá produzir seus panfletos e também ser um ótimo escritor. JOVEM PENSADOR O senhor tem razão, vou hoje mesmo procurar uma escola e um dia ainda vai ler um livro que escreverei sobre a preservação do meio ambiente. ESCRITOR Eu acredito em você mas até lá estarei a sua disposição nesta empreitada. JOVEM PENSADOR Meu amigo escritor ainda vai ficar muito tempo por aqui? ESCRITOR Não, hoje mesmo estarei arrumando as malas, preciso voltar e ver como está minha família. JOVEM PENSADOR Então até mais e boa viajem, e não deixe de escrever. A REVOLTA DOS ANIMAIS: JACARÉ. Oi dona garça, o que está fazendo escondida entre as folhas? GARÇA. Estou tentando proteger-me das fumaças que o homem causou através das queimadas. JACARÉ. Ola dona coruja, porque esfrega tanto os olhos? CORUJA. Você parece mesmo um idiota jacaré, não está percebendo o estrago que o homem está fazendo com as florestas não. JACARÉ. Do que vocês estão falando? GARÇA. Este jacaré é mesmo um idiota, só vive na água e não percebe nada na terra. JACARÉ. Isto não é verdade, posso não perceber muitas coisa na terra mas estou sentindo os danos que o homem está fazendo com as águas dos rios. CORUJA. É mesmo o jacaré tem toda razão. O homem não só está destruindo a terra mas também está destruindo a água. TARTARUGA. O que está acontecendo pessoal, porque estão todos revoltados? CORUJA. A sim dona tartaruga, sua presença é fundamental nesta luta, antes tarde do que nunca. TARTARUGA. Vocês querem dizer-me porque tamanha discussão. GARÇA: A sim dona tartaruga, os animais estão revoltados com a ação dos homens, a cada dia que passam eles destroem mais o planeta e com isto estão acabando com nossas comidas e nossas casas. TARTARUGA. É verdade, ultimamente eu vivo mais dentro do casco, não posso se quer colocar a cabeça para fora, eu não agüento a fumaça causada pelas queimadas provocadas pelos homens. JACARÉ. Pessoal o que podemos fazer para parar o homem com estas idéias malucas de progresso? ÁGUIA. É verdade temos que procurar uma solução, um dia desses estava voando no céu e der repente quase me esborracho em um avião. CORUJA. Mas porque aconteceu isto dona águia? ÁGUIA. Eu vi um coelho e fui pega-lo e o céu estava tão enfumaçado que quase não consegui ver o avião que vinha passando, por sorte desviei a tempo. TATU. Bom dia bicharada. O que está acontecendo que estão todos revoltados. BICHARADA. Você ainda não está sabendo o que está acontecendo com o planeta? TATU. Se vocês não me contarem o motivo é claro que não vou saber. CORUJA. Tem razão o tatu passa o dia todo em seu buraco e só sai à noite e não percebe nada. TATU. Não é bem assim pessoal, tem dia que quase morro sufocado dentro de minha casa, só não sai porque aqui na terra está pior que lá embaixo da terra em minha casa. CORUJA. Pois é senhor tatu, o homem está destruindo o planeta por inteiro, queima as matas, mata os animais e poluem os rios e se não bastassem ainda esta poluindo os mares com os petróleos. PINGUIM. Oi pessoal, não estou agüentando mais, meu povo estão morrendo com o petróleo entornado nas águas domar. CORUJA. Amigo pingüim conta mais sobre isso. PINGUIM. Olhe pessoal, não estou falando a penas do meu povo, tem também as baleias que também estão morrendo pelo petróleo, mas agarradas nas redes dos pescadores. GARÇA. Mas como é isto amigo pingüim? PINGUIM. A ação do homem contra a natureza está alterando todo o eco-sistema. CORUJA. Olhe pessoal eu tenho uma idéia que pode ajudar a amedrontar o homem a não derrubar as matas. TARTARUGA. Olhe, se os animais invadirem os plantios dos homens quando estiverem chegando à colheita. MACACOS. Isto é uma ótima idéia, vou convocar toda a macacada para que quando os milharais e as bananas estiverem amadurecendo invadiremos a roças deles. PERIQUITOS E ARRARAS. E nós vamos invadir as lavouras de arroz e trigos. JACARÉ. Eu vou convocar todos os jacarés para comerem todos os peixes das redes que os homens armarem e correrem com eles. LEÃO. Espere pessoal, fizeram esta assembléia e não me convidaram, mas eu vou convocar todos os leões e vamos zurrar tanto que nem um homem vai querer ficar na floresta. CORUJA. É pessoal o vosso esforço é esplendido, mais se não houver uma conscientização do próprio homem a aprender a preservar a natureza reconhecendo que ela é um bem natural de todos os seres vivos nossas forças de pouco valerá. HISTÓRIA DE UMA CIDADE: JOSÉ: Quero apresentar-me, meu nome é José e estou acabando de chegar nesta cidade. WAGNER: A sim sou o Wagner, é um prazer conhece-lo. JOSÉ: O senhor reside aqui a quantos tempos? WAGNER: Há seu José, faz muito tempo que cheguei aqui, estes prédios ainda não existiam. JOSÉ: O senhor deve ser um dos fundadores desta cidade? WAGNER: Há sim, quando cheguei aqui só havia florestas. JOSÉ: Senhor Wagner, sou escritor e acabei de chegar à cidade, na verdade vim fazer algumas pesquisas para escrever um livro sobre esta cidade. WAGNER: Olhe senhor, cheguei quando não havia nem uma casa, a primeira casa que foi construída aqui foi a minha, quero dizer barraco. JOSÉ: Isto é ótimo, então o senhor poderá responder todas as perguntas que vou fazer sobre esta cidade. WAGNER: É claro que sim conheço todos os prefeitos e vereadores que passaram por esta cidade. JOSÉ: Olhe seu Wagner, o que eu estou mais interessado é de saber como era aqui quando isto tudo era mata. WAGNER: Aqui onde o senhor está pra começar era o lugar onde os porcos do mato se banhavam. JOSÉ: Seu Wagner por acaso não há outras pessoas como o senhor que chegaram aqui nesta época? WAGNER: É claro que sim, logo ali adiante mora o seu Manoel. JOSÉ: Seu Wagner o que o seu Manoel fazia na época que vocês chegaram aqui? WAGNER: O seu Manoel comprava borracha de seringa e calço. JOSÉ: Podemos ir até a casa dele? WAGNER: Sim vamos lá. JOSÉ: Bom dia seu Manoel, tudo bem? MANEOEL: Bom dia, eu conheço o senhor de onde? JOSÉ: Não seu Manoel nós não os conhecemos, é que o senhor Wagner falou-me do senhor como uns dos fundadores desta cidade. MANOEL: A sim é verdade sou mesmo um dos fundadores desta cidade. JOSÉ: Deixe me apresentar, meu nome é José, sou escritor e estou aqui para escrever um livro contando a história deste lugar, e preciso da ajuda do senhor com algumas informações. MANOEL: Obrigado, como o senhor já sabe chamam-me de Manoel, e estou feliz por encontrar alguém que queira falar sobre este lugar. JOSÉ: Bem seu Manoel, o seu Wagner disse-me que o senhor era comprador de borracha de calço e de seringa, o senhor pode explicar-me o que é isto? MANOEL: Deixem-me tentar explicar, os primeiros colonos desta região tinham muita dificuldade em adquirir dinheiro e eram sujeitos a tirar o lactes dos calços e da seringas para sobreviverem. JOSÈ: Mas como era feito isto? MANOEL: Bem esta explicação eu não posso dar ao senhor não porque eu só comprava a borracha. WAGNER: Eu posso explicar. JOSÉ: Mas o senhor me disse que morava aqui quando construiu a primeira casa e ainda disse que a casa era do senhor. WAGNER: É verdade, eu tinha um sitio e trabalhava nele para manter a família aqui na cidade porque as coisas eram muito difícies. JOSÉ: Pois então explique para mim como faziam para tirar o lacteis da seringa e do calço. WAGNER: A seringueira era riscada com uma ferramenta em forma de foice e fixava uma latinha para aparar o lactes e no outro dia recolhia ajuntando em um só volume. JOSÉ: Mas falta o calço. WAGNER: A árvore do calço era derrubada, e cortada à casca em volta da madeira, uns colocavam uma vasilha para aparar, e outros limpavam o solo deixando cair no solo e depois passava recolhendo como a seringa ajuntando em um só volume. JOSÉ: Não havia outra forma de adquirir dinheiro de outra forma? MANOEL: A sim, fazíamos vassouras de cipós, colhíamos os frutos das castanheiras. JOSÉ: Já ouvi falar muito de castanheiras, pude ver também na internet. WAGNER: Na verdade hoje não existem, mas castanheiras é muito difícil ver alguma em algum sitio na zona rural, para dizer a verdade a maiorias das casas construídas aqui nesta cidade quando começou eram de castanheiras. JOSÉ: Vocês estão cientes que existem muitas árvores em extinção como, por exemplo, as castanheiras. SEBASTIÃO: É senhor hoje sabemos, mas naquela época não tínhamos nenhuma informação sobre isto, derrubavam de qualquer jeito, não ficava nem uma árvore em pé, depois queimava tudo. JOSÉ: Havia algumas madeiras para construir moveis naquela época aqui neste lugar? WAGNER: Havia muitas madeiras aqui. JOSÉ: Quais por exemplo? MANOEL: Cerejeira, Molgner, Cedro, e outras madeiras usadas para construir casas que não existem mais. JOSÉ: Mas o que fizeram com essas madeiras para acabarem tão depressa? WAGNER: Não foram sós os moradores daqui que acabaram com as madeiras não. JOSÉ: Mas o que aconteceu com as madeiras? MANOEL: Algumas madeireiras exportaram todas as madeiras para a Europa. JOSÉ: È por isto que está em falta de madeiras. WAGNER: Não é só isto não, as madeireiras cortavam as árvores e se tivessem um pequeno oco deixavam a árvore jogada na terra para apodrecer. JOSÉ: Já falamos muito das florestas e os animais? WAGNER: Era uma maravilha, neste riacho aqui perto havia muitos peixes e hoje não conseguimos encontrar nada, a poluição das indústrias matou todos. JOSÉ: E os outros animais? MANOEL: Tinha dia que apareciam duas antas tomando banho ali naquele rio, bandos de porcos atravessavam no meio das ruas, os mutuns andavam de bandos nas picadas na nossa frente. WAGNER: Encontrávamos casais de animais andando na nossa frente nas picadas. MANOEL: A sim os índios apareciam na cidade nus e os donos das pequenas lojas que havia davam roupas para eles e eles vestiam e quando chegavam na beira da mata jogavam fora. JOSÉ: E o que aconteceu com esses animais? WAGNER: Muitos foram mortos por esportes, outro para venderem os couros e outros foram queimados pelo fogo. JOSÉ: Vocês sabem que as queimadas contribuem com a poluição do ar perfurando a camada de ozônio e o aquecimento global? WAGNER E MANOEL: Hoje estamos sabendo, mas já derrubamos muitas árvores e queimamos, se tivéssemos conhecimentos naquela época com certeza não teríamos feito o que fizemos. JOSÉ: Foi um Prazer ter falado com vocês, agora tenho que ir até outro dia. EXODO RUARAL: Esta é uma história verídica de uma das várias famílias que deixam à zona rural e foram para as metrópoles em busca de melhoras. O seu Manoel era o patriarca, dona Marta era a matriarca, José o filho mais velho, Marlene a segunda filha, Pedro o terceiro filho, Marcos o quarto filho, Fátima a quinta filha, Mariano o sexto filho, Camila a sétima filha, Jonas o oitavo filho e Carminha a nona filha e a filha caçula. MANOEL: Bom dia querida. Bom dia crianças. CRIANÇAS: Bom dia pai. MARTA: Bom dia querido, já vai para a roça? MANOEL: Sim querida já vou. MARTA: Crianças, apressem, tomem logo o café pra irem ajudarem seu pai. JOSÉ: Mãe, tudo bem, eu já estou com doze anos e passei do tempo de ir à escola, mas meus irmãos precisam ir à escola e, no entanto em vez de estudar vão para a roça. MARTA: É mesmo meu filho, você tem razão, mas a vida às vezes nos prega peças, seu pai sozinho e você não conseguem cuidar da casa e seus irmãozinhos têm de ajudarem. JOSÉ: Tudo bem mãe, ainda acho que eles deviam ir para a escola para não crescerem como eu que nem, se quer consegue assinar o nome. MARTA: Oh meu filho tenha fé um dia isto vai melhorar. JOSÉ: Quando minha mãe? Desde quando comecei a entender as coisas a senhora vem dizendo isto e continua no mesmo. MARTA: Olhe meu filho, seu pai disse que quando tirarmos uma boa colheita de arroz. Iremos todos para São Paulo, e lá todos podem arrumar empregos. JOSÉ: Minha mãe, eu posso não ter ido à escola, mais não sou idiota. Como vamos arrumar emprego sem estudo e sem profissão? MARTA: José vai logo pra roça, você penca que eu não sei disso. JOSÉ: Desculpe mamãe, já vou, já vou. MARLENE: Meninos a mãe já vem vindo com o almoço. MANOEL: Crianças vão lavar as mãos lá no córrego pra não comer com as mãos sujas. MARTA: Crianças podem pegar as marmitas, cada um pegue a sua marmita. PEDRO: Há mãe! Quirela pura de novo? MARTA: Não reclame menino, devemos agradecer a Deus pela quirela, muito se quer tem quirela para comer. MARCOS: Eu juro que quando formos para São Paulo eu vou ser muito rico e nunca mais vou comer quirela. MANOEL: É isto ai meu filho, é assim que se fala. Vamos ficar ricos em São Paulo se Deus quiser. JOSÉ: Ricos, quero ver alguém ficar rico sem estudo e sem profissão. FÁTIMA: Eu posso arrumar um emprego de babá, e depois arrumo um bom casamento com um rapaz rico. MARIANO: Rapaz rico! Você acha que algum rapaz rico vai querer casar com uma menina pobre e burra? MARTA: Parem com isso meninos, comam e deixem de bobagem, seu irmão ainda não sabe nem lavar a cara. MANOEL: É mulher, como o arrozal está lindo! Se Deus quiser vai dar para comprar as passagens para irmos para São Paulo MARTA: É mesmo querido, se Deus quiser, lá não vamos viver nesta miséria, comendo, quirela. MANOEL: José, você vai ajudar eu bater o arroz, sua mãe e os meninos cortam e carregam para o batedor. CAMILA: Mãe, socorro! MARTA: O que foi Camila? CAMILA: Uns bichos parecendo com cobras agarrados em minhas pernas. MARTA: Oh filha, não tenha medo, é só umas sangues sugas, elas só sugam o sangue, é só passar fumo nelas e elas soltam suas pernas. JONAS: Medrosa, com medo de um sanguessuga. CAMILA: Jonas deixe-me retirar elas das minhas pernas que você me paga. MARTA: Parem de brigarem crianças. CARMINHA: Eu não tenho medo desses bichinhos. CAMILA: Porque não é em você. MARTA: E daí querido, rendeu o arroz? MANOEL: Está rendendo que é uma maravilha, se Deus quiser, vamos colher arroz que a nossa parte da meia vai dar tranqüilo para comprar as passagens e ainda comprar algumas roupinhas. MARTA: Que bom, eu já não agüento ver as crianças sofrerem com este sangue sugas e comerem mal. MANOEL: Crianças levantem, hoje é o ultimo dia da colheita, depois é só vender o arroz e comprar as passagens para irmos para São Paulo. JOSÉ; Pai, só uma perguntinha. MANOEL: Diga meu filho. JOSÉ; Onde vamos morar quando chegar lá? MANOEL: Não se preocupe meu filho, aquele nosso amigo que foi para lá com certeza está bem lá e ele vai arrumar um lugarzinho para nós morarmos até arrumarmos uma casa. JOSÉ; Está bem pai, o senhor é o chefe o senhor manda. MARTA: E daí querido, conseguiu vender o arroz? MANOEL: É claro que sim querida, tanto vendi como já comprei as passagens e roupa para todos, agora é só embarcar. MARTA: Já, tão rápido assim? MANOEL: Sim, pode tomar banho, vestir a roupa, que amanhã bem cedo estaremos viajando. MARTA: Acordem crianças, lavem os rostos e tomem café se não vamos perder o ônibus. MANOEL: Querida, você fez a farofa para levarmos? MARTA: Sim Manoel, fiz e já coloquei na lata. MANOEL: Chegamos, agora é só procurar o nosso amigo neste endereço. JOSÉ: Vamos andando que eu já estou cansado e com fome. MANOEL: Mulher será que é ali naquela barraca de papel, que o compadre mora? MARTA: Vamos chamar para ver. MANOEL: Seu Carlos. CARLOS: Manoel, que alegria ver você e sua família juntos aqui! MARTA: Meu Deus! É assim que o senhor está bem aqui em São Paulo? CARLOS: Meu amigo as coisas aqui não é aquelas mil maravilhas como nos falaram não, mas agora vai ficar bem, espero que tenham trazido bastante dinheiro para nos ajudar. MANOEL: Dinheiro! Pensei que você estava bem como tinha dito pelas cartas que me enviou. CARLOS: Que nada amigo, eu fiquei com vergonha de dizer a verdade. MANOEL: Pois é Carlos eu só vim com o dinheiro das passagens, contando com você para nos ajudar quando chegarmos aqui. CARLOS: Está bem amigo, não tem mais jeito, agora é só ajeitar vocês em meu barraco, e amanhã vamos ajuntar algumas caixas de papelão e construímos uma barraca para você e sua família. MARTA: Meus filhos, amanhã bem cedo nós vamos procurar emprego. MANOEL: E daí querida, conseguiu alguma coisa? MARTA: Nada, andei o dia todo e nada, todos batiam as portas na minha cara, as vezes nem abriam as portas para atender me. MANOEL: É mulher, já faz um mês que estamos aqui, emprego se quer nada, já não agüento mais esta vida, quando arrumo um bico de um ou dois dias fico uma semana parado. CARLOS: Manoel! Tenho uma idéia supimpa. MANOEL: Que idéia é esta Carlos? CARLOS: Você está passando dificuldade porque quer. MANOEL: Diga logo homem, que idéia maluca é esta? CARLOS: Você tem este monte de filhos, é só colocar eles para pedirem esmola. MANOEL: Você esta louco, homem? CARLOS: Louco! Louco está você se não fizer isto. MANOEL: Eu vou pensar MARTA: Manoel, o que vamos fazer? As crianças não têm se quer café para tomar. MANOEL: O que eu posso fazer mulher, e tem mais, não me encha, eu já não estou agüentando, todos os dias tenho que ouvir a mesma ladainha. MARTA: O Manoel, não fique aborrecido, eu também estou sofrendo com isto, José já está um rapazinho, ele foi o único que conseguiu um trabalho de engraxate, mas não dá para todos vivermos. MANOEL: Desculpe mulher, estou muito revoltado com essa situação, estou velho e cansado, ninguém quer arrumar trabalho para mim. MARTA: O! Querido! Vamos pedir a Deus, tenho certeza que ele vai nos ajudar. MANOEL: É mulher, às vezes eu penso que Deus esqueceu-se de nós, veja só o José que conseguiu este empreguinho de engraxate, seus outros irmãos estão metidos em drogas, às meninas vivem nas ruas na prostituição e o que ganham usam tudo nas droga. MARTA: É meu velho só sobramos nós dois, e o José, às vezes eu sinto culpada de estarmos passando por isto, se eu tivesse insistido para ficarmos lá na roça, mesmo comendo quirela, a nossa família poderia estar unidas. MANOEL: Não se sinta culpada sozinha, eu também tenho culpa, sou o patriarca e sendo assim o maior culpado sou eu. MARTA: É meu velho agora é esperar em Deus, quem sabe ele tenha misericórdia dos nossos filhos e eles voltem a serem cidadãos normais um dia. Esta é uma história de dois jovens portugueses que sonhavam em irem ao Brasil em busca de um amor como um conto de fadas. Um o chamavam de Lucio e o outro Petrônio. PETRONIO: Olá, Lucio, como vai sua força? LUCIO: Não estou como você, mas estou bem. PETRONIO: E daí, está pronto para irmos conhecer as brasileiras? LUCIO: É claro que sim. Quando vamos? PETRONIO: Sexta-feira tem um navio que esta partindo para o país dos nossos sonhos. Quer embarcar nele? LUCIO: Mas é lógico que quero, vou arrumar as malas. PETRONIO: E eu também vou arrumar as minhas. LUCIO E PETRONIO: Adeus terra querida. PETRONIO: Veja Lucio, que coisa mais linda. LUCIO: O que você esta achando tão lindo? PETRONIO: O mar, os golfinhos, tudo o que nos cerca. CAPITÃO: Terra a vista. PETRONIO: O0lhe Lucio, veja estamos chegando ao Brasil. LUCIO: Vamos pegar as malas Petroni, estou louco para pisar em terra firme e conhecer as belas Brasileiras. PETRONIO: É mesmo que beleza. LUCIO: Pronto Petrônio, aqui é o lugar, chegamos. Agora é só procurar um hotel. PETRONIO: Veja amigo, ali adiante, parece um belo hotel. LUCIO: É mesmo, vamos alugar uma suíte, tomar um banho e dar um passeio na praia. PETRONIO: Estou com você amigo, as pessoas que já vieram aqui, lá de Portugal disseram que na praia vão às mulheres mais bonitas do Brasil. PETRONIO: Senhor, nós somos recém chegados de Portugal, e queremos algumas informações. MARINHEIRO: Logo vi que vocês são diferentes das pessoas que moram aqui> PETRONIO: Como diferente senhor? MARINHEIRO: A pele de vocês é branca. As pessoas daqui têm a peles queimadas pelo sol e o mar. PETRONIO: E verdade, gostaria de saber em que praia encontra mulheres bonitas? MARINHEIRO: Olhem gringos, aqui no Brasil tem mulheres bonitas em qualquer praia, mais logo ali adiante tem uma praia que é infestada de mulheres bonitas. PETRONIO: Obrigado Marinheiro, até outra hora. LUCIO: Petrônio veja quantas deusas, cada uma mais linda que a outra bem disse o Marinheiro. PETRONIO: Meu Deus! Olhe ali Lucio, aquilo não parece uma mulher, é uma deusa! LUCIO: Tens razão amigo, parece mais um anjo que desceu do céu. PETRONIO: Vou chegar perto para ver essa beleza, amigo. LUCIO: Olá princesa, meu nome é Lucio seu escravo, e este é Petrônio, meu melhor amigo. MULATA: Vocês não são daqui, são? LUCIO: Não princesa, acabamos de desembarcar daquele navio. MULATA: Diga-me uma coisa, o que vieram fazer aqui no Brasil? PETRONIO: Somos sonhadores e viemos à procura de um grande amor. MULATA: Vieram ao lugar certo, mais eu não estou disponível. PETRONIO: Mas o que a impede linda mulata? PETRONIO: Olhem, aqui sou conhecida como a rainha dos mares, e quer quiser conquistar meu amor terá que me ganhar em uma disputa em um torneio de quedas de braços, o campeão ganhará meu amor. LUCIO: Enfrentaremos qualquer coisa pelo seu amor, se preciso for enfrentaremos um dragão. MULATA: Todos os jovens que querem meu amor disputarão em um torneio de queda de braço, o que vencer casará comigo. LUCIO: Pronto Petrônio, agora é com nós dois. MULATA: Vamos lá rapazes, lutem. LUCIO: Ganhei! Está bem amigo você mereceu. MULATA: Querido Lucio, leve me em minha casa, por favor. LUCIO: É pra já, minha rainha. MULATA: Querido está um frio terrível LUCIO: Pegue o meu casaco, amanhã você devolve. MULATA: Querido, não vou convidar para entrar, porque minha mãe fica furiosa se acordar esta hora da noite. LUCIO: Até amanhã meu amor. MULATA: Vai com Deus meu amor. Amanhã encontro você na praia. LUCIO: Petrônio? Estou preocupado, minha princesa não aparece já faz uma semana. PETRONIO: Ela deve ter assustado com você. LUCIO: Deixe de brincadeira Petrônio, estou preocupado, e você fica brincando com coisa séria. PETRONIO: Está bem amigo, amanhã iremos até a casa procura-la e ver o que está acontecendo. LUCIO: Vamos amigo. PETRONIO: Lucio é este o endereço? LUCIO: É este mesmo. Vamos chamar. PETRONIO: Boa tarde senhora. DONA MARIA: Sim meus jovens. O que querem? LUCIO: Procuramos uma linda mulata que mora aqui. DONA MARIA: Entrem meus jovens, por favor. LUCIO: Vamos entrar amigo. DONA MARIA: Não reparem meus jovens, sou uma senhora sozinha, desde que minha filha faleceu afogada, nunca mais fui à mesma. LUCIO: A senhora não tem outra filha? DONA MARIA: Não meu jovem. A única filha que tive é esta que mostra nesta foto no quadro. LUCIO: Meu Deus! Ela é a moça no quadro! DONA MARIA: Rapaz, eu não gosto de brincadeiras, minha filha faleceu já faz uns seis anos. LUCIO: Não pode ser, é ela. DONA MARIA: Meu jovem. O que aconteceu? Você está bem? LUCIO: Olhem meu casaco! DONA MARIA: Sinto muito meu jovem. PETRONIO: Vamos amigo. E desculpem o incomodo senhora. LUCIO: Não pode ser não podia ser verdade, uma mulata linda como aquela. MUDANÇA PAR RONDÔNIA: JOVELINO: Bom dia compadre, tudo bem? ATHAYDES: A gente vai levando compadre. JOVELINO: Fiquei sabendo que o compadre está querendo vender a colônia? ATHAYDES: Estou sim compadre. JOVELINO: Mas porque compadre? ATHAYDES: É que com este juro de 7% é bem melhor que ter terras. JOVELINO: Tive uma idéia compadre. ATHAYDES: Que idéia é esta compadre? JOVELINO: Eu compro sua colônia e fico com o dinheiro a juro. ATHAYDES: Está bem, negócio feito. JOVELINO: Compadre, quando o senhor precisar de remédio para seus filhos pode ir buscar. ATHAYDES: Mulher. Vamos vender este gado, e comprar aquela colônia lá naquela serra em Cristalina, lá é um ótimo lugar para criar éguas de raça. ZITA: Athaydes, as mercadorias acabaram, e o que vamos fazer? ATHAYDES: Está bem mulher, amanhã cedo vou até a cidade e pego o juro do dinheiro da colônia com o compadre. JOVELINO: Compadre, não o esperava o senhor por aqui tão cedo. ATHAYDES: Porque não compadre, o juro do mês passado já venceu, e eu vim buscá-lo. JOVELINO: Há compadre, é que estou desprevenido, tudo o que posso arrumar para o senhor hoje é só remédio. ATHAYDES: É mulher, acho que entramos pelo cano. O compadre Jovelino parece estar nos enrolando. ZITA: O que o compadre disse. ATHAYDES: Quando pedi a ele o juro do dinheiro da colônia, me disse que estava desprevenido, disse ainda que só podia me pagar em remédios. ZITA: O compadre não pode fazer isto conosco, aquele dinheiro é resultado de todo o trabalho de uma vida. ATHAYDES: Hoje achei um bom negócio no gado. ZITA: Que negocio foi que você achou? ATHAYDES: Lembra da colônia que eu falei em Cristalina. ZITA: Diga logo homem. ATHAYDES: Eu estive com o dono da colônia e ele disse que faz negocio com o gado. ZITA: Que bom vai fazer este negocio logo homem. ATHAYDES: Amanhã cedo eu vou fechar o negocio com ele. VALDEMAR: E daí seu Athaydes, veio fazer o negocio? ATHAYDES: A sim seu Valdemar, conversei com a mulher e resolvemos fazer negocio. VALDEMAR: Esta bem a colônia então é sua. ATHAYDES: Seu Valdemar, que dia o senhor vai me entregar a colônia? VALDEMAR: Entrego hoje mesmo. Amanhã cedo vou buscar o gado e tirar minha mudança. ATHAYDES: Mulher pode arrumar as coisas que amanhã cedo vamos mudar para a colônia que compramos. ZITA: Que lugar bonito!, E a terra é fértil. ATHAYDES: Vamos levantar crianças, já são 6 horas. JOÃO: Pai! Vem ver uma coisa. ATHAYDES: O que aconteceu menino? JOÃO: Os patos estão todos mortos. ATHAYDES: Meu Deus olha ai uma cobra, deve ser ela que os matou. ZITA: É homem. As cobras mataram todas as galinhas e patos. O que vamos fazer? ATHAYDES: É mulher a única maneira é fazer angu de banana para comermos. ZITA: Com que vamos temperar o angu de banana? ATHAYDES: Eu vi esta noite um gambá que quase não agüentava andar de tão gordo. Vou fazer uma arataca e pegar um para fazer gordura. JOÃO: Esta carne de gambá com angu de bananas está ótimo papai. ATHAYDES: Comam meus filhos que é a única coisa que temos no momento. ZITA: Athaydes, não sabe da maior. ATHAYDES: Diga mulher o que aconteceu desta vez? ZITA: Encontrei duas daquelas éguas picadas pelas cobras e mortas. ATHAYDES: Amanhã vou cedinho até São Roque ver se o compadre Jovelino me arrume os juros do nosso dinheiro. JOVELINO: Oi compadre, o que faz por aqui? ATHAYDES: Vim buscar meu dinheiro. JOVELINO: Há compadre, me meti em um garimpo de cristal e estou falido. ATHAYDES: O senhor deve estar brincando compadre. Meus animais morreram todos picados pelas cobras. Eu e minha família estamos quase passando fome. A única coisa que temos comido é angu de banana com gambá. JOVELINO: É compadre, esta é a verdade, estou falido. ATHAYDES: É mulher. Fui procurar os juros do dinheiro que emprestei para o compadre, ele disse que está falido. ZITA: É homem o único jeito é vender estas terras para podermos sobreviver. Neste lugar nada vai para frente. ATHAYDES: Acho que vou oferecer para o Dico Sequim, uns dias atrás ele perguntou se eu vendia as terras. ZITA: Vai logo homem. ATHAYDES: Vendi as terras mulher. ZITA: Que negocio você fez? ATHAYDES: Vendi com um prazo de 90 dias para receber. Só que o homem que comprou quer a colônia daqui uma semana. ZITA: Você pegou algum documento dele? ATHAYDES: O sim, ele assinou uma letra. ZITA: Athaydes hoje já faz 90 dias que vendemos a colônia e esta na hora de irmos receber o dinheiro. ATHAYDES: Bom dia seu Dico, ontem venceu o prazo para o senhor pagar minha colônia e eu vim receber. DICO: Sinto muito seu Athaydes, não tenho seu dinheiro. Comprei algumas madeiras e vendi para uma pessoa mal pagadora e fiquei sem receber e acho que nunca poderei pagar o senhor. ATHAYDES: A meu Deus! Isto parece castigo. Não recebi aquela colônia, Esta pelo jeito também não receberei. EDIGAR: O! Compadre! Fiquei sabendo do ocorrido. Se quiser ir morar em minha fazenda lá tenho muito trabalho. ATHAYDES É mulher,já se faz 10 anos que estamos trabalhando nesta fazenda e só fazemos muito mal para comer. ZITA: Athaydes tem uma família na vila que estão indo para um lugar chamado Rondônia, e disseram que lá terra é de graça, qualquer um pode apossar das terras. ATHAYDES A única coisa que temos é pouquinho de dinheiro para pagar as passagens no Pau de Arara. ZITA: Vamos embora homem. PRIMEIROS DIAS DE AULAS: CRIANÇA: Mãe? MÃE: O que foi meu filho? CRIANÇA: Estou com uma vontade de ir logo a escola. MÃE: Eu também filho. Tomara que você cresça logo para que eu possa me ver livre de você. CRIANÇA: Porque mãe? Sempre a senhora diz que está loca pra se ver livre de mim. MÃE: Há menino, você não para de fazer bagunça, e só me faz raiva. CRIANÇA: Esta bem mãe. Tomara que chegue este dia. Lá eu vou ter amigos. PAI: Mulher, você tem que colocar limite neste menino. MÃE: Eu não agüento mais este menino, tomara que ele cresça logo para ir para a escola, assim Vico livre dele pelo menos meio dia. VIZINHA: Olhe mãe, criança a gente tem que por limites, ensiná-los para vida e instruindo-os quando eles forem para a escola saberão como se comportarem. MÃE: Não estou preocupada com isso não. O que quero mesmo é que esta pestinha vá para a escola, lá os professores educam ele, e se não conseguirem mandam para o Conselho tutelar, pelo menos eles façam alguma coisa. PAI: É amanhã meu filho completa seis anos. Segunda feira já é dia de matricula na escola. CRIANÇA: A que legal, vou pra escola. MÃE: Bom dia senhora. SECRETÁRIA: O que deseja senhora? MÃE: A sim vim matricular este pestinha. SECRETÁRIA: Não diga isto mãe, seu filho não é um pestinha. MÃE: A senhora disse isto porque não conhece a peça. SECRETÁRIA: Esta bem mãe seu filho já está matriculado, agora é só o mandar r a escola todos os dias as 07h30min da manhã. MÃE: Menino levante, já são sete horas, vá logo para a escola. CRIANÇA: Mãe e o café? MÃE: Que café o que pestinha vá assim mesmo, chega lá coce merenda. PROFESSORA: José que mau cheiro é este? Parece que você fez xixi na cama e não tomou banho antes de vir para a escola. CRIANÇA: A, tia, ainda não consigo tomar banho sozinho, só tem seis anos. PROFESSORA: Eu não disse para tomar banho sozinho. Perguntei o porquê não tomou banho antes de vir à escola. SUPERVISORA: José chegue até aqui, por favor. CRIANÇA: O que eu fiz tia? SUPERVISORA: Não meu filho você não fez nada, chamei você aqui para levar um bilhetinho pra sua mãe. CRIANÇA: Mãe a tia mandou este papel para a senhora. MÃE: Olhe aqui pestinha se você fez alguma coisa errada na escola eu dar-lhe uma surra esta ouvindo. CRIANÇA: Não mãe eu não fiz nada não. ORIENTADORA: Olá mãe tudo bem? MÃE: Estou bem que nada. A senhora me pergunta se estou bem depois de me tirar de meu serviço para vir ver o que este pestinha fez. ORIENTADORA: Tenha calma mãe, chamei a senhora aqui foi para conversar sobre seu filho sim, mas para saber o porquê ele chega todos os dias com cheiro de xixi. MÃE: A sim professora, é que este pestinha faz xixi na cama e não toma banho antes de vir para a escola. ORIENTADORA: Olhe mãe, ele é uma criança de seis anos e precisa da mãe para ajudá-lo. MÃE: Que nada, quando tinha seis anos eu tomava banho sozinho. Eu não tinha mãe e ele tem. ORIENTADORA: Olhe senhora é por isso mesmo. A senhora não tinha mãe e tinha que se virar, mas ele tem e precisa da senhora para orientá-lo. MÃE: Esta bem, professora vai ver o que posso fazer. CRIANÇA: E daí mãe, o que a professora queria? MÃE: Seu pestinha, ainda pergunta, ela reclamou que você não toma banho e fede a xixi. Amanhã vou acordar você cedo pra tomar banho e se não se lavar direitinho vou dar-lhe uma surra. PROFESSORA: José, porque você esta tão triste, aconteceu alguma coisa? CRIKANÇA: Nada não professora. PROFESSORA: Como nada meu filho, deixe me ver. Meu Deus você está cheio de hematoma. ORIENTADORA: O que foi professora? PROFESSORA: É o José, veja como estão suas costas, cheio de hematomas. ORIENTADORA: Mande chamar essa mãe aqui que quero conversar com ela. MÃE: Porque mandaram chamar-me? ORIENTADORA: Olhe mãe, mandei chamá-la porque seu filho chegou à escola todo machucado, e se acontecer mais uma vez irei comunicar ao Conselho Tutelar e isto não vai ficar bom para a senhora. MÃE: Não professora não faça isto, eu prometo que de agora em diante vou cuidar de meu filho e não vou espancá-lo mais. ORIENTADORA: Está bem mãe, vamos confiar na senhora. JOSÉ NO EGITO: JACÓ: José vai ter com seus irmãos no deserto e observe como está passando e como esta o rebanho. JOSÉ: Esta bem meu pai, vou preparar o alforje para levar alguns pães para eles comerem. JACÓ: Vai com Deus meu filho e tenha cuidado no caminho com os leões. JOSÉ: Varão, estou procurando meus irmãos; diz-me, onde eles apascentam? VARÃO: Disseram que iam para Dotã. IRMÃOS DE JOSÉ: Olhe vem vindo o queridinho de Jacó nosso pai, aquele sonhador barato. JOSÉ: Olá irmãos, tudo bem? IRMÃOS DE JOSÉ: Olhe aqui sonhador, se não tem nada a fazer, cai fora daqui. JOSÉ: Irmãos fiquem calmos, vim apenas ver se não estava faltando alguma coisa para vocês e saber como está o rebanho. IRMÃOS DE JOSÉ: Vamos acabar com a vida deste idiota e diremos para nosso pai que uma besta fera o devorou. RÚBEN: Não o matem; não derrameis sangue. JUDÁ: Vamos o lança-lo neste poço para que ele morra de fome e de sede. IRMÃOS DE JOSÉ: Nós achamos a idéia ótima, o que estamos esperando. RÚBEN: Só que tem um pequeno problema. JUDÁ: Qual o problema seu molenga? RÚBEN: Como vamos dizer o que aconteceu com José? JUDÁ: É simples. Matamos uma ovelha, salpicamos sua túnica de sangue e enviaremos para nosso pai dizendo que uma fera o devorou. JOSÉ: O que vocês estão cochichando ai? JUDÁ: Pegue ele, pronto, vamos lançá-lo no poço. JOSÉ: Por favor, irmãos tirem-me daqui, estou com fome e sede, não estou agüentando. IRMÃOS: Você vivia dizendo que nós iríamos curvamos diante de ti, vivas agora seu reinado. Reine sobre as minhocas enquanto estiver com vida. JOSÉ: Não meus irmãos, eu não tenho culpa se Deus mostra-me estas coisas. IRMÃOS: Vamos comer os pães que ele trouxe e depois mataremos a ovelha, salpicamos sua túnica com o sangue e enviaremos o nosso pai. JUDÁ: Vem vindo uma caravana de mercadores, em vez de deixá-lo ai morrer, o venda. RÚBEN: Eu acho uma ótima idéia, sendo assim não mancharemos nossas mãos com seu sangue e ganharemos um bom dinheiro. MERCADORES: Olá filhos de Jacó. O querem com este jovem? IRMÃOS: Queremos vendê-lo. MERCADORES: Dou vinte moedas de pratas. JUDÁ: Aceitamos, é um ótimo negocio. RÚBEN: Meu Deus! E agora o que direi para meu pai, só queria livrar meu irmão das mãos deles. JACÓ: Meus filhos, o que aconteceu? Onde está José? JUDÁ: Nosso irmãozinho foi devorado pelas feras e aqui está sua túnica, tudo o que sobrou. JACÓ: Meu Deus! Como viverei sem o meu filho? MERCADORES: Vamos vendê-lo aos egípcios e ganhar mais algumas moedas de prata. POTIFAR: Bom dia senhores, o que querem com este escravo? MERCADORES: Passamos aqui para o vende-lo. Quer comprá-lo? POTIFAR: Mas é claro, estou precisando mesmo de escravos jovens. MERCADORES: Pronto está aqui seu escravo. POTIFAR: Olhe meu jovem, tenho observado que em tudo que tocas prosperam, por isto vou colocá-lo como chefe de tudo que há em minha casa. JOSÉ: Obrigado meu senhor pela confiança, prometo que farei de tudo para não o decepciona-lo. POTIFAR: Olhe José estou muito feliz com você e seu trabalho, tudo em que põe as mãos prospera. EAPOSA DE POTIFAR: Que escravo virtuoso, vou fazê-lo deitar se comigo. JOSÉ: Meu Deus livra-me do mal, esta mulher esta me perseguindo. EAPOSA DE POTIFAR: José vem deitar comigo, meu esposo é eunuco e não tem relação comigo. JOSÉ: Jamais farei isto, minha senhora. Não trairei a confiança de meu senhor. E demais eu sirvo um Deus que tudo vê. EAPOSA DE POTIFAR: Potifar, meu senhor. Seu escravo José quis forçar-me a deitar com ele e eu arranquei-lhe as vestes. Aqui está a prova. POTIFAR: José, o que fizeste? Confiei-lhe toda minha casa e tu o fizeste isto comigo. Terei de mandá-lo para o cárcere para limpar minha honra. JOSÉ: Meu senhor sabe que sou um homem temente ao Deus de Israel e jamais faria isto. POTIFAR: Eu sei José que és temente o seu Deus, mas não posso deixar você ficar em minha casa, sabe que tenho um nome a zelar, seu Deus estará contigo. CARCELEIRO: José tem ouvido falar a seu respeito e seu temor ao seu Deus e por isto vou deixar-lhe estes presos todos sobre sua responsabilidade. FARAÓ: Soldados prendam este copeiro e este padeiro. Estes têm conspirados contra o rei. PADEIRO: José tem visto dizer que interpreta sonhos? JOSÉ: Não interpreto sonhos. O meu Deus a quem sirvo e que o revela. PADEIRO: Olhe José, em meus sonhos havia uma vide e três sementes que parecia brotar, da sua flor saia cachos maduros e eu espremíamos e servíamos no copo do rei. JOSÉ: Três sementes são três dias e durante estes três dias o rei o levara para servi-lo no palácio. PADEIRO: Eu também sonhei com três cestos brancos sobre minha cabeça cheios dos manjares do rei. JOSÉ: Os três cestos quer dizer que daqui a três dias faraó o enforcará. FARAÓ: O que será estes sonhos com estas vacas e estas espigas. COPEIRO: Meu rei, o que se passa? Parece tão triste? FARAÓ: É verdade, tenho tido sonhos preocupante, já chamei os adivinhos, os médiuns e nenhum deles conseguiram interpretar os sonhos. COPEIRO: Olhe meu rei, durante o tempo que fiquei no cárcere, conheci um escravo chamado José que seu Deus o revelou tudo o que aconteceu comigo, se o rei quiser posso chamá-lo. FARAÓ: O que está esperando, vá logo. CARCELEIRO: José pegue estas vestes, tome um banho e raspe as barbas que o rei mandou-lhe chamar no palácio. JOSÉ: O que será que o rei quer comigo? CARCELEIRO: Isso eu não sei meu amigo, você vai ter que descobrir. JOSÉ: Meu rei porque chamaste seu humilde servo? FARAÓ: Olhe José, tenho ouvido dizer que você interpreta sonhos? JOSÉ: Não meu rei, eu não interpreto sonhos. O meu Deus a quem sirvo é que revela a este humilde servo. JOSÉ: Está bem meu rei, conte-me os sonhos. FARAÓ: De dentro das águas do mar subia sete vacas gordas e sete vacas magras, e as sete vacas magras devoravam as vacas gordas. Novamente olhei e vi sete espigas boas e sete espigas secas que devoravam as espigas boas. JOSÉ: Olhe faraó haverá sete anos de fartura no Egito e sete anos que a terra não produzira nada porque haverá uma terrível seca. FARAÓ: O que farei então José? JOSÉ: Escolha um varão inteligente e honesto e manda comprar e armazenar toda a colheita durante estes quatro anos. FARAÓ: Olhe meu jovem, não existe em toda a terra ninguém mais sábio que você, portanto elejo a ti agora governador sobre todo o Egito, será o segundo depois de faraó. JACÓ: Meus filhos, os nossos animais estão perecendo com esta seca, desçam ao Egito e levem convosco ouro e prata e troque em alimentos se não perecemos. IRMÃOS DE JOSÉ: Senhor governador, soubemos que no Egito existem muitos alimentos e descemos ate aqui para comprar. JOSÉ: Vós sois espias e viestes para verem a nudez das terras? IRMÃOS DE JOSÉ: Não meu senhor seus servos vieram a comprar mantimentos. JOSÉ: Pensam que me enganam. IRMÃOS DE JOSÉ: O meu senhor, todos nós somos filho de um só varão; somos homens de retidão; da terra de Canaã; seus servos não são espias. JOSÉ: Conte-me um pouco sobre vossa família. IRMÃOS DE JOSÉ: Somos dez irmãos; o mais novo ficou com nosso pai e o nosso irmão José que Deus o tenha, foi devorado por uma fera. JOSÉ: Isto é o que vos tem dito; pôr eu vos digo que são espias. Pela vida de faraó, não saireis daqui enquanto não trouxer seu irmão mais novo. IRMÃOS DE JOSÉ: Meu senhor tenha piedade de nosso pai, se não voltarmos ele morrerá. JOSÉ: Está bem, um de seus irmãos ficará detido no Egito e vós levareis mantimento e trará convosco seu irmão mais novo. IRMÃOS DE JOSÉ: Pai, o governador do Egito prendeu um de nossos irmãos e disse que enquanto não levarmos nosso irmãozinho ele não o libertará. JACÓ: O meu Deus, já levou meu filho José, e agora queres levar meu filho Benjamim? IRMÃOS DE JOSÉ: Pai, as mercadorias estão acabando como iremos fazer? JACÓ: Não sei meus filhos, não deixarei levar meu outro filho. JUDÁ: Eu serei fiador do menino e se eu não o trouxer serei réu para sempre. JACÓ: Pois assim o fazeis; tomais do mais precioso que temos e apresentai a este homem quem sabe poupará meu filho. IRMÃOS DE JOSÉ: Pronto meu senhor aqui esta nossa oferenda e nosso irmãozinho de quem falamos. JACÓ: E vosso pais como estas? IRMÃOS DE JOSÉ: O meu senhor, nosso pai esta muito triste e abatido, se não retornamos nosso pai morrerá. JUDÁ: Por favor, meu senhor não detenha meus irmãos aqui no Egito, fique comigo, mata-mês se quiser, mas não faça que nosso pai Jacó morra. JOSÉ: Não os farei mal algum a vocês, meus irmãos, fiquem em paz e traga nosso pai para morar comigo aqui no Egito, teremos alimento aqui por muito tempo. IRMÃOS DE JOSÉ: Meu Deus é nosso irmão José. Perdoe nos meu irmão. JOSÉ: Não tenho o que perdoa-los, foi Deus que os fez fazer isto, se não hoje não estaria governando o Egito. IRMÃOS DE JOSÉ: Pai, nosso irmão Jose está vivo e é o governador do Egito. Ele mandou buscar o senhor para irmos morar com ele no Egito. JACÓ: Vamos logo meus filhos quero ver meu filho antes de morrer. JOSÉ: Meu pai que saudade, esta vendo meus sonhos se cumpriram, hoje sou o governador do Egito. JACÓ: Louvado seja Deus, pude ver meu filho antes de morrer. JOSÉ: Meu pai e meus irmãos fiquem nestas terras, é ótima para o gado e as ovelhas. A FESTA NO CÉU URUBU: Bom dia compadre sapo. Como tem passado? SAPO; Há compadre comigo está tudo bem, vivo sempre cantando e comendo os insetos que vejo por ai. GAVIÃO: São mesmo uns idiotas! Eu só como coisas fresquinhas. E você urubu, vive comendo coisa podre. O sapo só consegue comer inseto, que tédio. URUBÚ: Não liga não compadre sapo. O gavião é sempre assim, mal humorado e metido a besta. SAPO: Deixe-o pra lá, vamos conversar compadre urubu. E a comadre como está? URUBÚ: A sim ela está bem, muito ocupada cuidando de nossos filhotes. SAPO: Não brinca compadre! Não sabia das novas! URUBÚ: Pois é compadre, passei aqui, pra convidar o senhor para ir ao aniversário de meus filhos. SAPO: Será um prazer compadre, irei com todo gosto. UIRUBÚ: É compadre este é que é o problema. A festa será no céu. SAPO: É compadre vou pensar e depois lhe dou a resposta. GAVIÃO: Hei sapo! Que belo amigo você tem em! Convidar você a ir a um aniversário no céu. Rá,rá, rá, rá. SAPO: Não se preocupe gavião, a gente sempre da um jeitinho. GAVIÃO: Idiota, um jeitinho em. UIRUBÚ: E daí compadre está chegando o dia, vamos ou não vamos. SAPO: Não se preocupe compadre, eu disse que estou pensando. UIRUBÚ: Olhe compadre, só não leve a vida toda pensando. SAPO: Mulher. O compadre urubu convidou-me para ir ao aniversário de seus filhos. SAPA: E qual o problema? É só ir a festa. SAPO: A companheira, você acha tudo fácil. O problema é que a festa vai ser no céu e pelo que você esta vendo não tenho asas para voar. SAPA: É bobo mesmo, é muito fácil. SAPO: Fácil! Tem horas que imagino estar falando não com uma sapa, mas com uma bruxa. SAPA: Que bruxa nada, é que você não pensa, só sabe gorjear esta musica só. SAPO: Está bem fanfarrona. O que faço para ir ao céu? SAPA: O companheiro, na véspera de ir ao céu, convide o compadre urubu a vir em nossa casa tomar um caldo de inseto, e quando ele distrair entre dentro da viola dele. SAPO: Meu Deus! Você é um gênio! Gostei da idéia. Vou convidá-lo, hoje mesmo. SAPA: Vai companheiro, não deixe de levar o casaco, lá fora está frio. SAPO: Boas noites, compadre urubu, como estão os urubuzinhos? URUBÚ: Compadre, tudo bem em casa? Algum problema com a comadre? SAPO: A, não, compadre, tudo bem, vim até aqui convida-los a ir tomar um caldo comigo nas vésperas de irmos ao céu. URUBÚ: Está bem compadre, vamos tomar seu caldo. Mande a comadre caprichar nos insetos ok. SAPO: Então está combinado compadre, até breve. SAPA: E daí ele topou? SAPO: Mais é claro que sim. Vou me preparar e quando ele tomar do caldo como de costume ele vai cochilar e ai, entro na viola. URUBÚ: Pronto compadre está pronto? Vamos tomar logo este caldo e vamos voar. SAPO: E daí sapa, traga logo este caldo. SAPA: Aqui está, podem tomar a vontade, na panela tem mais. URUBÚ: Comadre, que caldo gostos! Mas está me dando um sono. SAPO: SAPO: É agora que eu entro na viola dele. Pufe. URUBÚ: Comadre, onde está o compadre? SAPA: O compadre ele foi andando na frente, me mandou pedir-lhe desculpa e disse que era mais lerdo e por isto foi na frente. URUBÚ: Está bem comadre, nós também temos que ir. Vamos família. SAPA: O compadre, vai ter uma bela de uma surpresa. URUBÚ: Boa noite pessoal vai dançar a festa começou. SAPO: Olá meu povo, cheguei. BICHARADA. Há! Como ele veio! URUBÚ: Não sei não, mais o compadre está me assustando, ele não voa. SAPO: E daí gavião, não disse que ia dar um jeitinho. BICHARADA. É pessoal já é tarde. Temos de ir embora. SAPO: E agora o que faço? Há o compadre está meio bêbado, vou entrar na sua viola. URUBÚ: Que festa maravilhosa. Vou tocar uma canção. Hei esta viola esta rouca. Parece que tem alguma coisa dentro. Há caiu. SAPO: Saiam da frente árvores e pedras, eu esmago vocês. URUBÚ: Meu Deus! Era o compadre sapo que estava dentro da viola, que espertinho ele em? SAPA: Meu Deus como você está horrível sapo! Ficou com os olhos esbugalhados. SAPO: É sapa, o compadre estava um pouco bêbado e resolveu tocar uma música, viu que a viola estava rouca, resolveu virar a viola de boca para baixo e tibum, cai. URUBÚ: Oi compadre, você ficou feio em! Mais mesmo assim me perdoe, se soubesse não tinha lhe derrubado você. JOÃOZINHO O SUCURÍ: PESCADOR: Há! Que susto! Quem é você? VITÓRIA REGIA: Porque se assustou? Sou tão feia assim? PESCADOR: Há não, você é a coisa mais linda que já vi! É que eu estava despercebido e não vi você chegando. VITÓRIA REGIA: é que eu sou a guardiã deste rio, e tenho que andar em silencio para ver se não estão poluindo as águas e matando os animais. PESCADOR: Meu pai viveu a vida toda a beira deste rio e sempre contou sobre a Vitória Régia, mais como uma flor. VITÓRIA REGIA: E como você está me vendo? PESCADOR: A moção mais bela que já vi em toda a minha vida, é que já vi muitas moças bonitas em. VITÓRIA REGIA: Olhe este é o nosso segredo, ninguém jamais me viu assim, sós pessoas de coração bom que consegue ver-me realmente. PESCADOR: Esta bem minha princesa sou a pessoa mais feliz do mundo e prometo cuidar deste rio e dos animais. VITÓRIA REGIA: Até agora não disse seu nome. PESCADOR: Há sim deixe me apresentar, meu nome é Joãozinho. VITÓRIA REGIA: Este bem Joãozinho estarão sempre aqui, prometa que só vai caçar e pescar para comer, nunca poluir este rio. Adeus amigo. PESCADOR: Meu como pode! Uma flor transformar-se em uma mulher tão bela. PESCADOR: Que barulho de motor é este? Vou chegar mais perto para ver o que é. GARIMPEIROS: Vai pessoal, trabalhem, temos que tirar pelo menos um quilo de ouro por mês. GARIMPEIROS EMPREGADOS: Senhor, o Mercúrio está poluindo o rio e matando os animais. GARIMPEIROS: Deixe de besteira homem trabalhe, o que nos importa é o ouro, o resto que se dane. PESCADOR: Bom dia, o que vocês estão fazendo com o rio? Estão matando todos os animais, como vou fazer para viver, tanto eu como estes animais dependem desta água para viver. GARIMPEIROS: Há homenzinho vai caçar o que fazer. O que tenho eu com sua vida e com estes animaizinhos. PESCADOR: Vocês não vão matar meus amigos, não vou deixar nem pra isto tenho que dar minha vida. GARIMPEIROS: O que vai fazer? Vai chorar? Pessoal pegue este homenzinho, amarre bem ele e jogue para as piranhas. PESCADOR: Meu Deus, uma Sucuri! Ela vem vindo ao meu encontro, vou ser devorado. SUCURÍ: Calmo Joãozinho veio te salvar, mas vou dar-lhe uma pequena mordida e você será como eu, uma sucuri e defenderá junto comigo este rio. PESCADOR: Meu Deus! Estou virando cobra mesmo, que sensação estranha, consigo respirar dentro da água. GARIMPEIROS: Vejam uma sucuri! Ela deve ter engolido aquele idiota. JOÃOZINHO O SUCURI: Vitória Régia, amiga, ajude-nos, estes malditos garimpeiros estão matando os animais e poluindo o rio. VITÓRIA RÉGIA: Acalma-se amigo, até que você se transformou em uma linda cobra, agora nos vamos formar um trio de defensores deste rio. JOÃOZINHO O SUCURI: Quem é este outro ai? Quero dizer este Sucuri? VITÓRIA RÉGIA: Há sim, deixe-me o apresentar, este ai também é um dos pescadores que os garimpeiros no passado fizeram o mesmo com ele e eu o transformei nesta Sucuri. SUCURI: E daí bela flor o que vamos fazer com aqueles garimpeiros? VITÓRIA RÉGIA: Prestem bem atenção é simples, eu apareço para eles e você dão um susto neles, olhem não precisam matar por enquanto ok. GARIMPEIROS: Olhem que moça linda! De onde você veio princesa? Veio nos ajudar a procurar ouro? VITÓRIA RÉGIA: A não! Eu vim expulsar vocês deste rio. GARIMPEIROS: Olhem pessoal que gracinha esta coisa mais linda disse que vai nos expulsar daqui. O que vocês acham? VITÓRIA RÉGIA: Bem eu sou só uma linda moça mas meus amigos estes sim vão acabar com vocês. GARIMPEIROS: Há é. E quem são seus amigos? Não vejo ninguém. VITÓRIA RÉGIA: Olhem atrás de vocês. GARIMPEIROS: Fuja pessoal, são duas enormes Sucuris, fujam. OS DEFENSORES DOS ANIMAIS DO RIO: Estes nunca mais voltam aqui. Olhem amigos vocês agora são os guardiões deste rio, se alguma coisa acontecer é só chamar, venho correndo ajuda-los ok.. PAI: Joãozinho acorda, já são cinco horas, temos que ir trabalhar. JOÃOZINHO: Há pai é muito sedo e eu estou com muito sono. PAI: Levanta já daí moleque, temos que plantar se não vai morrer de fome. JOÃOZINHO: Pai eu estou com os pés todos furados de espinhos, não estou agüentando. MÃE: Há meu filho você tem de ajudar seu pai, vou enrolar uns panos em seis pés e isso vai ajudar a não doer. PAI: Joãozinho, como você cortou este pé de milho? JOÃOZINHO: Há pai eu não vi, estava atrás do mato. PAI: Você me paga moleque, vou dar-lhe uma cabada de enxada na cabeça para você enxergar melhor e não cortar mais as plantas. MÃE: Homem! Já são oito horas da noite e você está chegando esta hora da roça? PAI: Saímos da roça escurecendo, é porque a distancia é longe. MÃE: Veja o coitadinho do menino já está dormindo ali no chão, vou colocar ele na esteira para dormir amanhã ele come. PAI: Acorda menino temos de ir trabalhar. JOÃOZINHO: Há pai estou com sono e muita fome. PAI: Mulher veja se sobrou algum resto de fruta pão e dê a este menino que eu não posso perder tempo. NÃE: A sim sobrou um pouco de sopa de fruta pão, vou esquentar para ele. PAI: A sim aproveite e chame a Alzira, vou levar ela também para ajudar, porque esta semana quero terminar aquele serviço. MULHER: Homem estes meninos estão crescendo, a professora veio aqui ontem e disse que temos que colocarem eles na escola, se não eles vão ficar burros que nem nós. PAI: Que nada mulher, até hoje não precisei de estudos. MULHER: É mais até hoje nunca teve nada, se que nunca pode comprar um sapato nem para você, quanto mais para seus filhos. JOÃOZINHO E ALZIRA: É mesmo pai, os colegas zombam de nós porque andamos descalço. PAI: Está bem vou colocar o Joãozinho na escola porque ele é homem, mas as mulheres não precisam estudar não, logo elas crescem e vão se casar. PROFESSORA: Bom dia senhora, vim aqui, procurar saber se não vão colocarem seus filhos na escola? MÃE: A sim professora, falei com meu marido sobre isto, e ele disse que vai colocar só o menino, depois da aula ele tem de ir ajudar ele na roça. MÃE: Joãozinho vai para a escola, e na hora do recreio você vem colocar arroz na pedra pra secar e lavar as vasilhas para mim. JOÃOZINHO: Mãe, não vai dar tempo pra tudo isso. MÃE: Olhe, e tem mais uma coisa , quando terminar as aulas vem direto pra casa, você tem de levar almoço para seu pai e se chegar atrasado já sabe, vai apanhar. PROFESSORA: Olhe senhora, o Joãozinho já está com oito anos, já passou da idade para começar a estudar, e depois entrou na escola no meio do ano, é possível que ele não passe de ano. PAI: Menino vagabundo, a comida já está fria e azeda, vou lhe dar uma surra pra você aprender a não ficar brincando na estrada. PROFESSORA: Olhe pai, seu filho não tem condições de passar de ano e estou achando ele muito triste porque seus coleginhas riem muito dele por estar sempre descalço e com estas roupas de chita todos os dias. PAI: Que nada, moleque sou assim mesmo, e demais eu tenho nove filhos, não poço comprar calçado e nem roupas melhores para eles. MÃE: Joãozinho, pegue seu caderno e vai fazer as tarefas que a professora mandou. PAI: O moleque está dormindo em cima do caderno, vou dar umas cadernadas na cara dele que ele toma vergonha. MÃE: O homem não faz isto, o coitadinho está cansado de tanto trabalhar. PAI: Levante moleque e vai dormir que amanhã você tem que acordar cedo para ir a escola. PROFESSORA: Joãozinho, não durma na aula, você tem de dormir de noite e não na escola. JOÃOZINHO: A professora, é que chego todos os dias da roça às oito horas e ainda tenho de fazer as tarefas. PAI: É Joãozinho este ano você termina a quarta série e vai ficar melhor que o ano que vem você pode me ajudar o dia todo na roça. JOÃOZINHO: Mais pai! Eu quero estudar mais como os outros meninos. PAI: Deixe de ser bobo moleque, não está vendo que eles são ricos e seus pais podem pagar estudo para eles. E nós como vamos pagar. JOÃOZINHO: O pai, em outros lugares tem escolas do governo e é de graça. PAI: Deixe de besteira moleque que estudar que nada, até hoje eu não estudei e estou vivendo. JOÃOZINHO: Mãe, o pai não quer me deixar ir estudar, eu vou embora para estudar em outro lugar. MÃE: Meu filho não me de este desgosto, eu não vou agüentar sem você. JOÃOZINHO: Nunca esquecerei de ti mãe. MÃE: Está bem meu filho se é assim que quer. JOÃOZINHO: Bom dia seu Arlindo, o senhor deixa eu morar aqui para eu estudar. ARLINDO: Olhe menino, pra você ficar aqui já é uma complicação com seu pai. Vou deixar você ficar até arrumar um lugar. JOÃOZINHO: Bom dia seu Vivaldo. O senhor podia arrumar um trabalho para mim para eu morar aqui e poder estudar a noite. VIVALDO: Bom, posso até arrumar um trabalho para você, mas é o seguinte, vai ter de levantar às três horas da madrugada para tirar o leite e depois durante o dia fazer alguma coisa. JOÃOZINHO: Pra mim está bom, o que eu quero é estudar. VIVALDO: Acorde rapaz, já são três horas. VIVALDO: Joãozinho, só tem um cavalo e nós vamos ter de levar o gado para a outra colônia ok. JOÃOZINHO: Vamos seu Vivaldo então vamos tocar o gado. VIVALDO: Vamos Joãozinho cerque esta vaca seu idiota. JOÃOZINHO: Olhe seu Vivaldo, ninguém ate hoje precisou gritar comigo, e o senhor estava acavalo e não cercou a vaca, acerte minha conta que vou embora. VIVALDO: Pra onde vai menino? Deixe de bobagem fique aqui, você é um bom menino. JOÃOZINHO Não seu Vivaldo, não vai dar certo, eu vou para a casa do seu Arlindo ajudar ele apanhar café. VIVALDO: Está bom Joãozinho, se você quer assim, vou levar o dinheiro para você na escola a noite. JOÃOZINHO: Bom dia seu Arlindo, tem serviço pra mais um ai? ARLINDO: É claro que tem, o café está quase seco e preciso apanhar ele logo. (uma semana depois) JOÃOZINHO: O seu Arlindo. Uma cobra picou-me e não estou enxergando nada. ARLINDO: Vamos descer a cerra e você vai tomar uma injeção na venda do Vergílio e isto vai melhorar. JOÃOZINHO: Não estou agüentando seu Arlindo, estou sentindo uma fraqueza danada. ARLINDO: Olhe rapaz, não posso ficar com você aqui em casa sem fazer nada, você vai ter que se virar, arrumar um serviço por ai. JOÃOZINHO: Bom dia seu Henrique. O senhor não tem um trabalho ai para mim? HENRIQUE: Olhe meu filho, serviço tem muito, mas do jeito que estou vendo você não vai agüentar muita coisa. JOÃOZINHO Há seu Henrique, o que quero é um lugar para ficar e comer, não importa com salário no momento. HENRIQUE: Se for assim está bom pode ficar. O SOFRIMENTO DE JÓ E SUA VITÓRIA. DEUS: De onde vem Satanás? SATANÁS: De rodear a terra, procurando alguém para enganá-lo. DEUS: Tem visto o meu servo Jô? SATANÁS: Há sim ele está muito bem, tem uma ótima família e muita riqueza. DEUS: Você já viu alguém integro e justo como ele sobre todo este universo? SATANÁS: É claro que não, se ele tem tudo o de bom na terra, isso faz ser assim. DEUS: Que nada, você é que está com inveja porque não consegue encontrar nem uma falha nele. SATANÁS: Deixe eu tocar nos bens dele e em sua família para ver se ele não abandona o senhor. DEUS: Está bem para provar que meu servo é justo vou deixar que toque em sua família e em seus bens. SATANÁS: Está bem senhor, então vou começar a fazer isto agora mesmo. DEUS: Há sim só tem uma coisinha, não toque em nada a não ser em sua família e em seus bens. FILHO PRIMOGENITO: Meus queridos irmãos, hoje vamos a casa de nosso irmão caçula participar com ele do banquete que nos preparou. 1º SERVO: Meu senhor estava arando a terra para plantar e vieram os Sabeus e mataram os trabalhadores e levaram os bois. 2º SERVO: Senhor caiu fogo do céu e queimou todas as ovelhas e os pastores. JÓ: Meu Deus! O que está acontecendo? 3º SERVO: Meu senhor! Os Caldeus mataram os vaqueiros e levaram todo o gado e camelos. 4º SERVO: Meu senhor! Seus filhos estavam na casa de seu filho caçula, e um vento derrubou a casa sobre eles e todos morreram. JÓ: Meu Deus! Piedade! Porque está acontecendo isto comigo? ESPOSA DE JÓ: Jô! O que é isto? Porque você está vestido assim? Como um maltrapilho. JÓ: Mulher! Tudo que tínhamos acabou. ESPOSA. Deixe de bobagem Jô. Acabou como? JÓ: Mataram nossos servos. Levaram nossas ovelhas, nossos camelos e nosso gado, e se isso não bastasse a casa caiu em cima dos nossos filhos e todos morreram. ESPOSA: Onde estava esse seu Deus que você venera tanto que não viu isto acontecer? JÓ: Não diga isto mulher, meu Deus é justo. Com certeza isto deve ser para nos provar nossa fé. ESPOSA: Você quer saber Jô, este seu Deus não se importa conosco> SATANAS: Que homem duro na queda, perdeu todos os seus bens e filhos e continua ainda confiando em Deus. MULHER: Jô! Pare com isso, seu Deus não está ligando. SATANÁS: A sim! Agora vou tocar em seu corpo, colocando uma terrível lepra pra ver se ele não deixe seu Deus. JÓ: Meu Deus que coceira horrível. ESPOSA: Não quero você perto de mim com essa lepra, vai dormir em outro lugar se quiser. JÓ: Meu Deus não me abandone, por favor. DEUS: E ai Satanás como passa meu servo Jô? Já viu alguém mais justo e integro como ele? SATANAS: Deixe-me tocar na carne e nos ossos dele para ver se ele logo na te amaldiçoa. DEUS: Pode tocar, está autorizado a fazer isto. ESPOSA: Meu marido! Onde estão seus amigos? Será que estão com vergonha ou nojo de você? JÓ: Há, mulher! Não preciso disto, o meu Deus me basta. ESPOSA: Como pode? Aquelas pessoas que veneravam você na praça que até banhavam seus pés com leite passam de longe. JÓ: Não se preocupe nu eu vim do meu pai, e nu voltarei para ele. ESPOSA: Você é mesmo um idiota. O seu Deus o abandonou. Continua ainda com sua sinceridade amaldiçoe este seu Deus e morra. JÓ: Como fala qualquer doida, assim falas tu: receberemos o Bem de Deus e não o mal. OS TRÊS AMIGOS DE JÓ: O Deus! O que aconteceu com o nosso amigo Jó. JÓ: Não preocupem comigo meus amigo, isto passa. O senhor meu Deus resolverá tudo isso da melhor maneira possível. ESPOSA: Não adianta. Ele continua confiando em seu Deus. AMIGOS: Vamos ficar aqui juntos com ele para ajudá-lo. JÓ: Pereça o dia em que nasci, e a noite em que disseram foi concebido um homem. Porque não morri antes de nascer? ELIFAZ: Porque diz assim? Quantas coisas boas fizessem? E quanta pessoa ajudou? JÓ: Ó meu amigo, é o desespero que faz agir assim. ELIFAZ: Clame a seu Deus, ele ouvirá a você com certeza. JÓ: O meu Deus sabe com certeza do meu sofrimento e angustia, e com certeza me perdoará. ELIFAZ: Ó senhor perdoe o seu humilde servo que não sabe o que fala. ZOFAR: Olhe Jó, tenho certeza que você deve estar pagando algum pecado que tenha cometido. JÓ; Na verdade que só vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. Também eu tenho um coração como vós e não vos sou inferior. SEUS AMIGOS: Vamos embora, você não precisa de nossa ajuda. JÓ: Senhor, porque tenho passar por isto? Se eu pequei contra ti, por favor, perdoe-me. BIDADE: Até quando usará artifícios em vez de palavras? JÓ: Até quando entristecereis minha alma e me quebrantareis com palavras? Não tenham vergonha de contra mim levantares?Graças a Deus que ele mostrou as minhas falhas e meus pecados. DEUS: Ó meu servo Jô, antes que existisse o mundo eu estava aqui, nunca abandonaria você. Pela sua fé e paciência vou devolver a você tudo o que perdeu dobrado e bem melhor. JÓ: Obrigado meu Deus. O GALO E A RAPOSA: GALO: Meu Deus! Vem vindo à raposa, tenho que subir em uma árvore. RAPOSA: O lá amigo galo, o que está fazendo ai em cima? GALO: Amigo uma pinóia! Você está se fazendo de boazinha porque quer me comer. RAPOSA: Que nada amigo, o Rei leão baixou um decreto que a partir de hoje todos os animais devem ser amigos. GALO: Você acha que sou algum idiota em acreditar em você? Não vou descer coisa nenhuma. RAPOSA: Há, dessa!Vem dar um abraço em sua nova amiga. GALO: Você tem mesmo certeza do que está falando? RAPOSA: É claro que tenho se quiser, para provar minha amizade, vou preparar um belo de um banquete em minha casa e você participa comigo. GALO: Está bem raposa, ai vem meu amigo cachorro, vamos aproveitar e comemorarmos juntos. RAPOSA: Ó, meu amigo lembrei que tenho um assunto muito importante para resolver, tenho que ir, até outro dia. GALO: Não raposa espere, ainda é cedo vamos conversar. CAHORRO: Au..au..au..au….O que foi amigo galo? A raposa estava lhe perturbando? GALO: Há! Aquela idiota estava pensando que eu ia cair na conversa dela. CACHORRO: Mas, o que ela aprontou desta vez? GALO: Imagine você amigo, ela chegou dizendo que o rei leão decretou que a partir de hoje todos animais devem ser amigos. CACHORRO: Descarada! Isto é uma tremenda mentira, desde quando todos os animais virão a serem amigos, se nem o homem consegue fazer isto. GALO: É, mais ela não me engana, desconfiei e subi na árvore. CACHORRO: Vou indo amigo, se cuide e fique esperto. Até mais. ISABEL, BOLINHA E A FERA: ISABEL: Bolinha! Temos que ter muito cuidado aqui neste castelo no meio desta floresta. BOLINHA: Há sim, minha senhora, prometo tomar conta direitinho, não vou deixar nada chegar perto de ti. ISABEL: Olhe Bolinha, vou arrumar sua cama bem perto da porta do meu quarto pra você vigiar-me. BOLINHA: Está bem senhora, boa noite e tenha uma boa noite de sono. FERA: Já está escuro, vou sair da caverna e ir até aquele castelo ver se acho alguma coisa para comer. BOLINHA: Isabel parece que ouvi algum barulho, vem vindo alguma coisa. FERA: Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que eu vou lhe visitar! BOLINHA: Au..au…au..Isabel já ceou, já deitou, já dormiu. FERA: Odeio cachorro, tenho que voltar para minha caverna. ISABEL: Bolinha! Você ouviu uma voz esta noite vindo do lado daquela montanha. BOLINHA: Há sim, ouvi sim, mas disse que você já tinha ido dormir. ISABEL: A Bolinha, você é uma tola, porque você não deixou ele chegar, quem sabe é um belo príncipe que quer vir me visitar. FERA: Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar. BOLINHA: Au..au…au…Isabel já ceou, já deitou, já dormiu. FERA: Que animal chato, eu odeio esta cachorra. ISABEL: Hei bolinha! Estou ficando chateada com você, vou lhe matar e quero ver se você atrapalhe mais, pool. Pronto agora está morta. FERA: Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar. BOLINHA: Au..au…au…Isabel já ceou, já deitou, já dormiu. ISABEL: Que coisa, eu matei a cachorra, como ela ainda atrapalhou a chegada do meu príncipe?H´já sei vou queimá-la. FERA: Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar. BOLINHA: Au..au…au…Isabel já ceou, já deitou, já dormiu. ISABEL: Que coisa, eu a matei e queimei seu corpo, como pode, vou jogar sua cinza no rio, ai eu quero ver. FERA: Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar. BOLINHA: Au..au…au…Isabel já ceou, já deitou, já dormiu. ISABEL: O que está acontecendo?Matei a cachorra, queimei seu corpo, joguei as cinzas no rio e ela ainda atrapalha meu príncipe chegar. Vou varrer as cinzas das beira do rio amanhã bem cedo. FERA: Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar! Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar! Isabel, Isabelzinha, vigie sua cachorrinha que já vou lhe visitar! ISABEL: Até que enfim, ele vai chegar. FERA: Cheguei minha bela, sei que você estava ansiosa parra me ver. ISABEL: Meu Deus! Que coisa horrível! Pra que estes olhos tão grandes?. FERA: É pra te olhar. ISABEL: Pra que estas orelhas tão grandes? FERA: É pra te ouvir. ISABEL: Pra que este nariz tão grande? FERA: É pra te cheirar. ISABEL: Pra que esta boca tão grande? FERA: É pra te comer. Uauuuuuuu. A ESPERTEZA DO LEÃO: TIGRE: Pessoal o leão está muito doente e parece que desta vez ele vai morrer. BICHARADA: Mestre tartaruga o que o senhor acha disso, vamos visitar o leão? MACACO: Há pessoal, não tenha medo, qualquer coisa eu subo em uma arvore. COELHO: Eu sou muito esperto, se for preciso eu saio voando, quero ver o leão me pegar. TIGRE: Vou enganar estes bobos. Se eles forem os leões come uns deles e eu como o resto. TARTARUGA: O que você disse tigre? TIGRE: Nada não, é que eu estava pensando alto. TARTARUGA: Olhe pessoal, é bom ir com os olhos bem aberto, nunca se sabe o que pode acontecer. VEADO: Há, vou à frente, não vou esperar estes lerdos. MACACO: Espere veado que eu vou contigo. CABRITO: Há companheiros eu também quero ir à frente com vocês. VEADO: Está bem pessoal, então vamos juntos. TATU, JABUTI E A IGUANA: Ande tartaruga você está muito lerda. TARTARUGA: Calma pessoal, não tenha pressa, isso pode ser um truque do leão. TATU, JABUTI E A IGUANA: Será mestre tartaruga? TARTARUGA: É bom estar precavido. O leão é muito ardiloso, pode estar querendo nos enganar. TARTARUGA: Pessoal! Estão vendo algo diferente? TATU, JABUTI E A IGUANA: O que mestre? TARTARUGA: Não notaram que os rastos dos bichos que entraram não saíram de volta. TATU, JABUTI E A IGUANA: Mestre o senhor está certo. O leão deve ter comido todos eles, vamos voltar. TARTARUGA: É leão, você pode enganar a outros, mas esta velha e sábia tartaruga não. JOÃOZINHO E A PRINCESA ENCANTADA: JOÃOZINHO: Velho amigo Alazão vai beber um pouco de água fresca e comer um pouquinho que a viagem é longa e cansativa. ALAZÃO: Meu senhor o que o senhor vai fazer tão longe? JOÃOZINHO: É amigo, dizem que lá neste castelo abandonado, uma feiticeira enfeitiçou uma bela princesa e o castelo se transformou em uma densa floresta. ALAZÃO: Está bem meu senhor se é para o seu bem eu estarei contigo onde estiver. JOÃOZINHO: Bem Alazão o dia já amanheceu, vamos em frente. ALAZÃO; Meu senhor, já esta escurecendo estou com fome e com sede. JOÃOZINHO: Está bem Alazão, vamos parar em baixo daquela árvore na beira daquela fonte de água. ALAZÃO: Joãozinho! Veja parece que aqui é o castelo, olhe o formato destas árvores. JOÃOZINHO: É mesmo Alazão, vamos ficar por aqui esta noite e amanhã cedo vamos procurar a princesa. UMA CRIADA: Como eu sou bela! Há vou quebrar este vaso, como uma moça bela como eu, vai ficar por ai carregando vaso. PRINCESA: Rá..rá…rá….rá… CRIADA: Quem está ai? PRINCESA: Sou eu a princesa encantada. JOÃOZINHO: Alazão, o dia já amanheceu a tempo acorde, você não está ouvindo vozes vindo lá das bandas do lago? ALAZÃO: .É mesmo meu senhor, vamos até lá ver o que esta acontecendo. JOÃOZINHO: Bom dia moça. Com quem está conversando? CRIADA: Com a princesa encantada. JOÃOZINHO: Deixe, eu vê-la. Ola princesa vem de tão longe só para ver vossa majestade. PRICESA: Há meu jovem! Estou enfeitiçada por uma malvada feiticeira. JOÃOZINHO: Venha e deite aqui em meu colo que eu consolo você. PRINCESA: Está bem meu jovem, já vou descer. JOÃOZINHO: Veja Alazão, ela adormeceu. Como ela é linda! E que cabelos tão lindos. Vou acariciá-los. ALAZÃO: Cuidado senhor. Ela pode acordar. JOÃOZINHO: Olhe amigo. Alfinetes cravados em sua cabeça. Vou tirá-los. Veja ela acordou. Olhe o castelo está aparecendo. PRINCESA: Meu jovem você quebrou o encantamento. Meus pais estão acordando com seus súditos e seus soldados. JOÃOZINHO: Bem Alazão, cumprimos nossa missão, agora vamos voltar para casa. PRINCESA: Nada disso, existe um decreto que, quem quebrasse o feitiço casaria comigo. ALAZÃO; Bem senhor não era isto que o senhor queria, então vamos até o rei e providenciamos o casamento. REI: Viva o príncipe Joãozinho! Segundo o meu decreto ele a partir de hoje pertencerá a este reino e casará com a princesa. . A CIGARRA E AS FORMIGAS: CIGARRA: Olá amigas tudo bem? Sempre agitadas e correndo de um lado para o outro em? FORMIGAS: É amiga cigarra, a vida é assim mesmo, temos de trabalhar se quisermos viver. CIGARRA: Que nada amigas vocês levam a vida muita a sério, eu vivo cantando e sempre encontro comido por ai. FORMIGAS: Bem amiga levamos a vida como achar melhor, nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho, até mais. CIGARRA: Há! Vou continuar cantando 'Não preciso trabalhar, que comida eu vou achar, não preciso trabalhar'. FORMIGAS: E daí cigarra, como vaia sua vida de cantora? CIGARRA: Formigas a vida esta uma beleza, acho comida onde passo e continuo minha vida cantando. CORUJA: Cigarra, você deve pensar um pouco, agora está tudo bem, e quando o inverno chegar? O que você vai fazer CIGARRA: Não estou nem ai. O que pode ser melhor que cantar e achar comida na hora que quiser. FORMIGAS: Vamos companheiras, temos que ajuntar comidas, o inverno vem chegando. CIGARRA: Meu Deus! Está caindo uma garoa danada e está começando a esfriar, tenho que achar um abrigo. É nem um abrigo eu preparei. FORMIGAS: Pessoal! Vamos festejar, porque temos comida para passar to do o inverno. CIGARRA: Nossa! Como está frio! Vou até a casa das formigas procurar abrigo e comida. FORMIGAS: Beba pessoal! Festejem! CIGARRA: Toc.. toc…toc..ei de casa. Por favor me ajudem. FORMIGAS: O que foi cigarra? Você não foi para sua casa comer das suas músicas? CIGARRA: Por favor, me ajudem. Nunca mais eu vou fazer isso. Prometo que a partir de hoje vou cantar, mas também vou trabalhar. FORMIGAS: Está bem cigarra entre que nós vamos ajudar você.