O processo de evolução consciente define-se por sua particular característica integral. Com isto queremos dizer que se desenvolve sob a fiscalização direta do entendimento e em plena consciência de cada um dos estados que se vão alcançando, ou seja, que em obediência a esse processo o ser estabelece por si mesmo as constâncias de seu melhoramento e confirma com inteiro discernimento as vantagens comprovadas. A evolução realizada por meio do tempo presumido para a existência do homem, sem a verificação pessoal de cada um dos movimentos que o espírito consegue efetuar com relação ao grau de conhecimento em que se encontrava ao enfrentar a vida, é monótona e enormemente demorada em sua marcha. Esta é a evolução inconsciente, que conduz os seres a um destino intranscendente. O processo de evolução inconsciente cessa por expressa vontade do próprio ser, ao começar este o processo de evolução consciente, auspiciado, estimulado e sustentado pelo auxílio constante do ensinamento logosófico. A evolução consciente implica mudar de estado, de modalidade e de caráter conquistando-se qualidades superiores que culminam com a anulação das velhas tendências e com o nascimento de uma nova genialidade. O processo que a ela conduz é o caminho da superação humana pelo conhecimento, que amplia a vida, alarga os horizontes e fortalece o espírito, enchendo-o de felicidade. No percurso desse caminho há de formar-se integralmente na consciência de seu caráter moral e espiritual, dependendo muito do esforço e grau que alcance na compenetração de tão importante empresa o avanço ou altura que alcance conquistar nele. O processo de evolução consciente obedece a um destino prefixado: vencer as limitações da ignorância e da imperfeição por meio de uma atitude vigilante da consciência, até abarcar, pela capacitação e esforços progressivos, as mais apreciadas áreas do entendimento. Em suma: a evolução consciente só se pode verificar sob um rigoroso exame dos pensamentos e dos atos, com vista à seleção daquilo que mais a favoreça. Sua realização torna, pois, imprescindível afastar cuidadosamente tudo quanto possa afetá-la, recorrendo-se ao contrário, aos estímulos de força que ajudam a substanciar a vida, propiciando a cristalização daquilo que ainda permanece em caráter de anelo. Servirá de auxílio toda manifestação interna e externa que se harmonize com esse propósito. O pintor fixa sua mente naqueles motivos que, ao inspirá-lo, facilitam a execução de sua obra, e permanece atento a seus detalhes para poder reproduzir nela os múltiplos aspectos que a realidade lhe oferece. Busca do mesmo modo o ambiente adequado e deixa-se absorver enquanto trabalha, pelo fluxo da inspiração que pugna por se perpetuar na obra; identifica-se, enfim, mental e espiritualmente com aquilo que tomou por modelo de sua ideação. De maneira semelhante deveria atuar quem aspira ao conhecimento, desde o instante em que começa seu processo de evolução consciente.Por Carlos Bernardo González Pecotche Para mais informações sobre a Logosofia e a Fundação Logosófica:www.logosofia.org.br