Suor, coragem, força de vontade, muito esforço e dedicação. Estes foram alguns dos ingredientes responsáveis pela criação da escola de idiomas Seda, fundada em 2009 na cidade de Dublin, Irlanda. Em 2014, a Seda College alcançou o título de quarta melhor escola de idiomas do mundo e a primeira da Irlanda, segundo o EducationStars.com. Neste ano, a empresa anunciou a expansão de suas atividades para outros países e o Brasil foi um dos contemplados, recebendo a sua primeira unidade em São Paulo, SP. Há, no entanto, um detalhe que faz toda a diferença nessa história: a Seda Idiomas foi criada por um empresário brasileiro, o Tiago da Silva Mascarenhas. Ele chegou a Irlanda em 2006 com apenas 21 anos de idade e muitos sonhos no bolso. O objetivo inicial não era desenvolver um negócio, mas fazer um intercâmbio estudantil. Apesar de jovem, Mascarenhas já tinha contatos com algumas referências profissionais e logo abraçou o seu primeiro trabalho no exterior. O empresário se formou em Finanças e fez pós-graduação em Controladoria pela FGV. No entanto, avalia o brasileiro, “o aprendizado foi importante, porém, mais do que isso, o Network que fiz com pessoas experientes e com conhecimento de mercado”. “Se pudesse voltar no tempo teria ‘dado um tempo’ entre os estudos e feito um ‘break year’ para ganhar um pouco mais de maturidade”, revela Tiago. Segundo dados da companhia, mais de 10 mil estudantes de 41 países já passaram pela escola de idiomas. Atualmente são mais de dois mil alunos por ano, oriundos de 40 países diferentes. O início da Seda De início, o empreendedor não tinha a intenção de criar um negócio próprio em solo estrangeiro. Porém, a afinidade com o setor educacional e as oportunidades ofertadas pela Irlanda foram de certo modo irrecusáveis. “Foi por acaso. Após dois anos de intercâmbio, conheci o meu sócio que tinha a ideia de criar uma escola para alunos internacionais e já havia dado os primeiros passos. Foi quando decidi embarcar na oportunidade e assumi o departamento comercial em 2009.”, relata o empresário. Sobre a específica área de atuação, Tiago revela que sempre gostou do setor educacional pela troca de aprendizado e pelos desafios propostos. “Além do fator do prazer de trabalhar com estudantes internacionais, existe o fator aprendizado por trabalhar com diferentes culturas.”, diz Mascarenhas. “É um desafio em relação ao idioma e cultura, mas é uma experiência maravilhosa e que está sempre agregando de alguma fora”, complementa. Para ele, criar uma boa reputação, buscar o desenvolvimento dos alunos e sobreviver ao primeiro ano nos negócios foram os principais desafios para o desenvolvimento da Seda. Os Idiomas locais, o inglês e o irlandês, geraram no início alguns problemas de comunicação e, claro, isso afetou os negócios. No entanto, estes problemas serviram mais tarde como combustível para a criação da escola de idioma especializado. No entanto, Tiago acredita que, por não ser o nosso país de origem, é essencial criar um vínculo maior que o normal e estabelecer confiança com as partes investidoras e o governo local. “Porém, a Irlanda oferece uma ótima estrutura para negócios, além de suporte para pequenas e médias empresas. O país é bem aberto para ideias novas e empreendedorismo”, explica. Prêmio Os anos de esforço e suor resultaram não só em uma boa reputação, clientela e lucro. A empresa recebeu o prêmio de melhor escola de Inglês da Irlanda e a 4ª melhor do mundo, segundo o site educationstars.com, que se baseia nas opiniões de estudantes para premiar as escolas mais comprometidas com a qualidade do ensino e satisfação do aluno. A escola também tornou-se uma das nove instituições da Irlanda com o selo EAQUALS, responsável por apontar as marca de maior qualidade e prestígio no ensino de idiomas na Europa. Ela também foi reconhecida pelo Departamento Irlandês de Educação através da ACELS – a mais alta marca qualidade para escolas de inglês na Irlanda. A expansão para a América Latin Hoje a empresa conta com a sede em Dublin, capital da Irlanda, além de outros 12 escritórios próprios: México DF e Guadalajara (México), San Cristobal, Caracas, Maracaibo (Venezuela), Santiago (Chile), Panamá City (Panamá), Kiev (Ucrânia ), São Paulo, Santa Catarina, Minas gerais e Recife (Brasil). Detalhe: todos os 12 escritórios são controlados por ex-intercambistas e alunos da SEDA. “Chegou um ponto em nosso crescimento que não podíamos depender dos mesmos parceiros e decidimos que ao invés de focar em parcerias deveríamos criar nossos próprios canais de venda e atendimento aos clientes – por estarmos presente nos locais de residência de prospectivos estudantes.”, conta o responsável pela Seda. Os próximos objetivos Com os antigos objetivos alcançados, a empresa já planeja os desafios para os próximos anos. Entre eles, a expansão da agência de intercâmbio para a América Latina. “Ela servirá de ponte para 40 destinos e até o final de 2017 estará presente em todos os principais pontos da América do Sul.”, acredita o líder da Seda. Dicas para investir fora do país No geral, a Irlanda se apresentou como um lugar muito acolhedor e focado no progresso. “Ela está aberta para receber estrangeiros e oferece muitas oportunidades. Uma das diferenças que percebi em relação ao Brasil é o suporte do Governo para que quer empreender”, revela. No entanto, para investir em um negócio fora do país é preciso superar o medo e inovar. “Deixe a zona de conforto e corra riscos, acredite em suas ideias. O mundo está cheio de oportunidades”, finaliza Tiago.