Sem dúvida alguma para mudarmos o amanhã, precisamos agir no hoje. E os grandes catalisadores de mudanças contundentes em nossa história, estão relacionados a problemas, incômodos e situações desconfortáveis. Para começarmos a conversar e entendermos como podemos pensar em utilizar uma metodologia educacional infantil, num mercado onde o objetivo principal é a geração de riquezas. Precisamos fazer um questionamento inicial. E se a forma com que as pessoas se relacionam entre elas e com o mundo, for mais importante e gerar mais resultados financeiros do que toda a construção de décadas de metodologias, estratégias e técnicas que nos ensinam a agir, pensar e nos posicionarmos como uma das máquinas da linha de produção? Pare um minuto e lembre de quando você era uma criança e reflita efetivamente sobre quem você era, sobre os desejos reais que você tinha naquele período e os que tem agora. Responda com franqueza em frente ao espelho. O que mudou, além das 'responsabilidades sociais e financeiras' e os carnês a serem pagos? Quais os resultados da Finlândia com essa metodologia, e porque pensar em utilizá-la? O resultado obtido com a inovação na metodologia de ensino da Finlândia pode dar alguns campos de visão para que estudemos essas questões. Por lá a ideia de educação passou por uma transformação radical. Promover o entendimento, a compreensão, a aceitação e principalmente a autodescoberta sobre a relação dos pequenos com o mundo em que eles estarão inseridos no futuro foi o grande segredo. Hoje falamos de uma metodologia educacional que é considerada como a primeira do mundo e a prova disso são os resultados dessas crianças e não o simples olhar dos adultos. Não apenas usaram uma reestruturação da forma de educar, mas pensaram e estudaram as formas com que processamos a autoaprendizagem e o desenvolvimento do autoconhecimento desde a tenra infância. Mais importante do que promover o decorar de informação, é descobrir e compartilhar as descobertas e os acontecimentos diários para realmente compreender estas descobertas. Valores como o conviver com o diferente, respeito, responsabilidade cívica, são mais importantes do que as datas dos feriados e o nome de alguém que para um outro alguém, teve alguma relevância em determinado momento. A retirada dos deveres de casa, começou a promover tempo voltado ao despertar para a vida real e mais. Passaram a fazer com que as crianças entendessem que não estudam mais para simplesmente passar numa prova e sim adquirir, absorver e compreender e compartilhar conhecimento. O envolvimento com tarefas multidisciplinares como trabalhos manuais, artes, poesia e música passaram a abrir os horizontes para entender o real valor das coisas no mundo. Para entender um pouco melhor toda essas história, assista esse breve vídeo legendado. O objetivo principal desse sistema, ao contrário de todo o resto do mundo é ensinar a pensar e não simplesmente reagir a informação, um bom exemplo da ideia é : ' Respondendo sobre a principal diferença entre o sistema educacional sueco e finlandês, Mrs. Pentilla deu o seguinte exemplo: se pais suecos saem para esquiar com o filho e o filho cai, eles correm para acudir; pais finlandeses, na mesma situação, simplesmente olham e dizem: – se levanta você é capaz, você consegue. Assim, a palavra de ordem no sistema educacional finlandês é: AUTONOMIA.' 'Registra-se que durante as visitas às escolas não houve citação de nomes de teóricos que dão sustentação ao ensino na Finlândia. Enfaticamente é reforçada a autonomia dos professores, a confiança depositada neles no fazer bem o trabalho de ensinar. Há métodos de alfabetização específicos para ensinar famílias de imigrantes, outros, para ensinar crianças com maior nível de informação e domínio da língua, enfim, a educação é individual não é algo que se faça em massa.'Fonte: Cadec Como correlacionar essa metodologia ao mercado e porquê? A última fronteira na formação dos indivíduos, são as empresas. Na verdade, essa é a última chance que algumas pessoas tem de efetivamente terem contato com valores sociais positivos e benéficos. Elas são o elo de ligação entre as necessidade e desejos de uma sociedade e a tangibilização desses sentimentos. É óbvio que somente é possível entender isso quando as pessoas que formam essas empresas são efetivamente cidadãos e não simples profissionais. Veja bem, existe uma diferença muito grande entre essas duas figuras. Enquanto a primeira entende que está inserida num contexto maior de qualificação social pela conclusão do seu ofício. A segunda vê somente os recebíveis por vender suas competências. Não quero aqui julgar nenhum sistema que seja, mas é preciso rever com urgência as metas que traçamos enquanto sociedade. Quando as empresas passarem a assumir isso como base, que seus colaboradores devem começar a pensar e ter autonomia e comprometimento com a meta. Automaticamente teremos profissionais que passaram a deixar de responder e-mails e procrastinar para passar a antecipar e a resolver problemas. Pois eles enxergaram o todo, e não apenas sua função na máquina.Sim, não é simples, mas é possível. Dificuldades sempre existirão em qualquer lugar no mundo, e supera-las é tarefa diária. Na verdade, se você estudar um pouquinho nossa história, vai perceber que só crescemos mesmo quando superamos alguma dificuldade. Precisamos pôr de lado a ideia de que debater sobre os problemas é uma coisa, tentar solucioná-los é outra. Se procurarmos nos aprimorar um pouco a cada dia enquanto seres-humanos, independente de religião, sexualidade e inclinação política. Com certeza resolveremos muito mais rápido e de forma eficaz os problemas de todos. Em suma, para você empresário o que é mais importante, um 'trabalhador' que simplesmente cumpre suas tarefas das 09 as 18 com propósito zero. Ou um profissional que se envolva em seu negócio a ponto de entender aonde você quer chegar com ele daqui 20 anos? Se o desejo é pelo profissional, faça como a Finlândia. Ensine-o a importância de adquirir múltiplas competências e a principalmente pensar e ter autonomia, faça-o sentir que ele também é dono do seu negócio.