SUMÁRIO LISTAS DE FIGURAS………………………………………………………………………………vii RESUMO…………………………………………………………………………………………………viii INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………………09 1 – CARACTERIZAÇÃO………………………………………………………………………….11 2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA…………………………………………………………14 2.1 – PLANEJAMENTO………….. ……………………………………………………………………. 17 2.1.1 – OBJETIVOS………… …………………………………………………………………….. 19 2.1.2 – BENIFÍCIOS DO PLANEJAMENTO…………………………………………….. 27 2.2 – ESTRATÉGIAS………………. ……………………………………………………………………. 28 2.3 – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO………………………………………………………… 31 3 – ANÁLISE DA SITUAÇÃO ENCONTRADA…………………………………………39 4 – SUGESTÕES……………………………………………………………………………………….41 5 – CONCLUSÃO……………………………………………………………………………………..42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………………………..43 Vi LISTA LISTA DE FIGURAS 1 – Organograma Funcional……………………………………………………………………………………………..13 2 – Níveis da Administração…………………………………………………………………………………………….15 3 – Hierarquia dos Planos…………………………………………………………………………………………………20 4 – Modificações provocadas pelo Planejamento…………………………………………………………………22 5 – Como o Planejamento e o controle devem trabalhar juntos……………………………………………..33 6 – O processo Estratégico gerencial envolve a formulação e implementação…………………………34 7 – Análise SWOT………………………………………………………………………………………………………….3 6 Vii RESUMO Este relatório de estágio abordou principalmente o Planejamento Estratégico a ser trabalhado na empresa, que podemos afirmar ser uma ferramenta primordial de gestão empresarial. Toda empresa independente do seu porte necessita de um planejamento formal, alguns administradores argumentam que sempre se deram bem sem utilizar planos formais e defendem que seria uma perda de tempo criar planejamentos, principalmente se os mesmos forem aplicados em um ambiente de mudanças rápidas. Entretanto, procuramos através de estudos realizados e de conhecimentos práticos explanar que nos dias atuais e em face da evolução dos métodos de gerência, o planejamento estratégico tem sido a principal ferramenta de gestão empresarial utilizada pelos empreendedores para vencer a concorrência. Dessa forma procuramos demonstrar de uma maneira clara a implementação de um planejamento estratégico voltado não só para beneficiar uma organização, nesse caso em particular na empresa Salão do Automóvel, como também para servir de objeto formal ajudando-a a prever mudanças ambientais e reagir de forma rápida a essas mudanças. O Planejamento Estratégico em suma,representa o que a organização é em seu sentido mais profundo de existir, ou seja, o que ela representa no momento e o que virá a ser nos próximos anos, sendo assim um grande aliado para o sucesso empresarial. Viii INTRODUÇÃO Há algumas décadas quando o ritmo de vida era mais lento os administradores podiam trabalhar com premissas de que o futuro seria muito parecido com o passado, usando como fonte de seu planejamento intuição e experiência. Mas a partir da Segunda Guerra Mundial, certos fatos como: uma rápida mudança tecnológica, acontecimento notório nos dias atuais de uma forma diferenciada, pois tem como base uma tecnologia mais complexa, porém com o intuito do resultado final serem produtos com baixo grau de complexidade para o manuseio. Em conjunto com as mudanças tecnológicas temos: a amplitude cada vez maior do trabalho do administrador, a crescente complexidade do ambiente externo e o intervalo mais longo entre as decisões atuais e o seu resultado futuro. Para que uma empresa possa sobreviver em um ambiente onde essas forças atuam constantemente a experiência e intuição dos seus gestores não serão os instrumentos suficientes. Com objetivo de agregar o conhecimento com a prática, o relatório final teve uma soma de valores que certamente vai ser importante para o levantamento e conhecimento da situação, com isso o posicionamento da empresa diante do mercado para uma futura elaboração de um plano estratégico. O Planejamento Estratégico atua como um pilar onde as organizações depositam a sua essência e estabelecem os objetivos a serem alcançados. Adaptando-se a futuros problemas e beneficiando-se com possíveis oportunidades. Portanto a empresa formalizou um Planejamento Estratégico para atingir suas metas principais. Como está descrita na caracterização, a microempresa Salão do Automóvel possui uma versatilidade de funcionar com poucos funcionários e com uma estrutura hierárquica baixa, possuindo apenas cerca de 15% das vendas de veículos usados no mercado. Em relação a fundamentação teórica , exploramos umas das ferramentas mais importantes da administração que foi o Planejamento Estratégico, onde abordamos a parte do conceito de administração, funções e níveis administrativos. Na parte do Planejamento foram relatados conceitos, níveis, objetivos e benefícios, entretanto na parte Estratégica citaram-se o conceito e a importância da implantação do Planejamento Estratégico. Toda fundamentação teórica citada diretamente ou indiretamente pelos autores: Stoner e Freeman, Tiffany e Perterson, Schermerhorn, Robbins e Coulter, Megginson; Mosley, Djalma de Pinho Rebouças, Oliveira. Na analise da situação encontrada foi citado alguns pontos positivos como o quadro de funcionários e o atendimento, e os pontos negativos como a parte tecnológica atrasada e uma falta de investimentos na publicidade. Nas sugestões de melhorias citamos o treinamento de funcionários para uma nova tecnologia, consolidar parcerias, criação publicitária e um site na Internet para os clientes virtuais terem um bom conhecimento das empresa e como ela age no mercado. 1 – CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA O surgimento da empresa Auto Gás Cunha LTDA que tem como nome fantasia Salão do Automóvel teve origem através do comerciante Sr. Antonio Francisco da Cunha, que por sua própria vontade em 1991 mudou de negócio dando fim a empresa Madeireira São Luis e entrando para o ramo de venda de veículos novos e usados. Em 1992 a empresa Salão do Automóvel já consolidada no mercado sergipano segmentou uma parte dos seus recursos para construção civil, dando ênfase a galpões e casas, elevando ainda mais sua renda. Com o surgimento de diversos contratempos no setor da construção civil decidiu dedicar-se somente ao ramo automotivo devido a demanda crescente já adquirida no mercado, assim consolidou-se. Durante o ano de 1992 o Salão do Automóvel LTDA operava apenas com dois funcionários sendo compatível com a pequena demanda existente, com o tempo a organização foi mostrando credibilidade e segurança para o cliente, o que levou a iniciativa pioneira como o financiamento direto com o proprietário em até seis meses sem juros. Com esse diferencial os concorrentes ficaram um pouco prejudicados por causa de muitos deles não terem capital de giro suficiente para oferecerem a mesma facilidade, portanto a empresa Salão do Automóvel LTDA nos anos seguintes até 1998 manteve-se com aproximadamente 80% das vendas, gerando internamente um aumento no quadro de funcionários de dois para cinco atendendo assim a crescente demanda. No decorrer do ano de 1996 teve inicio em Aracaju o surgimento gradativo de uma concorrência no mercado de vendas de veículos, crescimento esse que resultou em um número excessivo de revendedores, praticamente saturando o mercado de Aracaju. Este fenômeno perdurou até o ano de 2000, mas nos anos de 2001 a 2002 as vendas de veículos usados caíram em média 20%, decorrente da falta de credibilidade dos concorrentes, gerando insegurança para os clientes. A empresa Salão do Automóvel LTDA está localizada na Av. Coelho e Campos nº 750, centro, Aracaju-Se. consolidada no mercado Sergipano, e tem um papel fundamental no ramo de veículos novos e usados que é mostrar segurança, garantia e credibilidade ao seu cliente, sendo assim a empresa investe 15% do seu lucro na área de propaganda e marketing , conta ainda com um quadro de cinco funcionários, sendo três vendedores e dois serviços gerais.Como planos futuros tem por prioridade fazer parcerias com as revendedoras autorizadas como, General Motores do Brasil e Volkswagen locais, dando um livre acesso na recepção de veículos usados, utilizados na compra de novos. Tendo como base a demanda , a empresa Salão do Automóvel focou em duas marcas: a General Motores do Brasil e Volkswagen ,possuindo os principais veículos: Santana, gol, parati, corsa, Vectra e outros. Estes são conhecidos como produtos de ótima revenda. A compra de veículos novos são realizadas através de promoções de concessionárias de outros estados, com isso conseguirmos ter um diferencial em relação alguns de nossos concorrentes, possibilitando uma melhor opção para os clientes. Os veículos usados são adquiridos através de clientes particulares ou em troca de um veículo novo. Buscando uma qualidade no serviço prestado, a empresa se preocupa com a plena satisfação do cliente ao adquirir seu carro usado dando uma garantia de 90 dias, conforme a lei, sendo na parte de motor e cambio do veículo. O fechamento do negócio só será finalizado quando o cliente por vontade própria levar o veículo que está sendo adquirido em qualquer oficina autorizada ou em qualquer órgão público para verificar a ficha corrida do veículo. Portanto a empresa Salão do Automóvel tem como missão prestar um serviço de qualidade no ramo automotivo, tendo como finalidade garantir ao cliente segurança e credibilidade na revenda de veículos e com um objetivo especifico de alcançar 40% do mercado de revenda de veículos usados, que atualmente é de aproximadamente 15%, dado este não originado de uma pesquisa formal de mercado e sim baseado na experiência do proprietário. O público atingido está entre as classes A, B e C e como é necessário ter muita cautela ao escolher o público-alvo, a revendedora tem prioridade de trabalhar com veículos no máximo de cinco anos de existência, podendo ter possibilidade de adquirir um veiculo com mais tempo de uso quando na troca por um mais novo. A estrutura organizacional da empresa pode ser demonstrada melhor através do organograma funcional abaixo: FIGURA 1: Organograma Funcional do Salão do Automóvel O cargo de diretor presidente é representado pelo Sr. Antonio Francisco da Cunha que tem como função delegar tarefas, comprar veículos e efetuar fechamento final das vendas. No departamento de vendas, os senhores Marcos Cunha e Marcio Cunha exercem a função de apresentar os veículos aos clientes, assumindo a responsabilidade de conquistá-los e fechar a venda. Já no departamento de financiamento temos o intermediário Wodsom de Jesus, que apresenta o cliente a financiadora, que normalmente são os bancos Finasa e Panamericano. E no departamento de manutenção e limpeza, os senhores Juventino do Santos e Ueslei Silva tendo como funções repor algumas peças danificadas e polir em geral os veículos. 2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA (Stoner; Freeman 1999, p.137) 'O termo administração se refere ao processo de fazer com que as atividades sejam realizadas eficientes e eficazmente com e através de outras pessoas. Sem planos, os administradores não podem saber como devem organizar as pessoas e os recursos; podem até mesmo não ter uma idéia clara sobre o que precisam organizar. Sem um plano, não podem liderar com confiança ou esperar que os outros o sigam. E sem um plano, os administradores e seus seguidores têm pouca chance de alcançar seus objetivos ou de saber quando e onde saírem do caminho' Portanto percebe-se nas palavras dos autores a importância do planejamento, transformando o ato de planejar em uma prioridade dentre as demais funções administrativas relevantes para a gestão de uma organização. A administração envolve alguns conceitos ou funções muito importantes para as empresas colocarem em práticas como: liderar, controlar, planejar e organizar, dando a elas possibilidades para alcançarem seus objetivos. Com base em Robbins e Coulter (1998, p.4), as funções administrativas são: →planejar: definir metas, estabelecer estratégias e desenvolver subplanos para coordenar atividades → organizar: determina o que precisa ser feito, como vai ser feito e quem vai fazer → liderar: é orientar e motivar todas as partes envolvidas e resolver conflitos → controlar: monitorar atividades para se assegurar de que elas serão realizadas conforme planejada. Já Stoner e Freeman (1999, p.5-7) estabeleceram essas ações como sendo processos administrativos: →Processo de planejar significa que os administradores pensam antecipadamente em seus objetivos e ações, e que seus atos são baseados em alguns métodos, planos ou lógica, e não em palpites → o processo de organizar ou arrumar é alocar o trabalho, a autoridade e os recursos entre os membros de uma organização, de modo que eles possam alcançar eficientemente os objetivos da mesma → o processo de liderar significa dirigir, influenciar e motivar os empregados a realizar tarefas essenciais → o processo de controlar, o administrador deve se certificar de que os atos dos membros da organização levam-na de fato em direção aos objetivos estabelecidos. Portanto, as funções administrativas dentro de um organização tem que ser aplicada com seriedade para alcançar os objetivos. Ao analisar uma organização em particular, observamos que sua hierarquia pode ser mais ou menos extensa. Seja qual for o número de degraus que hajam na escada da hierarquia, os gerentes de qualquer organização podem ser agrupados em três categorias principais: alta administração, média gerência e supervisão de primeira linha. Conforme o Antonio César (1991, p.47), os níveis da administração estão representados na figura abaixo em forma de pirâmide: Figura 2: Níveis de Administração de Antonio Cesar (1991,p.47). Alta administração depende do tamanho da organização, da complexidade e do grau de profissionalização. Nas estruturas complexas compreende aquele que normalmente é chamado executivo principal, e cujo título específico do cargo ocupado quase sempre é presidente ou diretor geral, acima deste cargo não existem outros ocupantes de cargos com poder executivo dentro da organização. Portanto a alta administração de uma organização de negócios compreende em primeiro lugar, o proprietário, empresário ou acionista que nela investiu seu dinheiro → média gerência logo abaixo da alta administração, iremos encontrar os gerentes de nível intermediário, nesta categoria estão todos os gerentes que chefiam outros ocupantes de postos gerenciais. Os gerentes intermediários também são mais especializados que seus superiores, o que estão abaixo do primeiro escalão respondem por partes especializadas das missões de seus chefes e, por sua vez chefiam outros que se incumbem de subdivisões de suas tarefas, e assim sucessivamente, num processo hierárquico de divisão do trabalho → supervisores de primeira linha como o próprio nome sugere, ocupam o primeiro degrau da hierarquia, quando se olha de baixo para cima. O supervisor de primeira linha são desde cientistas que chefiam laboratórios e projetos de pesquisas, até lideres de turmas e operários. 2.1 – PLANEJAMENTO O planejamento é fundamental para qualquer empresa sobreviver nesse mundo globalizado, portanto procura-se considerar o futuro em que as decisões e as ações de tal visem operar uma estabilidade na empresa. '.. planejar é escolher um curso de ação e decidir adiantadamente o que deve ser feito, em que seqüência, quando e como…'. Megginson; Mosley (1998, p.102) Por tanto, Djalma de Pinho Rebouças (2001, p.33) 'tem como um processo, considerando os aspectos abordados pelas dimensões anteriormente apresentadas, desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais eficiente, eficaz, com a melhor concentração de esforços e recursos pela empresa'. Já o Os tipos de planejamento descrito por Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira (2001,p.43) são três: • Planejamento estratégico; • Planejamento tático; • Planejamento operacional. O planejamento estratégico é elaborado com objetivos a longo prazo e suas ações afetam a empresa como um todo, geralmente é de responsabilidade dos níveis mais altos de gerência, 'diz respeito tanto a formulação dos objetivos quanto a seleção dos cursos de ação a serem seguidos para a sua consecução, levando em conta as condições externas e internas à empresa e sua evolução esperada'. Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira (2001,p.46) O planejamento tático é elaborado em níveis inferiores ao estratégico e com objetivos de mais curto prazo e suas ações não afetam a empresa como um todo e sim parte dela, 'o planejamento tático tem por objetivo otimizar determinada área de resultados e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas no planejamento estratégico'. Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira (2001,p.43) De acordo com o Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira (2001,p.43), 'o planejamento operacional pode ser considerado como a formalização, principalmente através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. Portanto nesta situação tem-se basicamente, os planos de ação ou planos operacionais'. 2.1.1 – OBJETIVOS O planejamento possui dois aspectos fundamentais. 'determinar os objetivos 'certos' e em seguida escolher os meios 'certos' de alcançar esses objetivos. Ambos os aspectos são vitais para o processo de administração' Stoner e Freeman (1999, p.136). Determinar um objetivo correto não é uma tarefa por assim dizer simples, deve ser feito com todo uma fundamentação baseada em informações mensuráveis, pois uma escolha errada pode por a perder um bom planejamento. 'Os objetivos são importantes pelo menos por quatro razões: Os objetivos proporcionam um senso de direção, focalizam nossos esforços, guiam nossos planos e decisões, nos ajudam a avaliar nosso progresso'. (Stoner e Freeman (1999, p.136). Existem os mais variados tipos de organizações e o que as tornam singulares entre si são algumas características como por exemplo: o seu grau de complexidade devido ao seu tamanho, sua finalidade, tecnologia utilizada na fabricação de produto ou serviços etc. Dessa forma torna-se necessário a utilização pelo menos de dois ou três tipos de planejamento. Segundo Stoner e Freeman (1999,p.137) 'As organizações usam dois tipos principais de planos. Os planos estratégicos são projetados pelos administradores de topo de nível médio para cumprir os objetivos amplos da organização, ao passo que os planos operacionais mostram como os planos estratégicos serão implementados nas atividades do dia-a-dia'. Como foi dito anteriormente em um planejamento está contido um objetivo e o objetivo mais amplo é a declaração da missão baseada nas premissas de planejamento da organização. Fundador, Board ou Adminstradores de Topo Administradores de Topo e de Nível Médio Administradores de Nível Médio e de Primeiro Nível Figura 3: Hierarquia dos planos citado pelo Stoner e Freeman (1999,p.137). Segundo Stoner e Freeman existe um processo formal de planejamento que seria um conjunto dos seguintes passos: 1 – Formulação de Objetivos 2 – Identificação das Metas e Estratégias Atuais 3 – Análise Ambiental 4 – Análise de Recursos Forças e Fraquezas da Organização 5 – Identificação de Oportunidades Estratégicas e Ameaças 6 – Determinação do Grau de Mudança Estratégica Necessária 7 – Tomada de Decisão Estratégica Desenvolver Alternativas, Avaliar Alternativas, Selecionar Alternativas 8 – Implementação da Estratégia 9 – Medida e Controle do Progresso Por considerar existir uma certa dificuldade em conceituar a função do planejamento nas empresas, de estabelecer a sua real amplitude e abrangência Oliveira (2001,p.32) faz uma breve explanação sobre os aspectos básicos das cinco dimensões do planejamento. O conhecimento dessas dimensões é essencial para a elaboração do planejamento estratégico. Em uma empresa comercial não existe um setor de produção, mas existe sim uma grande atenção voltada para o setor de vendas. Dessa forma a criação de um planejamento estratégico também possuirá características bem específicas levando-se em consideração aspectos como a amplitude que o mesmo terá dentro da organização, qual o seu tempo de atuação, se vai ser um plano simples ou complexo etc. A primeira dimensão do planejamento corresponde ao assunto abordado, que pode ser produção, pesquisa, novos produtos, finanças, marketing, instalações, recursos humanos etc. A outra dimensão corresponde aos elementos do planejamento, entre os quais podem ser citados propósitos, objetivos, estratégias, políticas, programas, orçamentos, normas e procedimentos, entre outros. Uma terceira dimensão corresponde à dimensão de tempo do planejamento, que pode ser, de longo, médio ou curto prazo. Outra dimensão corresponde as unidades organizacionais onde o julgamento é elaborado, e nesse caso pode-se ter planejamento corporativo, de subsidiárias, de grupos funcionais, de departamentos de produtos etc. A quinta dimensão corresponde às características do planejamento que podem ser representadas por complexidade ou simplicidade, qualidade ou quantidade, estratégico ou tático, confidencial ou público, econômico ou caro. '…como conseqüência o planejamento pode ser conceituado como um processo, considerando os aspectos abordados pelas dimensões anteriormente apresentadas, desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais eficiente, eficaz e efetivo…'. ( Oliveira 2001:33) Oliveira (2001,p.35) estabelece princípios que o planejamento deve seguir para que os resultados esperados da sua operacionalização sejam alcançados, esses princípios podem ser gerais ou específicos. Os princípios gerais são: O princípio da contribuição aos objetivos, onde o planejamento deve sempre visar os objetivos máximos da empresa, hierarquizando os objetivos e tentando alcançá-los em sua totalidade sempre observando a interligação entre eles. O princípio da precedência do planejamento, priorizando-o como uma função administrativa que vem antes das outras (organização, direção e controle). O princípio da maior penetração e abrangência, pois o planejamento concomitantemente a sua implantação pode provocar um série de transformações nas características e atividades da empresa (pessoas, tecnologia, sistemas). As modificações provocadas nas pessoas podem causar a necessidade de treinamento, substituição, transferências etc.; na tecnologia pode ser representada pela evolução do conhecimento e a nova maneira de realizar os trabalhos; nos sistemas podem ocorrer alterações nas responsabilidades estabelecidas, nos níveis de autoridade, descentralização, comunicação, procedimentos etc. Figura 4:Algumas modificações provocadas pelo planejamento, Praticas de Oliveira (2001:36). O princípio da maior eficiência, eficácia e efetividade, onde o planejamento dever procurar maximizar os resultados e minimizar as deficiências. De acordo com Oliveira (2001,p.36) os aspectos de eficiência, eficácia e efetividade que devem estar presentes em um planejamento são os seguintes: Eficiência: • Fazer as coisas de maneira adequada; • Resolver problemas; • Salvaguardar os recursos aplicados; • Cumprir o seu dever; • Reduzir custos. Eficácia: • Fazer as coisas certas; • Produzir alternativas criativas; • Maximizar a utilização dos recursos; • Obter resultados • Aumentar o lucro Efetividade: • Manter-se no ambiente • Apresentar resultados globais positivos ao longo do tempo (permanentemente) Os princípios específicos para o planejamento segundo Oliveira (2001,p.37) são os seguintes: Planejamento participativo: onde afirma que o principal benefício do planejamento não é seu produto, ou seja, o plano em si, mas o processo envolvido. Desse modo o responsável pelo planejamento não deve simplesmente elaborá-lo, mas sim facilitar o processo de sua criação pela própria empresa e deve ser realizado pelas áreas pertinentes ao processo. Planejamento coordenado: todos os aspectos envolvidos devem ser projetados de forma que atuem interdependentemente, pois nenhuma parte ou aspecto de uma empresa pode ser planejado eficientemente se o for de maneira independente de qualquer outra parte do processo. Planejamento integrado: os vários escalões da empresa (de porte médio ou grande) devem ter sues planejamentos integrados. Nas empresas voltadas para o ambiente, nas quais os objetivos empresariais dominam os dos seus membros, geralmente os objetivos são escolhidos de 'cima para baixo' e os meios para atingi-los 'de baixo para cima', sendo este último fluxo usualmente invertido em uma empresa cuja função primária é servir aos seus membros. Planejamento permanente: essa condição é exigida pela própria turbulência do ambiente, pois nenhum plano mantém seu valor com o tempo. Oliveira (1999,p.38)'afirma que é muito importante que os gestores fiquem atentos tanto aos princípios gerais quanto aos específicos devido a base sólida que eles proporcionam para o processo decisório inerente ao planejamento. Abrangendo ainda mais sobre os aspectos essenciais a um bom planejamento faz-se necessário explanar sobra as filosofias do planejamento'. A filosofia da satisfação, essa filosofia designa os esforços para atingir um mínimo de satisfação, mas não necessariamente para excedê-lo. O nível de satisfação é aquele que o tomador de decisões está disposto a fixar, e freqüentemente é o mínimo necessário. 'A preocupação básica dessa filosofia está no aspecto financeiro, sendo dada grande ênfase ao orçamento e as suas projeções. Não é dada grande importância aos demais aspectos do planejamento de recurso (humanos, equipamentos, materiais, serviços etc.) porque está subentendido que, com suficiente quantidade de recursos monetários o restante pode ser obtido. Essa filosofia é normalmente utilizada em empresas cuja preocupação maior é com a sobrevivência do que com o crescimento ou com o desenvolvimento' Oliveira (2001,p.39). A otimização do planejamento é considerado também como uma filosofia: significa que o planejamento não é feito apenas para alcançar objetivos ou realizar algo suficientemente bem, mas sim para fazê-lo da melhor forma possível. 'Caracteriza-se pela utilização de técnicas matemáticas e estatísticas e de modelos de simulação' Oliveira (2001,p.40). Por fim a filosofia da adaptação, esta filosofia que algumas vezes é denominada planejamento inovado e segundo Oliveira (2001,p.40) apresenta as seguintes características: • Baseia-se na suposição de que o principal valor do planejamento não está nos planos produzidos, mas no processo de produzi-los; • Supõe que a maior parte da necessidade atual de planejamento decorre da falta de eficácia administrativa e de controles, e que o fator humano é o responsável pela maioria das confusões que o planejamento tenta eliminar ou evitar; • O conhecimento do futuro pode ser classificado em três tipos: certeza, incerteza e ignorância, visto que cada uma dessas situações requer tipo diferente de planejamento, comprometimento, contingência ou adaptação. A elaboração de um planejamento pode seguir metodologias diferentes, mas intrinsecamente deve conter elementos básicos em comum, 'pois o planejamento é um processo contínuo que envolve um conjunto complexo de decisões inter-relacionadas que podem ser separadas de formas diferentes' (Oliveira 2001,p.42). Planejamento dos fins: especificação do estado futuro desejado, ou seja, a missão, os propósitos, os objetivos, os objetivos setoriais, os desafios e as metas. Planejamento de meios: proposição de caminhos para a empresa chegar ao estado futuro desejado, por exemplo, pela expansão da capacidade produtiva de uma unidade e/ou diversificação de produtos. Aqui se tem a escolha de macroestratégias, macropololíticas, estratégias funcionais, políticas, procedimentos e práticas. Planejamento organizacional: esquematização dos requisitos organizacionais para poder realizar os meios propostos. Aqui pode-se ter, por exemplo, a estruturação da empresa em unidades estratégicas de negócios. Planejamento de recursos: dimensionamento de recursos humanos e materiais, determinação da origem e aplicação de recursos financeiros. Aqui tem-se o estabelecimento de programas, projetos e planos de ação necessários ao alcance do futuro desejado. Planejamento de implantação e controle: corresponde à atividade de planejar o gerenciamento de implantação do empreendimento. 2.1.2 – BENEFÍCIOS DO PLANEJAMENTO Por tanto o autor John Schermerhorn (1999, p.95) 'nos tempos de hoje , as empresas sofrem pressões vindas de muitos lados. As que vêm de fora incluem maior regulamentação governamental, tecnologia cada vez mais complexa, as incertezas da economia global. As que vêm de dentro incluem a busca por eficiência operativa, novos arranjos na estrutura e no trabalho'. Como foi dito o planejamento oferece importantes vantagens em quaisquer circunstâncias, inclusive no aperfeiçoamento do foco e flexibilidade da coordenação e controle do tempo. Com isso Antonio César (1995, p.200) traz três principais benefícios: '→ permanência das decisões: permanência da decisões não significa imobilidade. Assim, o objetivo é orientar o comportamento da organização, de modo a torná-la menos vulnerável às incertezas do futuro, bem como aos interesses pessoais ou de momento, e evitar a necessidade de tomar decisões uma a uma. → equilíbrio: a organização que não se prepara para o futuro está constantemente sendo apanhada de surpresa: no extremo, seu dia-a-dia é feito de emergência e calamidades. A conseqüência de uma administração sem planejamento é a incerteza quanto ao futuro e a falta de rumos. As decisões são tomadas conforme os problemas aparecem, e alguns problemas são criados pelas próprias decisões, portanto as organizações tem que formalizar um planejamento para não ter problemas futuros. → melhor desempenho: quando se tem um curso de ação definido, as pessoas sabem de antemão quais serão os padrões que servirão para avaliar seu desempenho e quis são os problemas que se espera que elas resolvem. Implícita ou explicitamente, sabem quais serão os benefícios que advirão de atender esses padrões ou resolver esses problemas. É de se esperar, portanto, que se dediquem a eles com certo grau de empenho. 2.2 – ESTRATÉGIAS Segundo Oliveira (2001,p.177) 'estratégia é definida como um caminho, ou maneira, ou ação formulada e adequada para alcançar preferencialmente, de maneira diferenciada, os desafios e os objetivos estabelecidos, no melhor posicionamento da empresa perante seu ambiente'. A estratégia é de grande importância para a organização pois através dela o sucesso organizacional poderá ser alcançado, mas outros fatores como por exemplo a competência dos tomadores de decisões devem andar juntos para que o efeito esperado seja alcançado. Nos dias atuais não se tem dado a atenção necessária à estratégia sendo esse um provável motivo do fracasso de muitas empresas. Existem vários tipos de estratégia, a escolha de uma delas cabe ao gestor da empresa analisar a capacidade e o objetivo a ser alcançado pela organização e a atual situação em que a mesma se encontra. Dessa forma optando por uma posição estratégica voltada para sobrevivência, manutenção, crescimento ou desenvolvimento. 'A estratégia de sobrevivência dever ser adotada pela empresa quando não existir outra alternativa, ou seja, apenas quando o ambiente e a empresa estão em situação inadequada ou apresentam perspectivas caóticas (altos índices de pontos fracos internos e ameaças externas)' (Oliveira 2001,p.181). A primeira decisão a ser tomada quanto a escolha dessa estratégia é parar os investimentos e reduzir ao máximo as despesas, sendo que, esse estratégia não dever ser adotada por um período muito longo pois a organização pode ser extinta do mercado. Quando os tomadores de decisões sentem que a empresa está enfrentando ou espera enfrentar dificuldades preferem tomar uma posição defensiva quanto às ameaças sendo estratégia de manutenção uma boa escolha a ser adotada, 'neste caso a empresa identifica um ambiente com predominância de ameaças; entretanto, ela possui uma série de pontos fortes (disponibilidade financeira, recursos humanos, tecnologia etc.) acumulados ao longo do tempo, que possibilitam ao executivo, além de querer continuar sobrevivendo, também manter a sua posição conquistada até o momento' (Oliveira 2001,p.182). Segundo Oliveira (2001,p.183) 'na estratégia de crescimento, embora a empresa tenha predominância de pontos fracos, o ambiente está proporcionando situações favoráveis que podem transforma-se em oportunidades, quando efetivamente é usufruída a situação favorável pela empresa. Normalmente, o executivo procura, nesta situação, lançar novos produtos, aumentar o volume de vendas, etc'. 'Uma empresa que se encontra em uma situação onde existe a predominância de pontos fortes e de oportunidades, o desenvolvimento da empresa pode ser feito através de uma estratégia de desenvolvimento, seguindo por duas direções, procurando novos mercados e clientes diferentes dos conhecidos atuais, ou novas tecnologias diferentes da que a empresa utiliza' (Oliveira 2001,p.184). A organização dessa forma vai crescer em direção a novos mercados com a combinação de inovações tecnológicas e mercadológicas procurando obter com a utilização dessa estratégia combinada vantagem competitiva no mercado. Tiffany e Perterson (1998,p.260) propõem a definição padrão de estratégia no cenário empresarial, da seguinte forma: • Descreve como concretizar as metas e os objetivos definidos para a empresa; • Leva em consideração os valores pessoais e sociais que cercam a empresa; • Orienta na alocação e no emprego dos recursos humanos e financeiros; • Cria uma vantagem de mercado sustentável, apesar da concorrência intensa e obstinada. A formulação de um plano estratégico deve ser feito com requisitos estéticos além de números , projeções de receitas, fluxo de caixa, alocações de despesas e afins. Planos como esse correm um sério risco de acabarem em cima de uma prateleira acumulando poeira, a criatividade e bom senso devem sempre ser utilizados, Tiffany e Perterson (1998,p.261) nos fornecem algumas perguntas que devemos fazer ao compor um planejamento estratégico. • Em que mercados e segmentos sua empresa planeja competir? • Que produtos e serviços sua empresa desenvolverá? • Qual a vantagem competitiva de sua empresa nesses mercados e produtos? • Como sua empresa sustentará essa vantagem competitiva ao longo do tempo? As respostas a essas perguntas nos farão manter o rumo da estratégia pretendida, sem que nos desviemos do nosso alvo principal. O mercado está em constante mudança acompanhá-las nem sempre é uma tarefa fácil, mas se torna essencial para o sucesso organizacional manter-se atento, e através de um planejamento estratégico bem elaborado, prever algumas dessas mudanças. Pois o plano formal não deve ser algo imutável e inflexível mas sim um meio para minimizarmos nossas dúvidas sobre o ambiente de atuação e uma forma de nos adaptarmos a esse meio, nos tornado pessoas ativas e sem paradigmas fixos. De acordo com Tiffany e Perterson (1998,p.262) 'uma estratégia funciona quando existe um processo que garanta a adequação consistente do planejamento com as operações contínuas do seu negócio' Ou seja, quando um plano estratégico falha é porque ele não foi corretamente adequado ao problema ou objetivo em questão. Um dos motivos dessa falta de adequação do plano ao objetivo poderia ser a forma como o plano é apresentado aos tomadores de decisões das organizações; geralmente são apresentados nas reuniões associados com outras pautas como despesas administrativas e outras barreiras que impedem o avanço da empresa. 'A estratégia funciona melhor quando o planejamento estratégico é integrado a todos os aspectos do seu negócio, todos os dias da semana, todas as semanas do ano' (Tiffany , Perterson 1998,p.262). 2.3 – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Segundo Tiffany e Perterson (1998,p.262), um processo de planejamento estratégico contínuo significa fazer o seguinte: • Questionar sempre o que torna as sua empresa bem sucedida; • Observar continuamente os clientes e mercados, acompanhando seus desejos e suas necessidades; • Examinar incansavelmente a concorrência e o que está acontecendo; • Esforçar-se sem cessar para manter a vantagem competitiva; • Buscar continuamente formas de alavancar sua competência essencial. 'Competência essencial dito de uma forma simples, é a capacidade especial de sua empresa de criar vantagem competitiva para si no mercado' (Tiffany , Perterson 1998,p.176), criando vantagem competitiva através de uma análise detalhada no seu segmento de mercado, nos desejos e anseios dos seus clientes, e satisfazendo da maneira mais criativa possível a essas necessidades. Ao analisarmos as mais variadas empresas do ramo comercial podemos constatar que todas elas possuem características bem diferentes umas das outras, dessa forma, para cada uma delas deveria ser feito um planejamento estratégico diferenciado, contudo de acordo com o estrategista empresarial Michael Porter um dos primeiros a reconhecer e a registrar os padrões de perfis empresariais, três abordagens genéricas criadas por ele podem ser a resposta para o sucesso empresarial em todos os negócios e setores Tiffany e Perterson (1998,p.263). As estratégias criadas por Michael Porter são as seguintes: • Reduza radicalmente os custos. Torne-se o líder do baixo custo do seu setor. Faça o possível para reduzir seus próprios custos e, ao mesmo tempo, oferecer um produto ou serviço superior ao dos concorrentes. • Ofereça algo singular. Descubra como oferecer aos clientes algo ao mesmo tempo singular e com valor real e ofereça seu produto ou serviço por um preço que os clientes estejam dispostos a pagar. • Focalize um único grupo de clientes. Focalize as necessidades e exigências precisas de um mercado limitado, usando um produto singular ou de baixo custo para conquistar os clientes almejados, afastando-os da concorrência. Segundo Schermerhorn (1999,p.95) 'o planejamento aperfeiçoa o 'foco' e a 'flexibilidade'. Uma organização com foco sabe o que ela faz melhor, sabe as necessidades dos clientes e sabe como servi-los bem. Uma organização com flexibilidade opera dinamicamente e com um senso de futuro'. Além do foco e da flexibilidade o planejamento aperfeiçoa também a coordenação. Em uma organização existem vários grupos que procuram atingir diversos objetivos, mas esses objetivos devem ser estabelecidos e alcançados de uma forma que ambos sigam um caminho de cooperação entre si. Dessa forma o planejamento cria uma hierarquia de planos onde os objetivos de níveis mais alto são apoiados pelos de níveis mais baixo. O controle e o tempo também são beneficiados pelo planejamento 'o controle gerencial envolve medir e avaliar resultados de desempenho e tomar medidas corretivas para aperfeiçoar as coisas se necessário. O planejamento ajuda a possibilitar isso definindo os objetivos – resultados de desempenhos desejados – e identificando as providências específicas através das quais eles serão perseguidos' Schermerhorn (1999,p.95). O controle e o planejamento devem andar juntos devido ao suporte que um oferece ao outro, sem o controle não haverá como medir se as metas para saber se realmente elas estão sendo atingidas, e sem o planejamento o controle fica sem uma estrutura para avaliar se o que se era esperado esta indo bem ou o que poderia ser feito para melhorá-lo. O fator tempo pode ser vivenciado por qualquer pessoa independente da profissão ou cargo que ocupa em uma empresa, no caso em especial dos tomadores de decisões de uma organização, pessoas que centradas em metas a cumprir, objetivos a alcançar, reuniões com acionistas tudo isso em um ambiente repleto de interrupções. O planejamento no caso do fator tempo seria um meio eficiente para gerir o tempo. Figura 5: Como o planejamento e o controle devem trabalhar juntos, segundo Schermerhorn (1999,p.96). Schermerhorn (1999,p.97) corrobora com Stoner e Freeman ao classificar os planos em estratégicos e operacionais ambos com suas respectivas características, e faz uma classificação bem interessante sobre os planos operacionais peculiares nas empresas: • Planos de produção: Tratam dos métodos e tecnologia necessários pelas pessoas no trabalho. • Planos funcionais: Tratam do dinheiro requerido para apoiar as várias operações. • Planos de instalações: Tratam das instalações e seus esquemas de trabalho necessários para dar suporte às tarefas e atividades. • Planos de marketing: Tratam das questões de vendas e distribuição de bens ou serviços. • Planos de recursos humanos: Tratam do recrutamento, seleção e distribuição de pessoas nas várias funções. Segundo Schermerhorn (1999,p.108) 'estratégia é um plano de ação que dá rumo crítico e orienta a alocação de recursos para alcançar objetivos organizacionais de longo prazo'. A importância da estratégia é inegável e da mesma forma que o controle anda aliado ao planejamento, para que a estratégia alcance os parâmetros desejados torna-se importante criar uma gerência estratégica na organização, 'definida formalmente como um processo de liderar o esforço de planejamento estratégico e assegurar que as estratégias sejam bem implementadas para garantir o sucesso organizacional de longo prazo' (Schermerhorn 1999,p.108). A gerência estratégica é composta por duas fases demonstradas na figura a seguir. Figura 6: O processo estratégico gerencial envolve a formulação e implementação da estratégia, Schermerhorn (1999,p.111). A idéia de planejamento estratégico começou a prosperar na década de 1960, considerado uma resposta à insipiência das técnicas vigentes, como as técnicas de planejamento orçamentário, financeiro e de produção. Acreditava-se que simples formulação de estratégias seria a resposta para os problemas organizacionais, contudo observou-se que mesmo com o planejamento as estratégias não eram viabilizadas. Em maio de 1973 no primeiro Seminário Internacional de Administração Estratégica promovida pela Graduate School of Management da Universidade de Vanderbilt, Ansoff e outros estudiosos de administração de diferentes disciplinas e de várias nacionalidades e homens de negócios que na prática, trabalhavam com administração estratégica chegaram à conclusão que 'em suma, a administração estratégica passa a ser vista como um processo interativo entre a fixação de objetivos, o comportamento organizacional para a implementação e o monitoramento ambiental e sua avaliação. O monitoramento ambiental visa não só a verificação do atingimento das metas em termos de ações delineadas, mas também a avaliação da efetividade das metas propostas, ou seja, verificar se a mudança esperada no meio ambiente organizacional foi atingida' (Silveira e Vivacqua 1996:18). Segundo Certo e Peter (1993,p.6) 'a administração estratégica é um processo contínuo e interativo que visa manter uma organização como um conjunto apropriadamente integrado ao seu ambiente'. O que observamos é a diferença entre a estratégia influenciada em grande parte pelo departamento de planejamento das organizações para uma referida administração estratégica onde esse processo tende principalmente em organizações menores ser dominada pelo diretor-presidente (CEO) da companhia. 'Entretanto isso não significa que o presidente execute o processo de administração estratégica independentemente. Pelo contrário o CEO bem-sucedido nessa área geralmente esboça um processo de administração estratégica que envolve membros de diversas áreas e diferentes níveis da organização' Certo e Peter (1993p.9). 'O processo de administração estratégica é representado pelo elenco completo de compromissos, decisões e ações necessárias para que uma empresa alcance a competitividade estratégica e aufira retornos superiores a média'. (Hitt ,2002:4) Para que se tenha então um processo de formulação e implementação de estratégias mais eficiente, faz-se necessário obter informações estratégicas pertinentes obtidas a partir da realização de análise dos ambientes interno e externo. Nos dias atuais a conquista de segmentos de mercados torna-se cada vez mais complicado devido a grande concorrência, para uma empresa que já se encontra no seu segmento escolhido a atenção ao ambiente empresarial deve ser redobrada, pois certamente essa organização sofrerá pressões de diversas fontes. Essas fontes podem se classificadas como internas e externas, as internas geralmente são a busca por eficiência, por resultados, diversidade na força de trabalho etc. As externas são as regulamentações governamentais, tecnologias, mão-de-obra, concorrência etc. Ao se elaborar um planejamento estratégico é de suma importância avaliar cuidadosamente esses dois ambientes e o resultado dessa análise resultará internamente na análise dos pontos fracos e fortes da sua organização e externamente na análise das oportunidades e ameaças para as quais os gestores deverão atentar. Figura 7: A análise SWOT: avalia os pontos fortes e fracos da organização e as oportunidades e ameaças do ambiente. Administração de Schermerhorn (1999,p.113). 'Uma análise SWOT deve permitir um entendimento realista da organização em relação ao seu ambiente. Deve também auxiliar na criação de estratégias que tirem o máximo proveito das forças e oportunidades ao mesmo tempo em que minimiza os pontos fracos e ameaças' Schermerhorn (1999,p.113). Tiffany e Perterson (1998,p.159) definem a análise SWOT da seguinte maneira 'permite que você construa um balanço estratégico de sua empresa, na análise, você reúne todos os fatores internos, inclusive os pontos fortes e fracos de sua empresa. Em seguida, avalia esses fatores em relação às forças externas identificadas, como as oportunidades e riscos que sua empresa enfrenta em conseqüência de forças competitivas ou tendências em seu ambiente de negócios. O equilíbrio entre esses fatores determina o que sua empresa deve fazer e quando deve fazer'. A análise do ambiente externo é um processo que deve ser conduzido de forma contínua, podendo ser dividido em quatro atividades Hitt (2002, p.52). • Investigação minuciosa, identificação precoce de sinais de mudanças e tendências do ambiente; • Monitoramento, interpretação do significado através de observações contínuas das mudanças e tendências do ambiente; • Previsão, desenvolvimento de projeções e de resultados antecipados com base no acompanhamento das mudanças e tendências; • Avaliação, determinação da ocasião e da importância das mudanças e tendências do setor para as estratégias e a administração da empresa. 'Internamente a empresa deve procurar explorar as suas competências essenciais e atender aos padrões da concorrência, gerando dessa forma valor para os seus clientes. O valor é constituído pelas características e atributos de desempenhos que as empresas proporcionam sob a forma de bens ou serviços pelos quais o cliente está disposto a pagar' (HITT 2002, p.102). Em última análise o planejamento estratégico formal deve transpor as barreiras do ortodoxo. Ele deve interagir com a organização por completo nos mais diversos setores e graus hierárquicos de uma forma flexível, mas concisa, de uma maneira que venha a unir esforços e objetivos diferenciados em uma missão, ou seja, a missão organizacional. Não é possível ficar estático, a sobrevivência depende de adaptação e da necessidade de atingir novos mercados, adaptações essas que se tornam mais aceitáveis no ambiente interno da organização se for feito com um prévio planejamento, pois toda mudança de estratégia para poder acompanhar o mercado, os concorrentes, fornecedores, os anseios e desejos de cliente e clientes em potencial pode gerar uma mudança de paradigmas e toda mudança encontra resistência e medo por parte de todos que compõem a organização, medo esse que pode ser subjugado com negociações que devem ser realizadas pouco a pouco como preparação para as mudanças previstas. Por fim o planejamento reduz as dúvidas quanto ao rumo que se deve seguir e qual estratégia utilizar, sendo dessa forma instrumento essencial para o sucesso empresarial. 3 – ANÁLISE DA SITUAÇÃO ENCONTRADA Durante o período de estágio pôde-se verificar a ausência de um planejamento formal, portanto nas citações teóricas podemos descrever os objetivos e benefícios que o planejamento pode trazer para a empresa, e tratando-se de uma empresa comercial, esta tem por obrigação possuir algumas estratégias, sendo na área de vendas e serviços. Porém, a realização de um planejamento estratégico, temos que analisar o ambiente interno e externo para compreender o mercado competitivo, mas certamente é fundamental para proporcionar uma forma de crescimento organizacional. Na empresa, o controle de estoque é de suma importância para o funcionamento adequado de entrada e saída de peças de reposição, para que não se tenha gastos excessivos com estoque nem que se deixe faltar peças com os maiores índices de reposição. Porém, atualmente na empresa é utilizado um processo manual de controle de estoque e emissão de pedidos de reposição de materiais. Por se tratar de uma empresa familiar a gerência fica totalmente a cargo do sócio-gerente, sendo o mesmo responsável por todas as decisões com relação à compra e venda de veículos novos e usados, propagandas, parcerias etc. Por ser uma gerência centralizada ou descentralizada ambas possuem os seus prós e contras no caso em particular da empresa Salão do Automóvel poderia se pensar em flexibilizar as tomadas de decisões com relação as vendas e promoções. O quadro de funcionários supri todas as necessidades da empresa, podendo ser alterado de acordo com a demanda do mercado. O estabelecimento de metas da organização é um dos passos mais importantes do processo de planejamento devendo estar em acordo com o objetivo empresarial. Porém não existe um pré-estabelecimento de metas a serem cumpridas em um período de tempo também pré-estabelecido pela gerência. As metas estabelecidas pela empresa surgem em conseqüência de decisões referentes aos problemas diários. A variedade de marcas e modelos é um ponto forte na empresa Salão do Automóvel, comercializando 5 marcas dentre as quais cerca de 3 modelos diferentes, disponibilizando aos clientes uma variedade de produtos e um poder de escolha muito grande. A concorrência é uma ameaça que deve estar a todo tempo sendo acompanhada por qualquer tipo de organização e no caso em particular de empresas que trabalham com revendas de veículos usados, a preocupação pode ser maior caso o mercado esteja saturado. Existe um problema muito grande com relação a um número elevado de revendedoras que entram nesse segmento de mercado por um curto período de tempo depois somem deixando para trás um mercado conturbado e mal visto com relação à sociedade, o que não é o caso do Salão do Automóvel, por ser uma empresa consolidada e com credibilidade no mercado. Em relação a tecnologia aplicada a empresa deixa a desejar, dando ênfase a um atendimento sem qualidade e a falta de compromisso com o pós-venda. A empresa Salão do Automóvel tem como aprimorar parcerias com concessionárias autorizadas, dando um leque maior de opções para recepção de veículos usados. O sistema informatizado da empresa é muito atrasado, faltando investimento em software integrados. Com isso os clientes sentem falta de um site na Internet que possa atender suas expectativas. Em relação a parte publicitária, a empresa não costuma investir, dando uma imagem restrita, impedindo que a mesma seja conhecida por outros clientes. 4 – SUGESTÕES No período do estágio, foi possível acompanhar todas as atividades da empresa, atuações e observações nos setores e no quadro de funcionários, com isso daremos algumas sugestões para melhoria da empresa. • Treinar os funcionários não somente para que os mesmos possam utilizar as novas tecnologias existentes na empresa como também para oferecer um atendimento adequado ao público externo, esclarecendo todas as suas dúvidas e informando-os sobre a gama de produtos que a empresa tem a oferecer. • Consolidar parcerias com concessionárias para uma boa recepção de veículos usados e determinar um plano de pós-venda para o cliente que consolidou a compra do seu veículo na empresa. • Atualização do sistema de informatização para a criação de um banco de dados funcional que integre as áreas de vendas, estoques , pedidos, e outros. • Criação de um site na Internet para as informações gerais sobre a empresa, como: histórico, missão, objetivos, cadastro de clientes, exposições de produtos com formas de pagamentos e divulgações de promoções. • Criação de uma campanha publicitária mais agressiva envolvendo rádio, jornais e revistas locais. CONCLUSÃO Na realização desse relatório verificamos que a importância da implantação de planos formais em uma organização é algo que passa desapercebido por muitos administradores, pois os mesmos ainda se apegam a intuição e experiência como instrumentos únicos de gestão. O planejamento também não deve ser desenvolvido de forma que venha criar metas impossíveis a serem alcançadas, devendo ser sempre condizente com a realidade da organização e do mercado de atuação da mesma, fornecendo em conjunto com a experiência e intuição meios de adaptação às mudanças que irão surgir. O sucesso empresarial torna-se a cada dia uma tarefa mais desafiadora, estar em constante contato com as mudanças tecnológicas, surgimento de novos produtos, novos mercados, procurando satisfazer pessoas cada vez mais esclarecidas e exigentes com relação aos produtos ou serviços que desejam usufruir e finalmente ser o que diferencia o sucesso empresarial da derrota. O que nós tentamos demonstrar nesse relatório é que o planejamento estratégico não burocratiza ou dificulta o processo de tomada de decisão, possivelmente ele acarretará algumas mudanças no ambiente organizacional, tais mudanças que virão a beneficiar futuramente a empresa. No mais o planejamento une esforços e estabelece metas para realização de objetivos em comum, define estratégias a seguir visando sempre o sucesso empresarial através da vantagem competitiva. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CERTO, Samuel C. e PETER, Paul Peter. Administração Estratégica: Planejamento e Implantação da Estratégia. São Paulo: Editora Makron Books do Brasil Ltda, 1993. HITT, Michael A. Administração Estratégica. São Paulo: Editora Pioneira Thomson Learning, 2002. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento Estratégico: Conceitos, Metodologia, Práticas. 15ª Edição, São Paulo: Editora Atlas, 2001. SCHERMERHORN, John R. Jr. Administração. 5ª Edição. 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