Com decisão, a empresa reforça sua estratégia de priorizar investimentos em tecnologia e liderança executiva A Meta aprovou um plano que pode aumentar os bônus de seus executivos para até 200% do salário base, segundo um documento enviado à SEC na última quinta-feira. A medida busca motivar os executivos a focar nas prioridades da empresa e recompensá-los pelos resultados. A mudança eleva o bônus máximo de 75% para 200% do salário, mas não se aplica ao CEO Mark Zuckerberg, cujo pacote de remuneração tem um modelo diferente, baseado principalmente em opções de ações. Redução de benefícios para funcionários Ao mesmo tempo, a Meta decidiu reduzir em cerca de 10% o valor das ações restritas (RSUs) concedidas a alguns funcionários, segundo fontes internas. Os chamados equity refreshers, que compõem uma parte significativa da remuneração dos empregados, sofreram cortes que impactam o total recebido ao longo dos anos. Por exemplo, um funcionário que anteriormente recebia US$ 220 mil em RSUs ao longo de quatro anos passará a receber cerca de US$ 200 mil pelo mesmo período. A empresa ainda não comentou oficialmente sobre essa redução nos incentivos. Ajustes em meio a novas demissões O aumento nos bônus ocorre em meio a um novo corte de 5% da força de trabalho da empresa, o que equivale a cerca de 4.000 demissões. Segundo Zuckerberg, os cortes visam “baixos desempenhos”, enquanto a empresa se prepara para um ano intenso de investimentos em inteligência artificial. Apesar das demissões, a Meta informou que pretende repor algumas dessas vagas ao longo do ano, principalmente com engenheiros especializados em aprendizado de máquina, priorizando as contratações em fevereiro e março. Com essas decisões, a empresa reforça sua estratégia de priorizar investimentos em tecnologia e liderança executiva, enquanto funcionários de outros setores enfrentam cortes e redução de incentivos financeiros.