É cada vez mais comum o uso de tranquilizantes, conhecidos cientificamente como ansiolíticos. No entanto, o seu uso em excesso pode ser prejudicial aos seus usuários. Para a professora de farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Amouni Mourad, o fato de pesquisas atuais confirmarem o quadro de uso excessivo de sedativos ou benzodiazepínicos traz a preocupação em definir estratégias para melhorar o nível de informações das pessoas quanto aos possíveis riscos de dependências, além das reações adversas que podem surgir com seu uso indiscriminado. Outro ponto muito sensível está relacionado à prescrição desses medicamentos, sujeitos a controle especial, visto que os pacientes precisam de uma receita para comprá-los. Segundo a especialista, é importante analisar a real necessidade do uso desses medicamentos, fato que só pode ser avaliado pelos médicos especialistas no assunto, ou seja, psiquiatras. 'A vida atual é muito intensa e estressante, há uma sensação de angustia antecipada, agitação, ou seja, uma sensação permanente de ansiedade. Infelizmente, a procura por meios para melhorar essa condição recai no uso de medicamentos, pois é um caminho supostamente mais fácil e rápido de resolver o problema', conclui a professora. Veja quais são os efeitos colaterais dos benzodiazepínicos, de acordo com a especialista: • Sonolência excessiva diurna ('ressaca');• Piora da coordenação motora fina;• Piora da memória (amnésia anterógrada);• Tontura, zumbidos;• Quedas e fraturas;• Reação paradoxal: consiste de excitação, agressividade e desinibição que ocorrem mais frequentemente em crianças, idosos e em deficientes; • 'Anestesia emocional' – indiferença afetiva a eventos da;• Idosos: maior risco de interação medicamentosa, piora dos desempenhos psicomotor e cognitivo (reversível), quedas e risco de acidentes no trânsito;• Risco de dependência: 50% dos que usaram por mais de um ano ficaram dependentes por 5 a 10 anos.