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O plano que você não revisa é só um papel

Bruno Perin
Bruno Perin
09 out 2026 às 6:47
Última atualização: 07 out 2026
6 min leitura
09 out 2026 às 6:47
6 min leitura
Última atualização: 07 out 2026
O plano que você não revisa é só um papel

Foto: Divulgação/Rivael Hermes dos Santos

Rivael Hermes dos Santos, diretor da ZAH Empreendimentos e vencedor de prêmio internacional de arquitetura, mostra por que a diferença entre crescer e estagnar está em olhar o plano toda semana

Rivael Hermes dos Santos é Diretor Administrativo e de Marketing da ZAH Empreendimentos, incorporadora catarinense baseada em Itapema que conquistou o “Excellence Award for Nature Sensitive Architecture 2024” — prêmio internacional que reconhece projetos de arquitetura sensível à natureza. A empresa, que trouxe para o Brasil o primeiro projeto assinado pelo escritório TROOST+Pessoa fora da Amazônia, construiu sua reputação combinando sustentabilidade, neutralidade de carbono e eficiência energética em empreendimentos de alto padrão. Rivael lidera as áreas administrativa e de marketing de uma operação que cresce em um dos mercados mais sensíveis a ciclos econômicos — o imobiliário — e sua trajetória oferece lições diretas sobre como C-Levels podem navegar instabilidade sem perder o rumo estratégico.

1. O Plano Vivo: Por Que Ter Estratégia Não É Suficiente

Pergunta: Como você decide para onde levar o negócio quando o mercado não para de mudar?

Insight de Rivael Hermes: “Pra onde eu tô indo com o negócio, por que eu tô indo, qual é o plano, eu tô seguindo esse plano? É analisar sobre o plano. Toda semana eu vejo se estamos no caminho do plano.”

O complemento aqui é direto: Rivael não fala de planejamento como um exercício anual de PowerPoint. Ele descreve um ciclo semanal de revisão — o plano como documento vivo, não como arquivo morto. Para C-Levels, isso significa que a estratégia só tem valor se for confrontada com a realidade constantemente. A maioria das lideranças trata o planejamento estratégico como um evento, não como um processo. Empresas como a Amazon operam exatamente assim: Andy Jassy mantém reuniões estruturadas de revisão onde a pergunta central não é “o que fizemos”, mas “estamos no caminho que decidimos”. O risco de não fazer isso é claro — decisões táticas começam a substituir decisões estratégicas, e a empresa reage em vez de conduzir.

2. A Leitura do Cenário: A Soft Skill Que Separa Líderes de Executores

Pergunta: Onde os C-Levels mais estão errando nas decisões hoje?

Insight de Rivael Hermes: “Não estar revisando o plano. Não estar olhando o plano constantemente. As decisões erradas vêm de não fazer uma leitura bem feita do cenário.”

Rivael aponta duas falhas conectadas: a falta de revisão e a incapacidade de ler o cenário. Uma sem a outra não funciona. Revisar o plano sem ler o cenário é burocracia. Ler o cenário sem revisar o plano é reatividade. Quando Satya Nadella assumiu a Microsoft, seu primeiro movimento não foi tecnológico — foi de leitura de cenário. Ele identificou que a cultura “know-it-all” impedia a empresa de enxergar que havia perdido a corrida mobile e estava perdendo a nuvem. A virada para uma cultura “learn-it-all” foi, na essência, uma decisão de melhorar a leitura do cenário. Para um C-Level, a habilidade de ler o cenário exige foco profundo no negócio — não em dashboards superficiais, mas na compreensão real de onde a empresa está, para onde o mercado vai e quais decisões precisam ser tomadas agora.

3. Convicção e Controle do Medo: O Que Ninguúem Te Conta Sobre Crescer em Mercado Instável

Pergunta: Qual a principal lição de estratégia dos últimos anos?

Insight de Rivael Hermes: “Se não revisar o plano, não tiver convicto do que vai botar energia, não anda. Hoje o mercado instável está deixando muita gente com medo. Primeiro aprendi a controlar o medo. Eu tava fazendo um prédio, cheio de prêmios, mas estava na velocidade errada.”

Esse é o insight mais denso da entrevista. Rivael revela que um empreendimento premiado internacionalmente estava sendo executado na velocidade errada — prova de que execução excelente sem alinhamento estratégico é desperdício de recursos. O controle do medo como pré-requisito para decisão estratégica é algo que poucos líderes admitem. Em mercados instáveis, a paralisia se disfarça de prudência. Rivael trata o medo como variável gerenciável, não como emoção a ser ignorada. Para C-Levels, a lição é: convicção não é teimosia — é energia direcionada para o plano certo, na velocidade certa, revisada constantemente.

A Revolução Silenciosa Que Está Mudando o Jogo

O que Rivael descreve não é teoria — é prática de uma empresa que opera em um dos setores mais cíclicos do país. Mas esse padrão se repete em escala global. A Amazon publica cartas aos acionistas que são, na essência, revisões de plano — Jeff Bezos e agora Andy Jassy usam o documento para confrontar abertamente o que deu certo, o que errou e para onde a estratégia precisa ir. A Netflix fez uma das leituras de cenário mais precisas da história corporativa ao identificar o fim do DVD e pivotar para streaming antes de ser forçada a isso. A Microsoft de Nadella transformou a leitura de cenário em vantagem competitiva, abandonando a obsessão por Windows e abraçando nuvem e IA.

A diferença entre quem “usa” metodologias de gestão e quem “é” estratégico está exatamente aqui: as empresas de referência não tratam OKRs, planejamento estratégico e revisões como burocracia. Elas tratam como sistema nervoso central. Rivael, sem usar jargões, descreve exatamente isso: um plano revisitado toda semana, confrontado com o cenário real, ajustado pela convicção de onde colocar energia.

O alerta é claro: a maioria das lideranças está fazendo o oposto. Confunde movimento com progresso. Confunde prêmios com direção certa. Confunde prudência com paralisia. E, como Rivael aponta, está deixando o medo ditar o ritmo — construindo coisas excelentes na velocidade errada.

A Pergunta Que Vai Tirar Seu Sono

Seu plano está sendo revisado toda semana — ou está guardado em uma gaveta esperando o medo passar?

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    Bruno Perin

    Bruno Perin

    Certificado Top 10 Mundial em OKR na Suécia, em frente ao Nobel. Faço parte do seleto grupo mundial que inclui as empresas mais valiosas do planeta, o que me mantém sempre no front dos assuntos estratégicos. Isso me faz atuar no nivel de OKR + IA Driven das empresas valiosas do mundo atualmente.

    Já orientei as maiores techs do Brasil e Europa sobre OKR, com conhecimento moldado por Tony Hsieh (ex-CEO Zappos) e Tim Draper (top investidor mundial), com experiências no Canadá, EUA, Chile e Portugal. Trabalho como braço direito estratégico de CEOs, transformando planejamento em execução real.

    Por estar na prioridade das empresas mais exigentes, me tornei um heavy user de IA para ajudar principais executivos a extraírem o máximo da inteligência artificial aplicada aos negócios. Combino OKR de alta performance com IA estratégica.

    Participo de boards C-level e divido meu tempo entre Brasil e Europa, sempre trazendo as melhores práticas mundiais para os negócios que acompanho.

    Certificado Top 10 Mundial em OKR na Suécia, em frente ao Nobel. Faço parte do seleto grupo mundial que inclui as empresas mais valiosas do planeta, o que me mantém sempre no front dos assuntos estratégicos. Isso me faz atuar no nivel de OKR + IA Driven das empresas valiosas do mundo atualmente.

    Já orientei as maiores techs do Brasil e Europa sobre OKR, com conhecimento moldado por Tony Hsieh (ex-CEO Zappos) e Tim Draper (top investidor mundial), com experiências no Canadá, EUA, Chile e Portugal. Trabalho como braço direito estratégico de CEOs, transformando planejamento em execução real.

    Por estar na prioridade das empresas mais exigentes, me tornei um heavy user de IA para ajudar principais executivos a extraírem o máximo da inteligência artificial aplicada aos negócios. Combino OKR de alta performance com IA estratégica.

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