Com mais de 57 mil novos negócios de cuidadores abertos só em 2025, segundo o Sebrae, e uma rede com mais de 300 franqueados e 18 mil cuidadores, Acuidar defende que avanço da regulamentação pode elevar o padrão do cuidado no Brasil em um mercado cada vez mais aquecido Brasil está mais perto de estabelecer novas regras para uma das atividades que mais ganham relevância diante do envelhecimento da população e das novas configurações familiares: a profissão de cuidador. O Projeto de Lei 76/2020, que regulamenta a atuação de profissionais que prestam assistência a idosos, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e pessoas com doenças ou condições incapacitantes, foi aprovado em março de 2026 pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), e agora aguarda votação em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Se confirmado ali, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de virar lei. Para além de uma mudança legislativa, o movimento coloca no centro da discussão um desafio que empresas especializadas no setor vêm enfrentando há anos: transformar o cuidado em uma atividade cada vez mais profissional, segura, qualificada e reconhecida. Para a Acuidar, maior rede de cuidados domiciliares da América Latina, esse movimento representa uma evolução natural de um mercado que cresceu, ganhou relevância social e agora caminha para um novo estágio de maturidade. 'O cuidador deixou há muito tempo de ser uma figura secundária dentro da assistência. Ele está dentro das casas, acompanha famílias em momentos de extrema vulnerabilidade e participa diretamente da qualidade de vida de quem precisa de cuidado. Regulamentar e profissionalizar essa atividade é reconhecer a importância de quem cuida', afirma Jéssica Ramalho, fundadora da Acuidar. O que pode mudar para os cuidadores? O texto aprovado pela CAE estabelece critérios para o exercício profissional, como idade mínima de 18 anos, ensino fundamental completo, qualificação profissional, condições de saúde física e mental e ausência de antecedentes criminais. A proposta também prevê regime de transição de ao menos três anos para a exigência do curso de qualificação, dispensa dessa formação para quem já atua há pelo menos dois anos na profissão e permite a contratação como empregado celetista, empregado doméstico ou microempreendedor individual (MEI), com jornada de até oito horas diárias e 44 semanais ou em escala de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. Para a Acuidar, as discussões reforçam o fato de que as famílias estão cada vez mais exigentes na hora de colocar um profissional dentro de casa para cuidar de alguém que amam. Jéssica esclarece que a procura envolve um processo minucioso de seleção, avaliação, capacitação, acompanhamento e construção de processos capazes de proporcionar maior segurança tanto para as famílias quanto para os próprios profissionais. A Acuidar nasceu antes mesmo da regulamentação e ajudou a profissionalizar o próprio mercado. Fundada em João Pessoa, na Paraíba, a rede surgiu em 2016, quando Jéssica Ramalho e Vitor Hugo Nascimento identificaram a necessidade de estruturar e profissionalizar a prestação de serviços de cuidado domiciliar. De uma operação local, a empresa avançou para um modelo de franquias e construiu uma rede com presença nacional. Hoje, são mais de 300 franqueados e mais de 18 mil cuidadores ligados à rede, em uma operação que já impactou milhões de pessoas. Ao longo dessa trajetória, a empresa estruturou processos de recrutamento e seleção, capacitação, acompanhamento dos profissionais e iniciativas voltadas à valorização e ao desenvolvimento dos cuidadores. Entre as ações estão programas de capacitação, iniciativas de relacionamento e reconhecimento dos profissionais e investimentos em tecnologia para apoiar a gestão da assistência. Para Jéssica, a eventual regulamentação não deve ser encarada apenas como uma lista de novas exigências. 'Existe uma diferença enorme entre simplesmente disponibilizar alguém para cuidar e construir uma operação profissional de cuidado', esclarece. A regulamentação também tende a acelerar a profissionalização de um mercado estratégico para o Brasil. O avanço do projeto acontece em um momento especialmente relevante para o país, dado que o envelhecimento da população brasileira amplia a demanda por soluções de assistência e transforma a chamada economia do cuidado em uma atividade cada vez mais estratégica. Levantamento do Sebrae com base em registros da Receita Federal, divulgado pela Agência Brasil, mostra que o país abriu mais de 57 mil novos negócios de serviços de cuidadores somente em 2025, resultado de um crescimento de 74% do setor nos últimos cinco anos. O avanço acompanha a mudança no perfil demográfico do país: segundo o IBGE, o Brasil já tem mais de 33 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, contingente que cresceu 57% em pouco mais de uma década. Nesse cenário, empresas que conseguirem combinar pessoas qualificadas, processos, acompanhamento, tecnologia e segurança tendem a assumir um papel ainda mais importante na organização do setor. Para a Acuidar, a regulamentação também contribui para dar maior visibilidade aos milhares de profissionais que escolheram o cuidado como profissão. 'Durante muito tempo, o cuidador foi lembrado apenas quando uma família precisava dele. Nós queremos que ele seja reconhecido antes disso: como profissional, como parte essencial da cadeia de saúde e como alguém que precisa de formação, oportunidade e valorização', conclui Jéssica. Sobre a Acuidar: Fundada em 2016 pelo médico Vitor Hugo de Oliveira e pela fisioterapeuta Jéssica Soares Ramalho, a rede oferece serviços no domicílio do cliente ou durante acompanhamento hospitalar, com opções de diárias avulsas e planos mensais. A marca entrou para o mercado de franquias em 2020, contando hoje com mais de 300 unidades inauguradas. O investimento inicial total é a partir de R$ 68.100,00 (já com a taxa de franquia), o faturamento médio mensal varia entre R$ 40 mil a R$ 170 mil e o prazo de retorno é de 6 a 14 meses. Saiba mais em: