Introdução O trabalho tem como objetivo realizar a análise teórica da Teoria das Restrições, Pert, CPM e corrente crítica do curso de Administração de empresas para disciplina de pesquisa operacional. Análise Teórica do Pert-CPM: O método PERT é uma técnica que permite gerir a calendarização de um projeto. O método PERT consiste em representar, sob a forma de representação gráfica, uma rede de tarefas cujo encadeamento permite alcançar os objetivos de um projeto. Foi concebido pela marinha americana para coordenar os trabalhos de vários milhares de pessoas para conduzir à realização de ogivas nucleares POLARIS. Assim, o método PERT implica, na sua fase preliminar: Uma segmentação precisa do projecto em tarefas; A estimativa da duração de cada tarefa; A nomeação de um chefe de projecto, encarregado de assegurar o acompanhamento do projecto, informar se necessário e tomar decisões em caso de desvio em relação às previsões.PERT e CPM utilizam principalmente os conceitos de Redes (Grafos) para planejar e visualizar a coordenação das atividades do projeto.Enquanto PERT é o cálculo a partir da média ponderada de 3 durações possíveis de uma atividade (otimista, mais provável e pessimista), CPM é um método de apuração do caminho crítico dada uma sequência de atividades, isto é, quais atividades de uma sequência não podem sofrer alteração de duração sem que isso reflita na duração total de um projeto. A grande vantagem destas duas ferramentas, em relação as suas antecessoras, está no fato de que para o seu planejamento se faz necessário à montagem do seu network . Portanto,além da análise do caminho crítico, as interdependências entre as atividades e as áreas “problema” são reveladas, fato que outros métodos de planejamento não contemplavam. Estas proporcionaram o claro entendimento de onde os grandes esforços deveriam ser introduzidos para manter os projetos dentro do programado. Portanto, a análise dos networks além de nos dar informações importantes para o planejamento, integração dos planos, estudo do tempo, estimativas e gerenciamento de recursos, aponta possíveis pontos de futuras crises, os quais ainda estão em suas fases embrionárias e passíveis de correção. Outro ponto importante destas técnicas está na observação do caminho crítico, o qual pode ser definido como o mais longo caminho em relação ao total de eventos. O caminhocrítico é de vital importância para o sucesso do controle do projeto, pois, como não existem folgas (slacks) em qualquer atividade deste, qualquer problema de atraso nestas atividades,será transmitida para todo o projeto. O PERT e CPM são técnicas de estimativa e planejamento para grandes projetos e têm sofrido modificações nos últimos anos. O PERT e CPM apresentam algumas diferenças. A primeira grande diferença está no fato do PERT utilizar três estimativas (“otimista”, “mais provável” e “pessimista”), enquanto,o CPM utiliza apenas uma estimativa, considerada “mais precisa”. O PERT possui uma natureza probabilística, baseada na distribuição beta para cada atividade de tempo, isto nos permite a utilização do conceito do Gerenciamento das Probabilidades (Risco). Já o CPM é baseado em uma estimativa simples e de natureza determinística. Ambos permitem o uso de atividades Dummy com o objetivo de desenvolvimento da lógica. De uma maneira banalizada podemos apontar que o PERT é bastante utilizado em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, onde o percentual das atividades já finalizadas é praticamente impossível de determinar. Da mesma forma podemos salientar que existe uma maior utilização do CPM em projetos voltados para a área civil, onde o percentual de cada atividade já finalizada pode ser determinado com razoável precisão. Conforme descrito acima, a parte integrante da metodologia do PERT inclui três tipos de estimativas, conforme descrito abaixo: Otimista- Esta previsão assume que tudo irá ocorrer de acordo com o planejado.Geralmente possui um 1% de probabilidade de ocorrer. Pessimista– Esta previsão assume que tudo irá ocorrer de forma oposta ao que foi planejado. Geralmente possui 1% de probabilidade de ocorrer. Mais provável– Esta previsão assume que parte das atividades do projeto irá ocorrer confor me planejado. Antes de transformarmos estas três estimativas em uma equação temos que levar em conta duas informações: A primeira delas é que o desvio padrão (s) é um sexto da variação do tempo necessário. Esta se originou da teoria da probabilidade, onde os pontos finais da curva são três desvios padrão da média. A segunda corresponde à utilização da distribuição beta para as estimativasde tempo para as atividades. Teoria das Restrições: A idéia fundamental desta teoria é que todo o sistema tangível deve ter pelo menos uma restrição. A TOC foi definida em Goldratt (1991) como “uma filosofia global de gerenciamento empresarial que tem como propósito promover a contínua melhoria do desempenho esperado de qualquer organização, que tenha uma meta bem definida, através de soluções que enfocam suas poucas restrições”. As restrições não são intrinsecamente boas ou ruins, elas simplesmente existem. Se você escolher ignorá-las elas se tornam ruins. Se você escolher reconhecê-las e administrá-las elas se torna uma grande oportunidade, uma alavanca para o seu negócio.”Usando esse processo podemos enfocar nossos esforços nos poucos pontos de um sistema que determinam seu desempenho (nas suas restrições), e assim podemos melhorar significativamente seu desempenho no curto prazo. Restrição aqui quer dizer: “qualquer coisa que impeça um sistema de atingir um desempenho maior em relação à sua meta” Com essa definição podemos dizer que todo sistema tem de ter pelo menos uma restrição, caso contrário seu desempenho seria infinito (a lucratividade da empresa seria infinita.) Ao mesmo tempo, a TOC diz que todo sistema tem poucas restrições, da mesma forma que muitos efeitos tem poucas causas em comum. Corrente Crítica: Corrente Crítica é uma nova abordagem para gerenciamento de projetos, voltado para a administração de prazos e atividades, baseado na teoria das restrições (TOC). Atua na quebra dos paradigmas de que todo projeto atrasa e estoura no orçamento. Oferece novos métodos de estimativas de tempo, de enfoque de tarefas, de monitoração do projeto, de viabilidade econômica e de formação da rede de precedência. A rede de precedência é formada obecendo às restrições de tempo e recursos, sendo a corrente crítica a seqüência na qual não pode ocorrer nenhum atraso em nenhuma atividade, devendo ser priorizada na administração de tarefas. Para evitar os atrasos, esta seqüência é protegida por reservas chamadas “pulmões”, tanto de recursos como de tempo. O projeto é protegido por um “pulmão de projeto”. Para diversos projetos que utilizam o mesmo recurso, este é considerado como a primeira restrição, sendo protegido também pelo “pulmão de gargalo”. Esta metodologia vem revolucionando o GP, atingindo como resultado final redução do tempo de desenvolvimento em de 20 a 50 %, além de manter o escopo e orçamento planejados. (GOLDRATT, A. Y. 1997. Corrente crítica. Trad. Thomas Corbett Neto. São Paulo: Nobel).” O fator básico de distinção entre o Caminho Crítico e a Corrente Crítica é que a primeira considera as ligações entre atividades em função das precedências e a segunda, além de também considerar a rede de precedências, leva em consideração a disponibilidade ou restrição em recursos. Resultados Obtidos Com uma breve análise do projeto criado, podemos identificar que na primeira parte do processo utilizando somente a técnica de PERT o cronograma do projeto fechou com 114 dias. Nessa etapa o cronograma foi criado apenas considerando o tempo efetivo que cada atividade leva. Como estudamos as pessoas tem o costume de colocar “gordura” ao criar o cronograma, muitas vezes esse processo é utilizado com o medo de que o projeto atrase. No PERT não utilizamos o nivelamento de recursos, pois iria estender ainda mais o prazo, como trata-se de um projeto com praticamente um único recurso para executar as atividades consideramos que a sobrecarga seria normal nessa etapa. Ao aplicar a técnica da Corrente Crítica podemos dizer que o cronograma foi modificado quase que completamente, pelo menos no tempo de execução do projeto. Conforme mencionado, utilizando somente a técnica do PERT tínhamos 114 dias de execução no projeto, já utilizando a técnica da Corrente Crítica o projeto passou para 59 dias considerando ainda que dentro desses 59 dias temos um pulmão de 15 dias para trabalhar possíveis atrasos. Dentro dessa técnica de corrente crítica foram trabalhadas as falhas como multitarefas nocivas, síndrome do estudante e também retirada da “gordura”, pois considerando as restrições como parte do processo e sabendo utilizá-las como mostra na corrente crítica podemos ter ganhos nas entregas, podemos ter um processo mais ágil, concluindo o projeto antes do prazo. Para um melhor gerenciamento do projeto acreditamos que a corrente crítica é a melhor opção para termos um projeto mais enxuto e ainda com pulmão, ou seja, com um tempo para atrasos, os quais sabem serem passíveis de acontecer. Essa técnica nos possibilita trazer mais credibilidade para o cliente, pois no mercado de gerenciamento de projetos hoje a maior dificuldade das empresas é entregar seus projetos no prazo. Nesse caso se conseguirmos aplicar essa técnica conseguirá trabalhar melhor perante a concorrência. Referências Bibliográficas www.metagestão.com.br www.templo.com.br Fundação Instituto de Administração-FIA (Trabalho de Monografria gestão de Projetos-Aplicação da Teoria das Restrições TOC). http://www.pmtech.com.br/newsletter/Marco_2005/TOC_e_CCPM_em_GP.pdf http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2003_TR0504_1638.pdf