O Centro de Tecnologia Canavieira – CTC – acaba de assumir um novo e audacioso objetivo estratégico: transformar-se no principal centro mundial de desenvolvimento e integração de tecnologias disruptivas da indústria sucroenergética. A pretensão é de acelerar processos de inovação tecnológica que deverão resultar em ganhos relevantes de competitividade na produção de cana-de-açúcar, açúcar, etanol e energia. O novo plano estratégico foi aprovado pelos acionistas em assembleia realizada na última quarta-feira (28). Os sócios decidiram também aumentar o capital do CTC, com o aporte de R$ 163 milhões, destinados a alavancar o novo modelo de negócio. Compõe o CTC os 154 maiores produtores de açúcar, etanol e cana-de-açúcar do País, que juntos correspondem a 60% da produção nacional. O desafio assumido no novo desenho estratégico do CTC, que funciona como uma sociedade anônima desde o início de 2011, é dobrar, de maneira economicamente sustentável, a taxa de inovação aportada à indústria sucroenergética, com dois focos claros de atuação. O primeiro, concentra-se no desenvolvimento de novas variedades de cana-de-açúcar. Em paralelo, o segundo foco de atuação refere-se à inovação na área de processo e produtos da indústria, com destaque para o projeto de etanol de segunda geração, obtido a partir da celulose contida no bagaço e na palha da cana. O CTC Situado no município paulista de Piracicaba e com unidades regionais em pontos estratégicos das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o CTC foi criado pela Copersucar em 1969. Em 2004, passou a atuar como uma entidade de caráter setorial mantida por unidades associadas produtoras de açúcar, etanol e energia. No início deste ano, o centro de pesquisas foi convertido numa Sociedade Anônima, com o objetivo de aumentar sua competitividade no cenário sucroenergético nacional e internacional. Atualmente, o CTC conta, entre seus acionistas com 154 empresas produtoras de açúcar, etanol e cana-de-açúcar que, juntas, respondem por cerca de 60% da moagem de cana no Brasil.