R$ 1,766 bilhão de janeiro a março. Esse foi o lucro registrado pelo Santander Brasil – 7,5% maior que o montante do trimestre anterior – em critério BRGAAP. O faturamento cresceu pelo terceiro trimestre seguido, apresentando pequeno recuo de 3,3% na comparação de 12 meses. Neste período, a lucratividade líquida por ação passou de R$ 1,73 para R$ 1,86. A atividade comercial do banco é forte, especialmente no varejo em função de um incremento da força de vendas e o treinamento intensivo da rede comercial que estão permitindo um crescimento tanto no crédito quanto nas captações. Assim, a carteira ampliada orgânica encerrou março com R$ 208,124 bilhões, resultado 1,4% maior em três meses e 19,2% superior em 12 meses. Excluindo o efeito da variação cambial, os crescimentos seriam de 1,7% em três meses e de 17,7% em doze meses. Os maiores aumentos na comparação anual foram de Pequenas e Médias Empresas e Pessoa Física, segmentos fundamentais para o crescimento da economia. Pequenas e Médias Empresas cresceu 25,4% e chegou a R$ 33,083 bilhões. Em relação à Pessoa Física, a carteira de Financiamento ao Consumo alcançou R$36,402 bilhões e teve um incremento de 20,3% em 12 meses. Nos outros créditos dentro do segmento Pessoa Física, a carteira apresentou alta de 15,6% em doze meses e totalizou R$ 66,526 bilhões. Os produtos em que se observou maior alta nesse segmento foram Crédito Imobiliário, com 33,9%, e Cartões de Crédito, com 28,3%. Com relação às captações de clientes, o volume atingiu R$ 189,2 bilhões, crescimento de 14% na comparação anual e 6% no trimestre. O incremento é resultado, em parte, de um importante instrumento de captação: as Letras Financeiras. O uso deste instrumento, cujo salto foi de 137% em 12 meses, garante maior estabilidade ao funding, já que seu prazo mínimo de vencimento é de dois anos. Como consequência, o banco registrou um aumento nas suas receitas totais – que alcançaram R$ 10,551 bilhões e saltaram 18,1% comparadas com o primeiro trimestre de 2011 e 8,8% em três meses. A evolução positiva foi obtidatanto na margem financeira quanto nas comissões. Com maior atividade de crédito, o índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,5%, estável no trimestre e apresentou um aumento de 0,5 p.p. em 12 meses. Em Pessoa Física, o nível registrado foi de 6,7% (recuo de 0,1p.p. no trimestre) e em Pessoa Jurídica, de 2,4%. O Índice de Cobertura acima de 90 dias alcançou o nível confortável de 134,5%. As despesas de provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa somaram R$ 3,424 bilhões no primeiro trimestre de 2012, o que representa uma alta de 24,7% na comparação anual e de 21,2% no trimestre. Este aumento é consequência da conjuntura econômica, da sazonalidade e de um mix de negócios focado no varejo. Além disso, o índice de eficiência atingiu 43,6% no primeiro trimestre de 2012, com melhora de 5 p.p. no trimestre. Essa melhora do índice de eficiência se deve à redução das despesas gerais no trimestre de 1,2%, somada a um aumento da margem financeira e das comissões. A situação patrimonial é muito sólida, com patrimônio líquido crescente e o Índice de Basileia[3] apurado de 24,0%. Santander no Mundo – De janeiro a março, a operação brasileira respondeu por 27% do resultado global do Grupo Santander, que obteve um lucro líquido atribuído de € 1,604 bilhões, queda de 23,9% na comparação anual.