Em meados de 1.900 aconteceu mais uma inovação que repercutiu de forma preponderante na evolução da administração da produção, o empreendedor americano, Henry Ford decide padronizar a forma de produção de sua montadora de veículos. Sobre Ford, Chiavenato (2011, p. 65) menciona detalhes: Provavelmente, o mais conhecido de todos os precursores da Administração Científica, Henry Ford (1863-1947) iniciou sua vida como mecânico. Projetou um modelo de carro e em 1899 fundou sua primeira fábrica de automóveis, que logo depois foi fechada. Sem desanimar, fundou, em 1903, a Ford Motor co. Sua idéia popularizar um produto antes artesanal e destinado a milionários, ou seja, vender carros a preços populares, com assistência técnica garantida, revolucionando a estratégia comercial da época. De outra banda Maximiano (2010, p. 24) diz: Foi Henry Ford (1863-1947) quem elevou ao mais alto grau dois princípios da produção em massa, que é a fabricação de produtos não diferenciados em grande quantidade: peças padronizadas e trabalhador especializado. Apesar de ser grande adepto das ideias de Taylor, Ford também contribuiu com relevância para administração da produção, sobre suas teorias colocadas em prática cumpre ressaltar os ensinamentos de Davis, Aquilano e Chase (2001, p. 35, grifo nosso): “Antes da introdução da linha de montagem, em agosto daquele ano [1913], cada chassis era montado por um trabalhador em aproximadamente 12 horas e meia. Oito meses mais tarde, quando a linha estava já em seu formato final, com cada trabalhador realizando uma pequena unidade de trabalho e o chassis sendo movido mecanicamente, o tempo médio de mão- de-obra por chassis foi reduzido para 93 minutos. Esta ruptura tecnológica, combinada com os princípios de administração científica, representa a aplicação clássica da especialização da mão-de-obra e ainda existe hoje, tanto em manufatura como em serviços”. Por outra vertente: “A chamada produção em massa, que foi e continua sendo a marca registrada dos Estados Unidos, o símbolo do seu poderio industrial, pode ser encontrada já em 1913, quando começou a linha de montagem dos automóveis Ford” (MOREIRA, 2004, p. 5). Gaither e Frazier (2005, p. 9-10, grifo nosso) assinalam: “O grande marco da administração cientifica ocorreu na Ford Motor Company no inicio do século XX. Henry Ford (1863-1947) projetou o Ford modelo T para ser construído em linhas de montagem. As linhas de montagem da Ford incorporavam os elementos principais da administração científica – desenhos de produtos padronizados, produção em massa, baixos custos de manufatura, linhas de montagem mecanizadas, especialização de mão-de-obra e peças intercambiáveis.[…] Não obstante Ford não ter inventado muitos dos métodos de produção que usava, talvez ele, mais do que qualquer outro líder industrial de seu tempo, tenha incorporado em suas fábricas o melhor em termos de métodos eficientes de produção daquele período”. Chiavenato (2011, p. 65) explica: “Na produção em série ou em massa, o produto é padronizado, bem como o maquinário, o material, a mão-de-obra e o desenho do produto, o que proporciona um custo mínimo. Daí a produção em grandes quantidades, cuja condição precedente é a capacidade de consumo em massa, seja real ou potencial na outra ponta”. Maximiano (2010, p. 24) finaliza: “A administração cientifica e a linha de montagem são responsáveis pela notável expansão da atividade industrial em todo o mundo. Entrando neste exato instante em qualquer fábrica de grande porte, em qualquer lugar do planeta, você poderá constatar que Taylor e Ford iriam sentir-se em casa”. Ford conseguiu galgar formidáveis resultados, visto que o mesmo foi um homem além do seu tempo, afinal ele implantou uma tecnologia de processos que movia em linha os chassis dos veículos em fabricação; apoiado nesta inovação, além é claro de já ter implantado a filosofia da administração científica (teoria extremamente discriminada na época) em todos os sentidos na fábrica.