Coach, em inglês, não é mais sinônimo apenas de técnico de esportes. As áreas de Recursos Humanos das empresas, nos Estados Unidos e no Brasil, estão descobrindo a importância do profissional que ajuda a desenvolver o potencial de executivos. Um “coach” é um personal-training mental/emocional que auxilia as pessoas a atingir metas profissionais e pessoais. Nas empresas, funciona como um consultor diferenciado porque atua na área humana, no desenvolvimento dos executivos, o que acaba resultando em mudanças positivas na condução dos negócios e no ambiente de trabalho. Como se realiza o “coaching”? Desenvolvendo competências de liderança, auto-confiança, iniciativa e comunicação, além da capacidade de lidar com adversidades. De acordo com Osvaldo Casonato Aragol, doutor em Filosofia das Ciências e em Educação Científica, um dos introdutores do método no Brasil, cada pessoa lida com, no mínimo, 23 adversidades, todos os dias, que influenciam na habilidade em ter sucesso. O “coach” ensina a trabalhar com as exigências e pressões do ambiente e tirar proveito delas. “O processo é baseado na maiêutica socrática, que trabalha com o “parto de idéias”. Por meio de perguntas lançadas pelo “coach”, cada um busca as próprias respostas. Temos que aprender a gerir e dar à luz nossas descobertas. O “coach” não dá conselhos, mas ajuda a pessoa a modificar conceitos e atitudes”, explica Oswaldo Aragol. Nos EUA, 40% dos executivos já passaram pelo processo de coaching. O método é tão difundido que muitas empresas oferecem o serviço de um coach como benefício do cargo. No Brasil, algumas empresas, como a Petrobras, Nestlé, O Boticário, HSBC e Banco do Brasil, já utilizam o método entre seus executivos. O “coaching” é personalizado, uma assessoria privada, mas também pode ser ensinado por meio de treinamentos “in company”, para determinado número de profissionais da mesma empresa. “Competências são habilidades aprendidas. Nada melhor do que ter um coach para nos ajudar a desenvolvê-las”, conclui o “coach” Aragol.