Desde criança somos apresentados ao mundo da fantasia por meio de histórias épicas e aventuras emocionantes. Alguns personagens marcam gerações e servem de inspiração, enquanto outros causam medo e pavor. É nesse emaranhado de contos que nos recordamos da imagem malvada do lobo. Quem ainda tem medo do lobo mau? A chapeuzinho vermelho quase viu sua vovozinha ser devorada, e os três porquinhos tiveram suas casas destruídas. Todo mundo tem o seu lobo mau, e isso não é diferente para as empresas. Seja um concorrente, uma dificuldade de apresentar um produto novo ao mercado, ou até mesmo um problema de relacionamento interno entre seus funcionários, as empresas sempre tem um “lobo mau” perseguindo-as. Mas será que o lobo é tão mau como imaginamos? A imagem de animais malvados em histórias infantis sempre é inserida para que o personagem principal possa superar um medo ou um problema, aprendendo uma lição de superação ou realização. No decorrer dos eventos, esses personagens desenvolvem caráter, expandem seus conhecimentos e tornam-se maduros, conquistando seus sonhos e objetivos. No contexto empresarial, esses animais malvados servem como uma alusão aos desafios organizacionais. É possível enfrentar um lobo mau, mas nem sempre é possível evitar que ele apareça na sua frente. É possível corrigir um erro e evitar que o mesmo problema ocorra novamente, mas é muito difícil prever que problemas diferentes aconteçam. As organizações devem seguir o exemplo dessas historinhas, encarando seus “lobos” pelo mesmo ângulo de um conto de infantil, usando-os como forma de superação, promovendo o aperfeiçoamento constante de métodos e processos organizacionais. O ser humano é movido pela curiosidade, pela vontade de solucionar problemas e por sua capacidade de se adaptar a novas situações. A evolução só acontece a partir do momento em que as pessoas passam a encarar suas dificuldades e problemas, buscando soluções e meios de solucioná-los. As organizações crescem e se desenvolvem quando saem da sua zona de conforto, explorando novos campos por meio da inovação, aceitando desafios e resolvendo problemas. São atitudes assim que as empresas e seus gestores devem ter. Deve-se olhar para os problemas como um trampolim para o aperfeiçoamento empresarial, descobrindo as oportunidades para explorar novos caminhos. O mercado globalizado nos transporta para uma floresta de concreto, repleta de aventuras e infestada de vilões. Nossas empresas são os personagens principais, e nós gestores somos os narradores dessa história. Cabe a nós a missão de encontrar o caminho até a “casa da vovozinha”, descobrir a estrada que nos leva aos nossos objetivos, encontrando soluções e alternativas para lutar contra os “lobos” que surgem pela floresta. Enfrente seu lobo mau cara a cara, não deixe que ele mostre suas presas e abocanhe suas oportunidades. Transforme o lobo mau em um cãozinho domesticado.