Um dos modais mais importantes para a indústria e para a logística no Brasil é o transporte marítimo, que ainda não tem todo o seu potencial devidamente utilizado pela extensão litorânea de 9.198 km, sua importância está diretamente ligada a intermodalidade, à geração de novos empregos, ao aumento na movimentação de cargas no país e ao fortalecimento do setor de logística no mercado nacional. O transporte hidroviário no Brasil é realizado nas modalidades fluvial e marítima, consiste no transporte de mercadorias e de passageiros por barcos, navios ou balsas. Pelos mares e rios. O transporte marítimo responde por quase 75% do comércio internacional do Brasil e o fluvial é o mais econômico e limpo, no entanto é o menos utilizado no país, há regiões entretanto, que dependem quase que exclusivamente desta modalidade, como é o caso da Amazônia, onde as distâncias são grandes e as estradas ou ferrovias inexistem. Muitos rios do Brasil são de planalto, por exemplo, apresentando-se encachoeirados, portanto, dificultam a navegação, é o caso dos rios Tietê, Paraná, Tocantins e Araguaia, o utro motivo são os rios de planície facilmente navegáveis (Amazonas, São Francisco e Paraguai), os quais encontram-se afastados dos grandes centros econômicos do Brasil. Este modo de transporte cobre o essencial das matérias primas (petróleo e derivados, carvão, minério de ferro, cereais, bauxita, alumínio e fosfatos, entre outros). Paralelamente a estes transportes a granel, o transporte aquático também cobre o transporte de produtos previamente acondicionados em sacas, caixotes ou outro tipo de embalagens, conhecidos como carga geral é transportada em caixas, paletes, barris, contentores etc., o empacotamento de carga que mais contribuiu para o desenvolvimento do transporte marítimo desde a década de 1960 é o uso de contentores, que padronizados permitem o transporte de carga de uma forma eficiente e segura, facilitando o transporte e arrumação da carga dentro dos navios. Quando iniciou o Transporte Maritimo no Brasil A partir dos anos 50, Pós-Segunda Guerra Mundial, teve inicio o transporte de matérias – primas e de mercadorias ao longo da costa brasileira. A maioria dos portos brasileiros não acompanharam a evolução tecnológica do transporte marítimo, que exige águas mais profundas, disponibilidade de frentes de atracação, instalações de grande capacidade e especializadas para movimentação de contêineres e granéis. A partir de meados da década de 1960 desenvolveu-se um novo tipo de mercado de transporte aquático o do contentor ou contêiner, estas embalagens revolucionaram não só o transporte propriamente dito, mas também toda a cadeia logística, desde o produtor ao consumidor.Em 1999, com economia estabilizada e índices de inflação controlados, o país aparentemente retoma seu crescimento e possibilita uma nova investida no transporte marítimo por cabotagem, período oportuno em que surge a Mercosul Line, uma empresa brasileira que foi criada visando suprir esse novo mercado em plena expansão, principalmente no que tange à carga contêinerizada. Segundo especialistas, a cabotagem sem dúvida é considerada um modal muito promissor e o Brasil que é um país que apresenta aproximadamente 7.400 km de extensão de costa navegável, onde as principais cidades, os pólos industriais e os grandes centros consumidores concentram-se no litoral ou em cidades próximas a ele, o segmento de cabotagem surge como uma alternativa viável para compor a cadeia de suprimentos de diversos setores principalmente com o conceito porta-a-porta. Afinal, são oito bacias com 48 mil km de rios navegáveis, reunindo, pelo menos, 16 hidrovias e 20 portos fluviais. Entre 1998 e 2000, 69 milhões de toneladas foram movimentadas. Modernizado e adequado às exigências de um mundo globalizado, o transporte marítimo pode diminuir distâncias internas e ser decisivo na consolidação do Mercosul, além de aumentar o comércio com os demais continentes. Qual o custo Outro grave problema em relação aos portos é o custo de embarque por contêiner, apesar de ter diminuído em quase US$ 300, o valor ainda é muito alto comparando-se aos portos estrangeiros. Há muita burocracia e os portos nacionais ainda não têm o mesmo preparo que os europeus ou asiáticos, falta preparo e maiores investimentos para suportar um aumento significativo nas exportações. Onde são realizados Apesar de todas as dificuldades que enfrenta com portos ainda inadequados, burocracia e altas tarifas, o setor movimenta mais de 350 milhões de toneladas ao ano, fica fácil imaginar o quanto este número pode melhorar se houver uma preocupação e um trabalho efetivos para alterar este quadro, são 16 portos com boa capacidade, com destaque para os de Santos (SP), Itajaí (SC), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Paranaguá (PR) e Vitória (ES), além de duas hidrovias para o transporte fluvial no interior do Brasil e com os países vizinhos do sul e sudeste (as hidrovias Paraná-Paraguai e Tietê-Paraná), então fazer o setor, responsável por 11,72% do movimento de carga registrado no país, crescer é difícil, mas não impossível. O transporte hidroviário no Brasil é regulado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), tem por objetivos implementar as políticas formuladas pelo Ministério dos Transportes e pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte e regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária, exercida por terceiros com vistas a garantir a movimentação de pessoas e bens, em cumprimento a padrões de eficiência, segurança, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e tarifas; harmonizar os interesses dos usuários com os das empresas concessionárias, permissionárias, autorizadas e arrendatárias, e de entidades delegadas, preservando o interesse público e arbitrar conflitos de interesse e impedir situações que configurem competição imperfeita ou infração contra a ordem econômica. Quais os portos Nos últimos anos têm sido realizadas várias obras, com o intuito de tornar os rios brasileiros navegáveis, eclusas são construídas para superar as diferenças de nível das águas nas barragens das usinas hidrelétricas., é o caso das eclusas de Tucuruí no rio Tocantins, de Barra Bonita no rio Tietê e da eclusa de Jupiá no rio Paraná. O Brasil tem os portos marítimos mais movimentados da América Latina, com destaque aos portos de Santos, Paranaguá, Rio de Janeiro/Niterói, Vitória e Itaqui (São Luís). O transporte marítimo pode englobar todo o tipo de cargas desde químicos, combustíveis, alimentos, areias, cereais, minérios a automóveis e por ai adiante. A carga chamada carga geral é transportada em caixas, paletes, barris, contentores etc., o empacotamento de carga que mais contribuiu para o desenvolvimento do transporte marítimo desde a década de 1960 é o uso de contentores, que padronizados permitem o transporte de carga de uma forma eficiente e segura, facilitando o transporte e arrumação da carga dentro dos navios. Referências • CHORÃO, João Bigotte, dir. – Enciclopédia Verbo luso-brasileira de cultura. Lisboa: Editorial Verbo, 2003. ISBN 978-972-22-2246-4• CARVALHO, J. M. Crespo de, – Logística. 3ª ed. Lisboa: Edições Sílabo, 2002. ISBN 978-972-618-279-4• PATA, Célia, – Prestige [Em Linha].Lisboa, Portugal : Instituto Hidrográfico, 2009. [Consultado em 2009-06-2]. Disponível em WWW:<URL: http://www.hidrografico.pt/prestige.php>.• SAMPAIO, Cristiano, -Pós graduando em Planejamento, Implementação e Gestão do Ensino a Distância pela Universidade Federal Fluminense – UFF/RJ e Administrador de Empresas com habilitação em Comércio Exterior formado pela Universidade Metropolitana de Santos – Unimes.